Im So Sick

3 Capítulo 3


Bridget chegou à sua casa, já com a garrafa acabada. Ela havia reparado que Vanessa não estava em casa, já que seu carro não estava na garagem. Melhor para ela que levaria menos sermão por chegar naquele estado em casa.

Ela subiu e se trancou no banheiro do quarto. Se sentou com as costas na parede. Ficou um tempo assim, apenas pensando no quanto queria matar Samantha agora, naquele momento inusitado. Ela sentia algo a mais pelo Daniel, mas ela definitivamente, não queria admitir.

Bridget começou se sentir enjoada, e vomitou no vaso sanitário, se limpou, e desceu as escadas indo em direção a cozinha. Pegou um copo e o encheu de água e bebeu em goles urgentes. Se debruçou no balcão, e ficou olhando a cozinha em volta, até que seu olhar pousou nos talheres, onde no meio tinha uma faca grande de churrasco para cortar carne.

Então, logo a sua mente afogada em álcool, começou a pensar em formas de torturar Samantha com ela. O pensamento de matá-la ficava cada vez mais forte em sua mente, e cada vez mais ela se sentia encorajada de fazê-lo. Pegou a faca, e voltou para o seu quarto. A escondeu debaixo da cama, onde ninguém a encontraria.

Orgulhosa de sua própria idéia, ela começou a pensar em quando iria fazer aquilo. Amanhã? Claro que não. Mas uma data lhe veio à cabeça. Sim seria naquele dia.

Samantha não esperaria por essa.

O dia tinha chegado rápido de mais, e para Bridget, era um dia mais do que perfeito. Já era final de tarde, e o céu estava totalmente escuro ameaçando uma chuva. Ela saiu de casa, usando um, sobretudo preto onde escondia a faca, junto com coturnos da mesma cor.

Bridget havia aprendido o endereço de Samantha a seguindo na quinta-feira quando a mesma saia da escola. Então ela caminhou calmamente até o endereço, quando chegou à casa, a garota já estava saindo. Apesar da chuva que ameaçava cair, ela ia com um vestido rosa que dava para ver o útero dela.

Ela começou a segui-la com alguns metros de distância. Não demorou muito, e Samantha percebeu que estava sendo seguida, mas não conseguia identificar por quem, já que estava muito escuro, e Bridget andava com a cabeça um pouco baixa. Tentando fugir, ela entrou em um beco. Caminhou até o final procurando uma saída, só que não tinha. Ela tentou se esconder na penumbra, mas Bridget a sentia.

- Bem, parece que você não teve medo o suficiente, não é Samantha? Eu disse que ele a manteria viva. – murmurou Bridget com a faca em sua garganta, e com um movimento preciso ela a cortou.

Samantha estava morta.

Bridget, limpou a faca, e saiu dali teatralmente, para que ninguém suspeitasse. Afinal, o que uma garota estaria fazendo em um beco escuro? Boa coisa não poderia ser.

Então, a garota seguiu até a escola, feliz com seu feito. Ela não pretendia entrar na escola par “curtir” o festival, mas apenas porque não tinha nada para fazer. Mas ela também tinha um motivo, lá dentro dela: Daniel. Mas nunca admitiria a si mesma.

Bridget e juntou à massa de alunos que tentavam entrar no festival, ela pagou dois dólores e entrou. A música estava agradável, alguns alunos dançavam a Peres, outros sozinhos, e ainda tinha uns que ficava de bobeira. Bridget arranjou um canto mais afastado, e ficou lá, apenas observando a festa rolar.

Olhando para todo o salão, ela avistou Daniel. Agora, seus cabelos estavam cortados, e ondulava até o lóbulo da orelha, ele estava mais bonito e mexia no cabelo toda a hora com um certo charme mas ela não conseguiu evitar o pensamento de que talvez ele tenha feito aquilo para agradar Samantha. Ele usava uma calça jeans, uma blusa azul escura e um casaco por cima.

Daniel percebeu que alguém o olhava, e viu que era Bridget. Ele deu um sorriso de canto, um sorriso simpático, mas ela simplesmente desviou o olhar.

A festa continuou, até mais ou menos meia-noite. Alguns tinham hora para chegar em casa, e já haviam ido embora, outros ainda estavam lá, mas logo foram embora, quando um garoto do terceiro ano convidou todos para uma festa com direito a álcool, cigarros e baseados.

Convidaram Daniel, mas ele disse que tinha que ir para casa. Ele começou a andar na chuva para a casa, com Bridget em seus calcanhares.

De repente, ela teve uma mudança de planos. A garota havia isto que várias garotas o olhavam, e algumas o flertavam quando ele. Ela odiava isso, mas não podia fazer nada.

Todas as lojas do comércio tinham sido fechadas, as tuas estavam desertas, nada poderia impedir Bridget. Ela puxou a faca de novo, Daniel parou ao ouvir o metal tilintar, e depois senti-lo nas suas costas.

- Vire-se. – Disse Bridget.

A chuva começou a fiar mais grossa, e logo os dois ficariam ensopados.

Ele fez o que ela mandou. A garota, com uma incrível força, o jogou contra uma parede, e pressionou a lamina no pescoço do garoto.

- Você quer morrer? – perguntou ela.

- Mas é claro que não! Que pergunta é essa?!

- Se você não namorar comigo, eu te mato.

- Você, está de brincadeira, não é? – Ela pressionou ainda mais a faca criando um pequeno corte, querendo dizer que não era brincadeira.

Daniel, meio que cedeu, e Bridget interpretou como um sim.

Com uma força sobre- humana, a garota colou seus lábios nos dele. Era seu primeiro beijo, ela não sabia o que fazer, então quando ele já estava pedindo passagem com a língua ávida por mais, ela se separa dele.

Daniel pareceu confuso. Ela o beijava e depois se separava. Não era exatamente o que ele esperava da pessoa que o ameaçou de morte e logo depois pediu em namoro.

A roupa de Bridget estava grudada ao seu corpo por conta da chuva.

- Tenho que ir. – e desapareceu, deixando um garoto cheio de dúvidas para trás.

Por que ela o havia “sutilmente” pedido em namoro? Por que a faca? Não podia simplesmente falar o que queria? Ele estaria disposto a dar. Essas perguntas rondavam a cabeça do jovem, mas o que mais o surpreendia e o deixava feliz, era o fato de ela voltar a falar com ele e parar de ignorá-lo. E se não fosse suficiente, ela o havia beijado e eram namorados.

Bridget chegou a casa, e como sempre, Vanessa já estava dormindo. Ela subiu sorrateiramente até seu quarto já tremendo de frio. Tirou as roupas rapidamente, e já ligou o chuveiro para tomar u banho de água bem quente.

Depois de ter se trocado, e estar bem quentinha no seu pijama, ela se deitou, fechou os olhos e dormiu. Pensando em Daniel.

O Domingo passou rapidamente para os dois. Quase sem os dois perceberem, o sol já estava se pondo e nascendo para o novo dia.

Quando sinal bateu, os dois trocaram um singelo olhar. Daniel não sabia se ela esperava que ele fosse falar com ela, ou qualquer outra coisa. Mas ele achou melhor não falar nada, penas se encaminhou até a sua sala de aula, como Bridget.

Bridget anda até a sala de literatura, e se senta no seu lugar de sempre. A professora chega logo depois.

- Bom dia alunos. Acho que todos você já... – ela começou, mas foi interrompida.

Um policial tinha entrado na sala de aula, acompanhado do diretor.

- Desculpe professora. – disse o policial – Mas se você não sabe, ontem houve um assassinato de uma aluna. A Senhorita Samantha Walters, e estamos investigando. Gostaríamos de falar com uma de suas alunas. Bridget Harris? Poderia nos acompanhar.

Ela se levantou, e os acompanhou até o pátio da escola.

Ela sabia que uma hora isso iria acontecer, mas não esperava que fosse tão rápido.

- Nós não estamos te culpado, Harris. Mas como fiquei sabendo, que vocês duas tiveram um desentendimento recentemente gostaria de saber se você sabia disso, ou tenha alguma idéia de quem poderia ter feito isso.

- Claro que não. – Quando ela falou, o policial a analisou por um momento, como se procurasse algum indicio de que ela estivesse mentindo. Mas pareceu não achar. Ela falava com tal certeza, e convicção que era quase impossível. Ela era uma boa mentirosa.

- E por que vocês brigaram naquele dia?

- Ela quase me jogou no chão no jogo de basquete. Confesso que nunca gostei muito dela, mas nunca seria capaz de fazer tanto.

- Por que não gostava dela?

- Ela é uma garota fútil, que se preocupa com coisas supérfluas, acha que todos tem que estar aos seus pés. Mais alguma coisa, policial?

- Não. Muito obrigada senhorita. Pode voltar para a sua aula agora.

Ela caminhou novamente em direção a sala, foi aí que ela percebeu um homem, fora das dependências da escola, que parecia a observar atentamente. Ele se vestia todo de preto, e quando percebeu que Bridget o olhava, desviou o olhar e começou a andar.

Ela achou aquilo estranho, mas achou melhor ignorar, e foi para a sala.

Daniel não procurou Bridget o dia todo, e nem ela. Até a hora da saída.

Nenhuma das amigas de Samantha parecia sentir um pingo de pena da garota que havia sido morta na noite retrasada. Na verdade, aproveitavam a ausência dela.

Bridget estava encostada no portão, esperando Daniel passar por ele, quando ele o fez, ela o puxou.

- Por que você não falou comigo hoje? E quem era aquela garota te flertando na hora do intervalo?

- O que...? Bri será que a gente poderia conversar em outro lugar? – Bridget estremeceu um pouco quando ela o chamou de Bri que era como ele a chamava quando crianças.

Ela deu de ombros, e Daniel começou a conduzi-la até algum café próximo, no qual ele costumava freqüentar.

- Vai querer alguma coisa?

- Não.

Eles se sentaram em uma mesa um pouco mais reservada.

- Você está bem? – perguntou ele com cautela, com medo de deixá-la ofendida.

- Claro. Eu só quero essas meninas bem...

- Eu estou falando sério. No sábado você me ameaçou de morte, e me “pediu” em namoro, e agora está aqui.

- Mas você disse que sim...

- Eu não tinha dito nada. E devo também dizer, que a sua maneira de paquerar um garoto não é das melhores. Eu venho tentando falar com você a anos desde que você voltou, e um dia você chega com uma faca e di que vai me matar se eu não aceitar. Eu realmente não te entendo.

Lágrimas ameaçavam cair dos olhos de Bridget, mas ela as segurou. Estava triste não só porque ela não tinha direito de falar assim com ele, mas sim porque tudo o que ele tinha falado era verdade.

- Então, tchau.

A garota caminhou até a sua casa, subiu as escadas ignorando como sempre Vanessa e se trancou no quarto. Lá ela podia deixar suas lágrimas rolarem sem vergonha, poderia se afogar na própria magoa sem preocupação.

Bridget pulou na cama, e chorou com a cabeça no travesseiro abafando os soluços.

Nada tinha adiantado se ele não a queria.

Depois de um tempo chorando, ela adormeceu em sono profundo, mas foi acordada por uma mão que brincava e acariciava seus cabelos. Ela se levantou sobressaltada, e viu quem era.

Daniel.

- O que você quer?

- Quero dizer sim para você.

Notas finais
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