Im So Sick
2 Capítulo 2 - Talvez ela o amasse
Notas iniciais
Às 04 horas da tarde, o sinal avisando o final da aula soou. Sem nenhuma pressa, Bridget recolheu suas coisas, e saiu calmamente do colégio, caminhando direto para sua casa. Chegando lá, sua mãe adotiva a esperava na sala de visitas, com uma expressão de raiva estampada no rosto.
- Posso saber onde você estava ontem à noite, Bridget? – disse a mãe com total autoridade.
Bridget odiava aquilo. Vanessa não era sua mãe, sua mãe morrera quando ela tinha apenas cinco anos, e como a sua família não queria ficar com ela, foi dada para a adoção. Logo foi adotada por Vanessa e seu marido, que tinha morrido no verão passado, pois havia se infectado pelo vírus HIV quando adulterou a própria mulher.
It's down to this I've got to make this life make sense can anyone tell what I've done I miss the life I miss the colors of the world Can anyone tell where I am? se resume a isso eu preciso fazer esta vida ter sentido alguem pode me dizer o que eu fiz? eu sinto falta da vida eu sinto falta das cores do mundo alguém pode me dizer onde eu estou?- Não te interessa Vanessa. – disse a garota já subindo as escadas, e batendo a porta do quarto atrás de si.
Ela estava cansada, e com raiva. Porém a garota não sabia da onde ela vinha. Da briga com Vanessa? Impossível, esse sentimento não era de agora. Talvez da briga de Samantha? Sim, exatamente dela. Ainda sim, o sentimento não era de raiva, tinha alguma coisa não identificada naquele sentimento. Mas ela não queria saber. Fechou os olhos, e dormiu.
Não muito longe dali, na casa de Daniel mais precisamente, o garoto deitado de barriga para cima pensava.
Poderia parecer ridículo, mas Daniel pensava em Bridget. Na infância, até antes dos pais dela falecerem, os dois eram amigos. Melhores amigos. Ninguém poderia duvidar da lealdade que um tinha pelo outro, do afeto, da amizade que existia entre os dois. Foi ele que esteve lá quando seus pais morreram, foi ele que brincava todos os finais de tarde com ela, porém hoje, a garota o desprezava, o deixava de lado, sem mais nem menos. Lembrar da primeira aula, e do modo que ela falou com ele, o deixava triste e magoado.
se resume a isso eu preciso fazer esta vida ter sentido alguem pode me dizer o que eu fiz? eu sinto falta da vida eu sinto falta das cores do mundo alguem pode me dizer inde eu estou? porque agora de novo eu me achei tão pra baixo longe do sol que brilha no lugar mais escuro eu estou muito pra baixo longe do sol de novoTalvez os cinco anos que ela passou longe de mim a fizeram esquecer-se da nossa amizade. Pensou o garoto triste.
Tentando afastar aqueles pensamentos, ele começou a refletir sobre o que havia acontecido depois da aula. Samantha na frente de todos o havia beijado de surpresa. Como ele odiava aquela garota! Como uma pessoa podia ser tão metida assim? Como ela podia ter a ousadia de lhe roubar um beijo? Ele se sentia sujo. Vários de seus amigos, poderiam dizer que ele tinha sorte, ou que deveria ter aproveitado. Ele, porém, dizia: Vá para o inferno!
Daniel se levantou, e foi até uma estante defronte a sua cama, onde havia DVD’s, CD’s, e diversos livros. Ele pegou um CD do Scorpions e colocou para tocar, na música Still Loving You.
Deitou novamente na cama, ouvindo a música tocar até se sentir sucumbir e dormir.
O dia amanheceu e Bridget já estava de pé contra vontade se arrumando para o colégio. Fez as mesmas coisas que faz todas as manhãs, e saiu.
Andando pelas ruas, Bridget começou a perceber como sua vida era monótona e sem graça. Sempre o mesmo ritual nas manhãs de escola, o mesmo bar todas as noites de final de semana. Sua vida era um ciclo interminável, torturante de tão repetitivo. Ela nunca tinha percebido isso, até o momento. Bridget vivia sua vida pacificamente, sem se preocupar com as coisas novas que apareciam, sempre se mantendo presa na sua teia.
Quando a garota chegou ao colégio o sinal já havia batido, não restava outra opção a não ser subir para sua aula, que era Inglês. Entrou na sala, e como todo o dia foi para a sua carteira no final da sala.
I'm over this I'm tired of living in the dark can anyone see me down here The feelings gone there's nothing to left to lift me up back into the world I know eu me cansei disso estou consado de viver no escuro será que alguem pode me ver aqui em baixo? os sentimentos se foram nada restou para me colocar pra cima de volta para o mundo que eu conheço- Bom dia alunos! – saudou a professora. – Creio que todos vocês estejam com os trabalhos sobre Shakespeare prontos. Cada grupo irá apresentar aqui na frente sobre a obra que escolheu, e explicá-la para a turma. Quem quer vir primeiro?
Uma garota de cabelos negros encaracolados que usava óculos, que se sentava na frente logo se manifestou sobre protestos do seu parceiro.
- Bem, então os dois podem vir.
- Nós escolhemos uma obra de Shakespeare chamada Sonho de uma noite de verão, e... – a garota começou a falar, mas Bridget não estava realmente interessada no que ela achou da estória ou qual era o final dela. O que ela realmente queria, era sair por aquela porta, e se afogar em mais uma garrafa de vodka.
Todos os alunos com suas duplas se apresentaram no decorrer da aula.
- Parabéns para todas as duplas! Vocês se foram muito bem nesse trabalho! – neste momento o olhar da professora parou na carteira de Bridget, onde a garota permanecia com a cabeça abaixada. – Srtª Harris, receio que você ainda não apresentou. Onde está a sua dupla?
- Em nenhum lugar, porque eu não tenho. – respondeu.
- Como assim você não tem? Quer ficar sem nota Srtª?
- Talvez sim, vai fazer diferença?
- Claro que irá, Harris! Como você pode perguntar se irá fazer diferença?
- E se eu não quiser fazer professora? Você não pode me obrigar.
- Tem razão, Harris. Por favor, quero ter uma conversa com você em particular.
Bridget se levantou e saiu da sala junto com a professora. Ficou encostada na parede com um olhar de indiferença.
- Quase todos os professores desistiram de você. Eu ainda estou persistindo. O que está havendo, querida?
- Nada. Olha, agradeceria se vocês professores parassem de ficar no meu pé. – disse a garota entrando novamente na sala de aula.
Não demorou muito e o sinal bateu, e todos saíram da sala. A próxima aula de Bridget seria Física e depois matemática.
Entrou na sala, e o professor, estava sentado na sua mesa olhando alguns trabalhos dos alunos, quando toda a classe já estava dentro de sala, ele fechou a porta, e se irou para a turma.
Cause now again I've found myself so far down Away from the sun that shines into the darkest place I'm so far dwon away from the sun that shines to light the way for me To find my way back into the arms That care about the ones like me I'm so far down away from the sun again Oh, no.. porque agora de novo eu me achei muito pra baixo longe do sol que brilha no lugar mais escuro eu estou muito fundo longe do sol que brilha para iluminar o caminho para mim para eu achar o meu caminho de volta nos braços que se preocupam com aqueles como eu eu estou muito pra baixo longe do sol de novo ah, não- O diretor pediu para eu passar uma mensagem a vocês. Irá ter um festival, neste final de semana na escola. O festival de Outono. Será a partir das 7 horas da noite no sábado. Terá apresentação de uma banda de rock armadora. Terá comida, diversão e não tem uma hora exata para terminar. – A notícia foi recebida com vários vivas e gritaria. – Mas serão proibidos qual quer tipo de bebida alcoólica.
- Aí não, né professor! – disse um aluno.
- Sacanagem! — gritou outro.
- Vão reclamar com o diretor! Agora, abram seus livros no capítulo 5. Iremos fazer uma breve revisão, e logo depois iremos passar para o próximo capítulo. Bem... – o professor começou a falar sobre o capítulo e fazer anotações no quadro, mas isso não queria dizer que os alunos estavam prestando atenção.
Na verdade, todos eles conversavam freneticamente, porém em um volume quase que inaudível para o professor que já era um pouco velho. Outros trocavam bilhetinhos. Meninos faziam sinais significativos às meninas como se estivessem convidando-as.
No meio de uma das explicações, alguém bate na porta. Era Samantha.
- Professor, eu posso entrar?
- Claro, Srtª Walters. E sente-se junto da Srtª Harris. E por favor, não crie tumulto, se não além de você ficar com zero no seu boletim, irei te encaminhar para a direção.
- Está bem.
Bridget não sabia como o professor podia colocá-la ao seu lado. A garota observava Samantha caminhar até a carteira vazia do seu lado com um sorriso que poderia ser travesso no rosto. Talvez de deboche. Mas Bridget não gostou nem um pouco dele.
- Oi vadia. – saudou Bridget quando ela se sentou ao seu lado.
- Deveria me respeitar, sabia.
- Na hora que eu decidir te respeitar eu te digo. Afinal, o que você está fazendo aqui?
- Meus pais conversaram com o diretor, e eu vou receber aulas de física no horário do treinamento da torcida. E você, com quem vai para este festival? Sozinha não é? Sabe, seu amiguinho de infância vai comigo, o Daniel.
Bridget não respondeu. Ter Samantha do seu lado já era ruim, conversar com ela era pior ainda. E se Daniel ia ou não com ela, o problema era dela.
O dia tinha sido mais longo do que Bridget poderia imaginar. Finalmente o sinal havia batido, para a alegria da garota. Pelo menos era o que ela achava.
Saindo das dependências da escola, ela podia ouvir vários gritos animados na frente do colégio. Ela olhou pelo canto do olho, e pode ver uma garota com uma cabeleira ruiva beijando e agarrando outro garoto. Daniel e Samantha. Novamente aquela raiva que Bridget sentiu no dia anterior tinha voltado com mais intensidade.
I'ts down to this, I've got to make this life make sense and now I can't tell what I've done se resume a isso eu preciso fazer esta vida fazer sentido e agora eu não posso dizer o que eu fizCiúmes.
A garota saiu de lá indo em direção de um bar. O que precisava era uma boa dose de vodka. Lágrimas começaram a se acumular nos olhos da linda garota.
Infelizmente, ela saiu cedo de mais para ver o que aconteceria depois.
Daniel se desvencilhou de Samantha, a empurrando tão forte que a ruiva quase caiu no chão.
- O que você tem na cabeça, sua vaca? Vê se desgruda de mim! – E o garoto saiu raivoso em diração a sua casa.
And now again I've found myself so far down Away from the sun that shines to light the way for me Cause now again I've found myself so far down away from the sun That shines into the darkest place I'm so far down Away from the sun that shines to light the way for me To find my way back into the arms That care about the ones like me I'm so far down away from the sun again e agora de novo eu me peguei muito pra baixo longe do sol que brilha para iluminar o caminho pra mim porque agora de novoeu me peguei muito pra baixo longe do sol que brilha nos lugares mais escuros eu estou muito pra baixo longe do sol que brilha pra iluminar o caminho pra mim para eu achar o meu caminho de volta nos braços que se importam com aqueles iguais a mim eu estou muito pra baixo longe do sol de novoBridget já estava no bar. Ele estava vazio por conta do dia.
- O que vai querer hoje?
- Pode me dar uma garrafa de vodka logo! – respondeu a garota.
Apesar dela ainda ser menos de idade, o bar não era o que se podia dizer de fiscalizado, ou bem decorado. Além de ficar um pouco afastado, era sujo, com cadeiras e mesas velhas. As janelas não eram lavadas a anos, dava para perceber. A pintura estava desgastada, e o balcão era de madeira que já estava ficando ruim por conta da umidade.
O barman começou a encher um copo com a bebida, mas Bridget foi mais rápida e pegou a garrafa toda e começou a beber de lá mesmo.
- Você terá de pagar por isso.
- Se é meu dinheiro que você quer, aqui está o dinheiro. – Ela tirou da carteira duas notas de vinte dólares e jogou no balcão, saindo de lá com a garrafa.
Oh, no... I'm gone ah, não eu fui embora
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