I'm Not The Only One
4 Capítulo Bônus
Notas iniciais
♣Capítulo Bônus♣
O revolve apontava diretamente para o crânio do homem que respirava erraticamente pela boca, pois o nariz havia sido quebrado pelo capanga do Uchiha. O moreno que escondia-se nas sombras do galpão abandonado que Hatake Kakashi havia o levado, estalou a boca em sinal de impaciência.
– Não dirá onde está a minha carga? — Perguntou novamente para o homem jogado ao chão de mãos atadas que tremia-se em posição fetal.
– Eu não sei onde estão... Não sei... — Desesperou-se olhando para todos os lados tentando achar algo que pudesse lhe salvar.
Sasuke abaixou a pistola e caminhou até ele abaixando-se ameaçadoramente.
– Não darei outra chance... Ou diz ou morre — Sasuke olhou para o homem que havia roubado a carga de êxtases que seu nii-san Uchiha Itachi havia contrabandeado de Nova York para o Japão.
– Eu juro que apenas fui contratado para furtar as drogas e leva-las para um cara numa antiga fábrica de pneus... — Respondeu tentando levantar-se, porém seu corpo doía pela tortura que passou.
Sasuke levantou-se e consulto o relógio de pulso.
– Tsc, estamos sem tempo e essa não foi à resposta que esperava — Suspirou elevando a pistola na direção do homem que arregalou os olhos em pânico.
– Onegai... Não me mate! Eu direi o que sei... Demo, não me mate! — Implorou gritante.
Sasuke olhou para cima entediado, ele não gostava de esperar.
– O bando do Sabaku'no contratou-me por telefone, eles apenas disseram para trocar o carregamento... Falei com tal Sasori ele disse que depois da troca meu pagamento seria efetuado no mesmo momento e pediu sigilo. — Pausou tossindo — Eu deixei os pacotes no local e... Foi só o que fiz — Relatou em desespero. O criminoso sabia que mesmo que saísse dali vivo, seria caçado até a morte pelo Sabaku'no.
– Não me entenda mal, mas ninguém que me rouba saí vivo — Seu tom soou mais frio que alciberg.
POU...
O som da arma sendo disparada ecoou no ambiente tenebroso e vazio.
Sasori.
O moreno sabia muito bem de quem se tratava, não ficara surpreso em saber o autor do prejuízo do dia anterior. O clã inimigo atacava novamente, mas desta vez usando o capacho preferido: Akasuna Sasori que por acaso, era uns dos mais experientes golpistas e primo do segundo maior gangster do país.
Sasuke guardou a pistola aquecida pelo disparo no blaizer escuro e caminhou até o grande portão de entrada. Hatake Kakashi estava encostado na parede de fora com livro de conteúdo erótico em mãos, pausou sua leitura assim que escutou o som de passos vindo em sua direção.
O mascarado olhou por cima dos cílios e perguntou:
– Você precisava matar o cara?
– Quero o verme do Akasuna morto, sem falhas — Disse ignorando a pergunta do grisalho.
Sasuke puxou o cigarro e isqueiro do bolso lateral e acedeu o maço de nicotina tentando não mostrar irritação.
– Itachi ligou dizendo que enviará mais ecstasy e LCD — Informou guardando o livrinho e assistindo o moreno entrar em sua Mercedes preta.
– Se encarregue do corpo — Mandou ligando o carro e jogando o cigarro pela janela — Sem deixar rastro.
★
Sasuke entrou em sua casa avistando Shizune de costa fechando as janelas da mansão trajando um pijama estranho e uma touca de cabelo.
– Kami-sama!... O senhor me assustou — Disse a emprega com a mão no peito.
– Onde está Sakura? — Perguntou subindo as escadas.
– Em seu quarto Sasuke-sama — Respondeu o vendo subir — O senhor irá querer comer algo?
– Não — Respondeu ele. Shizune suspirou terminado de fechar a mansão.
Sasuke afrouxou a gravata azul marinho e abriu a porta que daria para o quarto que dividia com Sakura. Seus olhos ônix passaram da cama vazia a todo o cômodo procurando por sua esposa que deveria estar dormindo naquele momento. O moreno tirou os sapatos italianos e deixou em qualquer canto, guardando sua pistola na gaveta ao lado da cama.
Seus olhos pararam na porta do banheiro que estava entreaberta, assim que abriu totalmente a porta o mesmo viu Sakura, repousada na banheira com batucos de cigarros no chão.
Sakura fumava?
Sasuke apressou-se e foi até a esposa que dormia dentro da água com a cabeça tombada para fora, suas bochechas estavam coradas e manchadas de lágrimas. Sasuke sabia o motivo e odiou-se por isso, ele detestava fazer aquilo com ela, porém ele não tinha escolha.
Ela sempre fora perfeita para ele, sempre mostrou ama-lo e dedicou grande parte de sua vida apenas nele, mesmo ele não merecendo. Sasuke ficava grato por vê-la persistindo. Sem Sakura ele enlouqueceria, ela era sua única luz, seu porto.
O mafioso chegou mais perto da esposa que parecia estar em um sono profundo e conturbado. O moreno afastou os fios que caíam na face da rosada.
Tão linda... Mesmo machucada e destruída por dentro.
Ele a amava mais do quê qualquer coisa, ninguém poderia imaginar que um homem como ele, pudesse nutrir sentimentos tão recíproco e puro como aquele. Ninguém imaginária que Uchiha Sasuke amava alguém, não ele que; estampava frieza e escuridão nos olhos, o moreno nunca se deixou mostrar qualquer emoção que não fossem indiferença, raiva e impaciência.
O mafioso pegou a rosada nos braços sem se importar com fato da mesma está molhada e a carregou até a cama sem reparar em sua nudez pegando uma toalha a enxugando calmamente para não acorda-la.
Por que Sakura fazia isso consigo? Como ela ainda conseguia o amar?
Ele não sabia, mas jamais conseguiria se separar daquela mulher, desde que ele a vira, Sasuke não podia se imaginava sem ela, sem o cheiro de rosas que emanava dela, sem o sorriso doce e gentil, sem aqueles cabelos longos e róseos que ele tanto amava.
Sasuke seguiu até o closet pegando uma camisola de Sakura a vestindo sem em nenhum momento acorda-la. Depois de vestida ele a embrulhou e seguiu para o banheiro assim tomando seu banho e vestiu uma calça qualquer deitando-se ao lado da esposa que abraçava seu travesseiro serenamente. O moreno deixou-se sorrir como jamais ninguém o vira e aproximou-se da esposa, analisando os traços delicados e finos da rosada.
– Perdoe-me por fazê-la sofrer Sakura — Confessou-se sussurrante.
O mafioso tocou a face da esposa carinhosamente e beijou-lhe a boca se deixando fechar os olhos. Tudo seria mais fácil se ele não tivesse se envolvido com ele.
– Boa noite, anjo — Sussurrou a abraçando e caindo na escuridão.
★
– O que faz aqui Suigetsu? — Perguntou Sasuke sem tirar sua atenção dos vários papéis que sua secretária havia deixado.
O homem de cabelos azulados e de expressão debochada sorriu mostrando-lhe um canino maior do quê o restante dos dentes.
– Ora Sasukee, vim apenas fazer-lhe uma visitinha. Não posso? — Rasgou os lábios em um sorriso irônico e sentou-se na poltrona próxima da mesa do moreno.
Sasuke olhou por cima dos cílios.
– Não — Dizendo isso o moreno volta sua atenção para os papéis.
Suigetsu bufou tirando uma pequena garrafa de metal onde continha uísque e girou a tampa bebendo um gole.
– Você não tinha parado com essa merda? — Perguntou Sasuke assinando a folha.
– Quem disse esse absurdo? — Gargalhou guardando a garrafa no lugar.
– Juugo — Respondeu lendo o contrato.
– O filho da puta só devia estar drogado quando disse isso. Jamais, deixaria minha companheira de lado — Falou dando dois tapinhas no local onde estava a garrafa.
– O que veio fazer aqui? — Perguntou sem delongas.
– Vim te pegar pra darmos um rolé mais tarde. Sei que você está um tempo sem frequentar rachas e está doidinho para apostar com ótarios que não sabem correr — Disse colocando os pés sob a mesa, os tirando assim que viu a expressão nada amigável do amigo.
– Tenho mais o que fazer Suigetsu — Dispensou flexionando os dedos doloridos.
– Qual é Sasukee? Que mal há? — Reclamou decepcionado. — Você só irá dar uma voltinha.
– Tcs, você só quer ganhar grana por cima disso.
– Credo Uchiha, você me julga muito mal sabia!? — Fingiu-se ofendido.
– Encontro você lá — Rendeu-se querendo que o azulado saísse dali.
– Aê! Esse é o Uchiha Sasuke que eu conheço — Sorriu vitorioso e levantou-se seguindo até a porta.
– Não me faça esperar Uchiha — Se despediu pondo o dedo indicador na cabeça e saindo pela porta.
Chegando ao local marcado Sasuke saiu do seu Porsche 911 GT3 encostando-se no carro procurando Suigetsu com os olhos. Havia uma porção de pessoas por todos os lados, vários carros velozes e estilosos parados no estacionamento do antigo shopping que tinha na região.
A batida da música japonesa soava nos carros de som. Mulheres passavam com curtas roupas sempre olhando duas vezes na direção do moreno que prendia qualquer uma com sua beleza exótica e absurdamente única.
– Uchiha Sasuke finalmente deu ar de sua graça — Aproximou-se Hyuuga Neji um cara de cabelos castanhos longos e olhos perolados. — Prevejo uma corrida interessante.
Sasuke encarou o terceiro maior mafioso do Japão e aliado de seus negócios com ar zombeteiro.
– Sasukee! Finalmente você chegou! A corrida começara e eu não posso apostar sem você aqui — Reclamou — Apostei com três bakas que você venceria facinho o Hyuuga.
Suigetsu encarou Neji em desafio.
– Não me subestime seu lixo — Rosnou Neji. Suigetsu riu quase sendo agredido pelo Hyuuga que fora interrompido pelo porta voz da corrida.
– Pessoal, vamos começar. Corredores em seus lugares com o dinheiro da aposta em mãos — Gritou o homem de cabelo laranja no meio do que seria a pista.
Sasuke suspirou entrando em seu veiculo.
– Boa sorte Uchiha e não me faça perder grana — Gritou Suigetsu por cima do som do motor do Uchiha.
– Hump — Resmungou Sasuke.
★
– Ele matou Lee? — Perguntou Sasuke encarando Hatake Kakashi friamente.
O homem de cabelos prateados sentou-se na poltrona a frente do Uchiha e suspirou em desgosto.
– Lee tentou escapar, mas o bando do Sabaku'no era em maior número — Respondeu com a voz sendo abafada pela máscara que cobria-lhe nariz e boca.
O Uchiha cruzou as mãos por baixo do queixo pensativo.
– Ele conseguiu deixar o envelope? — Questionou nenhum pouco abalado com a morte de seu subordinado.
Hatake observou o Uchiha por um momento antes de responder:
– Os capangas do Hyuuga's pegaram antes da emboscada.
Sasuke levantou-se ficando de costa para Hatake e contemplou a vista que seu escritório lhe proporcionava. O moreno cruzou os braços divagando, ele tinha que matar o Sabaku'no se o mata-se, alguns dos seus vários problemas sumiriam, porém o ruivo estava sempre um passo a sua frente quando o quesito era sua vida. Aquele jogo o Uchiha achava de fato excitante, ele adorava entrar em algo que poderia causar sua morte, porém o jogo poderia ficar perigoso quando ele tinha um ponto fraco.
– Mande Aburame e Inuzuka ficarem de vigia na mansão. Não quero ninguém da gangue do Sabakuno visitando Sakura — Mandou olhando o rólex em seu pulso.
★
A batida da música mexia a multidão que aglomerava-se no centro da pista. Sasuke bebia uísque, enquanto observava o movimento do local sua pistola fazia volume no cós do jeans. O moreno sempre estava preparado, pois qualquer desfoque em público poderia ser fatal, mesmo para ele que comandava metade de Tokyo.
– Sasuke-kun há quanto tempo querido, pensei que nunca mais o veria — Falou a ruiva em tom sensual. Karin vestia um curto short e um tope negro deixando metade de sua lisa barriga de fora.
– Dê o fora — Expulsou o moreno nenhum pouco interessado na ruiva.
Karin sorriu zombeteira, ela já havia se acostumado com a personalidade forte e dominante do Uchiha e não ficava ressentida nos foras que ele a dava.
– Estou louca para te chupar e você recusa? Que decepção Sasuke-kun — Mordeu os lábios — O Sabaku'no fez uma viagenzinha está sabendo?
Sasuke puxou os lábios em um sorriso irônico.
– Não entro nos seus joguinhos Karin. Agora fora daqui — Respondeu rispidamente.
Karin fez bico para depois sorrir sensualmente acatando os lábios do Uchiha que pegou a mandíbula da mesma com força o suficiente para deixar marcas.
– Não brinque comigo — Sussurrou ameaçador sob a música eletrônica.
– Eu não brinco com fogo Uchiha — Disse se desvencilhando do aperto e saiu rebolando para o outro lado da boate.
Sasuke a observou até seu campo de visão ser bloqueado por uma silhueta masculino.
– Ora, ora... O Uchiha resolveu aparecer — Zombou Kabuto um dos vários subordinados do Orochimaru.
Sasuke bebeu todo o conteúdo do copo e virou-se dizendo:
– Idem.
– Orochimaru gostou de saber que você ainda deixa seu brinquedinho respirar. Sua rosada teve sorte de sair a tempo de Orochimaru aparecer — Retrucou sentando-se no banco ao lado do moreno.
Um calafrio subiu-lhe a espinha. Kabuto tentou achar algo diferente em sua expressão impenetrável.
– Vejo que Orochimaru chegou a este nível — Devolveu malignamente.
Kabuto encolheu-se com o tom proferido, até para ele que era acostumado com a frieza do Sannin ficara amedrontado, acabou sorriu em deboche.
– Até parece que você não conhece Orochimaru — Levantou-se ajeitando os óculos redondos. — Cuide-se Uchiha.
Sasuke suspirou. Aquilo parecia uma ameaça e ele não levava uma ameaça na boa.
– Sasuke-samaaa! — Gritou Ino obviamente bêbada.
Sasuke fingiu não vê-la e pediu outra bebida ao barmen
– Sasuke-san, não está me vendo!? — Riu com a face corada pelo excesso de álcool.
– Vá para a casa Yamanaka- Aconselhou bebericando seu drinque.
– Tsc, não seja chato Sasuke! — Fez bico jogando-se no mafioso.
– Você... Não chegue tão perto.
– Qual o problema Sasuke-san? — Reclamou cambaleando para longe do mesmo.
– Você devia ir para casa — Disse virando-se para frente.
– Eu não quero! — Retrucou dengosa.
Sasuke aborreceu-se, levantando-se e pegando o braço da loira bruscamente.
– Pegue um taxi e dê o fora — Disse a encarando seriamente.
Ino encolheu-se com olhar do Uchiha.
– Ah Sasuke, você e tão chato quanto Sai — Resmungou virando-se em direção à saída mais se desequilibrou.
Sasuke suspirou caminhando até ela e puxou seus braços finos para cima a levantando.
– Itai Sasukee! — Gritou.
As pessoas ao redor olhavam curiosas.
– Não seja irritante — Resmungou a levando para fora da boate.
Sasuke colocou a Yamanaka em seu carro a levando para casa.
(...)
– Sasuke... Sakura-san sofreu um acidente — Disse Kakashi receoso.
Sakura...
Seus pensamentos ficaram vazios, o moreno gelou.
Sasuke não conseguia pensar em nada, nada além dela. Fora sua culpa ele sentia, ele sabia. Teria sido obra de seus inimigos? Tudo que ele lutava evitar acontecia.
Kakashi soube pelo hospital que ela estava passando por uma exaustiva cirurgia e que o caso dela não era de risco, assim acalmando os ânimos do moreno, embora a preocupação ainda estivesse ali... Agora ele estava com a ideia fixa de ter sido armação.
– Kakashi mande Kiba e Shino ficarem de tocaia no hospital, quero segurança total. Ordene quantos homens forem necessário para lá! Não quero nenhum verme perto de Sakura entendeu! ? — Rosnou altamente irritado.
– Se o acidente for obra do Sabaku'no eu estourarei os miolos dele até não sobrar porra nenhuma. Vamos Kakashi, temos que vistoriar o local do acidente — Disse puxando o revolve da gaveta da mesa.
Kakashi assentiu.
– Faça tudo que tenha que ser feito e vamos logo, antes que o local esteja cheio.
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