I'm Not Okay

47 47 - The Most Terrible


Eu não conseguia prestar atenção em mais nada. Queria apenas saber como sair daquela situação. Nem mesmo as gracinhas e piadinhas de Ray conseguiam me perturbar mais.

Era impressionante como as aulas iam embora tão rápido.

"O tempo sempre passa rápido quando mais a gente deseja que ele estacione..."

O sinal tocou. Logo me deparei com o intervalo e o Gee na porta me observando, aproximando-se de mim em seguida, já dizendo:

G- Tá melhor? -me deu um selinho.

Eu- Ah... Sim, tô. -arrumei minhas coisas e saí com ele.

Andávamos por aí, calados, digo, bastante calados, até que ele me levou até um banquinho.

G- Diz...

"Hum?"

Eu- Di-dizer o que Gerard? -gagueijei.

G- O q tá acontecendo com você, por que tá estranho comigo? Vamos lá, Frank, você sabe que pode contar comigo pra tudo...

Ele falava aquilo tão calmamente, pensando nas melhores palavras para me confortar, e eu, o indivíduo do mal, nada disse, só olhava seus traços tão belos.

"Você é tão bonito..."

Eu- Gee, não é nada não. Eu briguei com o Jimmy, sabe como é... Sozinhos em casa, ele todo mandão, foi só isso.

G- Sei... Mas ele te machucou?

"Cacete!"

Eu- Não... Er, eu vou comprar algo certo?

G- Tá... (?) -me olhou avessado.

Me levantei e fui andando em direção a uma lanchonete, não tinha a mínima fome, só queria um pretexto para me afastar do Gee, e sim, ele sabia. Não era burro, e me conhecia melhor do que ninguém.

Aquilo era terrível. Eu NUNCA tinha me sentido tão mal por dentro... Estava furioso e morrendo de raiva de mim mesmo.

"Sempre, nada a seu favor..."

Mas daquela vez era por meu único mérito. E não, não haveria razão alguma para que eu recebesse medalha ou algo do tipo.

"Se ainda fosse isso..."

Eu desejava que não fosse minha vida. Talvez até que eu não amasse o Gerard e não me importasse em fazê-lo sofrer, mas apesar de tudo, o meu amor existia. Ele jamais me magoaria a tal ponto...

"Você é a mais terrível das criaturas!"

Como o tempo não havia se preocupado em parar na sala de aula, não foi diferente ali fora. Eu não sabia nem o que faria quando saísse dali de dentro. Não queria ir pra casa ver a cara do Jimmy, nem muito menos ter que encarar o Gee, não, em hipótese alguma, e...

J- Frank!? -gritou ela, vindo do fim do corredor para falar comigo.

"Jamia?!"