I'm Not Okay

26 26 - I Hate You, Mother!


Depois de perceber que já estava tarde, resolvemos ir embora.

Eu- Gee...

G- Sim?

Eu- Eu vou ter que ir agora...

G- Mas... Já? -fez um bico de lado.

Impressionante, mas sempre dizíamos a mesma coisa quando alguém estava prestes a nos deixar.

Eu- É que eu vou ter prova, e ainda não estudei...

G- Ah, tá. -riu. -Iero estudando? -e deu uma tossida, acompanhada de um sorriso belíssimo.

Ele segurou meu rosto com as duas mãos e em seguida me deu um beijo.

Nos levantamos e tomamos diferentes direções.

Tudo o que eu mais queria naquela hora era não ser eu. Ás vezes ficava pensando em como tudo seria se eu não existisse. Bom, para mim não faria diferença alguma, tirando os gasto freqüente com os colírios dela que eu usava para teorias.

Cheguei em casa, e como havia dormido no Gee no outro dia, acabei esquecendo de pegar a chave.

Eu- RACH! -gritei, mas ninguém respondeu.

Eu- Rachel, abre a porta!

Mãe- A Rachel não está, seu fogoso! -disse irritada vindo abrir a porta.

Eu- Ah, onde que ela foi?

Mãe- Ela não vai mais atrabalhar aqui. -disse sem dar a mínima.

"Yeah. A ficha está demorando para cair."

Eu- Cooomo assim? -com os braços jogados no ar.

Mãe- Ela saiu hoje cedo.

Eu- E... Por quê?

Mãe- Eu não estava contente com o trabalho dela aqui, então mandei-a ir embora.

Eu- Mãe, ela trabalhou aqui por mais de 15 anos, e, só agora você achou ruim?

Não que ela não fosse boa, mas, a idade chega, e vocês sabem...

"Não, Frankie. Ninguém sabe."

Mãe- Ela já estava velha, meu filho. Eu estava gastando dinheiro à toa.

Eu- Quer dizer que, só porque o vovô tá velho você vai mandar ele pra fora também?

Mãe- Seu avô não é só problema meu, querido!

"Querido..."

Ah, como ela soava falsa.

Eu- Mãe, você não PODIA ter feito isso, cara!

Mãe- Não? Ah, desculpe-me avisar-lhe, mas a dona da casa sou EU. E vem cá, cara, isso é jeito de falar com uma mãe? Tome tenência!

Eu- Acontece que ela não era só uma 'empregada', mãe!

Mãe- Frank, eu preciso pintar as unhas, se você não tem nada mais importante pra dizer, eu já vou.

"Alô-ou? Alguém aí pode ver que EU ainda existo?"

Mãe- E eu não estou gostando desse seu jeitinho, seu mal-educado.

Como se você gostasse de algo em mim. À propósito, foi você mesma quem me educou.

Mãe- Oh, e outra coisinha, mocinho! -enquando eu me locomovia para o quarto. -onde você passou a noite?

Eu- O Gee me chamou pra...

Mãe- Seu pai deu permissão?

Eu odiava aquele jeito de quere ser dona da razão que ela tinha. Nada falei, apenas abaixei a cabeça e comecei a bater o pé no chão.

O que eu iria dizer?

Mãe- Frankie, desde que você conheceu esse garoto, tens tomado umas atitudes que eu não estou mais tolerando...

Eu- Desde que eu o conheci?

Mãe- Você perdeu o ano! Ou seja, um ano de mensalidades a mais.

"Francamente."

Eu- Mãe, você nem o conhece.

Mãe- E não faço a mínima quastão de conhecê-lo.

"Quer saber? Dane-se!"

Eu- Você nem o conhece, e nem ao menos conhece a mim!

Mãe- beixe o tom quando fala comigo!

Eu- Se não fosse por ele, eu talvez nem estivesse aqui... Mas eu ESTOU aqui, esse é o problema, não é, mãe?

Mãe- O que você quer dizer com isso?

Eu- Que pra vocês seria muito melhor se eu não existisse! E como se não bastasse me tratar como um lixo, você tirou daqui a única pessoa que gostava de mim de verdade, porcaria!

Mãe- Eu já me cansei disso, Frank Iero! Se você não está contente, eu também tenho motivos para não estar!

Eu não aguentava mais aquilo tudo. Dentro de mim, tudo estava 'morto'. Meu coração parou de bater por um segundo e tudo ficou em silêncio. Dava para escutar o som dos carros passando pela rua. Eu engoli seco. Nada mais conseguia dizer. Ela acabou comigo, uma lágrima escorreu dos meus olhos até a boca.

Simplismente saí dali.

Corri com raiva até meu quarto e tranquei a porta. Encostei-me na parede e comecei a chorar. Sentia uma vontade enorme de gritar, mas minha cabeça doia o bastante para eu não fazer aquilo.

"Você é só mais um ser insignificante perdido nesse mundo."