Im Just A Fallen Angel...

4 A brand new world - o começo.


''Alex Anderssen, fugitivo das forças celestiais, condenado à execução. Estamos de olho em si e para que vós não armais outros planos como o sucedido da última vez não podereis sair para nenhum outro lugar senão a Terra. Se alguma vez for cortado, não se desvairá em sangue pois de sangue não sois dotado...Mas sim desfazer-se-á em cinzas. Daremos o prazo de 190 anos para a próxima sentença, isto se não cometer nenhuma acção que quebre algum dos nossos princípios.

Sois imortal na Terra, mas sua morte está na nossa mão.''

...

Eu lia cada linha daquela carta sem nome, mas cujo emissor eu conhecia bem. Eu me imaginava em uma raiva consumidora que aumentava a cada palavra lida, porém eu não senti nada. Talvez porque era algo que eu já esperava bem mais cedo do que aconteceu realmente. Há quem ache que o período de 190 anos é muito...mas somente os humanos pensariam tal coisa. 190 anos para um imortal é um tempo ínfimo.

Queimei a carta com o fogo azul pálido que surgia da minha mão sem que restasse uma migalha daquela coisa. Porque estariam me dando uma oportunidade...?

- Alex!!- Madre Teresa entrou no quarto quase arrombando a frágil porta que o fechava. Estava fula e o Padre que vinha atrás dela não parecia estar muito contente, mas estava claramente melhor do que a Madre.

-...?- virei o rosto minimamente, para que não pudessem ver a parte deformada.

- Que história é essa de entrar no banheiro das senhoras em plena Igreja?? Isso é um ultraje!! — mexia os braços freneticamente, com o rosto vermelho de tão zangada que estava.

- Acalme-se Madre...Alex não é do tipo de rapaz que faz isso propositadamente, pois não sr. Alex? — O Padre olhou para mim, piscando o olho como se fosse algum sinal. Mas eu não entendia.

- Qual é a diferença entre o banheiro das senhoras e dos senhores? — perguntei porque eu não sabia mesmo, eu não entendia nada sobre sexualidade.

- O Quê??? — Madre Teresa ficou ainda mais enervada com aquilo, se o Padre não tivesse pedido que ela fosse se acalmar lá fora eu suponho que eu teria levado com um estalo.

O Padre fechou a porta após ela sair e olhou para mim respirando fundo, como se procurasse as palavras certas para começar a falar. Ele puxou a cadeira e se sentou.

- Alex...Quando o médico disse que sua amnésia era grave eu não entendia que era até esse ponto.- lamentou-se. Sim, todo o mundo achava que eu tinha amnésia crónica e que as minhas supostas memórias nunca mais voltariam... Uma boa desculpa. — Terá que aprender as coisas todas novamente e isso não acontecerá se passar os dias todos preso aqui no Mosteiro.

- O que quer dizer com isso?-

- Eu quero dizer que você não pode mais ficar no Mosteiro...para o seu próprio bem. Será muito bom para você ver o mundo lá fora, conhecer gente nova, ter novas experiências. Quem sabe algumas de suas memórias voltem? — sugeriu.

O Mundo lá fora?...Eu nunca tinha pensado em sair do Mosteiro que para mim já era bem grande e cheio de coisas para descobrir...Mas era tentador ver como era o mundo dos humanos.

- Mas o senhor Padre sabe que eu não tenho para onde ir, eu não faço ideia de como é lá fora.-

- Fique descansado, eu tenho um sobrinho que tem um coração de ouro! Ele ajudará você, aliás, ele sempre quis saber como você é.-

Coração de ouro?... Isso é que era bom.

Eu aceitei a proposta, além do mais que Madre Teresa não olharia mais para mim da mesma forma...Ela era uma senhora muito exigente e o que o fiz conseguiu que o pequeno consentimento que ela tinha por mim diminuísse.

Eu estava a breves distâncias de conhecer o mundo real dos humanos...

Notas finais
Então gente, esse cap foi curto sim. Mas isso porque ele é mais ou menos um prólogo, sim, a verdadeira história começa no próximo capítulo. Os anteriores foram mais para que percebessem o que aconteceu e talz, para não ficarem perdidos xD.