Im Hungry, Ikebukuro!

1 1 prato - Im hungry!


Os olhos eram famintos, com um azul profundo. Com longos

cabelos de um loiro prateado, que escondiam o rosto sujo de

sangue enquanto mastigava com um sorriso, a carne macia do

segurança da estação de metrô quando chegou a Ikebukuro. A

menina chegou à cidade, pronta para o jantar... Que viesse o

primeiro prato!

-x-

Na mão direita, a menina segurava um suculento sanduíche de

carne, dando uma generosa mordida no pão macio. Na esquerda,

levava uma pequena garrafa de água, onde havia um liquido

semelhante a um suco de frutas vermelhas que logo em seguida

levou aos lábios para saciar sua sede.

Fazia uma semana desde que chegara a Ikebukuro e ingressara

na Raira. O caminho para chegar a Academia já lhe era rotineiro,

usando o trajeto como pretexto para vagabundear pela cidade.

Aproveitava para observar atentamente a multidão que tomava as

ruas, tantas anatomias diferentes... Teve que apressar-se para

não chegar atrasada, ou mesmo antes que afundasse os dentes

na jugular de algum infeliz.

Em meio a tantos alunos, todos bem vestidos com seus uniformes

e reunidos em seus grupos de amizade, a menina destacava-se.

Fosse pelos longos cabelos loiros e o ar estrangeiro que a mesma

passava, fosse pelo fato de sentar-se sozinha com medo de que

seu japonês não fosse bom o suficiente para iniciar uma conversa

decente. Perdia sua mente em um turbilhão de pensamentos

enquanto observava seus colegas de classe. Todos tão

vulneráveis e felizes...

-Eu “conseguir” imaginar o quão apetitosos ficariam alguns deles

numa bandeja de prata, com um bom vinho tinto e algumas

cerejas... AH! — A menina balançou a cabeça com força, tentando

esquecer tais pensamentos contando uma desculpa para si

mesma. — Já “estar” chegando a hora do almoço. Devo estar com

fome.

Não demorou muito e o sinal tocou estridente. Os grupos se

juntaram, arrastando mesas e cadeiras de um lado para o outro. A

menina ficou sozinha enquanto desempacotava seu almoço

quando levantou seus olhos do pacote por um instante,

encontrando a sua frente uma de suas colegas. De cabelos curtos

e negros, usando um par de óculos redondos e o mesmo uniforme

que os outros.

-Você é Tomoe Matsui-san? — Disse a colega com as mãos juntas

sobre a saia.

Antes de pensar em uma resposta, Tomoe não pode ignorar o

busto voluptuoso que a colega possuía, sentindo-se humilhada

enquanto desviava seus olhos rapidamente para seu próprio

corpo em busca de algum sinal de curvas generosas... E nada lhe

parecia satisfatório.

-Ah!... – Tomoe Matsui levantou a cabeça para a colega

novamente, pensando numa resposta a pergunta da mesma. –

Sim! E você deve ser...

-Sonohara Anri, representante da classe... – Anri parecia tímida

como de costume, e demorou a completar o que desejava dizer. -

... Vo-você deve ter chegava faz algum tempo, mas não tivemos... Nenhuma chance de nos apresentarmos!

O jeito que Anri falava era um tanto estranho para Tomoe, pois a

menina fazia várias pausas durante a frase, quase como se

estivesse confessando um crime.

-Tudo bem, Sonohara-san! Eu “chegar” da Romênia “fazer” alguns

dias, e “precisar” me acostumar com o japonês, “ser” um tanto

difícil para mim. Além de meu cabelo me “diferenciar” do resto do

grupo, e “deixar” claro que eu “ser” estrangeira.

-Você tem um sotaque Matsui-san, huhuhu... – Anri levou as mãos

em concha segurando o breve riso, sorrindo logo em seguida, e

puxou uma cadeira para sentar-se perto da nova colega.

-x-

Fora um dia diferente. Além de ter trocado algumas palavras com

Sonohara Anri, Tomoe havia arriscado conversar com os colegas

próximos a sua carteira. Mas o que mais lhe chamou a atenção

durante uma conversa paralela nas carteiras vizinhas foi que...

-... Ninguém sabe quem é o líder dos Cachecóis Amarelos, nem

dos Dollars. – Disse um.

-E duvido que consigam descobrir. Mas vocês já ouviram falar do

Esfaqueador? – Comentou outro.

E a menina se manteve quieta apenas ouvindo, mas muito, muito

interessada.

-x-

Subiu até o pequeno apartamento, onde o pai lhe esperava. A

barriga roncava de fome e pensava em fazer algumas compras.

-Cheguei papai. – O pai de Tomoe mantinha sua atenção para a

tela da televisão onde jogava um Visual Novel no vídeo game,

assim como sempre fazia. Não sabia como dividir seu tempo entre

os jogos Hentai e a filha adolescente. A menina dirigiu-se

cabisbaixa até a geladeira, vasculhando-a.

-Não “ter” mais carne. Vá comprar mais. – Foram as palavras frias

do pai à filha.

-Tudo bem, papai. – Foram as palavras frias da filha ao pai.

Pegou um casaco e deixou o apartamento, dando um encontro de

frente com o frio da noite de sexta-feira.

-x-

A noite no centro de Ikebukuro era fria, não havia multidão nas

ruas, pois todos se reuniam em bares, karaokês ou em

restaurantes. Tomoe chegou a um bar na boca de um beco. Lugar

pequeno e fedido, cheirando a suor e álcool, estava lotado com

velhos bêbados e suas acompanhantes. A jovem loirinha sentou-

se num dos bancos perto do balcão, propositalmente, ao lado de

uma rapariga de pouca roupa e maquiagem vibrante. Ouvia com

atenção enquanto a mulher papeava um tanto bêbada com o

barman de como estava difícil arranjar bons homens naquela

cidade, os poucos que fisgava não lhe pagavam o suficiente nem

para um trago de tequila decente em um boteco qualquer.

Tomoe já havia decidido. Apesar da pouca carne, a mulher lhe

serviria muito bem. Não planejava aborda-la, só esperava pelo

momento em que a presa iria embora do bar e tornar-se-ia

vulnerável. Como havia previsto a mulher se levantou meio zonza

e cheirando ao álcool que bebeu, dirigindo-se para a rua e seguir

seu caminho. A menina levantou-se e passou a segui-la

discretamente, tinha prática nisso e não costumava falhar. Os

olhares alheios haviam diminuído e as chances de haver alguma

testemunha também baixara.

Foi chegando mais perto de sua presa. A adrenalina de outra

caçada a fazia se sentir revigorada, ativa. A menina já sentia a

saliva escorrer pelo queixo e a gula apertando seu estômago só

de ver o pescoço e os braços nus da mulher, mesmo que

extremamente magra e a carne não desse para mais do que

alguns dias. Não esperaria mais do que alguns minutos, chegou

mais perto da mulher quando entraram em um beco, a chutou

para o chão molhado e sujo.

-Aaah!... Mas o quê...? – A mulher tentou se levantar, dando de

cara com Tomoe. Tentou chuta-la enquanto a xingava com seu

linguajar de baixo calão.

-Você não “conseguir” calar a boca, vadia? – Toda a timidez da

menina fora embora, deixando sua verdadeira personalidade

transparecer.

Tomoe sorriu de leve pisando no abdômen da vítima tagarela,

fazendo-a se calar. O medo e apreensão estavam estampados

nos olhos da mulher. Ainda imobilizando sua presa, a menina

revirou um pouco o lixo perto de si para achar uma sacola velha

que lhe servisse recipiente para recolher a sujeira que estava

prestes a fazer quando de repente achou um cano enferrujado.

Ótima ferramenta e lhe serviria muito bem aos seus propósitos...

Levantou-o acima da cabeça e o desceu com força sobre a

mulher, fazendo-o mais algumas vezes. Por fim, após verificar que

ela não mais respirava, pôs o corpo deformado da mulher dentro

da sacola e arrastou-a pelos becos até chegar em casa

novamente, com dores nos ombros pelo peso do cadáver. A

menina entrou no apartamento, chamando a atenção do pai.

-Trouxe a carne, papai. – O pai da menina pausou o jogo,

levantou-se e foi ajudar a filha a levar o corpo até a pia da

cozinha.

Juntos lavaram a mulher e, friamente, foram separando cada

membro. As partes mais macias eram limpas antes, a pele era

retirada com cuidado assim como as veias, drenavam o sangue e

retiravam as gorduras (naquele caso, a vítima era tão magra que

quase não havia gordura a ser retirada) e iam direto para a

frigideira. O resto era guardado em potes dentro da geladeira. O

som do óleo crepitando na frigideira já deixava pai e filha com

água na boca, e o cheiro da carne fritando fazia ambos os

estômagos entrar em êxtase.

Tomoe sorriu para o pai, e o mesmo o retribuiu entregando um

suculento sanduiche com a carne da mulher nas mãos da filha,

quando a mesma voltou de um banho demorado para tirar os

restos de sangue que havia em seus dedos e roupas. Ambos

sentaram-se em frente à televisão, deliciando-se com seus

sanduiches e um copo com o sangue vermelho e fresco.

-Está uma delicia Tomoe. – E o pai voltou a jogar o Visual Novel,

detendo sua atenção para as colegiais que iam aparecendo na

tela.

Naquele momento, enquanto mastigava lentamente a carne macia,

um desejo surgiu no estômago da menina:Como seria o gosto do

líder dos Dollars, dos Cachecóis Amarelos e do Esfaqueador? Seu

sangue seria amargo ou doce?

Notas finais
Tenso... AOSKPAOKSOPASK amei !!!

review ???
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.