I'm Here Again
14 5. Runaway - Parte 2
Notas iniciais
Pov's Bieber
Por que o mundo resolveu virar assim de cabeça para baixo? Podia ao menos ter me mandado um sinal, sei lá.
Ok, o mundo não gira a minha volta, acho que a fama está tomando um pouco de mim – ou talvez mais do que eu imagine –, mas, de qualquer modo, a cada dia que passa está mais complicado viver, ou melhor... Quer saber? Não estou mais falando coisa com coisa.
Melhor por as ideias em ordem.
É o seguinte, achei que agora que a Lua voltaria, tudo ia ficar melhor, mais fácil, tranquilo. Eu não namoraria forçado, não viajaria pelo mundo todo me sentindo, não sozinho, sei lá, acho que solitário seria a palavra certa, mas pelo contrario – aconteceu tudo o contrario – está difícil conviver com ela tão perto de mim e agindo como uma louca.
Louca como? Vamos dizer: Ela me beija, depois me ignora; de repente eu sou importante e do nada, começa a me tratar com indiferença; diz que somos apenas amigos, mas provoca mais do que nunca! Meu Deus! O que ela quer? Está me deixando louco assim!
E o mais interessante é que fico ainda mais apaixonado por ela.
Aqueles olhos castanhos, aquele jeito meigo e chato de implicar. Eu não sei. Cada momento que posso estar ao lado dela descubro o quanto ela é perfeita para mim. Possessivo? Bobo? Apaixonado demais? E daí? Eu só a quero para mim de novo, só isso.
– Justin? Você ta bem?
– Ah claro que to! Muito bem, olha para mim! Não vê como estou bem?
– Andou tento aula de sarcasmo com a Lua?
– Eu não preciso que você me lembre dela – me virei na cadeira giratória ficando de costas para o Chris.
– Eu sabia!
– Sabia o que?
– Que só tendo Lua Margareth Houston para você ficar explosivo desse jeito!
Flashback on:
“- Lua! Vamos está tarde! – Sra. Anna gritou de algum lugar dentro da casa.
– Tenho que ir, está realmente tarde – ela me disse depois de ter olhando no celular.
– Poxa, já?
– É – ela fez um biquinho triste e eu não resisti em dar um selinho.
– Fica só mais um pouquinho, por mim – sorri e ela pareceu pensar no meu pedido.
– Filha! Vamos! – dessa vez o Sr. Phil apareceu na porta da cozinha.
– Só mais um pouco, pai – inclinei a cabeça para trás e dei um sorrisinho quando notei o pai dela me fuzilando.
– Juízo em garota!
– Juízo é o meu nome do meio!
– Mentira seu nome do meio é Margareth!
– Pai!
– Seu nome do meio é Margareth? – perguntei tentando não rir.
– Pai, sai daqui! Xoxo! – ela se levantou, foi até ele e o empurrou casa à dentro.
– Ok, Ok – nós dois riamos, foi inevitável.
Depois de ter expulsado o pai, ela voltou para perto de mim.
– Ta, pode rir – soltei uma gargalhada alta. – Ta chega, né? – não consegui parar. – Justin Bieber ai de você se não para de rir agora! – coloquei a mão na boca tentando não rir mais. – Ok, muito obrigada.
– Mas que diabos de nome é Margareth?
– É um nome, ué! É o nome da minha avó e bom, a minha mãe resolveu colocar em mim. E você que é Drew? – ela olhou para cima como se pensasse. – É, não tem comparação – ri.
– Ainda bem que você sabe!
– Credo Justin! Assim eu vou embora – ela ameaçou levantar.
– Não, não! Fica! – a puxei pelo braço aproximando ela de mim, depois a envolvi em um abraço.
– Vai parar de me zoar pelo meu nome do meio?
– Claro, claro – deixei escapar uma risadinha e ela me encarou. – Desculpa.
– To com frio – ela gemeu e eu soltei uma risadinha baixa.
– Vem – a aconcheguei em meus braços e abri a jaqueta em uma tentativa de a enrolar para passar o frio
– Melhorou!”
Flashback off
– Justin! Por que você está sorrindo, cara? – Chris estava em pé na minha frente e com a testa franzida.
Quando voltei a mim e situei no que estava acontecendo, fechei a cara na hora desaparecendo com um provável sorriso e uma expressão de satisfação que a lembrança repentina me trouxera.
– Por nada.
– “Por nada”? Sei – ele disse desconfiado e incrédulo.
– Ah! Qual é Chris!?
– “Qual é”? Eu que te pergunto qual é! Fico te chamando, gritando, berrado pela eternidade enquanto você viaja para sei lá onde e fica sorrindo que nem um idiota.
– Não é nada, já disse.
– Cara, você pode mentir para a minha irmã, para o Scooter, para a sua mãe, para a Lua e até para você mesmo! Mas não adianta tentar mentir para mim, muito menos quando se trata de você e a Lua, então fala logo que eu já estou sério há tempo demais.
Ele me encarava de um jeito estranho, acho que o Chris realmente amadureceu e era muito estranho pensar nisso já que estou falando de Christian Jacob Beadles, o garoto que era quase impossível imaginar agindo de um modo maduro.
Convencido que ele não iria sossegar até que eu lhe desse uma resposta, me levantei e passei a mão na nuca pensando por onde começar.
– Caitlin está aí mesmo não, né?
– Não. Ela saiu sei lá para onde, mas sei que demora – cocei a cabeça e me joguei sentando na cama.
– Descobri que todo esse tempo foi superficial, quero dizer, claro que realmente tenho aquela sensação boa quando subo no palco e aquela emoção irada quando as garotas gritam meu nome, chega a ser engraçado! E ainda não acredito que posso fazer uma garota ir à loucura e ficar rouca de tanto gritar só se eu disser “Oi” – eu sorria só de pensar, era realmente legal e louco tudo isso, mas meu sorriso se desfez e voltei a expressão pensativa. – Mas, depois que a Lua voltou eu notei que tudo que já é bom poderia ser ainda melhor. Me sinto um idiota por cair assim nas garras de uma garota.
– Nas garras? Irmão! Você não caiu, se jogou de uma vez! E não foi só nas garras, foi no resto todo.
– Você não estava brincando quando disse que estava sério a tempo demais – ele fez um gesto com a cabeça concordando. – Eu estou odiando namorar a Caitlin.
– Eu sei.
– Sabe?
– Cara, você corre só de saber que ela está chegando perto! Acho que até ela sabe, só não quer te lagar.
– E por que ela não desiste de uma vez? To ficando infeliz com isso!
– Você fala como se não conhecesse a Caitlin. Boa sorte com ela, vai precisar.
– Eu sei. Bom – me levantei –, é melhor eu ir para casa, a história dos paparazzi já deve ter se espalhado e... tchau.
– Tchau.
Voltei para casa confuso, estressado, irritado, frustrado e mais uma mistura de sentimentos que eu mal sabia dizer quais eram. Estava exausto apesar ainda nem ter escurecido, mas só de pensar em ter que relembrar e explicar tudo o que aconteceu – ainda à cena dos paparazzi – para minha mãe e o Scooter e mais sei lá o que ou quem, me dava vontade de ir para cama e só sair de lá no outro dia.
Como eu pensava, tive que ficar sentado no sofá e contando tudo até que resolvesse não faço ideia do que. Tudo já estava na internet e a notícia se espalhara facilmente. Eu sabia que ia acontecer tudo isso, mas mesmo assim estava nervoso por uma única coisa e dentre aquele monte de ligações e viagens por sites, fiquei realmente aliviado ao saber que nenhuma das fotos liberadas mostrava que a garota comigo era a Lua.
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