I'm Here Again

6 3. Welcome to High School - Parte 1


Notas iniciais
Boa leitura! (;

– Mãe! Você viu meu outro tênis? – gritei.

– Não.

– Mãe! Cadê meu outro livro?

– Eu não sei – minha mãe já deveria estar estressada comigo, eu estava a gritando desde que acordei.

– Mãe...!

– Chega Lua! Que foi dessa vez? – ela me olhou irritada enquanto eu fazia cara de santa na entrada da cozinha.

– Só queria perguntar se o café ta pronto... relaxa.

– Menina, você me estressa! – ri discretamente. – Aqui – ela praticamente jogou o café da manhã em cima da mesa e eu comi como uma desesperada, não tinha jantado direito e agora, estava morrendo de fome. – Calma, se não vai morrer engasgada! – terminei tudo e respirei fundo recuperando o ar.

– Viu? Não morri! – sorri.

– É... vai brincando – ri.

– Mãe? Cadê o papai?

– Ele foi para a empresa hoje mais cedo – a olhei como se quisesse dizer: “não acredito que vai começar tudo de novo”, na verdade era isso que eu queria dizer. – Não é nada demais, Lua. Ele só foi para conhecer o homem que vai trabalhar com ele, as mudanças da empresas e essas coisas.

– Eu não acredito que ele vai trabalhar com o pai do Chris!

– Chris é...?

– Aquele baixinho, das bochechas fofas.

– Ah! O que tirou o aparelho? – assenti. – Lembro dele quando dormiu aqui em casa aquela vez.

– É... aquela vez que a gente madrugou, pois é, nunca dormi tão mal como naquelas duas semanas que o Chris passou na casa do Justin – minha mãe riu. Olhei para o celular e vi as horas, que por acaso já tinham passado, já era para eu ter ido. – Mãe, preciso ir, passou da hora.

– Tudo bem, filha. Se cuide – dei-lhe um beijo no rosto, peguei as chaves do carro e saí de casa.

Nem cheguei a entrar no carro quando Justin saiu de casa aborrecido, ele andava rápido, com passos firmes.

– Justin! – me olhou. – Que foi? – depois veio em minha direção já tagarelando irritado.

– Minha mãe com a ajuda do Scooter escondeu as chaves do meu carro, não querem que eu o use para ir à escola. De acordo com a minha mãe, eu vou ficar preguiçoso e só vou querer andar de carro para cima e para baixo – ele bufou e eu ri.

– Como se você já não andasse de carro para cima e para baixo – comentei.

– Tudo bem querer que eu vá a pé, mas estou atrasado, não vou chegar a tempo da primeira aula.

– Entra aí! Como pode perceber também estou atrasada. Vou passar na casa do Chris daí nós vamos. O menino já está desesperado, me mandou o quinto “Cadê você?” há nem 5 minutos – ele riu. – Entre aí, vai.

Abri a porta e ele entrou, o capo estava levantado – não vou deixar o carro todo aberto, fora da garagem durante a madrugada, cidade pequena, tudo bem, mas, nunca se sabe – e não o abaixei. Era uma manhã fria, como a maioria dessa época, estávamos perto do inverno, enquanto a neve não caia, a chuva se fazia presente algumas vezes, era outono e daqui a poucos meses seria natal, ou seja, enfim inverno, enfim neve.

– Mas então... er... feliz em voltar as aulas?

– Estaria mais feliz se já tivesse terminado – ele riu meio encabulado.

– Mas então, será que vamos ser da mesma sala de novo?

– Eu não sei, nem peguei o horário.

– Nem eu, ainda – parei o carro e mandei uma mensagem para o Chris.

– Imagina – me encostei no banco –, eu da sala de Justin Bieber! OMG, o astro teen mais gato e mais famoso do momento será meu colega de classe! Melhor ainda se sentasse ao meu lado, as garotas do mundo inteiro iriam me invejar! OMG! OMG! – zoei e comecei a ri, quando olhei, ele também ria, mas ainda envergonhado. – Justin? Você está envergonhado? – ele virou o rosto. – De que, menino? – não respondeu. – Justin? – nada. – Justin! Que foi?

– Promete que não vai rir?

– Prometo – ele me olhou desconfiado. – Fala logo antes que Chris venha – ele se deu por vencido.

– Eu estou com medo – ele olhava para fora do carro agora, pela janela fechada.

– Medo de que?

– Eu não sei – enfim me olhou. – Fiquei um ano longe de escola, apenas viajando e fazendo shows, gravando músicas, vídeos e coisas do tipo, o estudo que eu tinha, era a Angelina, que me ensinava. Uma professora particular, muito legal se quer saber, menos quando estava me dando aula, ok, eu quase nunca prestava atenção, mas enfim. Estou com medo, não sou só mais um garotinho de 16 anos perdido numa cidade pequena, agora eu sou um grande garoto de quase 18 anos se refugiando do resto do mundo numa cidade pequena. Eu queria poder ir à escola normal, ficar com você, assim, como sempre foi, mas tenho medo que não possamos nem chegar perto disso. Sem poder, no mínimo, pegar a sua mão uma única vez, sem te abraçar ou chegar perto de você ou de algum amigo meu sem que seja, pelo menos, um escândalo de revista, sem expor nenhum de vocês. Tenho medo de não poder ter pelo menos um pouco de uma vida que qualquer garoto teria.

– Eu nunca te vi com medo – minha voz saiu em apenas um sussurro. Era verdade, Justin sempre foi tão confiante, nunca, mas eu nunca, o vi com tanto medo. Tal sentimento estava transparente em seus olhos, algo que nunca vi antes.

– É porque antes eu tinha você perto de mim, eu não precisava ter medo.

– O “certo” era eu dizer isso, não?

– O certo é o que nós sentimos, o que nós passamos e quando eu estava com você sentia uma coragem sair, de não sei onde, que me fazia não ter medo, mas agora eu não sei onde essa coragem foi parar.

– Então trate de buscá-la de algum lugar, porque estou aqui de novo e vou estar sempre contigo.

Antes que eu esqueça de comentar, meu rosto estava mais próximo do que deveria do dele.

– Cheguei! – Chris abriu a porta e entrou em disparada no banco de trás, fazendo com que Justin e eu nos afastássemos. – Acelera Lua! Acelera! Estamos atrasados! Vai! Vai!

– Ih! Relaxa, Chris – liguei o carro.

– Ah! Oi, Justin.

– Oi – ele respondeu seco olhando para fora do carro.

– Oh-ou, atrapalhei algo?

– Como sempre – Justin sussurrou.

– Não Chris, chegou em boa hora – respondi.

– Então está esperando o que? Acelera logo!

– Manda eu acelerar de novo, que te jogo carro à fora.

– E eu te ajudo – Justin comentou ainda sério.

– Credo, vocês são maus.

Ele se encostou no banco de trás, pegou o celular e ficou mexendo em nem sei o que, já Justin continuava bravo olhando pela janela, o que fez com que o silêncio reinasse.

– Eu sei que a escola é perto, mas não precisa ficar nesse silêncio todo, ok? – comentei.

– Estou sem assunto.

– Ah claro! Seu celular está bombando às 8h da manhã – fui irônica.

– E quem disse que não está?

– Eu!?

– Você é chata, sabia? – mandei um beijo pelo retrovisor.

– Também te amo.

– E quem disse que eu te amo?

– Volta para o seu celular, volta, tigrinho.

– Lua! – ele gritou e Justin me olhou.

– Ah Justin, vai me dizer que não lembra do pijaminha tão fofo do Chris – ele franziu o cenho – os do tigrinho, quando vocês dois foram dormir na minha casa!

– Ah Claro! Como eu pude esquecer!

– Lua! Como você pode lembrar! – Chris estava indignado e eu ri disso.

– Chris, eu iria lembrar do mesmo jeito, aquela cena é inesquecível – ele, enfim, riu.

– Eu to ferrado!

– Ta não tigrinho, Justin não vai contar para ninguém. Né, Bieber?

– Por que não contaria?

– Porque você iria me fazer passar muita vergonha! Cara, você não faria isso com o seu irmão, né?

– Faria sim!

– Ah ferrou tudo de vez!

– Não, ele não faria – me intrometi.

– Quem garante senhorita, Houston? – Justin me perguntou.

– Eu.

– Se acha com tanto poder assim?

– Claro! – o olhei de novo. – Você não vai contar porque eu chamo Chris de tigrinho – fui firme, ele apenas me olhou e levantou as mãos se rendendo e voltou a encarar a rua.

– E como ele é pau-mandado aceita – Chris fez a besteira de soltar.

– Foi mal Lua, mas agora eu conto!

– Desculpa irmão! Sério! Me perdoa! Desculpa! Desculpa! Nunca mais falo que você faz tudo a Lua pede! Por favor! Não conta! Não!

– Perdeu por não ter ficado calado – Justin provocava.

– Justin você não vai contar. Primeiro que é uma oportunidade de chantagear o Chris...

– Gostei da ideia.

– Lua! Era para você ajudar e não piorar as coisas! – ri.

– Segundo que já chegamos.

Justin segurava a risada na frente e Chris se desesperava atrás. Não lhe tiro a razão, mal chegou na cidade e já teria que aguentar essa, um vexame de quando ele tinha 14 anos, agora iria fazer 16 e está lindo, o parelho deu uma diferença tamanha... Ai meu Deus! Meu pirralho cresceu e ficou perfeito, imagina quando chegar aos 18? Ok, mas não era isso que eu estava dizendo, então, continuando, mal chegou para ficar de vez em Stratford e logo viriam com essa, ele dorme de pijama de tigrinhos, ou melhor, dormia, porque pelo jeito que já estava curto naquele tempo – não tão distante – imagina agora? E ele cresceu bastante se bem me lembro. Ah! Meu pestinha! Meu tigrinho! Meu Chris! Algo me diz que a melhor coisa foi você ter vindo para cá.

Estacionei o carro na garagem da escola, depois nós três fomos até o pátio e um par de olhos azuis se encontraram com os meus. Sorri.

– Luka! – gritei o mais alto que pude fazendo com que muitos olhassem para mim e não para Justin como já faziam, deixado Luka com vergonha, tanto que fingiu uma meia volta e depois continuou a andar na minha direção. Chris não dizia nem A nem B, estava preocupado que Justin contasse seu “segredo” tão vergonhoso.

– Oi, sua escandalosa – ele me abraçou. – Não lembrava que você era não escandalosa assim.

– Você vai ver muita coisa que nem se lembrava ou sequer existia! – rimos. – Então, cadê as meninas? Sei que Hayley e Karol não faltam ao primeiro dia.

– Vamos dizer que nos desgrudamos um pouco.

– Até da Hayley? – ele ficou meio sem graça com a pergunta, mas ué? Por quê?

– Anda acontecendo algumas coisas, Lua – ele passou a mão no cabelo preto. – Mas isso não é assunto para logo o primeiro dia – ele sorriu ainda sem graça.

– Ma... – eu já ia começar a falar.

– Deixa para lá, depois te explico – Justin falou, quase que no meu ouvido. Mas como assim ele sabia e eu não? O que está acontecendo nesse lugar?

– Então ta né – dei de ombros – Vamos entrar? Tenho que pegar meu horário ainda!

– Eu também.

– Vocês ainda não pegaram? Como?

– A gênio da minha mãe fez a matricula muito em cima, eles teriam que ver um lugar para me encaixar e tal, então, não deram nada.

– No meu caso era para evitar qualquer tumulto ou coisa do tipo, sabe né? – a pergunta, era retórica, apenas um jeito de terminar a frase, mas eu queria responder.

– Não, não sei, não sou super famosa para saber dessas coisas – mostrei-lhe a língua e os dois riram.

– Vamos entrar, então! Falta pouco tempo para o sinal bater – Justin e eu assentimos e começamos a andar, Chris ficou parado, com a expressão triste e preocupado.

– Chris... Chris! – ele me olhou assustado. – Justin não vai falar nada, eu prometi lembra? – ele assentiu.

– Como você promete algo que não vai cumprir, Lua? – Justin me perguntou.

– Quem garante que não? – sorri meio arteira.

– É o que veremos – isso foi quase um desafio. Ambos semicerramos os olhos encarando um ao outro, depois ri desviando a atenção. – Anda Christian! – ele logo veio até nós.

Seguimos para dentro da escola com vários olhos nos acompanhando, me sentiria poderosa e super popular, se não estivesse com tanta vergonha e se não soubesse que isso tudo era para o Justin. Só que uma péssima ideia passou pela minha cabeça: e se alguém resolvesse tirar uma foto, ou sei lá, eu aparecesse em alguma mídia perto do Justin? Chris todos conhecem, tudo bem, Luka até que não, mas acho que já ouviram falar – só acho – agora e eu? Sou uma completa estranha – para “todos” – que deu carona ao garoto mais famoso do Canadá e como se não bastasse a carona, sou só uma garota com que ele anda, o problema é que quando se trata do astro teen Justin Bieber, não existe a palavra “só”.

Mas acabei esquecendo esse pensamento assim que passei pela porta da escola, porque só aí fui notar o quando sentia falta daquilo. Simples adolescentes, vestidos de um jeito “simples” – não todo aquele enfeite e roupas que eu vou, sei lá, ao shopping ou à uma festa –, pessoas que podem ser arrogantes, mas que com o tempo que passei em NY, se tornaram coisas fáceis para mim, enfim, eu estava feliz por estar ali de novo. Só agora fui notar que meu lugar sempre vai ser em Stratford, não importa para onde for, o meu verdadeiro lugar é Stratford. Que saudade!

– Lua!

– Karol! – ela me abraçou. – Hayley!

– Oi, criança! – a abracei.

– Justin – Karol o cumprimentou.

– E aí, Karol!?

– Oi, Chris – Hayley.

– Oi – a peste foi seco e Hayley se assustou e me olhou depois.

– Ele está intrigado com uma coisa aí, depois melhora – ela soltou um “ah” de compreensão.

Depois as duas trocaram, Hayley cumprimentou o Justin e bla, bla, bla.

– E aí? Que sala vocês são? – Karol perguntou.

– Ai, é mesmo! Justin! Temos que ir lá pegar!

– Vocês ainda não pegaram por quê?

– Depois te falo, Lua e eu precisamos ir logo – as duas assentiram –, aguentem aí! Nós já voltamos! – nem vimos resposta apenas andamos o mais rápidos que conseguimos no meio da multidão.

Chegando lá nos apresentamos na secretaria, achei que a mulherzinha que eu nunca tinha visto na minha vida iria continuar surpresa olhando com cara de besta para Justin, se ela ficasse gaguejando mais, chegaria o natal e ainda não teríamos pegado o horário. Estalei meus dedos na frente dela e pedi que fosse rápida – antes disse que não queria ser ignorante, sabe, para não deixar claro que aquilo estava me incomodando – porque precisávamos pegar as nossas coisas e ainda ver onde seriam os nossos armários. Ela entregou o papelzinho com o nome das salas, o número do armário e as aulas que teríamos, só que estávamos com tanta pressa, que mal olhamos e saímos.

– E aí, Justin? Qual sala?

– 3A – ele encarava a folha.

– Ah! Você ta de brincadeira? – arranquei a folha da mão dele e olhei. Fiquei sem o que dizer.

– Lua? Ou! Que foi?

– Eu não acredito...

– Não acredita em que? Me responde menina!

– Eu não acredito! Eu não acredito! – gritei. – Vamos ser da mesma sala! De novo – gritei e pulei no pescoço dele, o abraçando enquanto pulava, já ele segurava de leve na minha cintura enquanto pulava e pulava até notar o papel de ridícula que fazia. – Foi mal – o soltei e corei o que fez com que ele risse.

– Sério? Vamos ser da mesma sala de novo? Que bom!

– Nossa! Que empolgação em...!

– Desculpa, to meio sei lá ainda por voltar.

– Relaxa, vai dar tudo certo!

– Eu não sei...

– Confia em mim – ele me olhou nos olhos e acabou sorrindo acreditando no que eu disse.

– Just! – dei um passo para trás e Caitlin já estava agarrada nele tentado o beijar.

– Estamos na escola, Cait – ele a afastou e ela ficou frustrada, mas depois sorriu.

– Qual a sua sala?

– 3A.

– Sério? – ela desanimou de novo e ele assentiu menos “feliz” tanto disfarçar, que estava satisfeito só de pensar que ela não seria da mesma sala. – Que droga! Sou 3B – ele quis sorrir, eu sei que quis!

– 3B? Quem? – Hayley chegou junto com Chris, Karol e Luka.

– Caitlin Beadles, vocês já conhecem – os três a olharam com uma cara nada feliz, até o Luka.

– É... Já – Hayley respondeu desagradada, afinal, ela fez com o que Luka ficasse um idiota quando Hayley estava super afim dele. Acho que, aquela vez no cinema, fez com que as duas criassem uma rivalidade invisível, ninguém vê, ninguém nota, mas existe. – Vocês demoraram demais! Queremos saber qual a sala! Contem!

– Somos 3A – respondi com um sorriso largo.

– Cara! Eu to empolgado com isso! – Justin se manifestou. – E vocês?

– B – os três responderam.

– Chris? – perguntei.

– O que importa? Eu sou primeiro ano ainda! – ele fez bico.

– Deixa de ser idiota e fala a sala!

– Olha o respeito com o meu irmão! – Caitlin se intrometeu como se estivesse se importando, ela estava mais com raiva, por Justin e eu sermos da mesma sala.

Licença? Eu posso! Eu! Apenas... ãr... Eu!

– Cala a boca Caitlin! Fala Chris.

– Quem é voc...

– Cala a boca, Caitlin, e eu sou seu irmão – agora ela se calou. – 1C.

– Tem sala 1C? – Justin perguntou.

– Iria perguntar o mesmo – disse.

– Lembra da sala de música? Aquela que era vaga? Eles faziam escolinha, mas não deu muito certo.

Se eu lembro? O garoto que eu mais amei na minha vida disse que me ama ali, naquele lugar, se bobear, as portas ainda dever ter marcas dos meus leves arranhões enquanto desabava no chão em prantos, no momento em que ele dizia que eu era seu único amor, único coração, sua única vida completando com um “com certeza”, enfim, enquanto dizia que eu era a sua única garota, e agora?

Justin me olhou, eu engoli seco e assenti.

– Transformaram para mais uma turma – Karol continuou.

– Parece que do ano passado para cá aumentou a quantidade de alunos do primeiro ano – soltei um “ah” de compreensão.

– Lua – Justin bateu de leve no meu braço –, olha quem está lá – olhei para trás assim como ele. Sorri e muito.

– Licença galera, vou ali falar com o meu bombadinho – olhei de relance para Justin quase rindo.

– Que foi? É isso que ele é! E parece que está bem maior! – riu e eu também.

– Ta bom, Justin. Tudo bem! Vou lá! – todos assentiram, mas o mais engraçado era que Caitlin estava lá, parada vendo tudo aquilo com raiva, ela provavelmente não tinha amigos, Chris deveria está se dando melhor do que ela porque já nos conhecia e a tal não tinha simpatia com ninguém ali. Não éramos seus amigos, mas éramos quem conhecia. – Vem Justin.

– Aonde você vai!? – perguntei já sorrindo.

– Lua? O que faz aqui? Voltou? – o abracei.

– É Taylor! Voltei! Sabia não? – afastei.

– Não! Ninguém me falou nada. E aí cara? – ele cumprimentou o Justin.

– E aí?

– Quando vocês ficaram assim tão amigos?

– Depois que você foi embora, ué – Tay deu de ombros. – Nem um mês depois ele sumiu também – Justin sorriu sem graça.

– Foi mal! Tinha um teste com a gravadora! Desculpa! Desculpa! – ele brincou, acabamos rindo.

– Metido – mostrei-lhe a língua o que foi mais risadas.

– Qual a sala de vocês? – ele perguntou.

– 3A – respondi.

– Você também, Bieber? – ele assentiu. – Cara! Vai ser quase a mesma turma!

– Sério? – Justin perguntou.

– Com exceção de um ou outro que foram para a 3B, outros muitos que saíram e os novatos, sim, vai ser.

– Cara! Que irado! – disse.

– Até a Megan vai ser da 3A.

– Megan! – quase gritei. – Cadê ela?

– Foi vê algumas coisas sobre o time de cheerleaders, sabe, ela ainda é a líder.

– Depois a vejo então! E vocês, como vão? – ele suspirou fundo.

– Indo...

– Ah qual é! Todo mundo ta mal nesse lugar!? Relacionamentos de mal a pior! – quando pensei já tinha falado e muito alto. – Ops, desculpa – Justin riu. – Que foi?

– Você ficou vermelha! – revirei os olhos a acabei rindo também.

– É impressão minha ou o sinal já era para ter batido há muito tempo? Não que eu queira, mas... – eles riram.

– É, o sinal está atrasado. Eles estão resolvendo alguns problemas – Tay me respondeu.

– Ah claro! – uma menina chegou ao lado dele, estranhamente conhecida para mim. A olhei e franzi o cenho.

– Ah! Lua, lembra da minha irmã? Makena? – arregalei os olhos.

– Makena? Cara! Você está enorme! Só passei um ano longe, como mudou tanto?

– Simples, fiz 16 anos! – ela deu de ombros e sorriu. Acabei rindo também.

– Makena, essa é Lua e esse é Justin.

– Justin Bieber? Tipo sabe... Você é aquele Justin? Claro que é! Não existe outro! OMG! – Justin se segurava para não rir. – Por que você não me falou que era amigo do Justin Bieber? – ela perguntou ao irmão.

– Você nunca perguntou, oras! – ele riu. – Sem contar que nem deu para a gente ficar amigo direito, né? – Justin concordou.

– Meu irmão, amigo de Justin Bieber! Ai meu Deus! – ela parecia que ira desmaiar ali. – E você Lua? É amiga dele também?

– Era. Voltou a ser. E por enquanto – Justin respondeu. O olhei pelo canto do olho e observei bem seu sorrisinho, tal sorriso que tentou disfarçar quando notou que eu o olhava.

– Sim, sou amiga dele.

– Que máximo! – ela pôs os punhos no queixo e olhou para o nada com os olhos castanhos brilhando. Enquanto ela fazia isso o sinal bateu.

– Amém! – levantei os braços e logo abaixei antes que alguém notasse. Os três riram.

– Lua? – Chris chegou atrás de mim. – Ainda não sei a minha sala.

– Ops! É mesmo. Só que eu não posso te levar, as salas são muito longe. Er... Chris, esse é o Taylor – apresentei. – Vocês nunca se viram né?

– Não – Tay disse e Chris apenas negou com a cabeça enquanto se cumprimentavam. – O mais engraçado é que já senti ciúmes de você e nunca te vi.

– E eu já senti raiva sem nem te ver – Chris respondeu e os dois riram.

– Que história é essa? – Justin sussurrou para mim.

– Depois te conto – sussurrei de volta. – Continuando com a apresentação, Chris essa é Makena, irmã do Tay – eles nem estenderam para se cumprimentar, Chris sorriu todo vermelho e Make sorria ainda bem empolgada por conhecer Justin. – Makena, meu amor, faz um favor para mim?

– Desde que você não me chame de “meu amor” de novo, faço sim.

– Combinado! Leve ao Chris ao 1C para mim, por favor? Você é primeiro ano também que eu sei, mesmo caminho!

– Tudo bem – ela deu de ombros. – Vamos se não a gente se atrasa – Chris me olhou e depois concordou sorrindo.

– Como assim ele ficou todo vermelho por causa da minha irmã? – Taylor perguntou depois que eles se foram.

– Chris é legal e ele sempre fica tímido perto de garotas bonitas.

– Mas ele não ficou tímido perto de você – Justin observou tirando a minha razão.

– Eu nem sou bonita.

– Ah ta, mentirosa – ok, não tenho o que responder.

– Cala a boca, Justin. Vamos para sala! Afinal, que aula é? Fiquei tão feliz por ser da mesma sala dessa troço ao meu lado que nem olhei – Justin riu mesmo sabendo que o “troço” era ele, na verdade, foi justamente por isso que ele riu.

– Música – Tay respondeu.

– E estamos parados aqui fazendo o que? Vamos logo!

Notas finais
Socorro! Acho que acabou ficando enorme! Espero que tenham gostado!