Im Giving You All My Love.
1 Capítulo 1 - Those eyes.
Notas iniciais
Mia P.O.V.
Olá pessoas! O meu nome é Mia Jones e gosto de bolachas. Os meus amigos dizem que devia ser comediante, mas a minha cena é mais cantar. Sim, sou uma cantora. Pode-se dizer que sou conhecida mundialmente e estou orgulhosa disso. É o resultado do trabalho duro e da dedicação. Fisicamente, tenho cabelos longos lisos, um pouco ondulados, castanhos e olhos azuis. Os media estão continuamente a tentar apanhar-me a namorar de novo. A verdade é que eu saí há pouco tempo de uma relação, onde fui traída. Se isso teve sérias consequências, foi que agora sou muito cautelosa com as minhas relações pessoais. Mas não sou nenhuma menina frágil, por isso, não interessa, passo à frente. Sou uma pessoa enérgica que gosta de sorrir, por isso chamam-me imensas vezes "maluquinha". Também sei ser séria e serena, e sou uma ótima ouvinte e há quem diga que dou bons conselhos!
Bom, hora de gravações! A minha manager disse que íamos mudar para um estúdio novo, com dois compartimentos, eu gravo num lado e uma outra banda qualquer grava noutro. O único sítio comum a ambas as partes é uma varanda com vista para o mar. Inspirador, sem dúvida.
– Mia, está na hora de começar a gravar. Vamos lá! — disse (gritou) a Kelly, minha manager.
– Estou a ir!
Depois de gravar e escrever uma grande quantidade de músicas, fui até a varanda, relaxar a escutar o som do mar. Sentei-me com os olhos fechados no sofá e fiquei ali.
De repente, como que um trovão, uma figura alta e irritada rompe pela porta a murmurar palavras enraivecidas.
– Estúpidos, não sabem o que é fazer uma simples melodia?
Ele não reparou que eu estava ali sentada, portanto deixei-me ficar a observá-lo. Tinha cabelos ruivos e longos, lisos. Era alto, usava uma banda azul na cabeça e uma camisola dos Aerosmith. Tinha as calças rebeldemente rasgadas.
Decidi parar de pasmar nele e começar a falar.
– Está tudo bem?
– Está tudo ótimo não vês? Sou a pessoa mais feliz do mundo neste momento.
Caraças para o sarcasmo.
– Olha, só estava a tentar ajudar mas já estou a ver que a minha ajuda não é bem vinda. — eu disse, já aborrecida e irritada, e levantei-me, prestes a sair.
– Desculpa, não queria falar assim. Estou muito irritado neste momento e nem parei para pensar. Não precisas de sair.
Sentei-me de novo.
– Queres contar-me o que se passa? Talvez possa ajudar.
– Eu e a minha banda estamos a tentar gravar um single. Mas ninguém concorda com ninguém. Eu quero cantar de uma forma e eles não conseguem fazer a melodia disso. Inúteis.
Dava para perceber que este rapaz era arrogante e egoísta. Era melhor abrir-lhe os olhos.
– Porque é que não ouves a versão deles? Sabes, às vezes custa admitir a opinião dos outros quando temos uma visão do que queremos. Mas, quem sabe? Talvez possa sair dali o vosso próximo hit. Dá-lhes uma oportunidade.
O ruivo ficou a refletir no que eu lhe disse, e depois de uns momentos falou.
– Bom, acho que posso dar-lhes uma hipótese. Afinal, somos uma banda, cada um contribui para o sucesso.
Assenti com a cabeça. Às vezes sou mesmo “boss” nestas coisas.
– É esse o espírito! – disse-lhe, sorrindo. Ele abriu um sorriso também .- Agora tenho de voltar para o estúdio porque o meu tempo de relaxamento já acabou ahah.
– Claro, vai lá!
Levantámo-nos os dois e, num momento súbito, ficámos a olhar para os olhos um do outro e só agora, por causa da luz do candeeiro, reparei a beleza daqueles olhos verdes/azuis, não conseguia definir.
– Então… vemo-nos por aí,.. – conseguiu ele dizer depois de um longo período de silêncio entre ambos.
– S…S…Si..Sim claro… vemo-nos por aí! – gaguejei estupidamente eu.
Abrimos ambos um sorriso involuntário e seguimos para os respetivos estúdios.
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