I'm Coming Home
21 Hard up...
Notas iniciais
Ainda na Síria...
–Ela está respirando._Diz o soldado.
–Vamos tirá-la daqui._Diz Wayne tirando as pedras que estavam sobre as pernas da major, as duas pernas da morena estão em estado crítico.
Wayne chega aonde os médicos examinavam os feridos, o médico viu que a major estava nos braços do coronel e ficou mais aliviado, examinou Spencer e pediu que o resgate fosse rápido, a morena estava perdendo muito.
–Precisamos levá-la para o hospital mais próximo, ou então a perdemos em poucos minutos._Diz Tim um dos médicos do exército.
Alguns minutos depois uma avião de busca e resgate chegou ao local, todos os feridos e Spencer foram imediatamente para o hospital mais próximo, e os outros esperaram o próximo avião que chegou uma hora depois, Wayne foi com a major, não iria deixá-la sozinha em uma hora dessas.
–Wayne já que você está aqui, ajude-me a estancar o sangue da Hastings._Diz o médico fazendo um torniquete na perna da morena, porque estava perdendo muito sangue.
–Como Spencer está Tim? Ela está pálida e perdendo sangue de mais._Pergunta Wayne olhando para Spencer, pálida e muito machucada.
–Não vou mentir para você, ela está muito debilitada é possível que ela nem resista até chegar ao hospital._Diz o médico abaixando a cabeça e limpando a lágrima solitária escorrendo em seu rosto.
–Não me fale isso, faça o que for possível, por favor._Diz Wayne levando às mãos a cabeça e levantando-se e beijando a testa da morena.
–Qual é o hospital mais próximo?_Pergunta Wayne.
–Eu não sei, talvez Munique lá tem dois hospitais excelentes._Diz Tim coçando a nuca, dois enfermeiros cuidavam dos ferimentos de Spencer enquanto Tim tentava prolongar o máximo as chances de vida de Spencer.
O tempo agora era o maior inimigo da major, e nada pode se fazer quando a questão é o tempo, tudo estava nas mãos de Deus os médicos ali não podiam fazer mais nada pela jovem promissora, e o tempo corria e com ele a vida de Spencer também.
(*---*)
Hanna estava deitada na sacada do seu quarto, olhando as estrelas, como elas brilhavam tanto, eram grandes, mas ao mesmo tempo tão pequenas, pensava que se ela comparece a vida dela com uma estrela, talvez fizesse sentido, como algo tão grandioso, parecia tão pequeno na vista de outras pessoas, tudo imposto pela distância.
–Filha? Tudo bem?_Pergunta Ashley entrando no quarto de Hanna.
–Talvez, filosofando apenas._Diz Hanna, fazendo com que sua mãe risse da loirinha, indo de encontro a sua filha.
–Você é uma graça Hanna._Diz sua deitando-se ao seu lado.
–Sabe mama, ás vezes eu penso em como seria nossas vidas em outro lugar do mundo, exemplo na China._Diz Hanna pensativa em qual seria suas roupas adequadas para freqüentar a faculdade na China.
–Ou na Índia, não sei mais a índia é tão misteriosa._Diz Ashley imaginando Hanna com a roupa típica de lá, ou querendo flertar com um monge.
–Acho que não daria certo._Disse Hanna rindo e ficando de frente para sua mãe que ria também da mesma bobagem.
–Realmente, não daria mesmo._Diz Ashley abraçando a filha.
O silêncio instalou-se, mas era bom apenas curtir a companhia uma da outra, Ashley virou-se para o lado e viu sua filha com um sorriso bobo no rosto...
–Apaixonada?_Pergunta sua mãe.
–Talvez mama._Diz Hanna mordendo os lábios.
–Spencer?_Pergunta Ashley arqueando a sobrancelha.
–Nããão, por Deus mãe... Bem que eu queria, mas... Não é Spencer._Diz Hanna voltando a sorrir e ficar corada sobre o olhar curioso de sua mãe.
–Hum, Spencer é uma ótima pessoa._Diz Ashley olhando para as estrelas, Hanna apenas concordou com a cabeça.
–Não vai me falar?_Pergunta Ashley curiosa.
–Ah mãe, nem sei o que to sentindo ainda, mas eu me sinto bem quando estou perto dessa pessoa, talvez eu esteja confundindo as coisas, eu não sei._Diz Hanna dando de ombros e sua mãe franziu as sobrancelhas mais não disse nada.
Mãe e filha ficaram em silêncio olhando para as estrelas que tinha um brilho diferente hoje, estavam brilhando mais que o normal, Hanna estava distraída em seus pensamentos, entre o racional e o seu coração queria, mas como ela estava confusa, só complicava ainda mais suas decisões.
(*---*)
Emily estava grudada ao seu celular esperando qualquer notícia do seu pai ou de Spencer, que até agora não tinha dado sinal de vida, Pam estava preparando o jantar quando o telefone da sala começou a tocar.
–Euuu atendo mãeee._Grita Emily descendo a escada correndo.
Quando Emily chegou ao lado do telefone o mesmo tinha parado de tocar o que deixou a morena muito irritada...
–Porra!_Xingou Emily.
–O que Emily?_Perguntou Pam da cozinha.
–Desculpe mãe._Diz Emily se jogando no sofá.
Assim que Pam terminou o jantar chamou Emily que estava fazendo plantão ao lado do telefone, enquanto as duas estavam jantando em silencio sepulcral, quando o telefone voltou a tocar, Emily disparou até a sala de estar e atender ao telefone.
Ligação on
–Oi, Pam?_Pergunta Wayne.
–Sou eu papai, Em._Diz Emily.
–Oi filha, estou morrendo de saudade._Diz Wayne com seus olhos lacrimejando e feliz pela oportunidade de ao ouvir a voz de sua menina mais uma vez.
–Eu também papai, é bom ouvir sua voz... Eu pensei, eu pensei que..._Diz Emily não contendo o choro e sendo amparada pelos braços de sua mãe.
Pam pega o telefone e beija a testa de sua filha que sorrir...
–Wayne, como estão às coisas?_Pergunta Pam com sorriso no rosto.
–Amor houve um imprevisto, estamos em Munique._Diz Wayne.
–Munique, na Alemanha?_Pergunta Pam franzindo o cenho.
–Sim, meu amor._Diz o coronel enxugando suas lágrimas.
–Nossa, e o que aconteceu?_Perguntou Pam sentando-se no sofá.
Emily deita sua cabeça nas pernas de sua mãe...
–Spencer e alguns soldados foram soterrados, e eles passaram algumas horas soterrados e alguns deles estão em estado muito grave._Diz Wayne voltando a se emocionar e sua voz ficando embargada.
–E Spencer? Spencer está bem né?_Pergunta Pam com um tom bastante preocupado com a morena.
–Infelizmente não, Spencer foi encaminhada para a sala de cirurgia._Diz Wayne respirando fundo e soltando a respiração, Emily estava ouvindo a conversa e seus olhos foram enchendo de lágrimas.
Emily saiu da sala e foi para o jardim onde ela tinha visto Spencer pela ultima vez, sentou-se na grama e ficou olhando para o céu, o choro já estava fora de controle, lágrimas jorravam de seus olhos e a dor que seu coração sentia no momento era imensa, incontrolável.
Todo esse amor que sabe se lá onde nasceu, quando nasceu era o que dava forças para mais uma vez tentar ser feliz no amor e quando realmente parecia que ia dar certo, sempre o destino aprontava com Emily Fields, Pam após desligar o telefone vou atrás de sua menina que estava jogada na grama e chorando muito.
–Baby, não chore! Ela vai ficar bem._Diz Pam abraçando a filha.
–Ás vezes para dar certo, nós temos que ser provados._Diz Pam triste.
–Hoje você está aqui chorando, mas amanhã você pode está sorrindo com uma boa notícia._Diz Pam, abraçando mais forte sua filha.
Emily foi acalmando e o choro foi se transformando em soluços, antes que Emily adormecesse na grama, Pam ajudou a filha chegar até o seu quarto e deitou ao lado da morena, beijou sua testa e ficou velando seu sono e terminou adormecendo também.
(*---*)
Não era nada fácil salvar vidas o dia inteiro e ainda por cima está com uma garota em seus pensamentos que sabe Deus quem é a garota, Cece teve um dia puxado, quatro cirurgias marcadas para o mesmo dia, mas a tal loira do corredor não saiu de sua cabeça.
–Cece! Cece... Vamos lá, Drake, acorde pra vida._Diz a doutora Torres.
–Sinto muito._Diz Cece voltando a se concentrar.
–Quem vai sentir é o coitado que está sendo operado._Diz Mila uma das enfermeiras, fofocando no ouvido de outra enfermeira.
–Eu ouvi Mila, agora fora da minha sala de operação._Diz Cece irritada.
–Mas... Mas...
–Sem mais nada, saia... Agora!_Disse Cece alterando a voz.
–Ela está certa, ta aí toda voada no mundo da lua._Diz a doutora Torres provocando a amiga que olhou para ela com furiosa.
–Não te mando ir junto, porque preciso de você._Disse Cece cerrando os olhos e mirando sua amiga.
–Isso que dar intimidade para amigas._Diz Torres ironizando a situação.
Meia hora depois o braço do rapaz foi restituído com êxito, Cece é uma excelente cirurgia, mas nos últimos dois dias anda meio bobona pelo hospital, procurando pela loira se ela ainda estava por lá, até recebeu a informação que Alison teve alta e Hanna estava com ela.
–Vai ficar com essa cara de bunda aí?_Pergunta Wren Kingston.
–E se eu ficar, o problema é meu, então vaza Kingston._Diz Cece irritada com seu amigo, que veio lhe encher como sempre.
–Qual é? O que está acontecendo?_Pergunta Wren sentando-se ao lado de sua amiga na lanchonete enfrente ao hospital.
–Sei lá, desculpa por meu humor._Diz Cece abraçando seu amigo.
–Assim é bem melhor._Diz Wren levando um tapa no ombro.
Cece chegou a pouco tempo no hospital da cidade, veio transferida do Hospital militar israelense, e logo se tornou amiga do doutor Kingston e doutora Torres, pediu transferência porque queria se afastar do passado, do noivado que tinha acabado há três anos e que até hoje ela ainda não tinha superado bem.
Era uma longa historia, Cece foi pega na véspera do casamento bebendo e com algumas mulheres em seu apartamento e não era o dia de despedida de solteira, enfim, tinha sido mais uma armação da irmã de sua ex-noiva, que não acreditou em sua palavra e resolveram terminar.
–Sabe, às vezes é estranho._Diz Wren olhando para a loira.
–O que Wren?_Pergunta Cece olhando da janela a rua movimentada.
–O seu silencio, você é sombria._Diz o médico tomando um gole de seu café, Cece deu de ombros e deu um meio sorriso.
–É meu jeito, mas talvez eu encontre o motivo para meus sorrisos._Diz Cece sonhadora e Wren franziu a sobrancelhas sacando à amiga.
–Entendi, é claro._Diz Wren sorrindo sarcástico.
–O que cara de pau?_Pergunta Cece sorrindo docemente.
–Você, você está fodidamente apaixonada Drake._Diz Wren, Cece arqueou a sobrancelhas e semicerrou seu olhar.
–Se eu estiver não é da sua conta mocinho._Diz a loira pegando suas chaves e bolsa e deixando uma nota para pagar o seu lanche.
–Eu sabia agora só falta descobri quem é._Diz Wren, se gabando para si mesmo e olhando a sua volta e deixando também uma nota na mesa e indo embora do lugar, iria ficar de plantão a noite toda.
(*---*)
Toby estava levando Helena para um jantar para se conhecerem melhor, os dois estava estudando na mesma sala, Helena era uma bela italiana que estava no programa de intercambio e além de muito bonita era inteligente também.
–Então, de que lugar da Itália você é?_Pergunta Toby segurando as mãos da bela morena a sua frente.
–Florença, já foi visitar?_Pergunta Helena.
–Já ouvi falar, mas não tive chance de ir conhecer._Diz Toby fazendo bico e Helena sorrir de canto de boca.
–Não sabe o que está perdendo, além da arquitetura fantástica, a culinária e as pessoas são apaixonantes._Diz Helena com sotaque forte.
–Eu gosto do teu sotaque._Disse Toby rindo da moça que estava ficando corada, Helena ficava corada a cada elogio.
–Isso é bom._Diz a morena.
Do bar Aria olhava a sintonia do casal e não estava nada satisfeita ser passada pra trás assim, tão rápido, estava no seu quarto copo de tequila, e ao seu lado tinha um rapaz que mexia em seu celular e bebia todas, Aria pediu o celular emprestado e ligou para Ezra, um carinha que tinha conhecido alguns dias atrás.
Ligação on
–Hey, o que anda fazendo?_Pergunta Aria.
–Oii, Nada não olhando Tv._Diz Ezra.
–Que tal um jantar, agora?_Pergunta Aria.
–Acho ótimo, onde?_Pergunta Ezra, procurando alguma caneta na sala.
Ligação off
Aria passou o endereço para o rapaz e disse que estava esperando ele já no restaurante, não demorou muito e Ezra chega, e Aria faz questão de escolher uma mesa perto de Toby para o loiro ver que ela também tinha seguido em frente, mas o loiro não parecia nem saber da sua existência, Ezra a todo o momento puxava assunto com a morena que lhe dava respostas rápidas e muitas das vezes até o ignorava-o.
Difícil se...
Continuação...
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