Ilusão
4 Capítulo 3: Estúpida
Notas iniciais
Meu dia esta sendo um saco! Já briguei com a minha mãe, Nessa não veio e eu tenho que ficar olhando para a cara da Sarah, a professora substituta mais chata do universo.
-Então turma... – Alguém entrou.
-Desculpe professora. – Era o Nick.
Se olhar matasse, o Nick estaria a 7 palmos do chão, pois a professora e o Tadeu o fuzilaram.
Já que a Vanessa não veio, tinha uma cadeira disponível ao meu lado e o Nick estava vindo para essa cadeira. Aqui ninguém tem lugar marcado, senta aonde quiser, traduzindo: A sala vira um inferno para os professores e u paraíso para os alunos.
-Oi. – Nick falou assim que se sentou.
-Oi. – Falei um pouco vermelha lembrando do fato de ontem.
-Meu nome é Nick Del Santos e você é... – Eu não havia me virado para falar só fiquei olhando-o pelo canto do olho, ele estava bem perto de mim.
-Ruby Monteis Kron. – Falei sem me virar para ele.
-Nome bonito. – Eu fiquei corada, maldição.
-Valeu. – A professora tinha começado a gritar com um aluno que estava conversando.
-Mas não tão bonito quanto você. – Ele pegou o meu queixo e fez com que eu olhasse para ele.
Ele fez um carinho na minha bochecha, onde os dedos dele passavam deixavam uma trilha de formigamento que eu achei que só existia em livros de romance.
-Obrigada. – Eu coloquei uma mexa solta do meu cabelo para trás.
O sinal tocou e a professora foi embora.
-Então Ruby, o que você gosta de fazer no seu tempo livre? – Ele perguntou.
-Gosto de sair com meus amigos... – Me lembrei que agora só tenho uma amiga – Correção, amiga.
-Que tal nós dois saímos? – Cara rápido, gostei!
-Por que não?
Tocou para o intervalo e adivinha quem veio atrás de mim para tirar satisfações? Quem disse Tadeu acertou!
-O que você quer? – Perguntei num tom de “Affs, lá vem”.
-Você ainda é minha namorada! – Ele rosnou entre os dentes e pegou o meu braço com força.
-Tadeu isso ta me machucando! – Tentei tirar o meu braço mais ele só apertou mais.
Ele começou a me arrastar para uma sala abandonada do colégio.
-Você ainda é minha namorada, esqueceu? – Ele rosnou no meu ouvido.
-Quem se esqueceu foi você, não eu! Pois quem traiu primeiro foi você! – Gritei com muita raiva.
-Eu sou homem! E posso fazer isso, mas você é apenas mais uma vadia com quem eu saí! – Eu vou baixar a mão na cara dele!
-Vadia? Vadia é quem fica com o cara das outras, então quem seria a vadia na historia é a Ella! – Isso tava entalado!
Ele me deu uma tapa.
-Cachorro! – Falei colocando a mão aonde ele tinha batido.
Ele pegou o meu pescoço e me prendeu contra a parede.
-Me solta, miséria! – Gritei sufocadamente.
-Calma! – Ele soltou o meu pescoço, mas eu não tive tempo para sair.
Ele prendeu a minha cintura e começou a beijar o meu pescoço.
-Me solta! – As minhas lágrimas começaram a descer.
Eu comecei a bater no peito dele, mas ele pegou os meus pulsos e com a outra mão tentou tirar o meu uniforme.
Eu fiz o que qualquer garota normal faria, chutei o saco dele.
-Vadia! — Ele gritou enquanto eu corria.
Tinha que puxar isso da minha mãe!
Eu estava chorando no banheiro feminino desde o fato ocorrido e eu não poderia contar para ninguém, apenas ficar calada e fingir que nada aconteceu, igual a minha mãe fazia.
Para quem esta perdido: Eu sou um fruto de estupro, meu pai era um pouco perturbado na época, então abusava da minha mãe junto com os amigos dele, mas depois ele se redimiu. É triste, mas verdade.
-Ruby? – A professora Anastácia perguntou assim que me viu encolhida e fungando. Eu imaginei como estaria e chorei ainda mais.
-Me deixa! – Choraminguei.
-O que ouve querida? – A professora perguntou.
Dona Anastácia era uma senhora de idade, mesmo não aparentando isso com os seus cabelos ruivos tingidos e rosto sem muitas rugas. Ela era professora de Arte, minha matéria preferida.
-Nada. – Chorei ainda mais.
-Tudo tem um motivo querida, mas se não quiser me contar, tudo bem. Eu entendo, mas me deixei te ajudar. – Ela estendeu a mão para mim.
-Muito obrigada, Dona Anastácia. – Eu peguei a mão dela e me levantei, ela me levou para frente do espelho arrebentado do banheiro.
-Me chame só de Ana, Dona Anastácia é coisa de velha e eu não sou tão velha assim, tenho até o meu garotão! – Isso me fez rir.
-Uau! Nunca me passou isso pela cabeça. – Ela riu também.
-É querida! Temos que fazer o tempo se curvar para nós mulheres.
Ela pegou o meu cabelo e o amarrou, limpou a minha maquiagem borrada e fez outra bem mais leve, sem rimel nem lápis, só um pó leve e um batom claro.
-Muito obrigada, Ana. – Falei abraçando ela.
-Vamos, a sua próxima aula é comigo! – Ela falou me arrastando para fora do banheiro.
Assim que saiu dou de cara com Ella...
Notas finais
Espero que tenham gostado!!!
Sem reviews, Sem caps!!!
Bjs
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