Ilusão
6 Capítulo 5: Try
Notas iniciais
O restaurante em que ele me levou era o mais chic e o mais caro da cidade.
-Senhor Nicolas, como vai o seu pai e a sua mãe? – O maitre perguntou para o Nick.
-Estão ótimos. – Nick abriu um sorriso que me fez ficar com os joelhos bambos.
-A mesa de sempre? Ou algo mais reservado? – O maitre perguntou essa última parte olhando para mim.
-Algo mais reservado. – Ele falou.
Ele abriu um caderno preto. O maitre era um homem de meia idade que – apesar de ser de meia idade – ainda era atraente. Ele tinha cabelos grisalhos, feições fortes e tinha uma pele translúcida.
-Vamos? – Nick estendeu a mão para mim.
Eu peguei a mão dele. Eu fiquei admirada com a beleza do lugar. O salão era branco e tinha varias pessoas vestidas elegantemente. Eu olhei para mim, eu estava muito deselegante comparada com o resto das pessoas que ali se encontravam.
-Tudo bem? – Perguntou Nick pegando o meu rosto entre as mãos dele.
-Tudo. – Forcei um sorriso.
Continuei a seguir ele.
-Aqui esta a sua mesa, daqui alguns instantes o seu garçom chegara. – O maitre se retirou.
-Lugar bonito. – Falei de alguns instantes de silencio.
-Eu também acho. – Ele pegou a minha mão.
Eu peguei o cardápio e comecei a ver a seleção de pratos.
Percebi que Nick não tirava os olhos de mim.
-O que é? – Perguntei corando.
-Nada, só estava admirando a sua beleza. – Com essa eu cai para trás.
Eu não brinque quando disse “Cai para trás”, eu cai mesmo e foi lindo.
-Tudo bem, Ruby? – Nick veio para o meu lado.
Tudo estava girando.
-Acho que sim. – Tentei focar a minha visão em algo.
-Vamos, se levante. – Ele gentilmente me levantou e depois levantou a cadeira.
-Boa noite, o meu nome é Ricardo e servirei vocês essa noite. – Ricardo olhou para mim, piscou e lançou um sorriso do estilo gostoso do pedaço. Nick nem percebeu, pois estava olhando o cardápio.
O Fernando era loiro e alto, não era de se jogar fora também, mas num momento o meu alvo era outro.
O jantar foi perfeito. Nick é um perfeito cavalheiro. O homem mais perfeito da face da terra é ele, não tenho duvida!
Nós dois estávamos tendo uma conversa sobre nossas famílias. Ele tinha duas irmãs, Antonieta – A mais velha – e Kell – A mais nova, sendo que ela tem a minha idade -, os pais deles eram muito ocupados e quase não davam atenção a eles.
-Chegamos. – Ele falou ao parar o carro.
-Eu adorei o jantar. – Falei encostando a minha cabeça no banco do carro.
-Eu também. – Ele aproximou o seu rosto do meu e nossos lábios se tocaram.
Posso dizer que ouvi, literalmente, sinos tocando. Foi perfeito.
Ele se separou de mim e me olhou tristemente.
-Acho que tenho que ir embora. – Ele falou melancolicamente.
Eu dei um último beijo nele e sai do carro.
O carro saiu em disparada depois disso.
-Isso é hora, Senhorita Ruby? – Peste!
-É sim, Senhor Alan. São apenas... – Olhei no relógio e me espantei ao ver que já se passavam das 23 horas.
-Vamos entrar. – Ele pegou o meu braço e me arrastou para dentro de casa.
-Ruby! Quero falar com você! – Lara veio para cima de mim correndo.
-Vou deixar vocês duas sozinhas. – Alan falou saindo da sala.
Lara esperou não ouvir nenhum passo de Alan para falar.
-Preciso que você me leve a um lugar. – Antes da possibilidade de um som sair da minha boca Lara falou. – Sem perguntas, só quero que você me leve até esse restaurante. – Ela me entregou um pedaço de papel.
-Lara, Lara! O que você esta aprontado dessa vez?
-Nada do seu interesse. – Ela se virou para ir embora, mas antes falou. – Não conte para ninguém e é para me levar de tarde.
-Baixinha, não to gostando desse historia. – Eu a olhei desconfiada.
-E não é para gostar! – Depois de falar, ela saiu correndo em direção ao quarto dela.
-Crianças. – Falei comigo mesma.
Eu e Lara estávamos num táxi indo para o restaurante em que Lara havia me intimado a levá-la.
-Lara me conte o porquê disso! – Eu não aguentava mais isso!
-Ta bom! Eu te conto. – Lara levantou as mãos num sinal de rendição. – Eu conheci um menino numa sala de bate-papo e ele mora por essas bandas e disse que queria se encontrar comigo hoje. – Ela estava com um sorriso de canto a canto do rosto.
-Tem um foto dele?
Ela me passou uma foto.
Ele parecia ter uns 15 ou 16 anos, tinha olhos verdes, cabelos ruivos e tinha uma pele bem branca. Esse garoto tem cara de fake.
-Lara, isso é perigoso... – Antes da possibilidade do término do meu raciocínio Lara colocou a mão na minha cara e falou.
-Para Ruby! Ele é legal! E é super fofo comigo! – Ela falou com uma voz de choro. Odeio essa menina!
-Eu lavo as minhas mãos! – Agora eu entrego a Deus!
-Você é a melhor irmã do mundo! – Ela me abraçou com força.
Lara estava muito linda. O longo cabelo loiro dela estava solto, ela estava com um vestido preto acinzentado e com uma leve maquiagem.
-Chegamos. – O motorista – Rubens – anunciou.
Lara abriu a porta e saiu às pressas do táxi.
-Rubens, você me espera um pouquinho? – Rubens era o taxista – por assim dizer – da família, pois sempre que precisávamos ele quebrava um galho para a gente.
-Claro pequena. – Ele também era um dos melhores amigos do meu pai.
-Valeu tio Rubens. – Saltei do carro às pressas.
Lara já estava dentro do restaurante, eu a segui.
Lá dentro era chic e requintado. Pergunta: Como um adolescente conseguiria pagar um restaurante desse? Lara falou com um rapaz que indicou que ela fosse até o segundo andar, geralmente reservado para festas.
-Muito obrigada. – Lara agradeceu e apressou os passos para poder subir.
Eu segui – bem discretamente – Lara. Ela saltitava nos degraus.
-Lara, seja bem vinda. – Uma voz grave saldando-a.
...
Notas finais
E essa última parte com a Lara, foi culpa da TV!
Espero que tenham gostado dessa bost*!
Dedicado a todas que me lê.
Bjs amores!!!
Ps.: Quero que vocês dêem as suas ajudas gramaticais, sou horrível em questão gramatical!
Fale com o autor