Iluminado

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Vai ler vai

Aoi


Não tivemos nenhum contratempo durante a viagem, Kenji conversava comigo perguntando algumas coisas sobre a casa, ou como seria o quarto dele, mas mantive isso em segredo, era engraçado ver a curiosidade estampada em seu rostinho. Era gostoso viajar na companhia dele, eu me sentia bem.


Logo chegamos, Kenji com certeza iria gostar era um lugar grande bem espaçoso, eu particularmente tinha gostado, para quem tinha que viver em um apartamento aquilo era o paraíso. Descemos do carro, e vi um sorriso grande se formar nos lábios cheinhos do meu filho.


– Gostou? – perguntei, mas o seu sorriso era a resposta.

– Muito papai, agora eu vou brincar um montão! — ele abriu os braços como se pudesse mostrar o “montão”.

– É eu também gostei, melhor que ficar trepado igual passarinho? — ele riu e eu acompanhei, era tão bom estar assim.

– Aham. – concordou, e me puxou em direção a varanda.

Era um lugar bem grande, e ate meio exagerado para nós dois, mas se eu não tivesse gostado não tinha comprado.

Kenji estava com uma mochilinha azul nas costas, lá estavam alguns de seus brinquedos que eu quase me esqueci de por no carro, fazer o que se às vezes sou meio esquecido.

Abri a porta e esperei que o pequeno entrasse, mas ele não o fez, o que me deixou intrigado, pensei que ele estava curioso pra conhecer tudo.

– Papai por que você usa isso na boca? – ele entortou a cabeça para o lado apontando para o adereço em meus lábios.

– Ah isso? Eu achava legal, resolvi por, e não tirei mais. – ele rodou os olhos, ele era esperto, muito esperto.

– Quando eu for grandão igual você eu posso por? – arregalei os olhos, e ele gargalhou.

– ...

– Papai? – ele chegou pertinho de mim, e apertou uma perna minha com o corpo pequeno.

– Vou pensar no seu caso. – se soltou de mim e cruzou os braços, fazendo um bico logo em seguida.

– É só quando eu ficar grandão, você deixa? – ele era muito insistente.

— Shiroyama Kenji, será que você pode ficar quietinho? – ele entrou em passos pesados dentro de casa, meu Kami com cinco anos e já é dessa maneira não quero nem pensar quando ele estiver com mais idade.

– Ai meu kami. – suspirei, senti meu celular vibrar no bolso da calça, era uma ligação do Ruki, bati a mão na testa, agora mais essa.

Ligação On

– Moshi, moshi. – minha voz saiu trêmula.

– Yuu, você já chegou? – ele parecia animado, muito animado.

– Nee já sim, por quê? – eu tinha medo da resposta.

– Estou indo ai. – e desligou na minha cara,

Ligação Off

– Projeto de anão. – entrei em casa, e me deparo com um caos na sala.

Era o seguinte a sala estava cheia de brinquedos, era carrinho e bichinho para um lado, bolas e blocos para outro, almofadas no chão, estava um caos, aquele era o modo do Kenji dizer : “Estou em casa!”.

Suspirei, e tentei andar pela casa sem pisar em nada, não achei o moreninho em lugar nenhum, fiquei alarmado.

– Kenji? – nada na cozinha, nem na sala de jantar, eu já estava explodindo.

Subi as escadas e abri algumas portas não o encontrando em nenhum cômodo, abri a porta de seu quarto e nada, passei as mãos pelos cabelos, claro sinal de nervosismo, suspirei e abri a porta do meu quarto.

– Ah graças a Kami você ta aqui. – ele estava deitado na cama, e dormia.

Ouvi o som da campainha, sai correndo do quarto tentando não fazer muito barulho, desci voando pela escada eu não costumava fazer isso, mas se a campainha estava tocando era porque o Taka tinha chegado, cheguei correndo na sala e pisei em um brinquedo estúpido, resultado eu fui parar no chão. E como doía, benditos brinquedos.

– Itai!! – cair de cara no chão não é bom, não mesmo, ouvi alguns risinhos baixos e olhei em direção á porta e encontrei duas pessoas escoradas na mesma.

– Santa organização Aoi. – era Ruki quem fala com um tom de deboche na voz, o outro loiro só ria.

Enfiei meu rosto contra uma almofada, que ótimo o baixinho tirando uma com a minha cara, mas aquele loiro eu não o conhecia.

– Não tenho culpa se o Kenji gosta de bagunça, e para de encher meu saco. – minha voz saia abafada por conta da almofada, e ouvi um risinho.

– Quem é Kenji? – ah esqueci que o Taka não conhecia o meu pequeno.

Seria mais facil explicar com ele acordado.


Notas finais
Comentar não vai doer, e nem vai deixar vc sem um dedo.
Ja nee
May-chan