Illusões Sólidas

3 Imaginação fértil


Notas iniciais
Aparentemente minhas tentativas de me tornar um orbe de luz onisciente fracassaram e ainda estou presa a esta forma de carne e sangue, mas um dia... Um dia.

O doutor tinha razão, ele não iria mais à sua casa.

Ao contrário, Sasha precisou ir até a dele; ela estava muito animada.

Heir disse para colocar sua melhor roupa, ele ia gostar. O vestido que usou no casamento da prima ainda lhe servia bem. Branco até os pés com uma faixa rosa rosa rosa rosa na cintura.

Não se esqueça de sua coroa, alteza elas diziam, não quer passar a imagem errada. Sasha nunca iria querer isso.

Botou a coroa na cabeça, feita de ouro e com gavinhas esculpidas. Sasha era uma princesa. Hoje acordara princesa.

E como princesa, Sasha foi visitar o castelo vizinho.

Saiu da sua carruagem e olhou o castelo do doutor de cabeça. Branca e de madeira, com poucos quartos e janelas e uma chaminé. Como ele conseguia viver num lugar tão pequeno?

Pequeno castelo comentaram, não vale a pena. Pequeno castelo, mas a menina não se importou.

Artie a seguia como uma boa dama de companhia, e levava presentes do seu reino para o rei vizinho. Levava sua boneca favorita para o doutor, como oferta de paz entre os dois reinos.

— Pequena, tome.

Artie entregou-lhe sua boneca e tocou a campainha; como pagamento pela gentileza, Sasha sorriu-lhe.

Uma serviçal atendeu o portão. Mas não parecia uma serviçal. Tinha roupas melhores que a de Artie. Talvez o doutor Xavier tivesse mais fortunas que a jovem princesa. Assim poderia dar vestes mais bonitas aos empregados.

Mas com um castelo tão pequeno...

um desperdício de dinheiro

Elas deveriam ser mais gentis com os amigos da princesa.

são só serviçais

Fez pouco caso dos comentários. Não importa, o doutor é bom. Heir tinha certeza.

— Essa é a pequena Sasha? – A serviçal perguntou, tinha voz de fada.

Artie respondeu por ela. Uma princesa não conversa com empregados.

Só não ouviu muito bem o que Artie disse. Esperava que não fosse nada demais.

menina burra

Sasha deveria prestar mais atenção aos outros, concluiu.

Decidiu começar nomeando a serviçal de Fada até segunda ordem. Fada abriu caminho para Sasha e Artie passarem, e quando a menina viu a sala deixou o queixo cair. Mas era maior do lado de dentro! Conseguia sentir o sorriso de Heir por perto, então também se animou.

— O doutor Xavier ainda está com outro paciente, se puderem esperar um pouco, ele já irá atende-las — Fada sorriu e Sasha acenou com a cabeça, perdoando o erro da empr—serviçal. Serviçal é mais bonito.

— Quer alguma coisa enquanto espera, Sasha?

— Você trouxe a câmera? — Perguntou enquanto se sentava no sofá com, não alcançava bem o chão, então balançava os pés no ar.

— A senhora sua mãe me disse para não a trazer, perdão.

uma inutil

Humanos cometem erros, é de sua natureza elas justificaram. Perdoe a serviçal, propuseram.

— Está perdoada. Pode me dar um copo de água? — Sasha sorriu e balançou as pernas com mais agitação.

— Como desejar.

Artie sorriu, acenou com a cabeça, levantou-se e saiu de perto. Sasha tomou o tempo que tinha longe de Artie para ver o lugar.

O salão era coberto de flores, o lustre era de ouro e tinha rosas vermelhas nele todo, bem no meio. As paredes eram pintadas à mão e contavam histórias que Sasha reconhecia, mas não sabia identificar. Fada ficava numa cadeira alta, para que pudesse ver todos aqueles que desejavam ver seu rei e julgá-los como dignos ou não. Na mesa de Fada, só duas margaridas murchas em um vaso.

Pobres flores, pareciam tristes ao seu redor, não quer ajudar?

Sasha acenou com a cabeça e foi até sua mesa.

— Posso ver as flores? Quero ajudar.

Fada sorriu e aproximou o vaso da menina.

— Há um banheiro à sua esquerda, se quiser trazer um pouco de água para elas.

Sasha sorriu e pegou o vaso, correndo para o banheiro em seguida.

tranque a porta

A voz de bruxa gritava para ela voltar, que poderia quebrar o vaso, mas Sasha queria ajudar.

Deixou o vaso no chão e abriu a torneira, dela saiu uma água limpa no início, mas logo tornou-se escura como vinho. Tampou o ralo para que não fugisse.

mergulhe as flores

Sasha pegou a primeira margarida e mergulhou na água negra. Fez o mesmo com a segunda e esperou. Aquele lugar não era o mais bonito que já visitou, mas poderia consertar.

— Já é hora?

sim

Sasha tirou a primeira flor, uma margarida amarela e cheia de luz. Tirou a segunda, uma rosa vermelha como de seu jardim favorito. Tirou a terceira e a quarta, duas tulipas roxas, completamente abertas.

Presentes de seu jardim, princesa Sasha sorriu e colocou as flores de volta no vaso. A porta abriu-se, com Artie e Fada esperando do outro lado. A princesa mostrou o vaso com as novas flores.

— Eu ajudei. Não são bonitas?

— Sim, é claro. – Fada sorriu pegou o vaso, pela careta, parecia ter alergia a alguma flor. Ela olhou Artie, apontando para o corredor, e a outra lhe sorriu de volta – O doutor Xavier já pode atendê-la. É a última porta à direita.

Sasha disparou na frente. Sabia o que era esquerda e direita. Artie foi logo atrás. A princesa bateu na porta do rei vizinho e esperou.

Anna, a secretária, jogou no lixo as margaridas despedaçadas pela água, deixou o vaso de volta em sua mesa.

No salão já não havia mais flores, aquelas eram as únicas.

As paredes eram pintadas de um bege morto, e uma das lâmpadas estava para queimar. Anna fez uma nota para que alguém desse um jeito nela logo e atendeu ao telefone da recepção.

Notas finais
Quase 1000 palavras wow Talvez aumentem de acordo com o desenrolar da treta idk? Acho que não tenho disposição pra isso. //zzff whe citos? rez mo//
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.