​Illicit Affairs

1 What started in beautiful rooms...


Notas iniciais
Olá! Minha primeira história com esse casal nem tão shippado assim! Eu conheço poucas histórias deles, apesar de amar demais essa combinação, então estou deixando essa pequena contribuição aqui haha espero que se divirtam lendo!
Beijooos

Make sure nobody sees you leave
Hood over your head, keep your eyes down
Tell your friends you're out for a run
You’ll be flushed when you return
Take the road less traveled by
Tell yourself you can always stop
What started in beautiful rooms
Ends with meetings in parking lots

— Você vai sair de casa? – Perguntou Scorpius, com a chave na mão.

Anthony levantou os olhos do celular, mais especificadamente das mensagens que trocava com Lily Luna, e abriu um sorriso para o amigo.

— Vou sim, provavelmente para um bar qualquer.

A verdade era que ele iria encontrar Lily Luna, mas aquela era a primeira e principal regra deles: ninguém poderia saber, nunca. A segunda regra também era tão clara e direta quanto à primeira: sem sentimentos envolvidos, sem expectativas e compromissos. O Zabini gostava disso, da ilicitude do que faziam. Tornava tudo ainda mais emocionante, excitante.

— Não se esqueça de levar a sua chave. – O colega de apartamento disse. – Vou dormir na casa da Rose esse fim de semana.

— Boa sorte com o Sr. Weasley, Scorpius. – Anthony riu enquanto o amigo fazia uma careta. – Você sabe que seu sogro te adora, mesmo fazendo o máximo para esconder isso, não sabe?

— Talvez, mas vou deixá-lo ganhar no xadrez por via das dúvidas. – Debochou Scorpius, afinal eles sabiam que o Malfoy jamais deixaria o sogro ganhar. Aqueles jogos de xadrez deles eram praticamente sagrados. – Algum dia você vai ter um sogro e então você me entenderá!

Anthony fez um careta enquanto se despedia do amigo. O mais próximo de uma namorada que já havia tido fora Lily Luna, com aquela série de encontros escondidos. Bem, ele não tinha vontade nenhuma de ter o grande Harry Potter como sogro, mesmo que a ideia de construir uma relação com a garota o agradasse um ponto.

Mas isso não aconteceria, então ele tratou de abandonar esses pensamentos em algum canto obscuro de sua mente. Olhando para o celular, viu que ainda faltava uma hora para se encontrar com a Potter, mas decidiu sair mesmo assim. Teria tempo para espairecer antes de encontrá-la.

***

— Vou sair para correr. – Lily Luna avisou, fechando o moletom enquanto descia as escadas.

— Com quem? – Perguntou James Sirius, naquele tom de irmão mais velho protetor que ela odiava.

— Isso te interessa?

— Lilu. – Repreendeu Harry. – Sem brigas, por favor.

Ela bufou, mas escolheu ficar calada.

— Não é nada muito estranho eu perguntar com quem você vai sair. – Jaysix a analisou. – Se você não tivesse nada a esconder você falaria. Simples assim.

— Não seja idiota com sua irmã. – Repreendeu Ginny, sentada ao lado do marido.

Lily sorriu debochadamente para o irmão, mas resolveu responder. Assim, poderia sair mais rápido e James não a importunaria.

— Vou com Rose...

— Pensei que ela e Scorpius sairiam hoje. – Albus franziu a testa e Lilu sentiu uma imensa vontade de jogar algo na cabeça do irmão. – Vou chamá-lo para jogar videogame então.

A maior qualidade de Lily Luna sempre fora pensar rápido e manter a calma, ela sabia e se orgulhava disso. Então, com um sorriso calmo disse:

— Não, eles ainda vão sair. A Rose vai correr comigo e com a Jena antes deles se encontrarem.

Se os irmãos fossem mais espertos perceberiam que “Jena” era apenas uma nova combinação do segundo nome de Rose, mas eles não se importavam com as amizades dela tanto assim. Por algum motivo, Lily Luna desconfiava que a mãe soubesse, mas não tinha certeza disso.

— Se divirta, querida. – Disse seu pai, com um sorriso. – E não esqueça a chave.

Ela já estava na porta quando escutou a voz um tanto estridente da mãe:

— Juízo, Lily Luna!

Se ela realmente tivesse juízo não iria encontrar Anthony Zabini. Não faria aquilo de novo e de novo, mesmo prometendo a si mesma que aquela era a última vez. Não brincaria assim com seu coração, afinal a qualquer momento aquilo poderia acabar. Entretanto, a Potter não era alguém que pensava demais, apenas fazia o que queria quando queria. E naquele momento queria beijar Anthony Zabini até esquecer-se do próprio nome.

***

— Devo ter medo de ser assaltado? – Brincou Anthony, olhando o boné na cabeça dela e o moletom por cima. – Por favor, deixe meu coração.

Lily Luna revirou os olhos, amando e odiando ao mesmo tempo a brincadeira dele. Sabia que tudo que eles tinham não havia nada a ver com coração, com sentimentos. No início não se importava mais com isso, mas sentia que cada vez mais o seu coração estava ficando exposto naqueles encontros.

— Não seja idiota, Zabini. – Ela respondeu, se aproximando dele.

Quando sentiu sua cintura ser enlaçada e seu corpo ser puxado até o dele, um pequeno e inaudível suspiro saiu de sua boca. Amava aquela sensação, até demais. Por sua vez, Anthony a abraçou e afundou o rosto no pescoço dela, saboreando as reações dela as suas carícias. Lily Luna Potter era a perdição de Anthony Zabini e sempre seria.

— Você está linda hoje. – Ele fez uma trilha de beijos por todo o maxilar dela, seguindo para o rosto e parando seus lábios a centímetros dos delas. – Sempre está, na verdade. Maravilhosamente irresistível.

Ele finalmente a beijou, matando a vontade que os consumia. O fogo entre eles se tornou um incêndio; implacável e inesgotável, levando-os a combustão. As mãos de Anthony passeando por seu corpo deixavam Lily além da sanidade, suspirando e gemendo enquanto se aproximava ainda mais do corpo dele. Enquanto a beijava, o Zabini sentia seu cérebro derreter, todo o seu corpo muito ciente do dela.

Era esse o perigo maior daqueles encontros. Porque eles sabiam que nunca seriam nada mais do que o romance proibido um do outro, nada mais do que encontros apressados em cantos escuros. Nunca se assumiriam a luz do dia, o máximo que teriam eram olhares roubados e risos de lado. Entretanto, nada disso os impedia de se perderem nos braços um do outro novamente.

Talvez fosse o perigo de serem descobertos, a adrenalina em suas veias misturada ao desejo, ou talvez fosse o fato de estarem começando a se apaixonarem, mas cada vez se sentiam mais atraídos um pelo outro. As vozes em algum canto obscuro em suas mentes os lembravam de que seus corações poderiam ser partidos a qualquer momento e que a probabilidade disso acontecer aumentava a cada dia, mas com as mãos de Anthony embaixo do moletom dela e os lábios de Lily Luna pelo pescoço dele aquilo somente se tornava um eco vazio e sem sentido.

Não se arrependeriam hoje e, definitivamente, não amanhã.

— Scar saiu para encontrar Rose. – Confidenciou Anthony, olhando nos olhos de Lily e a achando insuportavelmente atraente com os cabelos bagunçados, a respiração acelerada, os lábios inchados e as bochechas coradas. – Você sabia?

— Sim. Disse que sairia com Rose e quase fui descoberta porque Albus sabia que ela sairia com Scorpius. – Ela mordeu o lábio inferior enquanto o olhava com um sorriso de lado. – Podíamos ter sido descobertos, Zabini.

— Definitivamente isso não vai acontecer, Potter. Somos inteligentes demais para isso. Garanto que você contornou a situação, certo?

— É óbvio, senão eu não estaria aqui.

Ele sorriu com o revirar de olhos dela, roubando-lhe um beijo rápido.

— Não tem ninguém lá em casa. Podemos ir para lá, o que acha?

— Sim. – Suspirou Lily Luna, apertando seus braços em volta do pescoço dele, o puxando para mais um beijo.

No fim, eles apenas eram um caso ilícito, o fruto de algumas noites. Nunca andariam de mãos dadas na rua ou se apresentariam aos familiares um do outro. Daqui a alguns anos seriam apenas uma sombra na mente um do outro, a possibilidade perdida do que teriam sido se fossem pessoas diferentes. Mas, enquanto isso não acontecia, estavam muito satisfeitos em irem para a cama do Zabini, perderem-se e encontrarem-se nos braços um do outro.

Mesmo que no fim Lily Luna fosse embora ao meio da noite e Anthony acordasse sozinho e decepcionado. Mesmo que eles se prometessem que aquela era a última vez e que não mandariam mensagem. Mesmo que seus corações, bem no fundo, quisessem que existissem sentimentos, além do desejo, envolvidos. Mas não era assim que funcionava com casos ilícitos. Eles machucavam quando terminavam, porém, enquanto durassem, eram perigosamente bons.

And that's the thing about illicit affairs
And clandestine meetings and longing stares
It's born from just one single glance
But it dies and it dies and it dies
A million little times

Notas finais
Gostaram? Críticas? Elogios? Opiniões? Finais quase abertos assim me matam por dentro e eu os amo por isso haha amei escrever isso e espero que alguém leia e goste tanto quanto eu!
Espero vocês nos comentários!
Beijooos
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!