Notas iniciais
eii pessoas voltei nesse cap tenho uma pequena parte que estara marcada com ***** por conter violencia, auto mutilação essas coisas entao se quiser pular eh so passar o ****** que pode voltar a ler :) acho que é so isso entao kisses e ate la embaixo :*

*POV Jim*

*Bip! Bip! Bip!*

Eu procurei o botão para desligar meu alarme, indo longe demais caindo da cama junto com o despertador.

Claro que Bones escolheu esse momento para sair do banheiro secando seu cabelo molhado com uma toalha.

"Se divertindo aí embaixo?" — Ele perguntou, parado me encarando.

Olhei para ele enquanto me dirigia ao banheiro e sem falar uma palavra sequer fechei a porta atrás de mim.

Demorei apenas alguns minutos para fazer minha higiene, tomar uma ducha e acompanhar Bones no café.

Depois de pegarmos nossos cafés, caminhamos para um parque cerca de um quarteirão de distância, e eu sendo o viciado em café que sou, terminei o meu assim que chegamos lá.

Nós caminhamos até onde os outros três estavam sentados e nos juntamos a eles, sentando no banco do parque até que fosse a hora de ir às nossas aulas. Logo que vimos que já era quase a hora de nossa primeira aula, nos levantamos e fomos caminhando entre conversas.

Nós estávamos andando em direção a parte da academia onde a maioria das aulas acontecem, quando passamos por uma menina de pele escura com cabelo preto preso em um rabo de cavalo alto, pernas longas e cheia de curvas.

"Hey linda, qual é o seu nome?" – Perguntei a ela, sorrindo quando parei ao seu lado.

Meus amigos trocaram um olhar cauteloso, mas pararam comigo, parecendo incrivelmente desconfortáveis.

"Como se eu fosse dizer a você"- Ela respondeu, olhando-me de cima a baixo antes de virar a cabeça para longe com um movimento do seu longo cabelo.

"Oi, o que você acha que está fazendo, falando com minha namorada assim?" — Um cara muito alto e muito musculoso se aproximou, a raiva escrita em toda sua face, eu ouvi meus amigos darem um passo para trás.

"Relaxe Cupcake". — Eu sorri. — "Eu não fiz nada. Ainda.". — Eu pisquei para ela e ela revirou os olhos.

"Do que você me chamou!?!?" — Ele me empurrou para trás e eu tropecei um pouco, mas mantive o meu equilíbrio.

"O que, você não gosta de Cupcake? – Eu disse. – “ Hm, que tal Sugar Plum?"

Ele rosnou e tentou me empurrar novamente, mas eu estava pronto desta vez e facilmente o evitei, continuando a sorrir levemente.

"Não, você está certo, eu prefiro Cupcake também." — Eu disse com total seriedade.

Um de seus amigos, de repente me agarrou por trás e ele aproveitou a oportunidade para dar um soco em meu queixo. Seu amigo soltou e tropecei, recuperei meu equilíbrio e me preparei para outra rodada, mas ele já estava rindo e se afastando com seu grupo, o braço em volta dos ombros de sua namorada.

"Merda cara, você está bem?" — Perguntou Scotty enquanto eu me virava, limpando sangue da minha boca.

"Bem." — Eu dei um sorriso torto. — “Então, quem era aquela garota?"

Bones suspirou e balançou a cabeça de uma maneira que indicava claramente ‘Você é impossível’.

"Uhura, a namorada de Hendorff". — Scotty disse.

"Eu não o irritaria se fosse você". — Chekov acrescentou prestativo.

"Sim." — Eu esfreguei ligeiramente meu maxilar. — “Parece que ele é meio idiota".

"Sim, bem." — Bones me deu um tapinha no ombro. — “Nossas aulas são por este lado e as suas são por aquele, então acho que o veremos mais tarde".

"Até mais." — Eu acenei e me afastei dele, esfregando distraidamente meu maxilar.

Eu percebi com um leve choque que poucas pessoas haviam observado a disputa ao me virar e agora estavam apenas se dispersando.

Então eu o vi, o cara da biblioteca. Ele estava um pouco longe, sozinho novamente com um olhar um pouco preocupado no rosto. Eu senti a mesma, quase reconfortante energia, que eu sentia ontem e comecei a abrir caminho até ele, mas assim que ele me viu em movimento, ele se virou e foi varrido com a multidão.

"Ei, espere!" — Eu chamei em vão, atraindo alguns olhares estranhos de outras pessoas enquanto tentava abrir o meu caminho em direção a ele, sem sucesso.

"Droga". — Eu murmurei para mim mesmo enquanto eu o perdi de vista. — “Tão perto."

Suspirei e fui para minha primeira classe, combate corpo-a-corpo avançado.

‘Pelo menos ele olhou para mim’. Pensei melancolicamente, pensando no meu lábio sangrando.

*POV Spock*

Joguei meus livros sobre a mesa no canto da minha sala de aula de treinamento tático avançado e sentei-me, pensando muito sobre o que havia acontecido no dia anterior.

(Noite passada)

Pensar sobre o possível vínculo da T'hy’la me manteve acordado quase a noite inteira, deixando-me ainda mais vulnerável à turbulência emocional do que o habitual.

Sentia um misto de medo com algo que eu poderia facilmente descrever como ansiedade. Pensar que de todas as formas meu T’hy’la poderia usar todas essas emoções contra mim estava fazendo com que um alto nível de desespero crescesse dentro do meu peito.

Logo estava sentado em minha cama, tentando de todas as formas afastar todas essas sensações de mim, mas quanto mais eu tentava, mais a ansiedade crescia no meu peito. Um nó se formou em minha garganta, dando espaço a uma pequena ânsia, que insistia em revirar meu estomago. Uma vontade incontrolável de chorar preenchia meu peito, e logo sabia que minha metade humana estava aos poucos tentando tomar conta de mim.

*********

Fui até o banheiro e abri a gaveta que guardava aquilo que eu tinha mais vergonha de admitir.

Uma pequena coleção de laminas que estavam embrulhadas em um pano enrolado. As peguei e levei até o lado da minha cama, e logo pus uma delas no chão, e a encarei por alguns segundos. Algo que havia se tornado um habito, quando emoções eram fortes demais para que eu pudesse controlar.

O pânico e a dor ao pensar no que aconteceria se ele descobrisse e usasse vínculo contra mim ameaçaram me dominar, então fiz a única coisa que podia parar as emoções quando chegavam a esse ponto.

Peguei minha lamina entre os dedos e levantei a camisa, passando sobre a altura do meu abdômen, cortando um pouco acima do estomago. Uma, duas, três vezes, no abdômen e no peito. Linhas agora desenhadas deixavam que as emoções escapassem facilmente, assim como meu sangue que escorria em retas pelo meu corpo. A alguns anos descobri esta forma de me livrar de todas essas emoções. Sabia o que isso faria comigo, sabia o que causaria, mas mesmo assim acabei me deixando levar. Agora apenas a uso quando não tenho mais alternativa, quando sinto que estou prestes a explodir, quando sei que vou enlouquecer. Quando estou realmente desesperado.

**********

Voltei a recobrar meus sentidos, deixando a serenidade Vulcana transpassar. Peguei novamente minhas laminas e as limpei, removendo os vestígios verdes que mostravam aquela fraqueza.

Vôlei a minha cama, sentindo a ardência sobre os cortes. Deitei me e logo senti o sono voltar a me invadir aos poucos.

(Hoje)

A próxima aula era combate corpo a corpo.

Eu estava caminhando, esperando chegar à aula cedo e garantir uma boa mesa fora do caminho, quando percebi que um grande grupo de pessoas assistia a alguma coisa.

Eu cuidadosamente me aproximei para ver o que estava acontecendo, apenas a tempo de ver Hendorff empurrando meu T'hy'la.

Eu congelei, incapaz de fazer qualquer coisa quando ele cambaleou para trás, disse alguma coisa e se esquivou de outro empurrão.

Eu vi outro cara vir por trás dele, e eu tentei fazer uma advertência, mas as palavras ficaram presas na minha garganta.

Eu vi como meu T'hy'la apanhou, e com determinação voltou novamente, apenas para ver seus oponentes lhe dando as costas.

Fiquei parado, ainda congelado quando ele se despediu de seus amigos e começou a andar na minha direção, esfregando a mandíbula, onde um hematoma estava começando a se formar.

Ele olhou para cima e pegou meu olhar e eu apressadamente me afastei e comecei a caminhar o mais rápido que pude sem chamar muita atenção.

Eu o ouvi chamando, talvez a mim, talvez a outra pessoa. Mas eu não olhei para trás.

Eu me odiava, eu deveria ter feito alguma coisa, não só ficando ali e observado as coisas se desdobrarem, eu deveria ter protegido o meu T'hy'la a todo custo, porque agora não tenho dúvida em que compartilhamos uma ligação T’hy’la.

Na aula, o professor falava sobre negociações, na verdade, não sei por que me incomodo com essa classe, a maior parte são apenas pensamentos lógicos.

Entrei fundo em meus próprios pensamentos, lembrando a emoção que senti ao redor do garoto loiro ao invés de ouvir aquela aula óbvia. E eu a abracei.

Era ilógico, mas agora não me importava. Eu tinha sentimentos mistos, por um lado, queria conhecê-lo, saber mais sobre ele, mas os anos de dor e medo acabaram com isso e eu comecei a me perguntar como ele poderia usar o vínculo contra mim.

Despertei-me dos meus pensamentos inúteis quando eu vi todo mundo se levantar e sair. Hm, devemos ter sido dispensados.

Caminhei pelo corredor, perto da parede. Foi um bom dia, o sol brilhava e os pássaros estavam cantando e, apesar dos dias anteriores, senti-me bastante tranquilo, estranho para mim.

Eu ouvi algumas risadas e olhei mais afrente vendo um grupo de rapazes com um olhar maldoso vindo em linha reta em minha direção.

Isso não pode ser bom.

Notas finais
hellow povo bonito e ai? criticas? comentarios? ta bom? ta ruim? eu devia me aposentar pq escrevo mal? me digam oq acham!! bjo bjo