I'll never leave you
3 Capítulo 3
Notas iniciais

Atualmente estávamos morando num minúsculo quartinho que ficava dentro da igreja que nos casamos. Assim que as coisas ficaram extremante feias para nós, percebi que não tínhamos mais a quem recorrer, se não ao padre que realizara o nosso casamento há um ano e meio atrás. Expliquei para ele toda a nossa situação, e o mesmo não pensou duas vezes em ajudar.
Eu ainda trabalhava na confeitaria, agora além ser balconista, fazia também alguns serviços na cozinha, o que me rendia uma grana extra no final do mês. Logo eu conseguia manter uma vida menos sofrida economicamente falando, e ainda doava quantia razoável para a Igreja, que nos acolheu quando mais precisamos.
— Boa noite, o que desejam? — Falei num tom de voz doce e com um sorriso brincando em meus lábios.
— Dois pedaços daquela torta de morango. — A moça ruiva indicara a torta da sua preferência, anotei o pedido em um pequeno bloquinho.
— Eu vou querer um pedaço desse bolo de chocolate que está com uma cara ótima, e um café
com leite desnatado e sem açúcar. — Anotei que a acompanhava.
— Mais alguma coisa? — Indaguei, e ambos acenaram que não. — O total deu sete mil quinhentos e vinte e cinco ienes. Vão pagar em dinheiro ou cartão?
— Dinheiro. — A ruiva retirou da sua carteira uma nota de dez mil ienes e me entregou. Fiz as contas, em seguida peguei o troco e entreguei a ela, junto com o ticket de pago e o número do pedido.
— Obrigada, voltem sempre! — Sorri e acenei.
Após o fim do meu turno, ajudei a organizar algumas coisas na loja, e por fim pude ir embora. Saí da confeitaria e encontrei a bis vermelha do Natsu estacionada há alguns metros dali, rumei até ela, em seguida subi na mesma, e parti.
Osaka era ainda mais admirável a noite. E não eram só as luzes da cidade em si que chamavam atenção, mas também as luzes dos inúmeros enfeites de natal que estavam espalhados por todos os lugares.
Logo meu olhar se deparou com uma pequena árvore-de-natal, que estava solitária em uma vitrine gigantesca, mas ela sozinha conseguia transmitir o espírito do Natal de uma forma esplêndida.
E foi ali no meio da rua que eu me lembrei do nosso primeiro Natal, e de como havia sido divertido. Lembrei-me também, do quanto Natsu amava essa época do ano, e que talvez ele sozinho, no seu estado atual não conseguisse transmitir tudo o que aquela pequena arvorezinha ali conseguia.
Então um tive uma ideia. Uma ideia que mostraria a ele que o Natal ainda valia a pena, que ele valia a pena, que nós dois ainda valiamos a pena.
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