Notas iniciais
Daí pessoas, mais um capítulo para nossa alegria. Nem acredito como postei esse cap tão rápido! É que vocês sabem né? Quando a inspiração bate na nossa porta acontecem essas coisas kkkk Dessa vez, coloquei um pequeno trecho do livro que li recentemente e AMEI! Estou tão ansiosa pela continuação que vocês nem sabem! kkkkkk Espero que gostem desse cap e no próximo é de certeza que a conversa do Uchiha com a Hina vai sair.

No dia de domingo, mais precisamente às 13 horas e 58 minutos, Hinata encontrava-se deitada em sua cama com a cabeça apoiada em dois travesseiros lendo “Para todos os garotos que já amei”. Sua irmã Hanabi havia dito que aquele era um ótimo livro e que a personagem principal Lara Jean era muito parecida com Hinata no quesito desastre.

Já estava no final da obra, mais precisamente no capítulo 70, quando algumas lágrimas solitárias começaram a descer de seus olhos. Era a parte em que as duas irmãs Song faziam as pazes após diversos acontecimentos, e aquilo mexeu muito com Hinata.

—XXX-

— Porque é a verdade. – Tremendo, eu confesso: – Você não faz ideia do poder que tem sobre mim. Do quanto sua opinião é importante. Do quanto eu admiro você.

O rosto de margot se fecha como um punho, e ela segura as lágrimas.

— Sabe o que a mamãe sempre dizia para mim? – Ela levanta o queixo. – “Cuide das suas irmãs.” E foi isso que eu fiz. Eu sempre tentei colocar você e Kitty em primeiro lugar. Você faz alguma ideia do quanto foi difícil ficar longe de vocês? Do quanto me senti sozinha? Eu só queria voltar para casa, mas não podia, porque tenho que ser forte. Tenho que – ela se esforça para tomar ar – ser o bom exemplo. Não posso ser fraca. Tenho que mostrar para vocês como ser corajosa. Porque... porque mamãe não está aqui para fazer isso.

Lágrimas escorrem pelo meu rosto.

— Eu sei. Você não precisa me dizer, Gogo. Sei o quanto você sacrificou por nós.

— Mas aí eu fui embora, e parece que vocês não precisam tanto de mim quanto eu pensava. – A voz dela falha. – Vocês ficaram bem sem mim.

— Só porque você me ensinou tudo! – Exclamo.

As lágrimas de Margot finalmente desabam.

— Desculpe – digo, chorando. – Desculpe, Margot.

— Eu precisava de você, Lara Jean.

Ela dá um passo na minha direção e eu dou uma passo na direção dela e nos abraçamos, chorando, e o alívio que eu sinto é imensurável. Somos irmãs, e não há nada que ela ou eu possamos dizer ou fazer que vá mudar isso.

—XXX-

Hinata nunca teve muito contato com Hanabi. Depois que a pequena completou 4 anos, as duas irmãs foram separadas injustamente e sem motivo. O que Hinata mais queria era poder ter sua mãe e sua irmã ao seu lado, mas sabia que não era fácil, Hiashi só a deixava falar com a mãe e a irmã uma vez por semana. Na semana passada havia ligado na quinta-feira, não pode falar com Hanabi porque ela estava na escola e com sua mãe conversou apenas meia hora, ela estava doente fazia alguns meses e não havia melhorado ainda, portanto não podia fazer muito esforço.

Decidida a matar um pouco a saudade de seus familiares, Hinata corre até o telefone e disca o número de sua antiga casa. Após alguns segundos, alguém atende.

— nǐ hǎo! – Era a voz de uma menina.

— Hanabi-chan? – Hinata sorri.

— Onee-chan! Que bom que ligou. – Hanabi sussurrava. – Eu vou entrar no armário para falar com você, espere. – O telefone fica mudo por alguns segundos. – Deu, já posso falar.

— Ele está aí? – Hanabi sabe de quem a irmã está falando.

— Sim, mas está no escritório. – A voz de Hanabi se torna triste. – Não entendo porque ele não me deixa ver você.

— Não se preocupe Hanabi-chan, quando terminar meus estudos vou trazer você e a Okaa-san para cá.

Hinata sabia o porquê de Hiashi tê-la separado de sua irmã e mãe, mas não queria revelar à Hanabi, tinha medo da mais nova passar a odiá-lo e algo ruim acontecer. A verdade era que Hiashi tinha ciúmes de Hinata, Hanabi e sua mãe sempre lhe deram mais atenção e isso acabou despertando a fúria no homem que um dia chamou de pai. Por conta disso, Hiashi a mandou juntamente com Neji para Tóquio. Desde então, Hinata não pôde ver mais sua adorada mãe e sua irmã mais nova.

Hinata e Hanabi ficaram cerca de meia hora falando ao telefone. A mais nova contou que na sua escola ingressou um aluno com bolsa, o nome dele era Konohamaru. No início os alunos esnobes batiam nele por ser bolsista, mas depois que Hanabi o defendeu e colocou todos os valentões para correr, a situação mudou.

— Hanabi-chan, você brigou na escola? – Hinata estava incrédula.

— Eu não briguei! Eu estava defendendo ele onee-chan, você é igual a okaa-san! – Ela fala tão rápido que Hinata apenas entente o “Eu estava defendendo ele...”.

— Tudo bem, mas isso não é motivo para sair batendo nos garotos.

— Ou eu batia ou eu apanhava. É tão simples quanto 2+2 são 4! – Hinata fica preocupada.

— Você não se machucou, certo?

— Não muito, só estou com um roxo no braço.

“Queria poder defendê-la”— Hinata começa a chorar de repente.

— Desculpe por não estar aí Hanabi-chan. – As lágrimas se tornam mais abundantes. – Desculpe por não poder te acordar todas as manhãs, preparar seu café, fazer tranças no seu cabelo, te levar para a escola, fazer biscoitos com você, assistir filmes. – Hinata recupera o fôlego. – Tem tantas coisas que eu gostaria de fazer com você, queria ser mais presente na sua vida.

— A culpa não é sua onee-chan, então não peça desculpas. – Hanabi tentou se manter forte, mas falhou miseravelmente. – Não chore por favor!

Do outro lado do telefone, Hinata funga e limpa as lágrimas com a manga de seu suéter largo na cor rosa bebê.

— Tá. – Ela sussurra.

— Vamos mudar de assunto. Que tal falar de garotos? – Hanabi parece animada.

— Piorou. – Hinata sorri com o próprio comentário. Até havia esquecido do ocorrido de ontem, mas Naruto sempre volta para lhe assombrar.

— Ah, qual é onee-chan! Você gosta de alguém, não gosta?

— Sim, mas ele não gosta de mim. – Hinata não queria prolongar aquela conversa.

— Você já falou com ele? – Hanabi estava curiosa, suas perguntas eram rápidas.

— Ele nem sabe que eu existo.

“Pelo menos até sábado ele não sabia.”

— Hanabi! — Uma voz distante do outro lado da linha chama sua irmã.

— É ele, eu tenho que desligar nee-chan! Sayonara e aishiteru.

— Aishi.. ­– “tu tu tu”

Hinata coloca o telefone no gancho frustrada por não conseguir se despedir da irmã. Ela volta para o quarto e se deita novamente apoiando a cabeça nos dois travesseiros. Faltavam apenas dois capítulos do exemplar “Para todos os garotos que já amei” e em menos de cinto minutos Hinata os lê e coloca o livro na prateleira dos “já lidos”.

Hinata tinha uma estante dentro do quarto. Era branca, antiga e lhe lembrava da estante que sua mãe tinha no quarto de sua antiga casa. Na prateleira de cima ela colocava os livros que já havia lido. Hinata gostava de dar nome as coisas, ela achava meio idiota, mas ninguém precisava ficar sabendo, então o nome que ela deu à prateleira de cima era “já lidos” onde tinha mais de cinquenta livros perfeitamente organizados. Na prateleira de baixo ficavam os livros que ela ainda tinha que ler, ou os “livros ainda não devorados” como ela chamava. Nesta prateleira haviam apenas três livros.

Hinata decide pegar o mais antigo da pilha.

“A última princesa”

Só Deus sabe o quanto estava ansiosa para ler aquele livro, a história é de uma princesa chamada Eliza que tem sua família destruída por um revolucionário, após isso ela se junta as forças inimigas em busca de vingança, mas aí ela conhece alguém que lhe ajuda a ter esperança e a amar outra vez.

Quando Hinata lia um livro, ela entrava de cabeça na história e esquecia todos os problemas que lhe rodeavam. Não existia Naruto, nem Hiashi e nem Uchiha Sasuke. Ah, e como este último tem lhe dado dor de cabeça, mas agora tudo que ela menos queria era pensar no Uchiha. Segunda-feira ela iria conversar com ele e tudo seria resolvido, tudo voltaria ao normal. Pelo menos era isso que Hinata acreditava.

✼✼✼

Já era a quarta vez que uma garota lhe parava perguntando seu número de celular. Naquela manhã de domingo, Sasuke acordou às 10 horas. Apesar do frio, o sol se fazia presente e não havia uma nuvem no grande céu azul. Sasuke conclui que o dia estava ótimo para correr um pouco.

Péssima ideia.

Eram exatamente 16 horas da tarde quando o moreno saiu de sua residência usando uma camisa sem mangas na cor preta e um shorts curto de corrida na cor cinza. Não haviam se passado nem 20 minutos e quatro garotas já tinham lhe abordaram perguntando seu número ou o convidando para sair. Aquilo tudo era muito estranho para ele, uma mulher convidando um cara para sair? Não passavam de um bando de oferecidas na visão do moreno.

Com o intuito de concluir seu treino, Sasuke coloca os fones de ouvido e acelera o passo com os olhos focados no final da pista. Passados 40 minutos, o moreno para e se apoia nos joelhos para recuperar o fôlego, ao olhar para o lado direito se depara com a mesma livraria onde comprará o exemplar de “A Culpa é das Estrelas”. Sasuke volta a sua postura normal e tira os fones de ouvido, ele coloca as mãos nos bolsos do shorts e sente um papel no bolso esquerdo. Pensando que pudesse ser o telefone de alguma garota que passou por ele e rapidamente enfiou aquele papel dentro de seu bolso, Sasuke o retira impaciente e passa a ler seu conteúdo.

“ 1) A Seleção.

2) Lola e o Garoto da Casa ao Lado.

3) Divergente. ”

Sasuke ficou surpreso por alguns segundos e passou a analisar cada pedacinho daquele papel para ter certeza de que não estava ficando louco, mas não. Aquela era a caligrafia de Hinata.

“Como essa lista veio parar no meu bolso? Tenho certeza que não havia nada aí a hora que sai de casa”. – Pensou ele.

O moreno desvia sua visão do papel para a livraria e da livraria para o papel, e então eis que lhe surge uma ideia.

“Amanhã a Hyuuga irá falar comigo, e pelo tom de voz que ela utilizou para dar o aviso, tenho certeza que vai querer colocar um ponto final nessa história toda, mas se eu der à ela o que ela mais ama, que são os livros, talvez isso a faça mudar de ideia.” – Sasuke sorri vitorioso imaginando seu próximo plano dando certo.

✼✼✼

Na manhã de segunda-feira, Sasuke levanta mais disposto do que nunca. O moreno abre as cortinas escuras de seu quarto e olha a grande cidade de Tóquio acordando. Diferente do dia anterior, as nuvens se faziam presentes e os termômetros marcam dez graus negativos. Eram apenas 06 horas e 30 minutos, ou seja, Sasuke tinha tempo de sobra para tomar um banho, se aprontar e tomar seu café sem pressa.

Sasuke separa sua roupa que consistiam em: uma cueca boxer, um par de meias grossas, a calça de moletom da escola, uma blusa branca de mangas compridas, um suéter xadrez nas cores cinza e azul com o símbolo da escola e a jaqueta de moletom na mesma cor da calça também da escola.

Após seu banho, o moreno coloca a roupa já separada, arruma sua mochila, toma seu café da manhã, pega o pacote com os livros e a lista de Hinata e sai de casa preparado para mais uma segunda-feira entediante.

✼✼✼

As três primeiras aulas que o moreno teve foram Álgebra, Química II e Física III. Muitos não sabiam, mas Sasuke gostava de todas as matérias que continham cálculos. Futuramente ele pensa em cursar algumas das Engenharias na faculdade mais prestigiada de Tóquio e ser bem sucedido, claro.

Durante o intervalo, Sasuke caminha calmamente até o refeitório sendo seguido por Shikamaru Nara, o cara que havia lhe colocado naquela aposta ridícula, mas no final se Sasuke realmente conseguisse conquistar a Hyuuga e tirar todas aquelas garotas do seu pé, ele iria agradecer ao colega por tê-lo lhe dado um “empurrãozinho”.

Sasuke nota quando Shikamaru aumenta o passo e fica ao seu lado.

— Como estão as coisas Uchiha? – Ele tinha um sorriso descrente nos lábios. – Já se passaram 3 dias.

— Eu sei contar Nara. – Sasuke não estava com muita paciência para ficar escutando a contagem regressiva.

— Eita. Tá bem então senhor grossinho. Volto a falar com você daqui 26 dias. – Shikamaru entra em um dos corredores rindo da cara de Sasuke.

“Que imbecil, ele já está cantando vitória antes do tempo. Típico do Nara achar que sempre está certo.” – Pensa o Uchiha.

O moreno já estava próximo ao refeitório quando Hinata passa bem a sua frente, apesar da distância de mais ou menos um metro, Sasuke consegue sentir o perfume da morena. Era doce, mas não um doce enjoativo era mais para um doce natural.

Enquanto Sasuke a encarava como se ela fosse uma ninfa atravessando aquele corredor cheio de alunos, Hinata apenas lhe dirige um olhar rápido e segue em direção à árvore onde sempre fazia suas leituras. Após ela desaparecer de sua vista, Sasuke segue em direção ao refeitório ansioso para que as aulas logo terminassem.

“E o peixinho vai fisgar a isca” – Pensou.

Notas finais
Aí gente mal posso esperar para postar o próximo cap, vai ser tanta emoção que nem sei por onde vou começar kkkkk Quero agradecer a todos que estão acompanhando e deixando seus reviews sobre a fic. Muito obrigada e até o próximo capítulo. *-*