I'll make you love me ♥
2 Diário de uma Hyuuga
Notas iniciais
— Ei Hinata-chan, trouxe um sorvete para você.
Hinata estava sentada em um banco de madeira branco na praça central de Tóquio vendo algumas crianças brincarem quando escutou a voz do loiro sorridente.
— Naruto-kun...
Ele estava de pé em sua frente, seus cabelos loiros balançavam devido a leve brisa e estavam ainda mais brilhantes do que ela lembrava.
— Pegue!
Naruto estendeu o sorvete até ela e a mesma o pegou, retribuindo o loiro com um sorriso terno nos lábios. As maças de seu rosto já estavam coradas naquele momento e a garota até se surpreendeu por não desmaiar ou fazer algo constrangedor do tipo.
— Obrigada Naruto-kun, eu...
Antes que a garota pudesse terminar de falar, Naruto fez algo que a deixou surpresa e estática. O loiro fechou seus olhos e começou a aproximar seu rosto do de Hinata, seus lábios estavam entreabertos e os dela também, quando seus lábios estavam prestes a se encontrarem para que finalmente a morena pudesse sentir o gosto daquela boca que tanto desejava...
— Hinata-sama!
Ela escutou, mas não deu ouvidos. Já estava totalmente perdida naqueles olhos azuis profundos como o mar, no calor que emanava daquele corpo, na pele bronzeada. A morena foi fechando seus olhos lentamente e quando os lábios finalmente haviam se tocado...
— HINATA-SAMA!
Com o susto, Hinata abriu seus olhos. Ao enxergar o teto branco de seu quarto, percebeu que tudo não passou de um sonho, talvez o melhor que já tivera em toda sua vida. A morena ficou decepcionada e ao mesmo tempo desejando a morte daquele que ousou acordá-la de seu paraíso pessoal. Ela levantou em um pulo e andou bufando até a porta de seu quarto. Ao abri-la deu de cara com um Neji devidamente arrumado para mais um dia de aula.
— Está de TPM Hinata-sama? – Neji perguntou com uma expressão confusa no rosto.
— Não, não estou. – Quando a morena se deu conta do papel ridículo que estava fazendo, logo voltou ao normal. – Desculpe Neji-niisan, mas você me acordou em uma péssima hora.
— Deveria estar tendo um sonho ótimo, pensei até que iria me espancar assim que abriu a porta. – Neji deixou um sorriso pervertido brotar nos lábios.
Quando Hinata percebeu o que realmente Neji queria dizer com aquela frase, suas bochechas adquiriram um tom escarlate e seus olhos ficaram arregalados.
— E-eu não... – Ela sabia que não adiantaria de nada discutir com o mais velho, então simplesmente desistiu. – E-eu vou me arrumar.
— E rápido! Estamos atrasados. – Neji se retirou com um sorriso vitorioso nos lábios.
— Banana. – Hinata murmurou antes de fechar a porta para começar a se aprontar.
✼✼✼
— Tudo bem pessoal, intervalo de 30 minutos e voltamos. – declarou o professor.
A classe virou um alvoroço assim que o professor se retirou para lanchar e descansar durante o intervalo. Hinata guardou seus materiais, pegou a mochila e saiu da sala a fim de dirigir-se até o jardim da escola para ler um pouco, como de costume, quando algo lhe chamou a atenção.
— Então Sasuke-kun, hoje você bem que poderia me levar para dar uma volta ou sair para algum lugar, o que você acha? – Silêncio por alguns segundos.
— Vou estar ocupado Sakura. – Sasuke respondeu sem ao menos olhar para a rosada.
Hinata não entendia o que as garotas viam no Uchiha. Sabia que ele possuía uma beleza fora do normal afinal não era cega, mas do que adiantava tanta beleza em alguém tão arrogante e frio? Desde quando entrou naquela escola nunca viu o garoto de orbes ônix demonstrar gentileza, educação ou respeito pelos outros. Já Naruto, na opinião da morena, era bonito, radiante, companheiro, amigo de todos, alegre, etc. Era impossível descrever todas as qualidades do loiro.
— Já que o teme vai estar ocupado, você e eu poderíamos ir até o Ichiraku Sakura-chan! – Pronunciou Naruto, seu sorriso ia de orelha a orelha.
Só tinha uma coisa que Hinata não gostava em Naruto, seu amor por Sakura. Todas as vezes em que ele se declarou a ela ou apenas a convidou para sair, era mais uma facada em seu peito.
— Desculpe Naruto, mas não irei sair com mais ninguém além do Sasuke-kun. – A rosada se aproximou mais de Sasuke e lhe agarrou o braço esquerdo direcionando um sorriso ao moreno, mas este nem lhe deu atenção e se afastou logo em seguida.
E só tinha uma coisa que Hinata gostava em Sasuke, o fato dele ser tão bonito a ponto de Sakura não dar a mínima importância para as várias investidas de Naruto. Sabia que era um pouco egoísta de sua parte pensar desta maneira, mas nem todos podem alcançar a plena felicidade.
“Se pelo menos ele desistisse de tentar conquistá-la, eu poderia me aproximar”. – Pensou Hinata vendo os três jovens se afastando aos poucos.
Após alguns segundos, Hinata pareceu acordar de seus pensamentos e voltou a seguir em direção ao jardim dos fundos antes que o tempo de intervalo acabasse.
✼✼✼
O sol já havia dissipado a maioria das nuvens que carregavam os céus. A brisa gelada que soprava combinado com o calor das poucas aberturas de sol, tornavam aquela manhã uma das preferidas de Hinata. A morena não era fã de dias muito ensolarados e nem muito chuvosos. Ela gostava era de dias como aquele, o sol possuía um brilho tão forte que refletia nas folhas de seu livro fazendo seus olhos arderem devido a claridade, e logo depois as nuvens passavam e faziam sua sombra, aumentando a sensação de frio em sua pele e a deixando arrepiada. Por sorte, o moletom e o cachecol que estava usando no momento, mantinham parte de seu corpo aquecido e protegido dos ventos gelados. Após esquentar um pouco as mãos, esfregando-as no moletom quente, Hinata direciona seus olhos ao livro e começa a leitura de onde parou.
“Eu ergo sua cabeça — pela segunda vez eu toco em seus cabelos — e coloco a garrafa na frente de seus lábios.
— Beba. Ele sacode a cabeça lentamente.
— Se eu beber mais, eu vou vomitar.
— Não é álcool. É água. — Eu inclino a garrafa e a água se derrama por sua boca e escorre em seu queixo. Ele pega a garrafa e depois a deixa cair. A água jorra pelo meu chão.
— Ohhh não — ele sussurra. — Sinto muito, Anna. Sinto muito.
— Está tudo bem — E ele parece tão triste que eu me deito ao lado dele. A poça encharca o branco do meu jeans. Ack. — O que aconteceu? St. Clair suspira. É profundo e esgotado.
— Ele não vai deixar eu visitar minha mãe.
— O quê? O que você quer dizer?
— É que meu pai faz, o que ele sempre tem feito. É sua forma de estar no controle.
— Eu não enten..
— Ele tem ciúmes. Porque ela me ama mais do que ama ele. Então ele não quer deixar-me visitá-la. Minha mente gira. Isso não faz nenhum sentido, nenhum.
— Como ele pode fazer isso? Sua mãe está doente. Ela vai precisar de quimioterapia, ela precisa de você lá.
— Ele não quer que eu a veja até o feriado de Ação de Graças.
— Mas isso é dentro de um mês! Ela poderia estar...—eu paro. No momento que termino a frase na minha cabeça, me sinto doente. Mas não tem jeito. Pessoas da minha idade não têm pais que morrem. Ela vai fazer quimioterapia, e é claro que vai funcionar. Ela ficará bem.
— Então o que você vai fazer? Voar para São Francisco, de todas as formas?
— Meu pai me mataria.”
“Eu te entendo St. Clair.” – Pensou Hinata.
Quando a Hyuuga mais velha completou seus 15 anos, fora separada de sua mãe e irmã. Hinata e Neji foram mandados ao Japão para estudarem em uma das melhores escolas de Tóquio, enquanto sua mãe e Hanabi continuaram em Hong Kong, bem longe dela. Talvez fosse este o motivo que fazia daquele livro o preferido da Hyuuga, a ligação existente entre ela e o personagem St. Clair. Aquele fato seria cômico, se não fosse trágico.
Após alguns minutos totalmente absorta na história de “Anna e o beijo francês”, Hinata escuta o sinal anunciando o fim do intervalo. Ela marca a página em que parou sua leitura e segue em direção a sala de aula. No caminho ela percebe que está andando há poucos metros de distância de seus dois colegas de classe, Shikamaru e Chouji. Por estar tão próxima a eles, a morena acidentalmente escuta uma parte da conversa dos jovens.
— Shikamaru porque você fez aquela proposta ao Uchiha? – Perguntou Chouji.
— Porque eu não aguento mais essas garotas problemáticas fazendo tanta confusão por causa de um garoto, é ridículo. – A resposta fora rápida e direta.
A morena estava surpresa pelo que ouvirá. Será que o Uchiha havia aceito aquela tal proposta? Tinha suas dúvidas. Mas uma coisa era certa e clara, aquela proposta envolvia as fãs malucas do moreno incluindo Sakura.
Após alguns minutos pensando, Hinata lembrou-se da última parte daquela conversa:
— Outra coisa, você não quer arranjar uma namorada?
— Você tem toda razão, não precisa falar mais nada.
A morena tampou sua boca com as duas mãos para segurar o riso que estava prestes a sair. Várias imagens de Chouji e sua suposta namorada invadiram a mente fértil da Hyuuga. Quanto mais pensava, mais grande era sua vontade de gargalhar. Não que ela duvidasse que Chouji pudesse namorar, não era nada disso. O engraçado foi o jeito como aquela frase fora dita pelo colega. Após respirar fundo e esperar a vontade incontrolável de rir passar, a morena decidiu deixar aquele assunto de lado e retornar logo para a sala de aula.
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