I'll be there for you

1 I'll be there for you


Notas iniciais
Essa fic é o resultado da minha revolta com o último episodio de Arrow (02x13), então espero que vocês gostem.

Ele havia me prometido, mas acho nem todas as promessas conseguimos cumprir.

Fazia três semanas que Oliver quase não me olhava , mal me dirigia a palavra, eu sabia o porque daquilo, eu não tive culpa. A sra. Queen estava certa, ele me culparia também. E sinceramente eu não tinha mais capacidade de aguentar aquilo.

Durante o dia ele ficava no escritório o mínimo possível, tudo que ele precisava mandava através de mensagens pelo sistema interno de informação da empresa. Já no porão só apareci quando eu já havia saído.

Aquilo me torturava, eu chegava em casa e toda a noite chorava, não estava aguentado mais. Isso iria acabar amanhã.

Cheguei cedo ao escritório, fiz o que havia para ser feito, o tempo passou e Oliver não tinha dado as caras, nem mesmo avisado que não viria.

– Cadê o seu chefe? – Isabel vinha com os seus saltos agulhas tilintando pelo chão.

– Não faço noção. – Falei sinceramente.

–Localize-o.

– Já tentei. Mas ele não me atende.

– Tente novamente.

Ela sai altiva, me deixando em meio a papeis, preocupação e tristeza.

Em meia hora ela volta, sua cara esta bem revoltada.

–Então? -Eu a olho. -Onde ele está?

–Se você descobri me conte.

–Isso é insubordinação.

–Não. É desespero mesmo.

Ela me olhou e pareceu enxergar a minha verdade. Foi sem mais provocações.

Era cinco horas e eu já havia feito tudo o que eu podia, estava esgotada, e o que eu iria fazer agora levaria o resto das minhas forças.

Estava na frente da porta de Isabel e estava sendo anunciada pela sua assistente. Quando entro, ela nem levanta a cabeça.

– Felicity, eu estou sem tempo, se você puder ser rápida.

– Serei o mais breve possível. Só vim te entregar isso. – Passo o papel que carregava pela mesa, ela o pega, lê e levanta o olhar assustada.

–O quê significa isso?

–Tecnicamente isso deveria ser entregue para o Sr. Queen, porém não venho tendo sucesso em localiza-lo. Então resolvi entregar a minha renuncia ao meu cargo a você.

– Você não pode sair assim da empresa.

–É necessário. Minha situação aqui ficou insustentável, já não tenho mais condições.

Pela primeira vez vi uma coisa diferente nos olhos de Isabel, era compaixão.

–Entendo. Então se é o que deseja esta dispensada dos seus serviços.

–Obrigada. Passarei no RH e farei os trametes necessários.

–Não é necessário, pedirei para a minha assistente cuidar disso. – Ela se levantou e estendeu a sua mão em comprimento, algo que me pegou totalmente desprevenida. – Boa sorte.

Quando cheguei a meu apartamento eu jóquei a caixa com os meus pertences do escritório em um canto e me joguei no sofá. Eu estava acabada, nunca tinha me sentido daquela maneira. Fui até a geladeira e peguei um vinho que estava lá não sei desde quando. Eu bebia e chorava, uma cena patética, mais patético ainda era o fato que amanhã eu não sabia o que fazer da minha vida.

Quando o despertador tocou, eu o joguei longe, minha cabeça doía, nem tanto pela garrafa de vinho mas muito mais pelo tanto que eu havia chorado.

Demorei um pouco mais em minha cama e quando por fim levantei comecei a ver anúncios de empregos na internet, passei um tempo procurando até que achei um que parecia ideal, mandei meu currículo, agora era só esperar. Eu sei que achar um emprego não era nada fácil mas eu precisava ter esperança.

Minhas esperanças pareciam ter sido recompensadas, quando foi por volta das duas da tarde recebi uma ligação para uma entrevista na manhã seguinte.

Pela manhã me levanto e me arrumo, eu realmente estou ansiosa. Enquanto me arrumava olho no meu celular, fazia três dias que não tinha noticias de Oliver, eu sabia que ele estava bem, se não Diggle daria um jeito de me avisar.

Nove horas eu estava sendo entrevistada por uma senhora simpática do RH de uma empresa local.

–Seu currículo é impressionante senhorita Smoak.

–Obrigada. – Eu digo timidamente.

–Bom eu vejo que se encaixara perfeitamente com a nossa nova equipe de funcionários, porém há um problema.

Eu fico alarmada.

–E qual seria?

–Bom esse time que estamos montando esta sendo enviado para trabalhar em uma outra cidade. Qual grau de disponibilidade que você tem?

–Que cidade estamos falando?

–Nova York.

Eu fico muda, eu preciso do emprego e preciso mudar a minha vida.

–Bom o principal obstáculo é que não tenho moradia.

–Isso seria custeado pela empresa, já que vocês esta indo por conta desse emprego.

–Para quando seria?

–Em três semanas.

Eu respiro. Se é um novo começo que quero para minha vida essa seria a melhor oportunidade.

–Bom se o único impasse é esse, então não há mais problemas. – Eu digo confiante.

–Ótimo, bem vido a nossa empresa.

Quando cheguei em casa eu me joguei no sofá, olhei que havia uma ligação não atendida em meu celular. Quando estava para retornar ele começa a tocar novamente.

–Felicity? -Ouço a voz de John.

–Oi John?

–Onde você esta?

–Estou em casa. Por que?

–Você não veio trabalhar hoje e não apareceu no clube ontem, eu fiquei preocupado.

–Esta tudo bem. – Eu digo tristemente.

–Felicity, o quê aconteceu com você e o Oliver?

–Não aconteceu nada John.

–Ele mal fala com você, impossível nada ter acontecido.

–Deixa pra lá, não quero mais mexer nisso.

–Você vem ao clube hoje?

Eu respiro e fico em silencio.

–Felicity?

– John eu vou te contar uma coisa, mas espero que você não conte para o Oliver ou mais ninguém.

Ele hesita, mas finalmente responde.

–Ok.

–Eu estou de saída da cidade.

–O QUÊ? – Ele praticamente grita ao telefone.

–Eu recebi uma proposta de emprego e estou de saída. – Eu explico tentando não demostrar emoção.

–Depois você me diz que não teve nada entre vocês e quer que eu acredite?

–Quando você o ver hoje, fala que eu preciso falar com ele, e é urgente.

–Ok. – Ele diz resignado.

Eu fiquei o resto da tarde começando a arrumar minhas coisas em pilhas e vendo o que levaria, o que doaria e o que jogaria fora, quando olho no relógio já passa das onze, vou para o chuveiro e quando saio dou de cara com Oliver vestido de arqueiro em minha sala, de capuz ele me olha sem levantar a cabeça.

– Você queria falar comigo. –Ele me olha e olha ao redor.

–Preciso, só não achei que seria aqui. – Afinal e estava enrolada em uma toalha. – Espere eu vou me trocar e conversamos.

Entro no meu quarto as pressas e visto uma roupa qualquer. Quando saio meus cabelos molhados estão enrolado em um coque, visto uma calça de moletom e um blusa branca.

–Então? – Ele ainda esta no mesmo lugar que havia deixado, e ainda usava o capuz.

–Você poderia tirar o capuz e a mascara? Eu gostaria de falar com o Oliver não com o arqueiro. – Ele abaixa o capuz e tira a mascara como havia pedido. –Obrigada.

–Essa bagunça?

–Faz parte do motivo de você estar aqui. – Eu tiro uma bagunça de um assento e peço para que ele sente. Eu pego em um envelope na caixa que trousse do escritório e lhe entrego.

–Você me trouxe aqui por causa de uma carta? –Ele pergunta indignando.

–Não, eu te trouxe aqui por uma promessa quebrada, essa carta é só a consequência.

Ele então a abre e conforme vê o que é seu rosto começa a mudar, o que antes era uma expressão dura vira uma de confusão.

– O quê é isso?

–Minha carta de demissão.

–Eu posso ver, mas o por quê?

–Você sabe muito bem o porquê. Depois que eu te contei sobre sua mãe você descontou todas as suas frustrações em mim, me tratava como se fosse eu quem tivesse traído a sua confiança, você nem consegue olhar em meu rosto, não atende meu telefonemas. – Eu já estava em prantos. – Isso tudo logo depois de dizer que eu nunca ia te perder, você não sabe quão reconfortante foi ouvir isso de você aquela hora, mas eram palavras vazias. – Eu sequei meus olhos. – Mas a pesar de tudo isso, eu teria feito tudo de novo, por que foi o certo.

–Eu não aceito as demissão. – Ele diz tentando se recuperar.

Eu rio, em meio as lagrimas que insistiam em cair.

–Você não tem que aceitar nada. Eu não sou sua funcionaria a mais de um dia. Eu tentei falar com você diversas vezes, mas me ignorou.

–E o por que disso tudo aqui? – Ele aponta para a minha bagunça. — Até parece que vai se mudar.

–Eu aceitei um emprego e vou me mudar de cidade.

–Como?

–Eu preciso mudar a minha vida.

–Você vai fugir?

–Não. – Eu ria com a ideia. — Apenas calhou da empresa querer que eu vá com um time para outra cidade.

Eu me levanto e olho em volta.

–Era só o que eu precisava dizer, você já pode ir. – Aquilo estava acabando comigo.

–Você esta me abandonando?

–Não é abandono, não quando você é deixado sozinho em uma estrada e escolhe um caminho, é seguir a vida. – Eu o olho. – Você sabe o quanto era importante para mim? Você sabe o quanto chorei por você? – Não era uma acusação era apenas uma triste verdade. Ele nunca saberia o quanto era importante para mim, era o meu herói, meu amigo, meu amor. – Hoje enquanto eu olhava todas as minhas coisas eu descobri que até mesmo respirar dói. E foi você quem me deu essa dor.

–Me desculpa. – Sua voz era sincera. Mas eu já estava cansada

–Eu preciso arrumar a minhas coisas, se você me der licença. – Eu digo sem emoção.

–Você vai para onde?

–E faz diferença?

–Realmente? Não, por que não vou deixar você ir.

–Não é sua escolha.

–É a minha redenção, com uma das pessoas mais importantes para mim, e que eu não soube dar valor.

Duas semanas já haviam se passado desde que Oliver tinha vindo ao meu apartamento, hoje irreconhecível, estava tudo em caixas empilhado, em dois dias eu já estaria vivendo na grande maça, mas aquilo não me animava nem por um momento, era como se eu deixasse muito de mim nessas paredes, nessa cidade, eu deixava mais do que levava. Depois daquele discurso Oliver não havia aparecido mais e nem noticia eu tive, mas era o certo, quanto antes eu me distanciasse dele melhor.

Eu estava de saída para comemorar com alguns amigos da época da faculdade, o quê a tempos não fazia, fomos a um barzinho onde bebemos e brindamos a minha ida a Nova York, quando o meu celular tocou, eu simplesmente o atendi sem nem vê quem ligava.

–Alô?

–Felicity? – Reconheci de imediato a voz angustiada de John.

–O quê aconteceu? – Eu pergunto apreensiva.

–Ele esta sumido a horas, Sarah esta procurando ele por todos o lugares mas não o encontra, Roy já vasculhou por todos os lugares também e nada.

–John se os dois já fizeram tudo que eles puderam, não vejo como eu possa ajuda-lo. – Eu digo isso enquanto me afasto da mesa.

–Você não se preocupa com ele?

–Não seja ridículo. –Eu digo indignada. – É claro que me preocupo, mas não sei como fazer para ajudar.

–Precisamos de você aqui.

–Me dá dez minutos.

Eu me despeço as pressas dos meus amigos, pego um taxi e em sete minutos estou descendo as escadas do porão, Diggle esta sentado na minha, digo, na cadeira em frente os computadores, quando me vê se levanta e me sede o lugar.

–Quando foi a ultima vez que vocês tiveram noticias dele? – Eu digo sem rodeios.

–Há mais ou menos dez horas, ele estava investigando uma empresa e depois disso nada. – Sarah diz apressadamente. – Eu fui investigar o local e não encontrei nada de suspeito.

Eu comecei rastreando as conversas dos comunicadores, e coloquei um fone para que pudesse capitar todos os ruídos possíveis. Eu comecei a escutar cerca de dez minutos antes do final da transmissão, então eu estava ouvindo uma conversa privada entre Oliver e John.

‘E o que você vai fazer? Você sabe que ela logo ira embora.’

‘Eu sei, tudo que me vem a cabeça é pouco.’ Ouvi um som como se ele caminhasse sobre vigas. ‘Eu prometi algo para ela e não cumpri. E agora eu a perdi.’

‘Você faz parecer que perdeu mais do que sua TI /Assistente.’ Eu conseguia ouvir o sorriso na voz de John.

‘Não vem com essa Diggle, o que eu sinto pela Felicity é só amizade.’

‘Sei’

‘Você sabe que eu estou com a Sarah!’

‘Serio?’ Sua voz era de incredulidade. ‘ Ao meu, ver parece mais que esta tentando se distrair do que realmente importa.’

Eu ouço um barulho ao fundo da gravação. Começo o processo de refinamento e consigo identificar o som de um motor, e pelo que entendo de carro me parecia um motor modificado, então o carro era um carro tunado.

Comecei a invadir sistemas de vigilância ao redor, já que o sistema de segurança da empresa que Oliver estava antes de desaparecer era um circuito muito bem protegido, e para invadir eu precisaria estar lá dentro, calculando o tempo eu pude ver um Mustang GT 500 1967. Era o único que se encachava com o barulho do motor. Comecei a rastrear o carro, até ele entrar em uma fabrica abandonada nas docas.

Eu tiro os fones e mostro o barulho do motor e a imagem do carro.

Quando me viro para passar as coordenadas, todos me olham como se eu fosse um ET.

–Algum problema?

–Como você faz isso? – Sarah me pergunta atordoada.

–Cada um foi treinado de uma madeira. A minha pode não ser tão letal quanto a de vocês, mas é útil.

–E você conhece carros? –Roy disse isso quase como um desabafo.

–Eu tive primos nessa vida e eles me ensinaram a gostar de carros. Agora vocês vão tirar Oliver de lá ou vão ficar fazendo perguntas sem nexo?

Eles saíram e eu fiquei vigiando as câmeras em torno da fabrica e não demorou muito vi Oliver meio cambaleando saindo junto com os outros da fabrica, era obvio que ele estava ferido, mas não corria riscos.

Levantei-me às pressas e peguei um taxi, não queria estar lá quando eles voltassem, provavelmente ia ter um momento intimista entre Sarah e Oliver e eu não queria ver aquilo.

Eu estava jogada em meu sofá quando o interfone tocou.

–Pronto.

–Senhorita Smoak, é o Piter da portaria.

–Pois não Piter?

–Há aqui em baixo um senhor que deseja vê-la. Disse se chamar Oliver.

Serio, só um senhor de sessenta anos, como o senhor Piter para não reconhecer o multimilionário da cidade.

– Piter, poderia por favor dizer que não conseguiu falar comigo e acredita que eu estou dormindo? – Tento parecer tranquila.

–Infeliz mente não. Já que ele esta ao meu lado e ouvindo-me falar com você. – Ele diz sem jeito.

–Então diga que não quero falar com ele. – Digo perdendo a calma.

Ouço um barulho.

–Eu não vou enquanto não conversar com você. – A voz de Oliver era quase uma ameaça.

Eu abaixo a cabeça em resignação.

–Passa pro Piter.

–Então dona Felicity quer que eu chame a segurança. –Ouço a voz brava do velhinho.

–Não, só libera a passagem.

Ouço a batida na porta e saio pulando entre as caixas. Abro a porta e ele esta lá, lindo como sempre, meu coração falha uma batida. Eu sentia falta de cada detalhe daquele rosto. Mas eu não podia ser tão ingênua, afinal em pouco tempo estaria longe e Oliver seria só uma lembrança.

Eu libero a passagem e ele entra.

–Esta tudo encaminhado para a mudança? – Ele pergunta.

–Sim, agora é só esperar a transportadora. – Eu o olho. – Você esta bem?

–Sim, apenas pequenas lesões. – Ele coloca a mão em seu abdome. — Sarah não é tão boa enfermeira quanto você.

–Ela com o tempo pega o jeito.

–Eu não quero que ela pegue o jeito, eu quero você de volta.

–Oliver...- Eu tento começara a dizer, mas ele me interrompe.

–Eu sei que te fiz sofrer, mas eu estava em choque, e você sendo a única pessoa que sabia do se tratava, eu não pude me controlar, mas ai você disse que ia para longe e tudo em mim mudou.

–Oliver eu não quero explicações, isso tudo ficou no passado, eu estou indo daqui, e tudo isso vai ficar para traz.

–Será que você não entende? – Ele segura o meu rosto entre a suas mãos. – Eu não vou deixar você ir embora. – Ele me beija me pegado totalmente desprevenida. Mas não tem muito que eu possa fazer, eu apenas correspondo, um beijo urgente e necessitado.

Eu consigo colocar minha cabeça no lugar de novo e afasto Oliver.

–Não. – Eu digo firmemente.

–Por quê? –Ele me olha com um olhar confuso.

–Você quer me confundir? Você se sente culpado? Quer que eu fique por que você não cumpriu a promessa? Mas isso Oliver, é jogar sujo! Você sabe o que eu sinto por você e esta usando isso para me manipular?

–Não! – Ele diz desesperado. – Eu nunca seria capaz de fazer isso. Eu fiz uma coisa errada, eu admito. Mas quando você disse que iria, meu chão desmoronou, eu percebi que você é meu porto seguro, minha casa, e eu ia perder tudo isso por que era um idiota? Eu sabia que tinha que te impedir de qualquer modo, e que modo é melhor do que dizer o que eu sinto? Um sentimento que eu escondia de mim mesmo.

–Oliver, eu sei que você esta com a Sarah e ela é a melhor opção para você, ela sabe se defender, não precisa ser salva por você.

–Sarah é ótima, quando ela foi eu me senti desconfortável, mas quando você me mostrou aquela carta de demissão, quando você me disse que iria e eu não te veria mais... Felicity, eu quase enlouqueci, e ela notou, ela sabia que o que eu sentia por você era muito mais que apenas amizade, um sentimento que nem eu queria aceitar. Eu não sei como sobrevivi essas duas semanas, eu estava ausente, nunca teria deixado ser capturado, mas eu fui, por que a única coisa que eu conseguia pensar era que eu tinha te ferido e por conta disso eu iria te perder. Ai você voltou e me salvou, você colocou a sua armadura eletrônica e me tirou do perigo. –Ele para e pega no meu rosto. – Você disse que Sarah não precisa ser salva, é verdade, mas eu preciso, e você me salva desde o dia que eu te conheci, você trousse minha consciência de volta, você me tirou da ilha, você me mostrou a verdade. E eu em retorno a machuquei. – Oliver me abraça. – Você nunca vai saber o que eu senti quando me colocou para fora da sua vida, assim como nunca vou saber o que você sentiu quando eu te abandonei, mas eu estou aqui e estou te pedindo perdão, então me perdoa?

Eu me afasto, não consigo evitar de chorar.

–Oliver não tem o que perdoar, você ágil por reflexo, e eu sabia que isso poderia acontecer, eu só não aguentei, e por isso eu vou. Vai ser melhor para todo mundo. – Eu me viro, não consigo olha-lo.

–Como pode ser melhor para todo mundo se eu não vou ter você por perto, não vou ter seu riso, ou ver você corar toda a vez que disser alguma coisa que te constrange? Eu não vou ficar bem por que eu não vou ter você por perto. – Ele diz e eu consigo sentir a sinceridade em sua voz. – Eu voltei para a estrada e eu vou ficar te esperando. – Oliver me puxa pelo braço e me dá mais beijo e sinto toda verdade nele, e sai me deixando em meio a pensamento, sentimento e confusão.

Eu deito na minha cama e fico a noite me revirando, eu realmente não sei o que fazer. Eu não tenho com quem conversar sobre isso, e ninguém para me da um conselho, uma possível saída. Quando o relógio desperta eu estou exausta, me levanto arrastada da cama, tomo um banho e decido sair e tomar um pouco de ar. Passo em uma cafeteria e me sento em um banquinho em uma praça onde vejo as crianças brincando.

–Você esta seria. –Ouço a voz de Dig, e o vejo com uma feição descontraída no rosto.

–Impressão sua. – Eu tento me animar.

–Sei... Sabe, ontem quando chegamos e você havia evaporado, eu nunca tinha visto tanta dor em um rosto antes, ele estava ansioso para te ver.

–Ele queria apenas me agradecer.

–Ele o fez?

–Sim. –Eu olho para frente mas realmente não vejo mais a alegria das crianças, é como se a minha incerteza obstruísse a alegria.

–Você esta pronta para largar tudo, e começar do zero?

–O quê de meu eu tenho aqui? Eu não tenho ninguém, não tenho família, não tenho amigos...

–Ai... essa vai deixar marcas.

–Serio John? Eu tenho você de amigo, mas não posso contar meus problemas para você, provavelmente não teria uma visão imparcial do assunto.

–Que assunto? – Eu fico quieta. – Sobre esse assunto tenho uma visão bem objetiva. Desde Allen eu notei que Oliver sentia alguma coisa a mais a seu respeito, eu não sabia se era ciúmes de amigo, ou era algo mais, mas ai aconteceu alguma coisa a um mês atrás que tornou tudo insuportável entre vocês, eu não sei o que foi, nem um dos dois quis me dizer o que aconteceu. Então você vai embora e ele quase enlouquece por que sentiu que iria te perder.

–Ele esta assim por que vai perder a TI. – Eu digo em desgosto.

–Você acredita nisso? Por que eu não! Ele esta completamente apaixonado por você, e você por ele. Oliver já colocou o seu orgulho de lado e foi atrás de você só falta você colocar o seu orgulho de lado e ir encontra-lo

–Não é assim tão simples. Mesmo se eu decidisse ficar eu não poderia, tenho um contrato que diz que em um cinco dias eu devo estar trabalhando em NY e amanhã eu estarei em pleno vou a essa hora.

–Creio que não será problema.

–Como não?

–Depois que você se demitiu Oliver foi atrás da empresa que você iria começar a trabalhar, a encontrou e propôs a Isabel uma aquisição, ela vendo que era um bom negocio comprou a empresa.

–Ele fez o quê? –Eu estava assustada.

–Ele poderia te demitir, ou mudar os planos da empresa e você nunca saberia que era ele por de traz, mas ele deixou a sua decisão prevalecer, se você quiser ir ele não vai impedir, ele vai ter você em segurança, mas não a atrapalhará. Agora se decidir ficar o fara muito feliz.

Eu estou em choque com a situação, ele é mais controlador do que eu imaginava.

–Ele comprou a empresa por minha causa?

–Ele não admiti, mas foi por você. – Dig segura a minha mão. –Quando você precisar, eu sou tão amigo do Oliver quanto eu sou seu, então eu estarei aqui.

Ele sai e eu fico ali olhando para o nada, por pelo menos uma hora. Pego o meu telefone e ligo para Oliver, não sei o que dizer, mas eu preciso falar com ele, no segundo toque ele atende.

–Felicity? – Sua voz é de esperança.

–Oi. –Eu sou bem cautelosa. –Podemos conversar?

–Sim, agora? Aonde?

–Pode ser no porão em uma hora?

–Eu estarei lá.

–Ok. –Quando eu estava para desligar eu ouço sua voz contida.

–Eu estarei sempre lá.

Eu andei pelas ruas da cidade, olhava as vitrines das lojas, mas nada me animava, na verdade era mais um processo mecânico do que qualquer coisa, eu olhava para o relógio a cada minuto, era irritante como o tempo passava divagar.

O que eu iria dizer?

Faltava quinze minutos quando descido ir até meu carro, entro ligo o radio e a primeira musica a tocar é ‘I’ll be there for you’ do Bon Jovi, era um pedido de desculpas.

Eu acho que desta vez você está realmente partindo

Eu ouvi sua mochila dizer adeus

E enquanto meu coração partido cai sangrando

Você diz que o amor verdadeiro é suicídio

Você diz que tem chorado mil rios

E agora você está nadando para a praia.

Você me deixou afogando em minhas lágrimas,

E nunca mais irá me salvar.

Vou rezar a Deus para me dar mais uma chance, garota

Eu estarei lá por você

Estas cinco palavras que eu juro para você

Quando você respira eu quero ser o ar para você

Eu estarei lá por você

Eu viveria e morreria por você

Roubaria o sol do céu para você

Palavras não podem dizer o que um amor pode fazer

Eu estarei lá por você

Eu sei que você sabe que nós temos passado bons momentos

Agora eles têm seus próprios caminhos a seguir

Eu posso te prometer o amanhã,

mas eu não posso comprar de volta o ontem

E baby, você sabe que minhas mãos estão sujas

Mas eu queria ser seu namorado

Eu serei a água quando você ficar com sede, baby

Quando você ficar bêbada, eu serei o vinho

Eu estarei lá por você

Estas cinco palavras que eu juro para você

Quando você respira eu quero ser o ar para você

Eu estarei lá por você

Eu viveria e morreria por você

Roubaria o sol do céu para você

Palavras não podem dizer o que um amor pode fazer

Eu estarei lá por você

E eu não estava lá quando você estava feliz

Eu não estava lá quando você estava triste

Eu não queria ter perdido seu aniversário, baby

Eu gostaria de ter visto você assoprar aquelas velas

Eu estarei lá por você

Estas cinco palavras que eu juro para você

Quando você respira eu quero ser o ar para você

Eu estarei lá por você

Eu viveria e morreria por você

Roubaria o sol do céu para você

Palavras não podem dizer o que um amor pode fazer

Eu estarei lá por você

Eu coloco minhas mão sobre o volante e encosto minha cabeça no encosto do banco, e agora qual a direção da estrada eu vou tomar?

Quando entro no porão ele não esta a vista , porém eu sei que ele esta ali, ouço os seus paços se aproximando cautelosamente até ele entras no meu campo de visão.

–Oi? –Ele me diz apreensivo.

–Oi.

–Você queria falar comigo?

–Eu queria saber sobre a aquisição das indústrias Queen.

–Diggle?

–Sim.

–Isabel queria um bom investimento então...

–Você fez isso por mim?

–Eu queria ter certeza que você estaria segura, era o mínimo que eu podia fazer.

Eu me aproximei um pouco estávamos agora muito perto.

–Oliver, eu não sei se posso ficar, e sinceramente, eu não sei se consigo ir. – Eu olho em seus olhos.

–Fique. – Eu consigo sentir a felicidade em sua voz, ele coloca os braços em volta da minha cintura. – Fique por mim.

Eu tento afasta-lo mas ele é mais forte e me beija.

–Me diz que você não sente o mesmos que eu e deixarei você ir.

–Eu sinto mais que você.

Ele encosta sua testa na minha.

– Eu preciso de você. Você é minha amiga, meu porto seguro e eu estou completamente apaixonado por você. Se você me deixar eu não saberia o que fazer da minha vida. Eu acabaria batendo na sua porta em Nova York pedindo abrigo. – Ele ri, e eu conseguia ver ele fazendo isso. – Você é a minha verdade, e eu vou provavelmente ficar irritado com isso, mas eu não consigo viver na mentira, então se você se for nada mais fará sentido.

Eu levanto os meus lábios e lhe dou um beijo.

–Nós vamos brigar muito. –Eu digo.

–Com certeza.

–E vamos dizer e fazer muita coisa que vai acabar nos magoando.

–Se você estiver do meu lado consigo lidar com tudo. Fica?

–Fico.

Eu vejo o sorriso de criança em seus lábios.

–Eu sou cabeça dura, turrão, mal humorado e brigão. –Ele diz entre risos.

–Mas se for meu eu consigo lidar com o resto. – Eu digo feliz.

–Você pode ter certeza, eu sou todo seu.

Notas finais
Sou revoltada, mas sou uma romântica incurável, eu sei que deveria deixar Oliver chorando e sofrendo por algum tempo, mas eu queria fazer uma história mais curta então...Me digam se gostaram.Bjs
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!