I'll Protect You

11 Capítulo 10: Trainning for the better


Notas iniciais
Ola seus lindos,divos,maravilhosos e cheirosos -Q
I am back,mama

Boa Leitura e ate la em baixo

Depois daquele dia,tres mensagens de voz foram encontradas no telefone de casa.


Uma de Kiku,explicando o motivo de nao ter ido a aula. Seu tornozelo ja estava melhor,no entanto,Hiro tinha pegado um pequeno resfriado,seu pai havia saido de ultima hora para uma viagem de negocios,fazendo da loira a unica disponivel para cuidar do irmao. No som de fundo da mensagem,dava pra ouvir a série de tosses e espirros. Ela terminou a chamada, dizendo que ela provavelmente nao iria pra escola ate que Hiro melhorasse.

“- Não fique tao alone,ok? Vou te visitar,um dia,assim que o velho voltar e me deixar sair desse buraco.”_ Sua voz arrastada terminou a chamada. Os proximos eram da minha mãe.


“Hey baby,so queria saber como voce anda! Você não me ligou por um tempo, então me ligue assim que puder, mas lembre-se que o seu PM é o meu AM, porque ninguém gosta de acordar às três da manhã com um nove horas de entrevista! Te amo muito!”



Eu não pude deixar de rir com ela. Ela deve ter acabado de voltar de uma sessão de fotos.


Dei uma olhada para o relógio que estava pendurado nas paredes brancas e franzi a testa para o horario.

Coloquei o telefone de volta no gancho e fiz meu caminho até as escadas, jogando minha mochila e uniforme no chão do meu quarto. O bom de viver sozinha, é que se tem total libertade e privacidade do mundo. Afinal, ir ate a casa de banho semi-nua nao vai incomodar ninguém.


Empurrando os botões para iniciar o fluxo de água que começou a encher a banheira. Recuei e olhei para o espelho acima da pia. Honestamente, não havia nada muito impressionante na minha reflexão.


Eu praticamente sempre me auto-critiquei, porque não importa o quanto eu tentasse, eu não encontrei semelhanças entre eu e minha mãe. O cabelo dela é lindo,cor de ouro e meio cacheado,olhos azuis,e um corpo alto e magro,cheio de curvas e depressões. Então lá fui eu.

Claro,eu tinha a pele cremosa e era quase lisa,mas havia muito mais semelhancas do Estranho em mim do que minha mae. Ela disse que eu e o Estranho partilhavamos os mesmos olhos castanho-avermelhados. Meu cabelo ja foi mais escuro quando eu era bebe,que foi clareando com o tempo ate chegar nos tons marrons. Isso so me deu um pequeno preview de como seria ele.


“Você tem o sorriso dele...”


Ela disse uma vez,acariciando minha bochecha.


“ O sorriso era o que eu mais amava em seu pai.”


Isso fez com que eu ficasse mais e mais curiosa, mas sempre que eu perguntava sobre ele mais tarde ela só dispensou,me puxando para outro assunto, tentando esquecer tudo sobre aquele homem.


Eu parei a água a poucos centímetros de distância da banheira a transbordar e eu escorreguei meu corpo para o calor.


Eu inclinei minha cabeça, fechando os olhos. Minha vida conseguiu ficar ainda mais estranha por conhecer Reborn. Havia talentos em mim que eu não sabia que existia, quer dizer, você não me viu com a vassoura? Eu sou muito badass.

Mas nunca em toda a minha vida eu tinha tocado em uma arma,muito menos treinado. Mesmo Reborn dissera que faria de mim uma grande assasina um dia,mesmo depois eu pensava que fosse apenas uma brincadeira. Agora, é uma possibilidade.


Minha cabeça doeu com todos esses pensamentos, e mergulhei na água morna. Picou minha cara no início, mas logo a dor de cabeça começou a se afastar. Eu queria que a banheira pudesse ser maior para que eu pudesse nadar.



Eu saí depois de uma boa esfoliação , peguei uma das macias toalhas brancas fora do rack, envolvendo-me nela. Eu andei a curta distância até o meu quarto e sequei o pano sobre a pele úmida.


Coloquei um par de shorts e uma manga longa de algodão, nas noites de inverno tenho frio, às vezes. Eu me joguei no edredom,olhando o criado-mudo onde descansava um livro que eu havia comprado antes de conhecer Reborn. Coloquei os oculos e me posisionei.

Uma lidinha nao faz mal a ninguem.

Eu lia ate que meus olhos começaram a ficar pesados,adormecendo com o livro sobre o peito e o oculos quase caindo da ponte do nariz.



–-----------



O dia seguinte foi normal,aulas normais,conversas normais junto do grupo de Tsuna e sem nenhuma aparicao de Reborn, que provavelmente esta arquitetando algo para a famiglia.

E agora eu estava em casa,preparando uma sopa/remédio que minha mae aprendeu com minha avo. Liguei para Kiku e tentei convida-la,mas a febre de Hiro estava piorando e ela nao conseguia abaixar. Eu prometi para Hiro que iria salva-lo da culinaria horrivel da loira e traria algo para ajudar a faze-lo se sentir melhor.



Ele me deu uma dura e tossiu depois disso. Tive pena do menino mais novo estar sob os cuidados de Kiku...Caro Deus o abencoe.


Mexi a colher no caldo,e acrescentei o salmão favorito dele. Pode nao parecer muito ideal,mas deve ajudar com a doença de Hiro.



Ouço uma batida na porta,seco as mão em uma toalha no balcão proximo.- "Não pode ser Kiku, eu disse a ela para vir aqui mais tarde ..."



– Estou indo! – Fui ate a porta e torci a macaneta.


Ao abrir a porta,um vulto veio rapidamente na direcao do meu rosto. Por sorte eu consegui pega-lo no ar,era um bō[*] de madeira,e por tras dele minhas pessoas favoritas

– EHHH... Reborn,você poderia ter machucado ela!

O bebê apenas sorriu para mim.– Você está ficando melhor, Kazehaya.

Yamamoto riu – Uau Haya-chan ~!

Deixei cair o bastão sobre na grama do lado de fora –Hum ... por que estao aqui?

– Eu quero treinar você. –, ele respondeu. – Precisamos abraçar seus talentos como uma assassina.

– Reborn, pela última vez, ela não é uma assassina!

– Eu topo.

O que eu disse chocou a todos, até mesmo a mim mesma pela resposta rápida. Foi tão impulsivo, mas eu tinha que fazer isso, já que os pensamentos de ontem ainda estavam gravados em mim.

“Agora é uma posibilidade”

– Bom,nos encontramos amanha de manha na escola.

–--------------

No dia seguinte,fiz meu caminho para a escola sozinha. Foi estranho isso estar acontecendo em um feriado,geralmete,eu so ficaria em casa no computador ou olhando para o ventilador de teto. Me vesti casualmente,um jeans azul escuro e uma blusa de ombro caido azul-gelo com um top preto por baixo,e um par de tenis de corrida.

“Eu me pergunto o que Reborn vai me obrigar a fazer ..." perguntei em meus pensamentos. Certamente algo com as maos,meus reflexos sempre foram uma grande merda,mas agora são mais rápidos do que nunca.

Meus pes estao melhorando tambem,tenho ficado melhor em futebol ultimamente. Provavelmente Reborn vai exercer cada atributo de mim ate que eu fique mais forte. So espero que nao seja sempre com uma vassoura.


Entrei pelos portoes de Nami e fui para o campo de beisebol. E lá estavam os três rapazes.



– Yo! – Eu andei ate Tsuna, que sorriu nervosamente para mim.

– Ei, você veio ...

Eu pisquei pra ele. – Eu nunca teria perdido isso!


Ele corou um pouco e desviou o olhar,eu ri “Tão fácil de provocar ~!”

Desvio o olhar para os outros dois rapazes,Gokudera ja esta trabalhando para ser melhor do que Yamamoto,fazendo alongamentos rapidos e com uma veia subindo a cabeca pelos sorrisos infantis do outro.
– Pelo jeito,Gokudera-kun ja esta pronto pro treino.

– Mhm... – Tsuna concordou. – Eu só queria que Reborn nao envolvesse vocês tanto assim, eu tenho certeza que todos vocês são fortes.

Eu balancei a cabeça – Mas Tsuna, somos fortes o suficiente?

Ele olhou perplexo pra mim,que perigos podiam estar la fora,que Reborn teria que nos treinar tão duramente? O mundo da máfia é perigoso ... O que mais podemos esperar?


– Tsuna-kun! – Kyoko chamou ao lado de Reborn,que usava uma de suas roupas estranhas. Mas isso com certeza iria ajudar no treinamento de Yamamoto,ja que a criança tinha um equipamento de beisebal.


– K-Kyoko-chan?! N-não vou treinar com ela aqui! –Tsuna repreendeu.


– Não há aula hoje porque é o aniversário da escola,seria muito chato se não tivermos pelo menos um membro na platéia. – Reborn explicou

Tsuna ficou preocupado – Mas e se algo acontecer ...!

– Se algo acontecer, você vai protegê-la. – Ele terminou a frase e foi até a estrela do baseball.

Tentei conssolar o moreno – Tsuna,não se preocupe, eu tenho certeza que tudo vai ficar bem.

Ele resmungou. – Estamos com Reborn, não tem nada de “bem” ou “seguro” nisso.

A garota de cabelos ruivos riu – Você é tão engraçado Tsuna-kun!

Em seguida se virou pra mim com um sorriso brilhante.– Ola Kazehaya-chan!

Acenei – É bom ver você de novo!

– Então você pode me chamar de Kyoko-chan!

Ela era tão alegre quanto os anos anteriores. Quando eramos vizinhas,brincavamos o tempo todo. Ela era naturalmente uma pessoa positiva. Quando chovia,o que nos impossibilitava de sair,ela nunca ficava triste ou resmungava,por que savia que o sol iria romper as nuvens depois.


– Ok~!...Kyoko-chan,onde está seu irmão?

– Você sabe... – ela suspirou, passando a mão pelo cabelo curto – Ele tem um desafio e teve de ir lutar...Ele me faz ficar tão preocupada...

– É Ryohei, ele vai ficar bem. – Eu sorri.

Ela me olhou com seus olhos castanhos cheios de esperança, brilhando – Obrigada Kazehaya-chan.


– Kazehaya. – Reborn me chamou para o pequeno grupo que ele formou com os outros dois. – venha aqui, por favor.

– Faça o seu melhor!–, Eu assenti, passeando até chegar aos rapazes.

– Kazehaya, você será a primeira a treinar. – anunciou.

Gokudera resmungou,protestando – Não, Reborn! Eu serei o primeiro!


– Estar com pressa não vai fazer você mais forte. – Reborn respondeu.


Reborn começou a explicar a tarefa atual,segurando um bastão de ferro,estendeu ele pra mim – É para você.



Eu peguei e examinei-o mais perto. Não era de ferro, era de aço inoxidável ,tinha um brilho impecavel. Eu podia ver meu próprio reflexo no bastão. Era pesado, mas nada que eu no conseguisse carregar.



– Por que está dando isso para mim?



– Pra ser uma mafiosa de verdade,você deve ser equipada com as ferramentas certas. – Reborn continuou e apontou para determinadas áreas da arma. – Eu encomendei esse bo para suas mãos diretamente da Itália. Vá em frente e use para destruir o disco.



Disco? WTF?


Eu iria perguntar do que o hitman em miniatura estava falando,mas antes que as palavras saissem da minha boca,eu senti uma presença. Algo voando em minha direção. Girando o aço nos dedos e me virei,com um dos lado estendido pra frente, e sentindo algo que uma vez foi um disco de argila quebrando ao toque do bo.

Eu olhei para a haste de aço e sorri

Eu realmente fiz isso?


– E você vai fazer isso de novo! – Reborn gritou, apontando.



– P.V -Terceira Pessoa –



Seus braços balançaram a arma de aço, quebrando cada disco de argila no caminho. Pensando no seu lugar de origem,mais dois discos quebrados ao chao,imaginou que eles vieram a partir do telhado da escola.



Reborn apenas sorria ao assistir a menina,era como se ela fosse um produto bruto,mas o bebe apenas tirou a ferrugem da superficie que Saitou não podia revelar por conta própria. Por isso, não usou discos de formação comum com ela.


– Os discos são uma mistura de metais e argila. – Reborn comentou pra si mesmo,sorrindo – A Vongola fez bem ao manter o material bem escondido. Levando pouco tempo para Kazehaya quebra-los sem nenhum esforco.

Tsuna e os outros ainda não podiam acreditar.

– Haha,não sabia que Haya-chan era tão rapida! – Observou a amiga movendo os pes rapidamente e fitando outro disco virando pó.


Gokudera revirou os olhos. – Che. Nada que eu não tenha visto antes.



O prateado ficou puto pelo fato da menina ir antes dele. O que ela tinha? O que tinha demais em balançar um pau enorme? Claro,ela tambem era uma rival para canditada como o braco-direto de seu presioso Decimo,assim como Yamamoto. E tambem apenas mais uma que seria derrotada por Gokudera.


Os discos pararam,Kazehaya se virou para Reborn e seus amigos com um sorriso timido. Em volta,varios pedaços de argila usados no treinamento.

– Desculpe,eu fiz algo errado...?

Reborn balançou a cabeça – Nao,voce fez tudo perfeitamente.


– P.V Primeira Pessoa –


Inclinei a cabeça um pouco para o tutor – Obrigada, Reborn.

Yamamoto bateu minha cabeça – Bom trabalho,Haya-chan!

Eu ri,tirando a mão dele de mim. – Obrigada...Acho que isso meio que tomou conta de mim!

– Tipo quando Yamamoto joga beisebol? – Tsuna brincou.

Eu balancei a cabeça – Uhum!


– Kazehaya. – Reborn pulou no meu ombro e apontou para o bo – Para ocultar sua arma,jogue-a no ar,fazendo tres voltas.


– Hum,ok... – Girei o bastão para dar-lhe movimento,e apenas o deixei sair de minhas mãos. O bo fez três grandes círculos e, em seguida, um flash de luz. Ele caiu e eu o peguei no ar, não era uma arma de aço inoxidável, mas uma caneta.


– Caso precise usar sua arma,jogue no ar denovo.


Assenti e descansei a caneta no meu jeans.


Reborn bateu as mãos e chamou nossa atenção– Ok, agora vamos para o proximo.



Gokudera saltou para a frente. – Me escolha! Reborn!


– Ainda não ,Gokudera.– Reborn virou-se para Yamamoto – é a sua vez.

– M-mas!

–Sem mas. – Tirou Leon de seu chapeu,que se tranformou em uma arma,apontando para o prateado – Ou eu vou te matar.

Gokudera se afastou arrependido – D-desculpe! – Voltou para a margem,ao meu lado.


Reborn explicou ao moreno sobre sua tarefa. Atirar uma bola na parede,onde havia um pequeno sinal. Nenhum problema para o astro do beisebol,ele acertara o alvo com facilidade. Mas Reborn deixou de acresentar um pequeno detalhe sobre-



* BOOM *


A fumaça se dissipou segundos depois do impacto,olhei a parede com os olhos arregalados. Um enorme buraco do tamanho de uma bola de boliche pendurada na parede, que antes residia o alvo.

Hibari vai ficar MUITO puto quando ver isso...

–R-Reborn! O que foi isso?! – Tsuna perguntou em pânico.

Ele agarrou uma das bolas. – Essas bolas foram feitas pela Vongola,elas facilmente quebram pedra.

–V-você planeja dar armas pra Yamamoto?!


Pelo brilho dos olhos grandes do menor,ja era possivel saber sua resposta,o que deixou Tsuna em panico.


–Não envolva Yamamoto em seu mundo estranho!

Yamamoto começou a sussurrar no ouvido de Tsuna,ele estava se divertindo muito,parecia uma criança. Dando grandes detalhes,que a parede na verdade era apenas isopor que Reborn havia colocado la para aumentar sua confiança.

Ok,isso foi bizarro.

Fui testar sua teoria,andei até a parte em falta do muro. Eu podia ver a rua movimentada do outro lado. Levantando uma peça cinza em maos,sentindo o peso esperado e balancei a cabeça.

– Taka-kun,isso é concreto... – Murmurei,deixando cair a pedra no chão novamente.

Eu olhei de volta pra Yamamoto,uma pequena gota de suor escorrendo pelo rosto,visivel pelo brilho do sol,que ele limpou com as costas de sua mão.

– Então, quem é o próximo?

Assim que as palavras saíram de sua boca ,um brilho veio de cima. O apito do objeto no ar tocou meus ouvidos e vi Yamamoto rebatendo a bola com prescisão.


A explosão saiu em seu último ponto, soprando nuvens de poeira do meu caminho. Limpando meus olhos meio irritados.


Tirei as mãos dos olhos,que deslizaram sobre a área. A bola veio de algum lugar próximo, apenas alguns metros,talvez. O angulo foi perfeito demais para que a bola tenha sido arremessada de um lugar alto.

Meus olhos encontraram um grande veículo verde,que provavelmente estava atirando as bolas,um tanque blindado popularmente usado no exército. Ah, sim, o tanque foi o lançador.

No topo,a porta se levantou,revelando o familiar loiro estrangeiro,que acenou mão acenou para mim.

– Hey,tem sido um bom tempo! – Dino disse sorrindo.

– D-Dino-san! Voce tambem nao!

– Cale a boca. – Reborn ordenou. – Ele esta ajudando a treinar seus subordinados.

– Você deve estar ciente das pessoas em seu entorno.

– Oh,como eles dizem,qualquer bom batedor pode ver a bola,não importa onde ele esteja. –Yamamoto se referiu ao esporte favorito.

– Otimo,você está começando a entender. –Reborn concordou. – Portanto,nesse exercicio, você tem que evitar as bolas que Dino atira.


Embora eu tivesse certeza que o astro do beisebol poderia fazer facilmente a tarefa sem nenhum arranhão, quando Dino entrou no tanque novamente e começou a atirar as bolas eu senti um frio na barriga. Seu corpo manobrou rapidamente, ele foi capaz de avançar para o próximo ponto antes do chão explodir. Mas a imagem de Yamamoto nao conseguir se mover a tempo nao saia de mim.


– Não se preocupe, Kazehaya. – Reborn deve ter lido minha mente de novo. – Ele esta se divertindo muito.

Era verdade,ele nunca percebeu os perigos da situação (como sempre), Yamamoto correu como se estivesse jogando queimada no ginásio, com um sorriso cheio de dentes.

– É tão estranho. – Tsuna demorou, seus olhos caídos para baixo – por que ele gosta disso?

Reborn sorriu –É uma característica boa para a familia.

A criança olhou para um Gokudera carrancudo e fervendo de raiva. – É a sua vez.


A carranca foi substituída com um rosto radiante – Mesmo?


– Tsuna, Kyoko, Kazehaya, vocês vem também.

Kyoko inclinou a cabeça – Será Yamamoto-kun ficar bem sozinho?

– Che,quem se importa!? – o prateado rugiu. –É a minha vez de ficar mais forte!

Eu andei com Kyoko ao ir para o prédio da escola, conversando com a adolescente ruiva.

– Está se divertindo?

Ela assentiu entusiamada – Mhm! Nunca vi um treinamento assim antes! Nem mesmo meu irmão faz coisas do tipo!

– Haha,sim os metodos de Reborn são muito ... – Fiz uma pausa, procurando a palavra perfeita.

– Espartanos? – Tsuna disse baixinho.

– E-eu diria...Intensos. – Entramos na sala de Economia Domestica. Era comum como todas as outras,tirando o balcão com cobertura de aço. Sentei-me ao lado de Kyoko e Tsuna,enquanto Reborn intruia Gokudera.

La fora,era possivel ouvir as risadas de Yamamoto e as explosões que foram batendo no chão.

– As três habilidades básicas no campo de batalha são a velocidade, resistência e a força. – Reborn explicou,na frente da sala. – Tanto Yamamoto,tanto Kazehaya alcançaram isso nos seus treinos.

“E-eu consegui..?”


–--------


Gokudera começou a ficar impaciente. Reborn passara pelo tópico de velocidade e estava prestes a iniciar o atributo força. Querendo ser mais forte já questionou se havia uma maneira mais rápida para aprender tudo.


O bebê assentiu – Bem, há um caminho.


– Normalmente, apenas 30 por cento do cérebro humano é usado.– explicou. – Se você despertar o 70 por cento restante, você vai se tornar muito mais forte. Você tem que ser capaz de controlar seu cérebro.

I-pin apareceu não se sabe de onde, colocou uma tigela fumegante de Ramen na frente dele. Ela cumprimentou doce – Ni hao!

– Eu pedi para um professor especial nos ajudar.

– Ramen...I-pin...Reborn,o que voce vai fazer?

– Gyoza é capaz de paralisar a mente da pessoa,que perde o controle sobre seu corpo. Se você pode resistir aos efeitos dela, você terá controle total sobre a sua mente.

–Então, só comer o ramen sem se sujar e você terá sucesso.

O rosto do prateada passou de maravilhado para uma expressão dura e focada. Uma vez que I-pin começou a usar o seu poder. Ele se contorceu e piscou de uma forma estranha,mas voltou-se para a tigela e pegou os pauzinhos,confiante. – Mais uma!

Eu fiquei impressionada. Gokudera nao tinha cara de ser dedicado.

– Gyahaha~!


Bati minha mão na testa "Isso não vai ser bom ..."


Como a previsão,I-pin se zangou com Lambo e começou a disparar seu ataque em todas as direções. Eu fui acertada por um dos golpes,e perdi o controle,minhas pernas que queriam me empurrar pra fora da cadeira. Usando tudo o que eu tinha de resistencia,concentrei tudo atraves dos dedos dasmãos e pés, flexionando-os em posições estranhas que eu não podia controlar. Ao centralizar os ataques lá eu me virei pra ver Tsuna e Gokudera.


Gokudera tambem estava na mesma situação,seu corpo tinha uma mente própria. Ele jogou a tigela cheia de Ramen no rosto de Tsuna.


– AH! – Tsuna gritou,segurando seu rosto,o caldo fumegante escorrendo por tudo. O rosto de Gokudera não era mais determinado,mas envergonhado. Ele correu para o Decimo chefe preocupado. – D-Decimo!

– Tsuna-kun,você está bem? – Kyoko perguntou.

Corri para a pia da cozinha,pegando um pano de prato e mergulhando-o sob a agua gelada. Correndo de volta para Tsuna,que tirou as maos dos rosto vermelho.

– A-aqui,coloque na queimadura. – Eu digo, colocando-o no chão para se deitar. Ele obedeceu rapidamente, colocando o pano todo em sua pele avermelhada. Ele se contorceu quando começou a arder. – Não tire o pano,voce vai melhorar,Tsuna


Gokudera ficou ao lado do chefe,curvando-se varias vezes.– Eu sinto muito! Desculpe-me! – Se desculpou para o rosto coberto.


Tsuna sendo Tsuna,descosiderou isso como se fosse um mero corte de papel, sorrindo – Gokudera-kun,não foi sua culpa.


Isso deve ser algo que eu tinha que admirar no menino. Não importa quem ou o que lhe fez mal, ele sempre perdou-o da forma mais sincera.


Ouvi a porta da sala sendo aberta,revelando Dino-san e Yamamoto.

– O que vocês estão fazendo? Ouvi gritos do lado de fora. – Yamamoto perguntou, examinando a sala.

Tsuna puxou o pano do rosto,com um sorriso pendurado. – Yamamoto! Que alívio!

Dino sorriu,apontando pro moreno atrás dele. –Eu odeio admitir isso, mas entre esses três, esse cara é realmente incrível!

– Ele foi capaz de desviar de todas as bolas! – Concluiu, dando tapinhas no ombro do mais novo como um pai orgulhoso de seu filho.

– Foi muito difícil, porém. – Ele acrescentou,olhando pra mim com um sorriso meio nervoso,e eu dei-lhe um polegar para cima.

– Como esperado de Yamamoto! – Tsuna exclamou.

Gokudera se ergueu,carrancudo e com mechas do cabelo prateado sobre os olhos. Tsuna tentou protestar enquanto seu amigo se afastava. Eu apenas sorri tristemente pra ele. Gokudera deve ser muito ciumento,ainda mais quando o centro das atenções era o “Maniaco do Beisebol”.

– G-Gokudera-kun!

Reborn fez sinal de negativo com a cabeça. – Deixe ele.


Eu me virei pra Yamamoto,seu sorriso foi abandonado, ate que Reborn interrompeu sua linha de pensamentos.


– Eu tenho um outro exercício para você, Yamamoto.


–---------



Gokudera ainda não estava de volta,eu não nego,fiquei preocupada com ele. Acho que eu lentamente,começei a gostar dele,como amigo,nao pensem merda seus pervertidos.



Debrucei-me contra o muro junto de Kyoko, enquanto observava Yamamoto tentando acertar as bolas pequenas com o bastão novo que Reborn lhe deu, mas mesmo pra ele, aquilo estava começando a ficar frustrante. Toda vez que jogavam a bola,uma falta,que explodia atras dele.



– Mais uma! – Gritou.


– Você pode fazer isso... – sussurrou.– Mais forte... Mais rapido...


Desta vez Yamamoto acertou,mas o problema é que ela planava sobre Kyoko e eu.



Kyoko congelou,em estado de choque agarrou meu braço tremendo. Com a velocidade do explosivo,provavelmente ele cairia sobre nós, e não eu seria capaz de sair do caminho a tempo. Sem pensar duas vezes segurei a ruiva com força.


– Kyoko! Kazehaya!

Tsuna saiu correndo,enquanto Yamamoto estava congelado. Pela primeira vez em anos,eu comecei a orar. A voz tremula,tentando lembrar as frases que recitavam na igreja. Um segundo depois,mas não houvera nenhum “Boom”.


Eu olhei para cima,Tsuna tinha pegado a bomba-relogio,Kyoko olhou para cima,encarando o menino semi-nu em espanto.


Ele voltou pro chão,o fogo ardendo na testa refletindo seu estado atual. – Yamamoto!

A bola voou,a preocupação derreteu-se do rosto de Yamamoto,que entrara em seu “Estado de beisebol”.

“Você consegue Yamamoto...”



Com os braços erguidos para defender a bola, eu vi alguma coisa. Pureza. O taco novo que Reborn lhe deu tinha uma luz azul que delineia seus traços no ar.



Pisquei algumas vezes confusa,vendo a transformação do bastão para uma katana de aço em sua mão. Yamamoto agarrou a alça azul, ainda tentando entender as coisas e fitando a katana confuso.


– Desde quando Yamamoto tem uma katana? – Tsuna perguntou.


– ...Eu realmente não sei.

– Quando a velocidade do taco ultrapassa 300 quilometros por hora, ele se transforma em uma katana. – Reborn explicou.

Cavei o bolso e peguei a caneta,recordando as instruções. Joguei-a no ar,a caneta fez três flips e em uma luz branca brilhante caiu em minhas mãos.

– Parece que temos novos brinquedos! – Yamamoto riu


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Tsuna vestido com roupas de Yamamoto era coisa muito engraçada,ele estava nadando em suor,mas era melhor do que ir para casa de cueca.



Voltamos para a classe de economia doméstica e encontramos uma tigela cheia de ramen roxo e pegajoso feito por uma certa rosada. Encarando a porta enquanto esperávamos o retorno do homem-bomba.


– Então ele não é ... –Tsuna murmurou


– Ele não é tão fraco.–argumentou Yamamoto



Abriram a porta (por falar do diabo). – Estou arrependido de ter deixado você esperando! Eu vou fazer isso!



Eu pisquei surpresa, mas sorri. Ele nunca poderia deixar seu Décimo desapontado.


– Gokudera ...


– Eu te disse.



O prateado pegou os pauzinhos,I-pin o acertou em cheio com o Gyoza,mas ele resistiu ao golpe e bebeu todo o ramen. Primeiro ele estava orgulhoso, mas depois de Bianchi lhe disse sobre o prato ... Bem,vamos dizer que um certo alguém ficou muito confortável no chão.



–----



Yamamoto e eu voltavamos para casa com uma sensação estranha. Claro,ele estava sorrindo e rindo como sempre, mas havia algo... Estranho.


Ele parecia mais reservado e menos alegre, me dando sorrisos sem emoção. Quando chegamos na frente da minha casa, eu agarrei seu pulso. Ele olhou para mim com as sobrancelhas levantadas.

– Haya-chan,o que foi?

– Você.– eu disse sem perder tempo.

– Eu?

– Sim, você. – Solti seu pulso, colocando as costas da mão na sua testa. – Você está com febre?


Ele riu, pegando a minha mão.– Haha~! Eu estou bem !


–Você sabe que não pode me enganar com seu sorriso,Taka-kun.


Ele desviou o olhar e soltou a minha mão. Estávamos perto, eu podia sentir seu calor irradiando.


– Me diga,por favor...


Yamamoto olhou para mim e deu um sorriso triste.


– Eu não podia te proteger.


– Quando você estava lá,e a bola ia explodir,eu fiquei com tanto medo que eu não podia me mover.



Eu olhei em choque


Ele ... queria me proteger?!


Seus olhos cor de chocolate tinham um ar estranho,algo que eu nunca vi antes. Ele pegou as minhas mãos e colocá-los em seu peito,sentindo baque duro de seu coração.


– Você não tem que fazer isso...


– Mas... E-eu presciso...– Seu coração disparou,e o meu tambem. – Eu não sei por que, mas você é...


Ele se abaixou e colocou um beijo na minha testa,enquanto eu ainda estava em estado de choque.

Ele se afastou, balançando a cabeça . – Deixa pra la...


Ele saiu acenando. – Te vejo amanhã!



Uma vez que Yamamoto estava fora de vista, entrei em casa,tirando os tenis rapidamente e me jogando no sofa da sala,de barriga pra cima e encarando o ventilador. Com as batidas do coração ainda irregulares.



I-isso realmente aconteceu...?

Notas finais
Bem,antes de me arremessarem "gentilmente" pedras e me tacarem fogo,eu me desculpo pela demora >.< Sim,eu estou em plena semana de provas,entao o proximo cap talvez demore (ou nao)

Ja ne O/