I'll Protect You
30 Capitulo 29: End
Notas iniciais
“Eu não suportaria viver sem eles.”
Kazehaya suspirou, quase dando-se um tapa pelo pensamento pessimista. Em vez disso, apenas sacudiu a cabeça e continuou, procurando por alguém. Haru, Lambo, I-Pin, Gokudera e ela mesma estavam ajudando seu chefe á encontrar Reborn.
Mas isso fora á dias atrás.
Em pouco tempo, estava tudo se transformando em um inferno. Yamamoto não estava em casa, seus amigos simplesmente evaporaram em uma nuvem rosa. O próprio Guardião da Nuvem não estava em sua preciosa escola, Ren e Dino estavam na Italia. Todos desapareceram. Ela finalmente desmoronou ao perceber que tinha caminhado por toda a cidade, sob a escadaria do Templo Namimori. Suspirou, retomando um pouco de ar, havia um lugar em que não procurara ainda. Subiu, lentamente as escadas.
Seu corpo ficou imóvel durante alguns segundos, que pareceram horas e horas quando uma fumaça rosa formou-se ao redor de seu corpo. A morena não pode fazer nada, apenas tossir quando retomou a consciência e a nuvem se dispersou.
Estalou a língua ao coçar os olhos, irritados por causa da fumaça, apenas depois de piscar algumas vezes e se acostumar com o novo ambiente pode ver que se encontrava em uma floresta. Não muito longe do templo, e o mais importante: Um tumulo á frente, seu nome estampado contra o cimento.
Arregalou olhos, cobrindo a boca pelo espanto, então, ao analisar sua própria cova percebeu um vaso transparente com flores mortas. As pétalas que um dia foram escarlates caídas sob uma foto –abaixo do vidro, para que não fosse levada pelo vento- era apenas uma pequena lembrança do que era, aparentemente, um momento feliz. Agarrando Hibari pelo colarinho da camisa, seus lábios sorriam sem deixar os do carnívoro. O olhar irritado para a câmera e uma veia aparente pulsando em sua testa. Suas pernas estavam bambas. Uma pontada de esperança encheu seu peito quando ouviu o familiar hino de Namimori.
Ao aproximar-se do Templo, sua esperança morreu novamente ao ver um certo jogador de beisebol, arregalando os olhos, encolheu-se na mata. O sangue estava fresco, Takeshi tinha a respiração curta, mas a visão não deixou de doer sempre que pensava nele. Verificou se carregava sua arma no bolso. Girando-a no ar, pode sair de seu esconderijo por alguns segundos e correr para um novo, aproximando-se de seu amigo.
Mantendo a guarda alta, pode perceber que eles não eram os únicos ali. Um homem alto, louro que trajava uma jaqueta preta, detalhes prateados esmagava as mãos de Gokudera com os pés, torturando-o. Suas pernas pararam de tremer, franziu o cenho para o homem de costas e agarrou-se á sua arma com todas as suas forças
O Guardião da Tempestade, coberto por seu próprio sangue, apenas arregalou seus orbes verdes ao ver a morena praticamente em queda-livre, ela era rápida. Atingindo Gamma, o prateado não pode vê-lo caindo, já desmaiado. A ultima coisa que viu foi um olhar cheio de ira nos orbes castanhos de Kazehaya, ele nunca vira a Guardiã da Neve daquele jeito.
O loiro, agora tinha a prata pressionada violentamente contra seu pescoço. — Esses olhos...Por que o Décimo Chefe e você voltaram á vida?
Ela arregalou os orbes para a súbita informação, suas pernas começaram a ceder mais uma vez. Aproveitou-se a guarda baixa da garota, com um sorriso estampado no rosto, facilmente conseguiu se livrar dela. A morena pode sentir um grande choque, eletrocutando seu corpo antes de cair na terra, não muito longe de seus amigos inconscientes, encarou-os durante algum tempo antes de perceber que sangrava. Pela boca, por uma ferida aberta na cabeça, e por outras que se abriram pelo impacto.
— A brincadeira acabou. — Pisou em seu braço, fazendo o bastão escorregar de sua mão. — ...Dois mortos saírem por ai, um com uma aparência jovem não é tão simples, não acha?
Ela não conseguia mais controlar suas pernas bambas, ao cuspir sangue e gritar.
— Conte-me tudo, e talvez eu deixe você ir embora. — Pressionou o local mais ainda, como se apagasse um cigarro.
A morena simplesmente não sabia de nada, mas, seria mais útil calada do que morta. Um sorriso largo, odioso e cheio de orgulho estendeu-se em seus lábios: — A-acha...mesmo q-que eu vou...contar?
— Ah, sim, outra coisa me deixou curioso... — Um grito cortou sua garganta quando ele pressionou suas costelas. — Esses anéis, que tipo de piada é essa?
O louro ergueu a perna para chuta-la, que foram agarradas pelas mãos de Takeshi que antes estava, aparentemente, inconsciente. O moreno, encarou sua amiga por alguns segundos antes de ser espantado para longe, ele e o prateado eletrocutados.
— Não...Ta..keshi...Pare..
— Sua-...Ainda se recusa á contar... — Ergueu-a no ar, depois de levar alguns pontapés no estomago e ter os braços praticamente quebrados pelo membro da Black Spell: — Então...Acho que você não vai ser útil.
— B-bem...Há a-algo... — O som rouco que sairia de seus lábios nem parecia o que um dia foi a voz, doce, da Guardiã da Neve.
— Então... — Interessado, Gamma inclinou-se para perto. Tudo o que ganhou foi sangue que a morena cuspiu, irritada em seu rosto. —Heh, inútil. — Arremessou-a contra o chão.
— Vocês vão ter que morrer aqui.
Kazehaya, com dificuldade, se apoiou pelo cotovelo bom e encarou o loiro. Os olhos vazios, pernas bambas que não poderiam sustenta-la, estancando o sangue que saia da região das costelas. Seu corpo inteiro tremia. Como um prédio antigo, ela estava desmoronando. Preparando-se para o destino que lhe aguardava.
Então, sentiu uma presença forte, ameaçadora praticamente atravessar a floresta e dividi-la em dois. Uma grande nuvem arroxeada. Embora seus orbes tivessem retomado seu brilho, sua visão estava turva para o par de sapatos italianos e pretos há alguns metros dali. Sorriu, mesmo que não pudesse identificar as palavras vindas do mais velho. A ultima coisa que ouviu, antes de erguer a cabeça para trás e desmaiar, foi uma ameaça:
— Eu vou te morder até a morte.
— Ah, isso é divertido. — A morena sussurrou, sem tirar os lábios dos seus: — Mas eu tenho que ir. Continuamos depois? — E entrou no carro, depois de abraça-lo, Kazehaya nunca levava muita bagagem em missões. Ela iria apenas para uma cidade não muito longe dali, seria desnecessário levar muita coisa.
Ele nunca disse: “Tome cuidado.”
Ele nunca disse: “Vou ir junto.”
Ele nunca disse: “Isso pode esperar até amanhã.”
Ele nunca disse: “Eu te amo.”
Como era noite, o Guardião da Nuvem preferiu dormir cedo á dedicar algumas horas para sua pesquisa. Caiu num profundo do tipo “ainda-sinto-o-gosto-dela-na-minha-boca”, revigorante e difícil de despertar.
Hibari dormira o sono da consciência tranquila de uma criança. Com a barriga para cima, a boca formigando e levemente vermelha como se ainda estivesse beijando, provavelmente, teria dormido até a hora do almoço se não fossem por suas obrigações. E por um boxeador muito inconveniente batendo em sua porta as 10 horas da manhã.
— Gokudera marcou uma reunião. — Semicerrou os olhos para Riohey, praticamente invisível pela luz clara que lhe batia as costas, seu tom de voz era serio demais para alguém sempre tão animado. — Agora.
Ah, droga, aqueles malditos herbívoros. Sabiam o que o carnívoro achava de grupos, reuniões, por que não dizer de uma vez do que precisavam? Talvez Gokudera fosse repreende-lo, mais uma vez. Desde a morte do Décimo Chefe, o prateado andava nervoso, melancólico. As juntas de seus dedos empalideceram ao cerrar os punhos, ao certificar-se de que suas tonfas estavam dentre seu kimono. Seria bom encontrar-se armado caso o herbívoro resolvesse mostrar os dentes novamente.
— Você não está encrencado. — Disse o Guardião do Sol, cruzando os braços na outra extremidade do elevador. — E não vai precisar morder ninguém até a morte, Hibari. Mas precisa comparecer.
O moreno revirou os olhos. — O que houve?
— Uma coisa horrível.
— “Horrível” aconteceu quando aquele medico doentio ficou bêbado. — Resmungou, percebendo que o boxeador tinha os olhos levemente inchados ao bocejar: — Se ele está em coma alcoólico, não me interessa.
Eles não foram para a sala em que costumavam se encontrar. Riohey levou-o para a ala hospitalar dentro da base subterrânea, especificamente, a porta de um quarto que nunca fora usado. Hibari usava chinelos, a habitual yukata negra, e um caso grave de cara de sono. Mas não vira o prateado, apenas Yamamoto sentado em um banco, encarando o chão com seu jeito de sempre.
Pode ver Gokudera morto, no meio da floresta ou em casa, perguntando-se caso notariam sua falta antes mesmo de começar. Sentou-se no lugar mais distante o possível, enquanto o boxeador murmurava algo para o Guardião da Chuva. Seus sentimentos oscilaram entre – mesmo não admitindo- triste pelo prateado, e a felicidade de pensar que depois daquela missão ridícula, teria a companhia de Kazehaya novamente. Sussurrando: “Continuamos depois?”
E não ocorreu-lhe –nem mesmo quando Gokudera saíra do quarto, dando passos miúdos na direção dos guardiões, arrastando os pés.
“O herbívoro está aqui.”
Hibari ergueu uma sobrancelha: “Puta merda.”
Pensou, ao mirar um relógio pendurado no corredor, marcando 4 horas. Kazehaya deveria estar de volta, indagando-se onde ele estava provavelmente iria procura-lo pela base ou esperar sua volta preparando o almoço. Seus favoritos, talvez, hambúrgueres... “Onde ela pensa que se meteu?”
— Estão todos presentes? — Indagou Gokudera ao Guardião do Sol, que apenas assentiu.
— Saitou ainda não chegou. — Protestou, levantando-se de seu lugar.
— Já sabemos disso, Hibari. Obrigado. — Retrucou o prateado, encarando o piso frio.
— Seria imprudente começar sem o restante dos guardiões.
Takeshi, que até agora mantinha-se cabisbaixo como a maioria, encarou o Guardião da Nuvem. Estava chorando, sem fazer barulho, lagrimas caiam dos olhos deslizando para o queixo e caindo nas calças sociais e negras. Algumas escorriam e deslizavam na pele morena, fazendo com que a camisa azul escurecesse pela água salgada. Seu olhar não era de repreendimento, a culpa praticamente derretia o marrom claro de seus olhos.
Gokudera levantou os olhos para o moreno, ele também tinha aquele olhar de culpa. Muito menos do que o Guardião da Chuva, pestanejou como se pedisse desculpas.
— Não podemos começar ainda. — Insistiu. Sentindo que todos o encaravam, observavam-no tentando decifrar o que já sabia. Entretanto, não queria admitir.
O Guardião da Tempestade voltou a olhar para baixo, mordendo o lábio superior. Lagrimas se formavam nos olhos verdes: — Ontem á noite, atacaram Saitou. — Ele estava mais pálido e mais rouco do que o normal. — Ela levou dois tiros no peito, foi instantâneo. Sinto muito.
Por alguns instantes, todos se calaram. O lugar nunca estivera tão silencioso, nem mesmo á noite ou quando noticiaram a morte de Tsuna. Hibari apenas encarava um dos bancos desocupados do corredor. O silencio era tão grande que era possível ouvir não a respiração, mas o vácuo criado por 3 rapazes que perderam o folego com o susto.
“É tudo culpa minha.”
“Não estou me sentindo bem.” Pensou o Ex-Presidente.
O moreno girou nos calcanhares, andando o mais rápido o possivel. Quando finalmente encontrou-se no corredor que dava-lhe acesso a sala de conferencias e o elevador, não pensou duas vezes em abrir a porta. Claro que ela não estava morta. Estava viva em algum lugar. Escondida em algum lugar na floresta ou mesmo naquela base subterrânea enorme. Mas o lugar estava vazio.
“Acho que vou vomitar.”
Sentiu os músculos do estomago se contraírem ao chegar em um lavabo anexado á sala, apoiando as mãos contra a pia de porcelana creme. Mas não saiu nada. Apenas ameaçou vomitar, contorcendo-se, a garganta abrindo para que um gemido gutural deixasse sua boca. Entre um engasgo e uma tosse, inspirava profundamente.
Sua boca morta e fria. Não continuariam depois.
Não exagere, ela está apenas descontraindo um pouco. Em breve, saltará de algum esconderijo com uma câmera para flagrar-lo. Ouviu a porta se abrindo, olhando por cima do ombro, encontrava-se o Braço Direito. E não uma mulher idiota com um sorriso idiota nos lábios.
— Está tudo bem. — Mentiu o Guardião da Nuvem, desviando o olhar para encara-lo pelo espelho.
— Não. Não está. — Ele bateu o punho contra o azulejo. — Que merda! Como isso foi acontecer? Como ela pode ser tão...
— Problemática. — Completou, mas Gokudera não deu-lhe ouvidos.
— Por Deus. Não está tudo bem, Hibari. Tínhamos que ter vigiado ela como uma garotinha de três anos!
— Ela está apenas brincando, você vai ver, herbívoro.
— Eu vi o corpo. — Cerrou os punhos.
O moreno perguntou como ela estava. Um pouco de sangue saindo pelo nariz, sinais claros de tortura, as pernas quebradas, hematomas por toda a pele e balas furando-lhe o peito, ele disse. Enquanto apertava o botão para chamar o elevador, inclinando-se para frente, pode ver seu corpo nu em uma mesa metálica. Um par de pernas torcidos, o fio de sangue escorrendo para o queixo em meia-lua. Os olhos castanhos abertos, e os lábios sugerindo um sorriso.
O agente funerário conseguiria restaurar seu sorriso?
Hibari nem pode vê-la antes que enterrassem o corpo, mas antes de começar á viajar geralmente visitava o tumulo quando tinha tempo.
“Foi...Tudo um sonho?”
A morena encarou o teto branco, quando sentiu suas feridas protestarem logo se convenceu de que aquilo era real. Pensar naquilo era exaustivo, e seu corpo voltava a tremer apenas ao imaginar sua própria morte, era assustador.
Ela levantou, gemendo de dor e apoiando-se pelo braço bom no colchão que era horrível para suas costas, franziu o cenho para o quarto e para as vozes de Tsuna, Reborn e Gokudera. Embora não pudesse decifrar suas palavras, teve certeza de que não era um bom momento para despertar.
— Reborn...Tsuna.. — Sua voz estava rouca e a garganta seca, sentiu os olhos arderem pelas lagrimas. — Vocês...Eu me preocupei tanto, seus idiotas.
— Tch. — O prateado estalou a língua do outro lado da sala, murmurando “por que eu tenho que dividir o quarto com ela?”, mas ao ver que Kazehaya limpava o rosto freneticamente, deu-lhe um suspiro compreensivo.
— Você não deveria ter se arriscado desse jeito. — O tutor se pronunciou, sorrindo. — E Gokudera, são dois suicidas em uma cajadada.
— Desculpe se eu causei problemas. — Cerrou os punhos no lençol, soluçando. — Mas...Eu não sabia o que fazer, quando vi...Meu tumulo...E depois Takeshi e... —Tornou-se pensativa sob o olhar preocupado dos três, ainda chorando, curvou-se o máximo que seu corpo permitia ao ofegar. Foi então que se lembrou, que por mais que a atmosfera fosse melancólica, a foto abaixo do vidro era feliz. Se ela fosse fraca, seria enterrada. De novo.
Endireitando a postura e suspirando, ordenou. — Gokudera, feche os olhos.
— O que?! — Ele obedeceu á sua ordem imediatamente quando viu que a morena se desfazia do lençol para levantar-se, suspirando de dor e por fim jogando-o por cima de Tsuna, pego de surpresa e se perguntando por que tudo ficara tao escuro de repente. Ela precisou se apoiar nas paredes e em uma mesa metálica para não cair, vestiu um moletom largo descartado atrás da porta, cobrindo um pouco do short que usava. As bandagens cobriam o peito por completo, e parte do ombro esquerdo, sem falar do braço todo enfeixado, a cabeça, e o lábio inferior cheio de pontos.
— Reborn. — Olhou por cima do ombro. — O que aconteceu com minha mãe depois que eu...?
O tutor suspirou antes de responde-la: — Voce cortou a relação com ela para protege-la depois da morte de Tsuna. E Kiku se isolou da quando soube, ninguém sabe onde ela está.
— E Ren...? — Tomou um lugar na cadeira ao lado da cama de Gokudera, ainda de olhos fechados, apertados, e o rosto vermelho. Era meio logico que se alguém como o hitman e Tsuna fossem mortos, o Arcobaleno da Neve não resistiria também.
— Morto, sinto muito.
— ...Já que posso andar, não tem por que ficar aqui com o Bakadera, certo?
O prateado abriu os olhos, estalando a língua e xingando baixinho a garota. Ela riu de sua reação, mas logo parou quando o Guardião da Nuvem entrou no quarto. A morena sustentou o olhar por alguns segundos tem antes de desviar o olhar e cobrir parcialmente o rosto vermelho com a mão.
— Está muito quente hoje, né? — Murmurou, era difícil encarar o mais velho e sua perfeição arranhada, suja, quebrada e imperfeita. Ele apenas ergueu uma sobrancelha e resmungou, em seguida, um homem rechunchudo apareceu logo atrás.
— Boas noticias! Bianchi e Fuuta voltaram da investigação!
Gianini era um gordinho simpático que cuidava da mecânica na base subterrânea, meio careca, bochechas cheias como se mastigasse algo toda hora. Bianchi não mudara muito, embora parecesse ainda mais apaixonada pelo Arcobaleno do Céu.
— “Mama?” — Ergueu uma sobrancelha para Fuuta, ele explicou que, durante alguns anos Kazehaya cuidara dele. O que não foi uma surpresa, já a morena adorava crianças. Depois daquilo, houvera uma reunião que ela não pode participar por precisar descansar, mas era impossível para a Guardiã da Neve. Que teve de dividir o quarto com Gokudera, mesmo que pudesse andar, eram ordens do Décimo.
Treze dias depois, de noite, com tanta coisa acontecendo, tudo o que ela fez foi sentar-se na cama ao lado das beliches, no quarto de Haru e Kyoko e tentar adormecer.
Pousou uma box no criado-mudo, nuvens brancas no fundo e flocos de neve azuis, e soltou um grunhido ao encara-la. Não se importando caso acordasse qualquer uma aquelas garotas, inclinou-se e ficou no mesmo nível da morena, abraçando o travesseiro, com uma expressão boba, ela também tinha olheiras terríveis e o rosto úmido por lagrimas. A idiota provavelmente tinha chorado a noite inteira.
Abriu um sorriso ao pegar sua mão. Não era um sorriso malicioso, do tipo “vou-te-morder-até-a-morte”, ou felicidade, era apenas satisfação, que não durou muito tempo antes de apertar seus dedos e girar nos calcanhares, sussurrando:
— Continuamos depois.

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