Já haviam se passado tres longos meses desde de que Emily havia saido da BAU, mas todas ainda sentiam sua falta. Esses tres meses trouxeram mudanças na equipe, a entrada de uma nova agente afetou a todos, principalmente Morgan, já que essa nova agente era sua nova parceira, ele não tinha nada contra ela, mas preferia não ter nenhum parceiro a não ter Emily, ele confiaria sua vida a ela sem pensar duas vezes, ele a amava e sentia a falta dela ao seu lado, indo de caso em caso, eles eram a dupla " badass" da equipe.

A nova agente se chamava Lia Peterson. Ela era a " substituta" de Emily, alta, ruiva e de olhos claros, ela estava sempre de bom humor, e sempre tentava animar a equipe depois de um caso difícil. Era isso que ela estava tentando fazer no jatinho voltando de Charlotte.

— Vamos lá gente!!! Nós salvamos aquela garotinha!!! — Lia dizia.

— O nome dela era Sasha, e sim, nos a salvamos, mas outras seis " garotinhas" morreram — Retrucou JJ.

— Eu pensei, — Lia disse — que uma vítima salva vale a pena.

— E vale, — Foi a vez de Rossi se manifestar — mas como tivemos 6 garotinhas mortas, acho que essa regra não se aplica nesse caso.

Depois disso o silencio predominou, ninguém conseguia dormir, mas ninguém se atrevia a dizer um " ai ". Cada um estava no seu canto pensando...

JJ estava pensando na dor das mães qe tiveram as filhas mortas, afinal, JJ, como mãe, entendia a dor que elas estavam sentindo.

Hotch estava pensando em como não conseguiram prender o desgraçado antes que ele fizesse mais vitimas, como chefe de equipe ele se sentia o mais culpado.

Reid, como sempre pensava nas estatísticas do caso se tudo tivesse dado certo, e se houvesse menos vítimas.

Lia estava em seu próprio mundo, para ela, depois que eles entram no jatinho e voltam para Quantico, o caso vira passado.

Rossi não conseguia pensar em nada que não fosse relacionado aquele caso, as eveidencias, as testemunhas, os perfis, e as vítimas.

Morgan não pensava em absolutamente nada relacionado ao caso, como sempre. Ele só pensava em uma coisa, ou pessoa, há tres meses. Ele só pensava na Agente Especial Emily Prentiss.

Qundo cada uma chegou na base em Quantico, eles apenas preecheram uns relatórios do caso e foram embora. Morgan iria dar carona para JJ, ele estava esperando ela acabar de conversar com Hotch. Desde que Emily saíra, Morgan tem passado muito tempo com JJ, afinal ela era a melhor amiga de Emily, e ela também sabia que ele amava Emily, e isso tornava JJ a única pessoa com que ele poderia abrir seu coração.

Qundo já estavam saindo da garagem da base, JJ começou a conversar com Morgan sobre Emily:

— Você ainda sente muita falta dela né?

— E você não?

— Claro que eu sinto, ela era minha melhor amiga.

— E ela era o amor da minha vida.

— Olha, Morgan, mudanças são necessárias. Elas podem ser boas ou não. Permanentes ou não. Você precisa ter esperança.

— Da última vez que eu vi ela, eu não disse nada, me arrependo profundamente disso, sempre que coloco a cabeça na travisseiro à noite eu penso como minha vida estaria se eu tivesse sido um homem decente e me declarado a ela.

— Prometa a si mesmo que ná próxima vez que a ver vai se declarar.

— E se não ouver uma próxima vez?

— Vai haver.

— E se ela não sentir o mesmo?

— Ela sente.

— Ela sente?

— Ai ai, você nunca notou o jeito que ela te olha, o sorriso singelo que ela dá sempre que ela te vê, ou o jeito que ela segurou para não chorar quando ela se despediu? Realmente Morgan, para um profiler você traçou um perfil bem mau.

— Sempre que eu olho pra ela eu não percebi nada disso, eu me distraio muito.

— Se distrai? Com o quê?

— Com ela.

Ele chega na casa de JJ, a conversa estava boa, mas ela precisava ir. Antes de ir ela disse pela janela di carro:

— Prometa a si mesmo.

— Da próxima vez que eu a vir vou me declarar, prometo. Boa noite JJ, e obrigado.

— Boa noite Morgan.

Quando Morgan chegou em casa, foi para debaixo do chuveiro, depois do banho, ele foi dormir. Assim que sua cabeça escostou no travisseiro, a mesma pergunta de tres meses atrás voltou à sua cabeça:

Como teria sido se eu tivesse me declarado?