Notas iniciais
One more chapther .

Ela dançou no ritmo da música, tornando tudo perigoso e sombrio. Não era ela, não era John... Era Larry.

O Sol brilhava forte do lado de fora da casa, convidando todos para um bom banho de piscina. Era um bom dia de domingo. Jessyca conseguira um lugar pra morar, amigos incríveis e engraçados, e principalmente, uma família. Ela ainda estava sonolenta, quando Larry lhe aparecera aquela manhã.

- Levante-se, Jessy. Está um dia tão lindo lá fora. — sussurou ele.

- Bom dia, Larry. — falou ela com cara de sono, tédio e raiva.

- Desfaça sua cara de idiota e desça, estão todos a sua espera.

Dizendo isso ele sumiu. Jessyca ainda odiava o modo como ele tratava-a depois que havia morrido — tão imperativo. Aquele Larry dócil e amável, de corpo quente e sólido não mais existia, havia partido, e dado lugar a um corpo impercepitível aos olhos humanos. Jessyca era especial, não pelo fato de ver e falar com fantasmas, mas pelo fato de ser ela mesma na frente de qualquer um. Ela não se preocupava em passar uma boa impressão as pessoas, pois sabia quem era de verdade. Não se importava com os mínimos comentários que surgiam ao seu respeito. Depois de muito lutar, levantou-se calmamente da cama, molhou o corpo com a água fria e penetrante do banheiro, arrumou-se e desceu as escadas em direção a cozinha.

- MINHA GURIA. — gritou Luka. — Bom dia.

- Bom dia, Lu. — falou triste. — Bom dia, pessoal.

- Bom dia, Jessy.

Ela sentou-se na cadeira ao lado da de Katlin. Enquanto todos conversavam, Jessyca comia calada. Hoje seria o enterro do corpo de Larry, mas, ela não sabia se teria forças suficientes para ir.

- Jessy? — perguntou Eduardo confuso.

Ela permaneceu calada, distraída.

- JESSYCA.

- Hãn? Ah, oi Ed. O que foi?

- Você não quer muito ir não é? — perguntou ele, inocentemente, sem querer aprofundar mais a ferida dela.

- Não sei bem. Eu gostaria de ver o rosto dele uma última vez, mas, eu não sei se vou ter muitas forças para isso.

- Não seja por isso. — Falou Luka.

- Hãn?

- Nós vamos com você.

- Mas, Luka, eu desmaio só assistindo C.S.I , quer que eu veja um defunto de verdade?

- Você não precisa ir, Katlin. Você fica sozinha em casa.

- Argh. Tudo bem, eu vou.

- Gente...

- Mas, vou logo avisando que não vou entrar.

- Não precisa entrar, anta.

- Gente...

- NÃO ME CHAME DE ANTA.

- CHAMO DO QUE EU QUISER.

- PAREM DE BRIGAR OS DOIS. — falou Luciana

- FICA NA TUA, MANINHA.

- GENTE...

- Fale minha cara amiga Jessyca.

- Obrigada por me acompanharem, e parem de brigar.

- De nada, cara amiga Jessyca.

- Desculpa, guria. — falou Luka e deu um abraço apertado nela.

- Tudo bem, meu pequeno. Tudo bem.

Jessyca terminou de comer e foi pro seu quarto. Quando abriu a porta, lá estava Larry, sentado em sua cama, lhe esperando.

- Luka gosta de você.

- Sério? — respondeu em tom de deboche.

- Eu estou falando sério, sua tola.

De repente, ele parecia o Larry que Jessyca conheceu e sempre gostou. Aquele Larry com um forte cheiro de amoras ou bromélias, dependo do dia e do humor o cheiro dele mudava. Jessyca deixou um lágrima escapar-lhe pelo canto do olho.

- Jessy ? — ele apareceu do seu lado. — O que foi, boba?

- Não sei, é que, desde que morreu não era mais tão você. Mas, agora quando você disse isso, uma pontinha de lembraça brotou na minha mente, me fazendo lembrar do seu cheiro e do seu jeitinho calmo de ser.

- Ah, Jessy...

Larry não sabia mais o que falar, ele apenas percebeu que não estava sendo ele mesmo durante todo aquele tempo.

- Me desculpe, Jessy...

- Tudo bem, amigo. Tudo bem.

Assim, Jessyca se arrumou para ir para o enterro do seu "little brother friend" .

Notas finais
Espero que gostem. Beijos .
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.