I'll Be Your Strength
1 Unico
Notas iniciais
P.O.V. Tom
Não, eu não poderia deixa-la agora, depois de tudo o que vivemos tudo o que passamos abandona-la agora seria muito egoísmo meu. Sei que Tereza esta passando por uma fase difícil, e eu devemos ajuda-la. Mesmo depois do que aconteceu entre nós. Após o acidente ao qual eu provoquei por estar alcoolizado e ao volante eu me sentia terrivelmente culpado. Foi minha culpa sim, embora todos os meninos digam que não, mas eu sei que foi. Naquele dia, Terry se machucou bastante teve um dos rins perfurados. Ela se isolou de mim e de seus amigos. Ela começou a ficar sozinha e por mais que eu tentasse falar com ela, ela nunca abria brecha. Eu falava com sua mãe e as poucas amigas com quem ela conversava, mas eu nunca conseguia falar com ela. Eu sabia e sempre soube que ela tinha problemas de saúde, mas não sabia que era tão grave: ela tinha problemas nos rins e justamente o melhor foi perfurado no acidente deixando-a assim somente com o Rim ruim. Isso me deixou chocado. Eu entrei em estado de choque. Eu estava acabando com a vida da minha Terry! Eu estava a matando lentamente, pois seu rim já estava parando e em breve — se ela não fizesse um transplante — ela poderia morrer de insuficiência renal. Essa notícia me atingiu em cheio como um soco no estômago. Eu precisava ajuda-la embora eu não fizesse ideia de como fazer isso. Eu tentei falar com ela novamente, conversei com alguns amigos médicos e sempre eles me diziam que ela necessitava de um transplante. Mas o problema é que: A onde vamos achar um transplante? Tipo, há muitas pessoas em fila de espera. Mesmo o médico particular tem que esperar por doadores compatíveis. Mas a minha Tereza não podia esperar a espera a faria ficar ainda pior, ainda mais isolada. Não eu queria vê-la assim. Eu nunca pensei que eu um dia faria isso ou tomaria esta decisão. Mas se assim for preciso, eu a farei.
P.O.V. Terry
Logo após o acidente, e após saber da perfuração no meu Rim direito, eu comecei a me isolar. Sei que não é certo fazer isso, mas até mesmo do meu amor eu me isolei. Não culpo o Tom pelo acidente, afinal o outro motorista que nos atingiu estava na contramão, mas eu não poderia também fingir que nada aconteceu, pois eu sei que em breve partirei. O único rim que esta presente em meu corpo já esta parando de funcionar. Mesmo eu tomando todos os remédios e fazendo a Hemodiálise não há solução. A morte é uma certeza e ela ocorrerá em breve. Eu precisava-me afastar dele pois não o queria magoado quando eu partir-se. Se nos afastássemos agora eu sei que ele poderia superar e quando eu partir, provavelmente ele já estará feliz ao lado de outra. É errado eu querer que o único garoto ao qual eu amei seja feliz? Para mim essa é a única verdade. Eu jamais suportaria vê-lo triste, embora varias vezes ele tenha vindo-me visitar e eu não o tenha atendido, sei que é difícil mas é preciso ser assim. Será melhor para ele, e para mim também. Estive fazendo exames nesses últimos dias e o resultado não foi dos melhores. Grande parte do meu Rim já esta parado — por isso de tanta dor que sinto — e a pequena parte que ainda funciona já esta bem frágil por estar " sobrecarregado". A fila de espera pelo transplante esta bem grande e não tem como dar prioridade ao meu caso pois o rim tem que ser compatível, se não de nada adianta. Minhas esperanças de conseguir o doador já estão fracas. Eu já estou fraca. Eu queria pelo menos uma última vez ver Tom, e dizer a ele o quanto ele significa em minha vida, mas eu não conseguiria-me despedir dele, mesmo sabendo de meu futuro iminente. Eu deveria ser forte. Pelo menos tentar ser forte por ele.
Ainda deitada na cama, devido a fraqueza e o cansaço peguei meu celular e tentei apertar os botões para ligar, e depois de muito tentando consegui realizar a ligação. Não deu nem dois toques que chamada e ele atendeu:
Ligação ON:
– Oi Terry?! Tudo bem meu amor? — Ele falou e senti as lagrimas invalidarem meus olhos sem permissão.
– Oi Tom, eu... — Parei por um instante e respirei, embora a respiração já estivesse difícil -... Eu queria vê-lo. Você pode vir até aqui? — Pedi forçando minha já fraca voz para ela se tornar audível.
– Claro meu amor, estou indo! — Ele falou e eu desliguei.
Ligação Off.
Consegui elevar minha mão em minha testa e percebi que eu soava e estava com febre. Sim os medicamentos e a fraqueza faziam isso. Constantemente eu estava com febre mas eu não podia tomar remédios — apenas quando ela já esta em nível muito elevado — pois eles faziam mais mal ainda ao meu rim que já não mais funcionava. Pedi para minha irmã me trazer um pano molhado e comecei a passa-lo pelo meu rosto para diminuir a febre e limpar o suor.
Não demorou muito e Thomas chegou. Ele estava muito lindo com uma camiseta branca e calças jeans. Uma roupa simples mas que o deixava lindamente perfeito. Assim que o vi, várias lembranças nossas vieram em minha mente. Ele se aproximou de mim sorrindo e pousou sua mão em meu rosto fazendo um leve carinho em minha bochecha.
– Oh minha pequena, você esta bem? — Ele perguntou com sua voz rouca e baixa ainda acariciando minha bochecha.
Eu não conseguia falar devido minha garganta ter-se fechado pelas lagrimas. Então apenas neguei com a cabeça sentindo as lagrimas antes presas em meus olhos caírem livremente.
– Terry, por que? Por que eu fui fazer aquilo meu amor? — Ele falou se culpando e eu podia ver a dor em seus olhos.
– Não foi sua culpa tom. O outro motorista estava errado e você não podia adivinhar dos meus problemas nos rins — Usei todas as minhas forças para dizer.
– Se eu não tivesse bebido eu teria visto o carro e poderia ter evitado isso. — Ele disse aos prantos. – Tom não faça isso com você, por favor! Eu te amo muito e não quero vê-lo sofrendo. Por favor, por mim?! — Pedi aos prantos.
– Isso não durará para sempre, é sua hora e você deve segurá-la e eu não deixarei você se render, e eu curarei se você se sentir quebrada... – ele disse fixando seus olhos nos meus. Por um breve momento me senti renovada e viva de novo.
– Eu te amo Tom, e quero que prometa que se eu partir você ficara bem. Se eu partir você seguira sua vida e será feliz! — Pedi. – Como que você quer que eu seja feliz sem você Terry? Nós vamos dar um jeito nisso. Achar um doador compatível ou um método de deixar você melhor enquanto espera... — Ele começou, mas interrompi-o.
– Tom, não tem como! — Falei o mais auto que minha fraca voz permitia. — Esse futuro é certo Thomas. Eu queria vê-lo uma última vez pois sei que talvez eu não aguente ver o nascer do sol de amanha! — Falei abaixando a cabeça.
– Não fala isso Terry! — Ele disse, já chorando.
Peguei em sua mão puxando-o para mais perto de mim, retirando todo o espaço que existia entre nós, e então o beijei. O beijei com todas as minhas forças, com tudo o que eu tinha. Eu precisava senti-lo perto de mim por uma última vez. Mas logo, meu pouco oxigênio se findou e rompi o beijo. Olhei em seus olhos, já sem força, e sussurrei:
– Eu te amo Thomas. — Então uma nevoa clara fechou meus olhos enquanto a ultima lagrima caia.
P.O.V Thomas.
– Eu te amo Thomas — então ela fechou os olhos deixando uma lagrima cair.
– Não! Terry! — Falei pegando em sua mão e mexendo com ela.
Ela não podia-me deixar, eu não aguentaria ficar sem ela.- Marta! Marta! Chame uma ambulância, logo! — Gritei para enfermeira que agora cuidava constantemente de Tereza.
Eu chamava-a, mas ela não respondia. Eu ainda podia sentir seu pulso, mas sua respiração estava cada vez, mas fraca. Continuei chamando-a tentando acorda-la, enquanto isso a ambulância chegou. Eles a retiraram do quarto e já colocaram tubos de oxigênio em seu corpo. Só uma pessoa poderia ir junto e esta seria a sua enfermeira. Fui até meu carro e dirigi velozmente até minha casa. Peguei todos os papéis que a alguns dias eu já tinha preparado, respirei fundo e fui até o hospital.
Eu sabia o grande risco que eu estava correndo e tinha plena ciência que talvez não desce certo mas eu queria ariscar. Eu ariscaria tudo pela Terry, inclusive minha própria vida para tê-la bem. Assim que cheguei no hospital, entreguei na recepção um dos papéis de entrada e chamei pelo doutor responsável pela Terry. Foi com ele que conversei, e foi ele que me ajudou. Não foi uma decisão precipitada, eu sabia o que eu queria fazer. Ele me informou que iria preparar a sala de cirurgia e que Terry estava muito fraca, então estavam injetando bastante soro em suas veias. Dei um sorriso fraco e fui aguardar. Liguei para minha mãe e informei a minha decisão. Ela ficou chocada mas entendeu o quanto era importante para mim. Logo depois avisei aos meus amigos, que logo estavam ali comigo me dando forças. Eu sabia que poderia dar errado a cirurgia, eu sabia do risco e por isso resolvi deixar um pequeno bilhete para Tereza, caso qualquer coisa viesse a acontecer.
Assim que escrevi tudo, entreguei na mão de George e pedi a ele, se algo acontece-se entregar para ela. Ele concordou, logo fui encaminhado a sala de cirurgia a qual me fizeram colocar outra roupa. E deitar-me em uma maca. Eles me deram uma anestesia e falaram que eu perderia todos os sentidos e não veria mais nada. Assenti. Eles aplicaram aquilo enquanto traziam Tereza para a mesma sala que eu estava. As cirurgias tinham que ocorrer ao mesmo tempo, a retirada e a reposição. Quando ela entrou ela estava acordada. Sorri ao vê-la. Ela me encarou e lagrimas começaram a cair de seus olhos.
– Thomas... — Sibilou.
Então colocaram-na ao meu lado. Mesmo eu já estando perdendo a consciência consegui esticar minha mão e segurar e sua.
– Nós suportamos muito mais juntos, nós podemos superar o pior dos tempos, nós podemos superar isso tudo juntos, fazer tudo juntos, fazer tudo. Eu serei sua força... – falei a ela e senti meus olhos se fecharem bruscamente.
Não vi e nem senti mais nada.
[...]
Abri meus olhos, ouvindo o incessante barulho dos aparelhos conectados a mim. Olhei por tudo, e só via uma sala branca sem ninguém, havia somente eu ali e todos aqueles aparelhos. Fiquei ali observando tudo até um médico entrar ali. Ele olhou tudo os aparelhos fez algumas anotações então falou comigo.
– Bom Senhor Thomas. Esta tudo bem com o senhor. Posso dizer-lhe que a cirurgia foi um sucesso. — Ele sorriu — Você doou um dos rins a senhorita Tereza certo? -
Perguntou e eu assenti.
- Ela também esta bem e se recupera. Felizmente seu rim era compatível ao dela e agora a saúde dela vai melhorar consideravelmente. Parabéns meu jovem, são poucos que têm a coragem de fazer o que você fez por ela. — Ele falou e pousou uma de suas mãos em meu ombro. — Em breve você ganhara alta e estará livre, mas por enquanto tente apenas descaçar ok? — Ele sorriu amigavelmente e saiu-me deixando sozinha. A cirurgia tinha sido um sucesso, ela estava bem!
Meus olhos se encheram de lagrimas que logo caíram sobre meu rosto. Eu queria vê-la e abraça-la. Queria olhar em seus olhos e dizer que tudo aquilo tinha acabado. Queria estar com ela...
[...]
Dois dias depois da cirurgia eu recebi alta. Eu podia finalmente sair daquele hospital. Mas infelizmente Tereza ainda teria que continuar ali. Ela era mantida sedada para se recuperar melhor, visto que quando fez a cirurgia ela estava muito fraca. Eu ficava sempre ali com ela, mesmo ela estando desacordada, o simples fato de estar ali com ela já me deixava feliz. (N/A: coloquem a música agora) Eu queria vê-la acordada e dizer o quanto eu a amo, cada vez mais. Como eu ficava ali, resolvi escrever uma música para ela, para quando ela acordasse ela ouvisse. Deixei meu violão ali, e eu sempre escrevia. Quando terminei de escrever a musica, numa tarde, eu comecei a toca-la e canta-la.
Eu Serei Sua Força
Isso não durará para sempre
É sua hora e você deve segurá-la
E eu não deixarei você se render
E eu curarei se você se sentir quebrada
Nós suportamos muito mais juntos
Nós podemos superar o pior dos tempos
Nós podemos superar isso tudo juntos, fazer tudo juntos, fazer tudo
Eu serei sua força
Eu serei, eu serei, eu serei
Eu serei sua força
Sim, sim, eu serei
Não dormirei até o céu se acalmar
Continuarei procurando até te achar
E eu amor será sua proteção, neste campo de batalhas ao seu redor
Mão na mão a gente anda junto
Nós podemos superar o pior dos tempo
Nós podemos quebrar paredes juntos, fazer isso juntos, fazer tudo
Eu serei sua força
Eu serei, eu serei, eu serei
Eu serei sua força
Sim, sim, eu serei
Segure, segure
Será assim até...
Segure, segura
Será assim até...
Segure, segure
Será assim até...
Segure, segure
Será assim até
Segure, segure
Eu estarei presente
Eu serei sua força
Eu serei, eu serei
Eu serei sua força
Eu serei, Eu serei
Eu serei sua força
Eu serei, Eu serei
Eu serei sua força
Eu serei, Eu serei
Eu serei sua força
E eu continuarei forte por você
Eu serei sua força
E eu continuarei forte por você
Assim que terminei de falar a ultima frase da música, olhei em direção a cama em que ela estava e para minha surpresa, ela me observava com seus lindos olhos verdes. Fui até ela, e passei minhas mãos por seus cabelos castanhos.
– Thomas! — Ela disse com uma voz rouca.
Coloquei um dedo em seus lábios silenciando-a e falei:
– Eu serei sua força, Tereza, e continuarei forte por você – Inclinei-me e beijei sua testa enquanto uma lagrima caia de seus olhos.
Notas finais
Beijos
xx
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