I'll Be Waiting For You
1 Eu Vou Esperar Por Você
Notas iniciais
POV – Angeles Saramego
O espetáculo de fim de ano já tinha terminado há algum tempo todos já tinham ido embora, os alunos do Studio estavam do lado de fora provavelmente conversando e não tinha mais ninguém no teatro, além de mim e do German. Estávamos sentados um do lado do outro, em um silêncio reconforte e constrangedor ao mesmo tempo.
Queríamos falar, isso era evidente, tínhamos muito a dizer e entretanto, nenhum dos dois sabia como fazer ou por onde começar. Olhávamos fixamente para frente como se ainda estivesse acontecendo alguma coisa ali.
Ouvi um pigarreio da parte de German, e meu coração acelerou um pouco. Ele iria começar a falar.
— Angie, nós precisamos… você sabe, precisamos conversar – German falou um pouco desconcertado e com certa dificuldade. Me virei para olhá-lo e por um instante me perdi entre a imensidão de seus olhos castanhos.
— Por favor, acho melhor não – Pedi suplicante e ouvi ele suspirar fundo.
— Angeles, eu sei que não quer falar comigo por que eu fui muito imaturo de ter desejado levar Violetta para o Qatar e fazer com que ela ficasse longe de você e da sua verdadeira vocação, eu sei que errei e peço desculpas por tudo que aconteceu esse ano – Disse rapidamente e foi a minha vez de respirar fundo. Eu tinha tanto, tanto a dizer e não sabia nem como comecar.
— German pare, eu… eu também errei muito em ter mentido para você, tentei omitir coisas que não poderiam ter sido omitidas e mesmo assim eu o fiz, por medo de que se eu contasse a verdade para você, você levasse Vilu para longe novamente. Mas era o único jeito que encontrei de ficar perto da Vilu, de acompanhá-la, e de ter a certeza que ela nunca estaria sozinha – German me olhava surpreso, sem piscar. Tomei um pouco de ar e decidir continuar – Quando eu soube que finalmente vocês iriam vir para Buenos Aires, eu tomei essa atitude, estava tão desesperadamente feliz que estava disposta a enfrentar tudo e todos. Só que aí eu à vi pela primeira vez, tão linda e indefesa que decidi não contar a verdade e… – Antes que eu conseguisse completar a frase, senti os lábios de German contra os meus, me beijando tão doce e calmamente que a única atitude que eu tive foi retribuir. Eu não conseguia pensar em nada coerente nesse momento, estava tão feliz que nada mais importava além de nós dois.
POV – German Castillo
Eu não conseguia escutar mais nenhuma palavra do que Angie estava dizendo, só conseguia pensar em como ela tinha sofrido bastante por minha culpa. Ela estava tão linda falando aquilo, que automaticamente meu corpo tomou uma atitude por mim, eu sentia que precisava dela mais do que podia suportar, precisava senti-la. A beijei calmamente, e percebi que de início ela ficou surpresa com o beijo mas logo retribuiu.
Não era um beijo qualquer, era o amor mais puro e genuíno que tínhamos provado na vida e precisávamos senti-lo de tão bom que era. Nos amávamos e tínhamos completa consciência do que fazíamos e afinal, a quem estaríamos prejudicando?!
Seus lábios se encaixavam nos meus perfeitamente, não tínhamos pressa nenhuma. Minhas mãos faziam um carinho em seu rosto macio enquanto as mãos dela faziam uma leve carícia na minha nuca, como eu pude viver tanto tempo sem ela? Eu a queria, queria de um jeito que não conseguia nem descrever. Terminamos o beijo com pequenos selinhos carinhosos enquanto nossas testas continuavam coladas, fazendo que Angie ficasse ofegante e corada.
— Que bom que estamos bem Angie, de agora em diante vamos esquecer o passado e viver apenas o presente que já está sendo maravilhoso e sabe por que? Por que se estou com você tudo é perfeito, bom e real e nada lá fora importa. Eu te amo Angie. — Terminei de falar e percebi que ela me olhava atenta, seus olhos verdes tinham um brilho unicamente lindo. Angie estava calada há alguns minutos, apenas me fitando e a partir de agora eu já não sabia mais o que podia acontecer, o nervosismo já me inundava.
— Angie? — A chamei preocupado, o medo da rejeição ainda estava presente em mim. Ela saiu do transe e piscou algumas vezes, abrindo um sorriso lindo em seguida.
— Eu só tenho a agradecer por ter você ao meu lado, e nada e nem ninguém vai nos separar! E o mais importante que eu tenho para dizer neste momento é que te amo e isso sempre vai superar tudo! — Angie falou gesticulando rapidamente e com um sorriso em seu rosto.
Não conseguia acreditar, Angie também me ama e falou isso sem enrolar, mudar de assunto ou inventar qualquer desculpa! Céus, como eu tô feliz.
Coloquei minhas mãos no rosto dela e aproximei meus lábios dos seus, fazendo uma leve carícia, Angie fechou os olhos esperando que eu a beijasse. Quando eu realmente ia beijá-la, ouvimos um pigarreio insistente e nos separamos assustados.
Ficamos em pé, um pouco envergonhados.
— Vilu, o que está fazendo aqui? — Angie perguntou um pouco desconcertada e sorrindo de canto. Violetta estava a duas fileiras à frente de distância nos observando com um enorme sorriso que denunciava que ela tinha escutado alguma coisa.
— É que todos foram embora e já tá meio tarde, então eu vim procurar vocês. Mas já percebi que estão muito ocupados – Violetta disse sem tirar o sorriso do rosto e nos a acompanhamos sorrindo junto. – E então?? — Nos olhou arqueando a sobrancelha, insinuando algo.
— Então o que? — Me fiz de desentendido e ouvi um risinho de Angie, Violetta deu ombros ainda nos olhando estranha, porém sua felicidade era notável. Resolvi falar a verdade – Vilu, eu e Angie nos acertamos…
Violetta arregalou os olhos e veio correndo até a gente nos abraçando forte.
— Parabéns, eu tô muito feliz que isso tenha acontecido! Era o que eu mais queria… – Falou animada e Angie sorriu, beijando sua testa. – Então, que tal a gente sair pra jantar e comemorar? — Perguntou com seus olhinhos brilhando, se desafazendo do abraço e sorrindo.
Olhei para Angie e ela concordou rapidamente.
— Sim, é uma ótima ideia — Murmurei – Vamos?
— Sim!! — Responderam ambas em uníssono.
Eu e Angie entrelaçamos as mãos e Vilu foi do outro lado, abraçando a tia.
Agora sim a família finalmente estava completa.
(…)
POV – Angeles Saramego
“ Cada vez que pienso en vos
Fue amor, fue amor
Cada vez que pienso en vos
Fue amor, fue amor ’’
Terminei os últimos acordes da música, que eu tinha feito há alguns dias pensando no German e em tudo que tinha acontecido até agora. Estava tão distraída tocando e cantando Fue Amor, que só percebi depois de algum tempo que meu celular vibrava. Coloquei o teclado ao lado do guarda-roupa e me joguei na cama pegando meu telefone euforicamente.
Vi que era uma mensagem do German, que dizia:
“Angie tenho uma surpresa pra você, abra a porta! – German C.’’
Não consegui evitar um sorriso involuntário que dominou meu rosto rapidamente, sem está calçada saí do meu quarto rapidamente, desci as escadas tropeçando nos meus próprios pés e quase levei uma queda. Cheguei até a porta e antes de abri, dei uma ajeitada rápida no meu cabelo e em seguida abri a porta me surpreendendo ao ver German ali, vestido com um lindo terno cinza, segurando um buquê de rosas vermelhas – minhas favoritas, diga-se de passagem.
— Entra – Falei sorrindo, dando espaço para ele passar. Assim que ele o fez, eu liguei a luz da sala e fechei a porta me virando para fitá-lo.
German não parava de me olhar, o que fez com que eu corasse fortemente.
— Te acordei? — Indagou sorrindo torto e eu neguei com a cabeça um pouco envergonhada por está de pijama ( camiseta preta, moletom velho preto também e um hobbie rosa pink ) – Desculpa a hora, mas é que eu não ia aguentar até amanhã pra te ver. Patético não?
— Não, não é patético. Na verdade é lindo o que disse – Murmurei emocionada, sentindo um sorriso bobo no meu rosto.
— Pra você, são as suas preferidas que eu sei. – Disse sorrindo galanteador e eu peguei o buquê o colocando em um jarro com água.
— Você sabe que não precisa se incomodar. — Senti minha voz embargar como se eu fosse chorar de alegria a qualquer momento. Eu não podia está mais feliz, finalmente German e eu nos demos uma chance, ele entendeu que Violetta tinha que seguir sua verdadeira vocação e entre nós não existia mais mentiras. Estava tudo bem.
— Na verdade eu também trouxe isso – German tirou de dentro do paletó uma caixa aveludada retangular e eu arregalei os olhos.
— German, não… — Antes que eu pudesse dizer alguma coisa ele sorriu me incentivando a abrir, não acreditava no que eu estava vendo. Era um colar posicionado bem no meio da caixinha, tinha uma corrente delicada banhada a prata e uma pequena esmeralda em formato de gota como pingente. Também em cada lado do colar havia um brinco do mesmo jeito do colar, nunca tinha visto algo tão lindo.
Fiquei olhando para aquele lindo presente durante algum tempo, emocionada. Respirei fundo contendo o choro e German logo quebrou o silêncio.
— Então você gostou? — Indagou me fitando e eu assenti sorrindo – Quando eu comprei o conjunto eu lembrei dos seus olhos que são da cor da esmeralda, só que tão lindos e brilhantes quanto. — German falava calmamente, ele me virou de costas e tirou o colar da caixa pondo cautelosamente no meu pescoço e em seguida depositando um beijinho ali fazendo que eu me arrepiasse levemente. Deus o que eu tinha feita pra merecer esse homem? Coloquei a caixinha na mesa de centro, e me virei para ele ainda sem dizer nada, mordi meu lábio inferior me aproximando ainda mais.
German encurtou a distância entre a gente colocando suas mãos em minha cintura, e eu sorri boba envolvendo minhas mãos em sua nuca e lhe beijando logo. O beijo era delicado e romântico, senti meus lábios sendo esmagados contra os seus em um misto de desejo, amor, saudade e outros sentimentos que tínhamos e que estavam reprimidos durante muito tempo.
Ficamos sem ar, e optamos por nos separar com pequenos selinhos molhados.
— Eu. Te. Amo – German disse entre um selinho e outro, me fazendo rir abafado.
— Te amo mais – Murmurei baixinho e em seguida voltei a beijá-lo com intensidade. Nesse momento eu só pensava em ser de German Castillo.
POV – Geral
Ambos se queriam e isso era evidente, a medida que o beijo ia avançando German e Angie ficavam mais nervosos sem acreditar que aquilo era real. As mãos de German brincavam com a fina cintura da moça loira, enquanto as línguas de ambos faziam uma dança sexy.
German tomou uma atitude rapidamente, e pegou Angeles no colo subindo com ela para o quarto, tropeçando em alguns degraus durante o percurso. Entraram no quarto sem parar o beijo e ele logo a deitou na cama de casal, sentando — se ao lado de Angie. Ele parou o beijo, acariciando o rosto delicado da namorada que logo fechou os olhos aproveitando aquele leve carinho.
— Linda – German sussurrou no ouvido de Angie fazendo ela sorrir e lhe devolver o ato com um breve selinho no final.
Sem aguentar, voltaram a se beijar, um beijo rápido que exigia mais dos dois, um beijo cheio de volúpia e desejo. German rapidamente se pôs em cima dela, ainda a beijando. Aproveitou e pressionou seu volume já aparente contra a intimidade de Angie, fazendo com que ela soltasse um gemido dengoso entre o beijo. O moreno parou de beijá-la e cuidadosamente retirou o hobbie rosa que ela usava, deram mais alguns selinhos e o paletó de German já não estava mais em seu corpo, Angie também foi rápida ao abrir a blusa social preta que ele usava a jogando longe e aproveitando para acariciar o peitoral sarado de German.
A calça de moletom da loira agora não era mais um problema, e logo ela já estava sem a camiseta também. German parou por um instante, para poder admirar Angeles seminua ali na sua frente. Parecia mais um anjo.
Ele começou a depositar beijinhos na barriga chapada de Angie, e foi subindo os beijos até chegar no busto ainda coberto pelo sutiã branco rendado. A olhou como se pedisse permissão para continuar e ela ansiosa, logo assentiu. German com cuidado, retirou o sutiã de Angeles o jogando do outro lado do quarto, e beijou levemente o mamilo esquerdo da loira que arqueou as costas em resposta.
German abocanhou o seio esquerdo, e apalpou o outro fazendo tudo o que tinha direito levando Angie a loucura. Ambos não tinham pressa alguma, mas o desejo que sentiam parecia está os consumindo tão rapidamente quanto um incêndio, eles queriam e precisavam se sentir logo. Não demorou muito para que ambos estivessem sem roupa alguma, entre carícias e beijos ela envolveu as pernas no quadril de German e ele traçou o caminho da vagina com seu pênis ereto encontrando sua entrada e a penetrando lentamente. Angie segurava o rosto de German sem desviar o olhar dele nem por um segundo, os corpos se encaixavam perfeitamente.
Os movimentos eram lentos, mas Angie não deixava de gemer por nenhum instante de tamanho prazer que sentia – Ela precisava dele, mais do que imaginava – As estocadas foram aumentando gradativamente, os corpos faziam um movimento único que se misturava com os gemidos de Angeles e German ecoando pelo quarto. Estavam quase lá, o barulho que faziam era como música para os ouvidos de Angie que há tanto tempo tinha imaginado o momento.
Inverteram as posições, fazendo com que a jovem loira se movimentasse o mais rápido possível. Atingiram o orgasmo juntos, fazendo com que Angie rebolasse o quadril lentamente mais algumas vezes antes de cair exausta em cima do homem moreno, que estava tão suado e ofegante quanto a namorada. German acarinhou as costas dela, e puxou o lençol branco florido para cobri-los.
Já Angie escutava o coração de German bater no mesmo ritmo do seu, ficaram em silêncio total esperando as respirações se acalmarem. Era um momento perfeito e só deles, onde não queriam falar nada para não estragar o clima fofo que tinha se formado ali, afinal eles já tinham dito tudo com as atitudes e não seria mais necessário usar as palavras.
Não ali, não agora.
POV – Angeles Saramego
2 anos Depois.
Sevilha.
O Festival De Sevilha esse ano estava sendo um sucesso, tínhamos um público muito grande e os alunos estão arrasando, já estava quase no final. A última música era Crecimos Juntos, com todos os meus alunos talentosos, eu tinha muito orgulho de ser a professora dos alunos mais talentosos com quem já trabalhei no Studio. Eu estava muito feliz pois todos conseguiram se superar nesse festival, tinham uma energia muito boa que foi transmitida para o público do início ao fim, não poderia ter sido melhor.
“ Y juntos ya llegamos al final...’’ – Todos cantaram o último verso da música com um sorriso no rosto e eu não consegui deixar de evitar uma lágrima de emoção cair. Esse era o encerramento do último ano deles no Studio e eles já estavam profissionais.
Enquanto papel prata caia do cenário para eles, a plateia os aplaudia MUITO, muito mesmo e de pé. Todos merecem, tinham se saído muito bem. Violetta e Leon se abraçaram e deram um beijo rápido fazendo o público ir ao delírio com aquele gesto simples, eu torço muito por eles e desejo toda a felicidade mais pura desse mundo.
German que estava do meu lado, ficou tenso querendo fuzilar Leon e eu não consegui evitar o riso. Apesar de Violetta já ter 19 anos, ele a considerava uma criança de 5 anos, o que chegava a ser engraçado. Mas eu sabia que, ele só queria cuidar dela.
Eu, German, Beto, Pablo e Brenda fomos para o palco e fomos muito aplaudidos também, agradecemos ao público sorrindo e logo eu percebi que todos se afastaram sobrando apenas eu e German, um de frente para o outro e Vilu no nosso meio.
Violetta sussurrou alguma coisa para German e se afastou sorrindo com uma carinha de quem tinha aprontado, ele pegou alguma coisa no seu bolso e logo eu vi que era uma caixinha aveludada vermelha. O olhei confusa, mas já sabia o que aquilo significava. Pisquei algumas vezes e German caminhou uns dois passos ficando um pouco mais perto, em seguida ele se ajoelhou.
Senti meu coração acelerar, e eu ainda não conseguia acreditar no que estava acontecendo.
— Me daria a honra de passar o resto da sua vida comigo?- Ele abriu a caixinha revelando um lindo anel dourado com uma pequena e delicada esmeralda em cima. Fiquei hipnotizada, todos me olhavam ansiosos por uma resposta. Não conseguia raciocinar, sério que ele estava me pedindo em casamento?
— Angie? — German me chamou um pouco preocupado, tirando-me do transe que eu estava.
— Sim, sim! Quero passar o resto da minha vida ao seu lado. — Exclamei em um tom surpreso e emocionado ao mesmo tempo. German comemorou e todos voltaram a nos aplaudir, enquanto tocava o refrão Algo Se Enciende no playback acústico. Violetta pegou no braço de German e no meu, nos juntando fazendo que dessemos um abraço apertado.
Nos afastamos um pouco fitando um ao outro com sorrisos que mal cabiam nos rostos, e em seguida nos beijamos calmamente.
— Queria que isso não terminasse nunca – Murmurei sorrindo e ele sorriu junto.
— Não tem por que terminar – German disse ainda sob os aplausos histéricos de nosso público que tinha ido ao delírio. Ele me abraçou de lado enquanto eu sorria, não conseguia por um minuto tirar o sorriso do rosto. Nos separamos e ele me puxou para irmos a frente, e eu ri ainda mais surpresa. Olhei de relance e vi que todos estavam tão felizes quanto eu, percebi que Vilu estava emocionada demais sendo abraçada por Leon e eles tinham sorrisos enormes.
Não tinha como o Festival ter terminado melhor.
(…)
Buenos Aires – Alguns Meses Depois.
En tus ojos no hay secretos, yo lo puedo ver.
Siempre tienes la palabra, que me hace sentir bien.
Que dificil fue querernos, y volvernos a querer.
Si el amor es verdadero, todo puede suceder.
Eu estava na mansão, mas precisamente na sala encostada na escada esperando meu marido chegar — Céus, como isso soa bom – e como eu estava sem nada para fazer, fiquei observando Vilu e Leon e em como era perceptível o amor deles. Ambos estavam sentados no sofá, assistindo um filme; ora riam, ora brincavam e ora se beijavam. Eram lindos juntos e eu tinha certeza que teriam uma história tão bela quanto a minha e a do German.
Eu estava tão distraída os observando carinhosamente, que nem percebi German chegando por trás e me abraçando. De início tomei um leve susto, mas logo relaxei em seus braços fortes.
— Oi amor – Ele sussurrou no meu ouvido o mordiscando em seguida me deixando arrepiada. Ri abafado com aquilo.
— Olá querido, ainda não acredito que veio aqui antes da reunião importante que você tinha, com a desculpa de me ver só para vigiar Vilu e Leon – Sussurrei de volta em um tom brincalhão e fingi ficar séria.
— Haha, você tá muito engraçadinha não é Srta. Castillo – German ironizou me apertando contra ele e eu ri, revirando os olhos e mordendo meu lábio inferior.
— Está na hora de começar a dividir esse amor – Desdenhei fingindo está brava.
— Mas eu sei dividir meu amor; divido com você, com a Vilu… — Tentou contar encostando o queixo no meu ombro e eu ri abafado, saindo do abraço para olhá-lo melhor.
Quédate junto a mí, paso a paso en el camino.
Voy hacerte feliz, y que el miedo esté prohibido.
Abrázame y verás, que eres lo que necesito.
Y no encuentro la manera de decir, que le das luz a mi vida
Desde que te vi
— Na verdade eu quero saber se você vai dividir seu amor comigo também papai – Falei imitando uma vozinha infantil, colocando as mãos na minha barriga por cima da blusa branca florida. German me olhou surpreso e sem reação, arregalando as imensidões de chocolate que eu tanto amava.
— Angie… isso é sério? — Perguntou alternando os olhares entre mim e a minha barriga.
— Sim meu amor, esse é o seu presente de aniversário adiantado – Disse sem evitar de sorrir, e German sorriu junto, veio até mim e se abaixou beijando minha barriga por cima da blusa.
— Oi bebê, eu sou o seu papai e já te amo muito. Ah, sua mãe me enganou direitinho, mas saiba que você tem uma família linda esperando por você! — German murmurava pra minha barriga e eu só conseguia sentir algumas lágrimas de felicidade, descendo pelo meu rosto e eu tratei de enxugá-las rapidamente com a palma da mão. German depositou um beijinho na minha barriga e levantou-se me pegando no colo e me rodopiando, me dando vários selinhos fazendo que eu risse um pouco alto.
Ahora tomame la mano, no quiero esperar.
Siento el viento en nuestras alas, vamos a volar.
Y que bién si siente amarte, cuando a mí lado estás.
Y que hermoso es mirarte, y abrazarte una vez más.
German logo beijou meus lábios calmamente, um beijo casto e cheio de amor. Nos separamos com pequenos selinhos e ele tomou ar e logo falou.
— Angie, eu mal consigo acreditar que eu vou ser pai novamente! Eu não podia está mais feliz – German tinha um olhar feliz e eu adorava vê-lo assim – Mal posso esperar para contar para Vilu que ela vai ter um irmãozinho ou uma irmãzinha, ela sempre quis, sabe. — German segurava minha cintura.
— Tenho certeza que Vilu vai adorar a notícia – Falei o abraçando, percebi que German já ia chamar ela para contar e o contive – Acho melhor contarmos na hora do jantar
— Você tem razão! — Ele murmurou me abraçando também e beijando o topo da minha testa – Você me faz o homem mais feliz do mundo Angeles Castillo!
Não consegui evitar de sorrir
— Você também me faz a mulher mais feliz do mundo German Castillo – Falei calmamente e nos beijamos em seguida.
Quédate junto a mí, paso a paso en el camino.
Voy hacerte feliz, y que el miedo esté prohibido.
Abrázame y verás, que eres lo que necesito.
Y no encuentro la manera de decir, que le das luz a mi vida
Desde que te vi…
Há exatamente 3 anos atrás eu achava que tudo que estava acontecendo aqui era basicamente impossível, por German ser meu cunhado e por ter todos os medos e preconceitos de sempre, porém German passou por cima de todos os medos e todas as barreiras existentes apenas para ficar ao meu lado. Posso falar que hoje, eu sou uma mulher feliz e realizada, e claro não posso esquecer que tenho a melhor família de todas, tenho um marido amoroso, uma sobrinha maravilhosa e agora também vou ser mãe. Podemos ter desavenças, mas sempre nos perdoamos do melhor jeito possível.
E com German não é diferente, todo casal briga – e isso é perfeitamente normal numa relação, acredite – mas sempre nos reconciliamos do melhor jeito; na cama. O importante era que nos amávamos e mesmo há 3 anos antes, já tínhamos nos aceitado com nossas virtudes e nossos defeitos. Bom, e isso não quer dizer que seja um final, não é o final de uma linda história amor, até por que minha história com German vai muito além disso. E talvez não seja o final perfeito, mas para mim é o melhor final que poderia existir. É o meu final perfeito!
E eu Angeles Castillo, sou eternamente grata à Deus por ter colocado German e Violetta na minha vida, pois foi com eles que eu conheci o verdadeiro significado da felicidade.
Y no encuentro la manera de decir, que le das luz a mi vida.
Desde que te vi …
Fim!
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