Notas iniciais
Como vocês já sabem, isso aqui é um tentativa de uma fic de comêdia romântica, porém o capitulo incial vai ser um pouco... "tenso" mas creio que logo as coisas tomaram rumo bem "happy's"... enfim.
Não sei explicar-me bem... boa leitura e espero que gostem.

- Oh, querida! Por favor, não me olhe assim! Lá eles irão cuidar melhor de você – beijou a face da garota à sua frente que lhe olhava com um brilho de esperança nos olhos, como se esperasse que de última hora, sua mãe iria lhe abraçar e diria que não deixava que levassem sua amada filha embora.

- Mas mamãe, eu não sou louca! A senhora acredita em mim não é? – perguntou à mulher que naquele momento deixava que as lágrimas banhassem o rosto.

O abraço veio, porém não vieram as palavras que a garota tanto esperava.

- Claro que acredito querida... Só que veja: Pense que será por pouco tempo, sim? Logo você voltará pra casa – e novamente abraçou a filha que naquele momento perdera todas as esperanças de se livrar do inferno que sabia que logo entraria: um hospício.

E foi aquele quadro que aquele homem, que era para ser seu “pai” apreciava quase com um ar de como já tinha visto aquela cena várias vezes. Marine, sua esposa se despedia da filha, Yoko, que nem iria para um hospício de verdade... Era mais como... Uma “pensão” feita para adolescentes problemáticos que sua família administrava.

O inverno já estava quase no fim, e logo as primeiras flores apareceriam no chão com gelo derretido. Se fosse no ano passado, aquilo iria trazer à Yoko raiva, por algum motivo ela não gostava dessa época do ano, talvez por que primavera era o tempo de fartura... do amor!

Que espécie de sentimento era aquele que fazia aos “enamorados” parecerem um bando de cães que babão assim que veem o dono chegar, no caso aos seus amados?

"Ô coisinha nojentinha é essa de amar. Nunca vi maior babaquice do que essa."

Odiava o amor, odiava a primavera, as pessoas, os cães, os babacas, os enamorados, sua família, o tio da pipoca lá da praça, o tio da sorveteria ao lado!

Se bem que... o tio da sorveteria sempre lhe dava um desconto quando ia com as amigas pra lá. É, então ela não odiava o tio da sorveteria.

“Desculpa aí, tio! É que eu tô com raiva, e acabo pensando coisa que não e verdade” pensou como se o cara da sorveteria fosse escutar seus pensamentos lá de onde ele estivesse.

De todas formas, o que ela mais estava odiando era a situação em que se encontrava e o pai, que a fazia estar em situações como aquela.

Ela não era louca, mas todos ali diziam que era. Ninguém acreditava nela!

Nem a própria mãe! Merda! Aquele homem fez a cabeça dela só pode!Se não ela não iria parar um hospício.

A paisagem passava diante dos seus olhos rapidamente, a cabeça encostada no vidro e os fones de ouvido tocando uma música qualquer.

Como se não bastasse ficar longe todos os seus amigos, dos seus pais, da sua casa e ter que passar a conviver com desconhecidos praticamente, teria que estudar numa escola que segundo as fotos que ela viu na internet não lhe agradou nem um pouco.

Shiro, o pai de Yoko, soltou um suspiro pesado ao ver que se aproximavam do seu destino. Logo, logo, sua única filha sairia daquele carro e entraria na pensão e quando voltasse, já não seria mais sua criança.

Essa era a única coisa que não lhe fazia voltar atrás. Sua garotinha entraria lá como mais uma criança rebelde e voltaria uma mulher, pronta para enfrentar tudo de cabeça erguida, sem medo, sem perder a pose, sem causar problema e/ou desordens em sua própria vida ou nas dos outros.

Nisso parou o carro em frente à casa que mais tarde Yoko iria morar, travou as portas quando viu que ela estava para sair do carro, recebendo um olhar indignado e interrogativo da filha.

- Olha... Eu sei que deve estar pensando que sou um monstro e qu-

- Então me deixe parar de apenas pensar: Você. É. Um. Monstro. Sem. Coração. – falou pausadamente a garota tentando se controlar. – EU NÃO SOU LOUCA!

- Cale-se, sim? Gritando assim não vai convencer ninguém! Escute aqui, querida: Eu sei que você acha que sou o pior pai do mundo por estar te colocando aqui, mas quero que entendas que estou fazendo isso para o seu bem.

- Pronto? Acabou seu discursinho de bom pai? – recebeu um olhar bravo do homem e pouco se importante continuou: — Sabe, por que ele não convence mais ninguém. Agora quer parar de sacanagem comigo e destravar a porra da porta para eu sair e acabar mais cedo com essa merda de história?

- Olha a boca garota!

- Não! Olhe aqui você: Sempre querendo dar uma de bonzinho e tal. Você nem se preocupa mesmo comigo, então pra quê fingir? Mamãe não está aqui, nesse caso serei franca: Acabe logo com esse teatro que montou de “família feliz”, por que não sei quanto a você, mas nem eu nem a mamãe estamos felizes do jeito que as coisas estão! – falou com uma cara indecifrável.

- O que quer que eu faça? O que eu fiz? – perguntou Shiro exasperado sem saber o que tinha feito para estar escutando aquilo da sua filha que só balançou a cabeça negativamente e destravou as portas.

Saiu do carro, pegou a bagagem do porta-malas e sem nem olhar para pai respondeu às perguntas dele:

- Eu não sei, se quiser saber alguma coisa, pergunte a Marine. Tchau Shiro!

Ainda tentando assimilar as palavras de Yoko, ele deu a marcha e saiu do local, deixando a pensão e a moça para trás.

Respirou fundo, com a finalidade de ter coragem para tocar a campainha.

Decidiu por fim acabar com aquele martírio e apertou na campainha uma, duas, três, quatro, cinco vezes! E nada de ninguém aparecer!

Escutou um “já vai” distante, ouviu passos correrem pelo piso de madeira e um ser pequeno, uma garotinha, apareceu tropeçando no próprio pé atrás da porta e quase caindo.

Ia perguntar se ela estava bem, porém não teve tempo, pois algo lhe acertou a cabeça com força, fazendo a Yoko desmaiar.

É, aquele período que passaria naquela casa não seria nada fácil para a jovem Yoko.

Notas finais
E então? Mereço reviews?Críticas? Elogios? Viram erros? Qualquer coisa podem falr, eu não me importo. ^^
BEijos e até a próxima. =)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.