I'll Be There For You
1 Capítulo 1
Notas iniciais
- Nós realmente precisamos dar um jeito nesse lugar. – Bo encarou a pia cheia de louças pra lavar e cesto de roupas sujas transbordando.
- Nós precisamos é de uma empregada. – Emma disse dando um gole em seu café. – Ou expulsar a Jane de casa. – a loira sorriu.
- Ei! Eu estou ouvindo isso! – Jane resmungou do sofá onde estava.
- É serio, Jane, você é a pior bagunceira de todas. – Bo andou ate ela e sentou ao seu lado.
- Ok, mamãe eu vou ajudar a arrumar a casa. Mas isso é um desperdício da minha folga.
- Da nossa folga, você quer dizer. – Emma reclamou.
- Vocês devia ser detetive particular como eu, minhas folgas são quando eu quero. – Bo sorriu.
- É, mas os seus casos sãos os mais loucos. – Jane zombou.
- Alguem tem que fazer isso. – Bo se defendeu.
- Não nós. – Emma sentou ao lado das duas.
- Ok ok senhoras da lei, fiquem com suas investigações sobre gente morta que eu cuido do vivos.
Jane e Emma franziram os olhos pra Bo. Trabalhar na homicídios era realmente frustrante, as vezes, pois o mal já estava feito quando elas chegavam na cena do crime. Emma abriu a boca para protestar, mas foi interrompida pelo som do seu celular e o de Jane tocando ao mesmo tempo.
- Swan. – Emma disse atendendo o telefone.
- Rizzoli.
- Sim, claro. Estarei ai em um minuto. – As duas disseram ao mesmo tempo.
- Então senhora “eu tenho folga quando quiser” acho que a arrumação da casa vai ficar por sua conta. – Jane disse para Bo e ela e Emma sorriram.
- Homicídio na prefeitura, precisamos de todo o pessoal possível. – A loira explicou.
- Espera... vocês estão indo pra prefeitura? Então vão encontrar com a prefeita? – Bo perguntou animada.
- Provavelmente. – Emma disse sem interesse.
- Ai meu deus aquela mulher é perfeita!
- Você não vai com a gente. – Jane advertiu.
- Mas...
- Não. – Emma completou. – E alem disso a prefeita nem é tudo isso. Eu acho ela meio arrogante na verdade.
- Bom, ela podia ser arrogante na minha cama. – Bo sorriu.
- E é por esse comentário que você não vai de jeito nenhum. – Jane disse vestindo seu casaco. – vamos Emma?
***
Maura e Lauren chegaram na prefeitura o mais rápido que podiam, por coincidência as medicas estavam juntas quando receberam a ligação sobre os homicídios na prefeitura de NY. Maura estava preocupada, porque ela amiga da prefeita e os assassinatos tinham ocorrido com pessoas muito próximas a ela.
- Maura... – Regina disse indo em direção a medica e a abraçando.
- Você está bem? – Maura disse preocupada.
- Estou... eu só... estou assustada...
- Esta tudo bem... tudo vai ficar vem...
- Maura, você já... – Jane ia dizendo quando entrou na sala da prefeita, mas parou ao ver a medica abraçada a ela.
Regina se afastou rapidamente se recompondo au se dar conta da presença das detetives e da outra medica.
- Detetive Rizzoli. – Jane disse apertando a mão de Regina com firmeza. – Essa é minha parceira. Detetive Swan. – Gesticulou para Emma que também cumprimentou a prefeita.
- Não se preocupe, nós vamos descobrir quem fez isso. – Emma disse encontrando os olhos aflitos de Regina.
- Obrigada, detetive Swan.
- Jane, temos dois corpos, você e Lauren podem analisar a cena do auditório, Emma e eu cuidamos do que está na sala da prefeita. – Maura propôs.
- Hum... tudo bem... – Jane disse a contra gosto.
***
- Qual é a da Maura com a prefeita? – Jane disse a Maura assim que entraram na sala de reuniões.
- Elas são amigas ha muito tempo. – A medica disse reprimindo um sorrisinho. – Por que a pergunta, Jane? Ciúmes da Maura?
- Por que eu teria ciúmes da Maura? – Jane resmungou. – Vamos parar de conversar e resolver esse caso.
***
- Maura, os corpos já estão a caminho do laboratório. – Lauren disse entrando na sala da prefeita.
- Ok, eu vou demorar mais um pouco aqui. Você pode cuidar de tudo enquanto eu não chego.
- Posso. – Lauren sorriu pra outra medica. – Ah... e Emma, Jane está precisando de você.
- Certo. – Emma disse se levantando. Ela tinha passado um longo tempo falando com a prefeita coletando informações necessárias e algumas não tão necessárias assim. – Prefeita, mais uma vez, não se preocupe nós vamos descobrir quem fez isso e também cuidar da sua segurança.
- Obrigada, Emma. – Regina disse com um meio sorriso.
Lauren e Emma saíram deixando Maura e Regina sozinhas. – Eu vou ter que fazer uma declaração sobre isso.
- Regina, isso pode esperar.
- Não, não pode... eu sou a prefeita é minha responsabilidade.
- Eu vou com você então.
- Obrigada, Maura.
- Amigos são pra isso.
***
- O que você está fazendo aqui? – Jane ergueu o olhar para Bo assim que ela entrou em sua sala.
- Quanta educação, Rizzoli. – Bo a provocou.
- Desculpe... eu estou tão sobrecarregada...
- Por isso eu estou aqui.
- Como assim?
- A policia de NY me contratou como serviço especializado.
- Otimo, então aquela pilha de documentos é sua.
- Jane, o laudo da substancia encontrada nas cenas do crime já saiu. – Lauren disse entrando na sala. – Hum... desculpe eu não sabia que você estava ocupada.
- Não, tudo bem. – Jane sorriu. – Ela é minha colega de apartamento.
- E detetive particular. – Bo acrescentou.
- Isso também. De fato ela está aqui para nos ajudar, Lauren.
- Ótimo. – Lauren sorriu para Bo entregou o documento para Jane. Logo em seguida saiu da sala.
- Essa que é a sua medica? A que a Emma me falou?
- Como assim a minha médica, eu não tenho medica alguma. – Jane disse zangada.
- Ok, ok, vou reformular a pergunta. Essa que a medica que segundo a Emma você só vive junto?
- Não. – Jane disse com descaso enquanto folheava os resultados. – Essa é a Lauren, minha amiga é a Maura, embora eu seja amiga das duas. Por que todo mundo acha que Maura e eu temos alguma coisa? Nós somos só melhores amigas. Só isso.
Bo não reprimiu o sorriso. – Então... essa Lauren. Qual é a dela?
- Pra sua felicidade ela gosta de garotas, pra sua infelicidade ela já tem uma namorada.
- Isso não é um problema.
- Bo!
- O que? Nem todo mundo vive só para o trabalho como você, Jane.
- Você acha mesmo que eu só vivo para o trabalho?
- Sim. Quando foi a ultima vez que você saiu com alguém? Emma e eu não contamos.
- Eu...
- Viu, você nem se lembra! Se você gosta mesmo dessa Maure, deveria chamar ela pra sair.
- Mas ela é uma mulher... e minha amiga.
- Isso não seria um problema pra mim. – Bo sorriu, — Ok, talvez a parte da amiga, porque eu nunca chamaria você ou Emma pra sair.
-Ahh... obrigada pela sinceridade. – Jane disse e as duas começaram a sorrir.
- Espero que as risadas signifiquem que já resolveram o caso. – Emma disse entrando na sala.
***
- Você tem certeza que eu não incomodo? – Regina disse ao entrar no quarto de hospedes da casa de Maura.
- Não, de maneira nenhuma. – Maura sorriu para a prefeita.
Regina sentou na cama de repente se sentindo muito cansada de todo aquele dia maluco.
- Vai ficar tudo bem. – Maura disse sentando ao lado da morena e passando o braço em volta do seu ombro.
- E se eles vierem atrás de mim?
- Eles não vão... e se vierem, nós temos dois policiais la fora.
- Obrigada, Maura.
- Pare de agradecer. Não é nada. – As duas sorriram e então se abraçaram mais uma vez.
- Maura... – Jane congelou onde estava ao ver Maura abraçada a prefeita, já era a segunda vez que ela as encontrava juntas.
- Jane. – Maura disse ficando de pé. – Alguma novidade sobre o caso?
- Hum... sim. Podemos conversar la fora?
- Claro.
As duas foram ate a cozinha. – O que ela está fazendo aqui?
- Eu não podia deixar ela ir pra casa sozinha.
- Ela pode ser suspeita, Maura.
— O que? – Maura disse com indignação. – Ela não fez nada, Jane. Ela tem um álibi e você sabe muito bem disso.
- Ela não seria a primeira assassina com um álibi, Maura. Você não devia tê-la trazido para sua casa.
- E você não devia se meter no que não é da sua conta!
- Acontece que tudo que envolve você é da minha conta! – Elas gritavam uma pra outra em uma proximidade perigosa.
- Por que?!
- Porque eu amo você, Maura! Droga!
A expressão no rosto da medica se suavizou e ela recuou um passo para trás. – Quando você diz que me ama...
- Quer dizer que eu me preocupo com você, Maura. Você é minha melhor amiga. – Jane disse tentando consertar o que sua fúria e ciúmes tinham deixado escapar.
- Hum... – Maura disse dando as costas a detetive e fingido procurar algo na geladeira só para evitar o seu olhar. – Não se preocupe, Jane, eu conheço bem a Regina, ela nunca faria algo assim.
- Se você diz. – Jane abriu a boca para falar mais alguma coisa, mas nessa hora a campainha tocou. Maura foi ate a porta.
- Emma?
- Oi Maura... – Emma parou quando viu que Jane estava lá. – Jane, mandaram você também?
- Não... eu vim falar com a Maura... espera, porque mandaram você pra cá?
- Bom, a prefeita está aqui não está?
- Sim. – Maura respondeu.
- Todo mundo está louco la na delegacia. – Emma começou a explicar. – Vazaram algumas informações e... todos estão sabendo que houve um atentado a vida da prefeita.
- O que? Como isso vazou? – Jane disse preocupada. – Nós já chegamos a conclusão de que o alvo era ela?
- Bom, já. Você saberia disso se tivesse atendido o telefone.
- Desculpe... eu precisei de um tempo.
- É, Bo me contou.
- Por que a Bo tem que te contar tudo? – Jane franziu o lábio.
- Bom, nós nos preocupamos com você, Jane.
- Eu perdi alguma coisa? – Maura disse erguendo a sobrancelha.
- Não! Não é nada. – A detetive morena se apressou em dizer. – Bom, já que Emma está aqui, então você está segura. Eu vou pra casa.
- Você tem certeza, Jane? – Emma perguntou. – Se você quiser pode ficar aqui pra fazer a segurança da prefeita.
- Não, obrigada.
***
- Já são quase dez da manhã. Onde estão aquelas duas? – Bo disse nervosa, andando de um lado para o outro na sala de Jane.
- Elas devem estar chegando. – Lauren tentou acalmá-la.
- Eu já interroguei muita gente sabe, mas não nos moldes da policia de NY.
- Eu nem quero imaginar o seus métodos. – Lauren brincou tentando acalmar a detetive.
- Você falando assim parece que tem medo de mim. – Bo sorriu.
- Nem um pouco. – Lauren sustentou o olhar da outra.
- Mesmo? – Bo se aproximou da loira, ficando com os lábios apenas alguns centímetros longe dos dela.
- Não faça isso...
- Por que?
- Porque eu não vou conseguir resistir...
- Essa é a ideia. – Bo apenas arrastou seus lábios de encontro aos da medica.
- Eu não posso... – Lauren disse ofegante.
- Mas eu posso. – A morena disse selando seus lábios aos da medica em um beijo intenso e cheio de paixão.
- Bo... por favor... pare... – Lauren tentava formular um pensamento coerente enquanto a detetive beijava seu pescoço.
- Não... eu estou esperando desde ontem quando eu te vi entrar nessa sala pra fazer isso... – A morena voltou a beijar a loira.
- Desculpe o atraso... – Jane disse entrando na sala. – hum... ah.. desculpem... – ela disse saindo e fechando a porta atras de si. – Mas que droga, porque eu sempre chego nos lugares em momentos inapropriados? – resmungou indo em direção a sala de Emma.
***
- Serio Maura, antes do café da manhã? – Emma encarou o notebook da medica aberto em uma pagina de loja de sapatos.
- É bom para começar o dia! – Ela sorriu animada.
- Bom dia. – Regina disse entrando na cozinha e se juntando as outras duas.
- Você parece não ter dormido nada. – Maura disse preocupada.
- Eu vou ficar bem, Maura, não se preocupe. Você pode ir trabalhar.
- Tem certeza?
- Tenho.
- Eu cuido dela pra você, Maura. – Emma disse lançando um sorriso tranquilizador a medica.
- Ok. – Maura pegou sua bolsa e saiu. Logo o silencio se estabeleceu entra as duas que ficaram.
- Quais são as chances de eu poder sair de casa.
- Nenhuma. A casa esta cercada de paparazzis. E também seria perigoso.
- Eu sabia que essa seria a resposta. – Regina fez uma careta.
- Bom, vamos ter que nos contentar com a companhia uma da outra, porque também estou presa aqui.
- Desculpe por isso.
- Tudo bem, é o meu trabalho. E cá entre nós, acho que essa é a coisa mais agradável que eu já fui obrigada a fazer.
Regina sorriu e foi ate o sofá, segurando uma tigela de cereais. Emma logo a acompanhou. A morena ligou a TV e então Emma começou a rir. – O que foi?
- Nada... é só engraçado ver a toda poderosa prefeita de NY comendo cereais e vendo desenho de manhã.
- Eu não sou tão poderosa assim... – Regina disse colocando a tigela sobre a mesinha da sala. – pelo menos eu não me senti assim ontem... ainda não me sinto...
- Nós vamos pegar quem fez isso.
- Eu sei, eu confio em você, mas... as pessoas já perderam suas vidas. Por minha causa.
- Não é sua culpa. Você é vitima também, esse maluco que fez isso é o único culpado.
- Eu não sinto assim... eu os conhecia Emma. Eram meus seguranças... eu passei os últimos dois anos andando com eles para todo lugar.
- Eu sei que é horrível, mas ainda assim não é sua culpa. – Emma disse segurando a mão da prefeita. – Eu posso fazer uma pergunta?
- Pode.
- Por que eles estava na prefeitura e você não?
- Eu estava com um amigo.
- Mas eles não deviam estar com você, então?
- Sim, mas... eu meio que escapei deles. Eu achava tão horrível ser seguida 24h por dia, que as vezes tinha que fazer isso. Eu sei que parece idiotice agora.
- Não, não parece. Eu te entendo.
- Agora eu daria qualquer coisa pra que eles estivessem aqui... – A morena disse com lagrimas nos olhos.
- Sinto muito... – Por puro instinto Emma puxou a prefeita para os seus braços e ficou passando a mão por seu cabelo na tentativa de acalmá-la.
Pareceu um longo tempo ate que as lagrimas de Regina cessassem, por fim ela ergueu a cabeça encontrando os olhos verdes que a avaliavam cheios de preocupação.
- Acho que me consolar não faz partes das suas obrigações... – disse com um meio sorriso.
- Você não está me vendo reclamar está? – Emma sorriu.
- Acho que acabei de apagar toda a imagem de durona que você tinha de mim.
- Isso é verdade. – Emma sorriu e tocou gentilmente o rosto da prefeita.
- Obrigada por estar aqui comigo.
- Sempre que precisar.
Notas finais
PS: Titulo da fic referente a musica da abertura de Friends, porque apesar de ser um romance pretendo focar na amizade entre as personagens tbm :)
Fale com o autor