Notas iniciais
Mais uma fic que veio do nada na minha mente nesse domingo de tedio haha espero que gostem. Tem muitos personagens, não to muito acostumada com vários núcleos, mas vou tentar.

- Nós realmente precisamos dar um jeito nesse lugar. – Bo encarou a pia cheia de louças pra lavar e cesto de roupas sujas transbordando.

- Nós precisamos é de uma empregada. – Emma disse dando um gole em seu café. – Ou expulsar a Jane de casa. – a loira sorriu.

- Ei! Eu estou ouvindo isso! – Jane resmungou do sofá onde estava.

- É serio, Jane, você é a pior bagunceira de todas. – Bo andou ate ela e sentou ao seu lado.

- Ok, mamãe eu vou ajudar a arrumar a casa. Mas isso é um desperdício da minha folga.

- Da nossa folga, você quer dizer. – Emma reclamou.

- Vocês devia ser detetive particular como eu, minhas folgas são quando eu quero. – Bo sorriu.

- É, mas os seus casos sãos os mais loucos. – Jane zombou.

- Alguem tem que fazer isso. – Bo se defendeu.

- Não nós. – Emma sentou ao lado das duas.

- Ok ok senhoras da lei, fiquem com suas investigações sobre gente morta que eu cuido do vivos.

Jane e Emma franziram os olhos pra Bo. Trabalhar na homicídios era realmente frustrante, as vezes, pois o mal já estava feito quando elas chegavam na cena do crime. Emma abriu a boca para protestar, mas foi interrompida pelo som do seu celular e o de Jane tocando ao mesmo tempo.

- Swan. – Emma disse atendendo o telefone.

- Rizzoli.

- Sim, claro. Estarei ai em um minuto. – As duas disseram ao mesmo tempo.

- Então senhora “eu tenho folga quando quiser” acho que a arrumação da casa vai ficar por sua conta. – Jane disse para Bo e ela e Emma sorriram.

- Homicídio na prefeitura, precisamos de todo o pessoal possível. – A loira explicou.

- Espera... vocês estão indo pra prefeitura? Então vão encontrar com a prefeita? – Bo perguntou animada.

- Provavelmente. – Emma disse sem interesse.

- Ai meu deus aquela mulher é perfeita!

- Você não vai com a gente. – Jane advertiu.

- Mas...

- Não. – Emma completou. – E alem disso a prefeita nem é tudo isso. Eu acho ela meio arrogante na verdade.

- Bom, ela podia ser arrogante na minha cama. – Bo sorriu.

- E é por esse comentário que você não vai de jeito nenhum. – Jane disse vestindo seu casaco. – vamos Emma?

***

Maura e Lauren chegaram na prefeitura o mais rápido que podiam, por coincidência as medicas estavam juntas quando receberam a ligação sobre os homicídios na prefeitura de NY. Maura estava preocupada, porque ela amiga da prefeita e os assassinatos tinham ocorrido com pessoas muito próximas a ela.

- Maura... – Regina disse indo em direção a medica e a abraçando.

- Você está bem? – Maura disse preocupada.

- Estou... eu só... estou assustada...

- Esta tudo bem... tudo vai ficar vem...

- Maura, você já... – Jane ia dizendo quando entrou na sala da prefeita, mas parou ao ver a medica abraçada a ela.

Regina se afastou rapidamente se recompondo au se dar conta da presença das detetives e da outra medica.

- Detetive Rizzoli. – Jane disse apertando a mão de Regina com firmeza. – Essa é minha parceira. Detetive Swan. – Gesticulou para Emma que também cumprimentou a prefeita.

- Não se preocupe, nós vamos descobrir quem fez isso. – Emma disse encontrando os olhos aflitos de Regina.

- Obrigada, detetive Swan.

- Jane, temos dois corpos, você e Lauren podem analisar a cena do auditório, Emma e eu cuidamos do que está na sala da prefeita. – Maura propôs.

- Hum... tudo bem... – Jane disse a contra gosto.

***

- Qual é a da Maura com a prefeita? – Jane disse a Maura assim que entraram na sala de reuniões.

- Elas são amigas ha muito tempo. – A medica disse reprimindo um sorrisinho. – Por que a pergunta, Jane? Ciúmes da Maura?

- Por que eu teria ciúmes da Maura? – Jane resmungou. – Vamos parar de conversar e resolver esse caso.

***

- Maura, os corpos já estão a caminho do laboratório. – Lauren disse entrando na sala da prefeita.

- Ok, eu vou demorar mais um pouco aqui. Você pode cuidar de tudo enquanto eu não chego.

- Posso. – Lauren sorriu pra outra medica. – Ah... e Emma, Jane está precisando de você.

- Certo. – Emma disse se levantando. Ela tinha passado um longo tempo falando com a prefeita coletando informações necessárias e algumas não tão necessárias assim. – Prefeita, mais uma vez, não se preocupe nós vamos descobrir quem fez isso e também cuidar da sua segurança.

- Obrigada, Emma. – Regina disse com um meio sorriso.

Lauren e Emma saíram deixando Maura e Regina sozinhas. – Eu vou ter que fazer uma declaração sobre isso.

- Regina, isso pode esperar.

- Não, não pode... eu sou a prefeita é minha responsabilidade.

- Eu vou com você então.

- Obrigada, Maura.

- Amigos são pra isso.

***

- O que você está fazendo aqui? – Jane ergueu o olhar para Bo assim que ela entrou em sua sala.

- Quanta educação, Rizzoli. – Bo a provocou.

- Desculpe... eu estou tão sobrecarregada...

- Por isso eu estou aqui.

- Como assim?

- A policia de NY me contratou como serviço especializado.

- Otimo, então aquela pilha de documentos é sua.

- Jane, o laudo da substancia encontrada nas cenas do crime já saiu. – Lauren disse entrando na sala. – Hum... desculpe eu não sabia que você estava ocupada.

- Não, tudo bem. – Jane sorriu. – Ela é minha colega de apartamento.

- E detetive particular. – Bo acrescentou.

- Isso também. De fato ela está aqui para nos ajudar, Lauren.

- Ótimo. – Lauren sorriu para Bo entregou o documento para Jane. Logo em seguida saiu da sala.

- Essa que é a sua medica? A que a Emma me falou?

- Como assim a minha médica, eu não tenho medica alguma. – Jane disse zangada.

- Ok, ok, vou reformular a pergunta. Essa que a medica que segundo a Emma você só vive junto?

- Não. – Jane disse com descaso enquanto folheava os resultados. – Essa é a Lauren, minha amiga é a Maura, embora eu seja amiga das duas. Por que todo mundo acha que Maura e eu temos alguma coisa? Nós somos só melhores amigas. Só isso.

Bo não reprimiu o sorriso. – Então... essa Lauren. Qual é a dela?

- Pra sua felicidade ela gosta de garotas, pra sua infelicidade ela já tem uma namorada.

- Isso não é um problema.

- Bo!

- O que? Nem todo mundo vive só para o trabalho como você, Jane.

- Você acha mesmo que eu só vivo para o trabalho?

- Sim. Quando foi a ultima vez que você saiu com alguém? Emma e eu não contamos.

- Eu...

- Viu, você nem se lembra! Se você gosta mesmo dessa Maure, deveria chamar ela pra sair.

- Mas ela é uma mulher... e minha amiga.

- Isso não seria um problema pra mim. – Bo sorriu, — Ok, talvez a parte da amiga, porque eu nunca chamaria você ou Emma pra sair.

-Ahh... obrigada pela sinceridade. – Jane disse e as duas começaram a sorrir.

- Espero que as risadas signifiquem que já resolveram o caso. – Emma disse entrando na sala.

***

- Você tem certeza que eu não incomodo? – Regina disse ao entrar no quarto de hospedes da casa de Maura.

- Não, de maneira nenhuma. – Maura sorriu para a prefeita.

Regina sentou na cama de repente se sentindo muito cansada de todo aquele dia maluco.

- Vai ficar tudo bem. – Maura disse sentando ao lado da morena e passando o braço em volta do seu ombro.

- E se eles vierem atrás de mim?

- Eles não vão... e se vierem, nós temos dois policiais la fora.

- Obrigada, Maura.

- Pare de agradecer. Não é nada. – As duas sorriram e então se abraçaram mais uma vez.

- Maura... – Jane congelou onde estava ao ver Maura abraçada a prefeita, já era a segunda vez que ela as encontrava juntas.

- Jane. – Maura disse ficando de pé. – Alguma novidade sobre o caso?

- Hum... sim. Podemos conversar la fora?

- Claro.

As duas foram ate a cozinha. – O que ela está fazendo aqui?

- Eu não podia deixar ela ir pra casa sozinha.

- Ela pode ser suspeita, Maura.

— O que? – Maura disse com indignação. – Ela não fez nada, Jane. Ela tem um álibi e você sabe muito bem disso.

- Ela não seria a primeira assassina com um álibi, Maura. Você não devia tê-la trazido para sua casa.

- E você não devia se meter no que não é da sua conta!

- Acontece que tudo que envolve você é da minha conta! – Elas gritavam uma pra outra em uma proximidade perigosa.

- Por que?!

- Porque eu amo você, Maura! Droga!

A expressão no rosto da medica se suavizou e ela recuou um passo para trás. – Quando você diz que me ama...

- Quer dizer que eu me preocupo com você, Maura. Você é minha melhor amiga. – Jane disse tentando consertar o que sua fúria e ciúmes tinham deixado escapar.

- Hum... – Maura disse dando as costas a detetive e fingido procurar algo na geladeira só para evitar o seu olhar. – Não se preocupe, Jane, eu conheço bem a Regina, ela nunca faria algo assim.

- Se você diz. – Jane abriu a boca para falar mais alguma coisa, mas nessa hora a campainha tocou. Maura foi ate a porta.

- Emma?

- Oi Maura... – Emma parou quando viu que Jane estava lá. – Jane, mandaram você também?

- Não... eu vim falar com a Maura... espera, porque mandaram você pra cá?

- Bom, a prefeita está aqui não está?

- Sim. – Maura respondeu.

- Todo mundo está louco la na delegacia. – Emma começou a explicar. – Vazaram algumas informações e... todos estão sabendo que houve um atentado a vida da prefeita.

- O que? Como isso vazou? – Jane disse preocupada. – Nós já chegamos a conclusão de que o alvo era ela?

- Bom, já. Você saberia disso se tivesse atendido o telefone.

- Desculpe... eu precisei de um tempo.

- É, Bo me contou.

- Por que a Bo tem que te contar tudo? – Jane franziu o lábio.

- Bom, nós nos preocupamos com você, Jane.

- Eu perdi alguma coisa? – Maura disse erguendo a sobrancelha.

- Não! Não é nada. – A detetive morena se apressou em dizer. – Bom, já que Emma está aqui, então você está segura. Eu vou pra casa.

- Você tem certeza, Jane? – Emma perguntou. – Se você quiser pode ficar aqui pra fazer a segurança da prefeita.

- Não, obrigada.

***

- Já são quase dez da manhã. Onde estão aquelas duas? – Bo disse nervosa, andando de um lado para o outro na sala de Jane.

- Elas devem estar chegando. – Lauren tentou acalmá-la.

- Eu já interroguei muita gente sabe, mas não nos moldes da policia de NY.

- Eu nem quero imaginar o seus métodos. – Lauren brincou tentando acalmar a detetive.

- Você falando assim parece que tem medo de mim. – Bo sorriu.

- Nem um pouco. – Lauren sustentou o olhar da outra.

- Mesmo? – Bo se aproximou da loira, ficando com os lábios apenas alguns centímetros longe dos dela.

- Não faça isso...

- Por que?

- Porque eu não vou conseguir resistir...

- Essa é a ideia. – Bo apenas arrastou seus lábios de encontro aos da medica.

- Eu não posso... – Lauren disse ofegante.

- Mas eu posso. – A morena disse selando seus lábios aos da medica em um beijo intenso e cheio de paixão.

- Bo... por favor... pare... – Lauren tentava formular um pensamento coerente enquanto a detetive beijava seu pescoço.

- Não... eu estou esperando desde ontem quando eu te vi entrar nessa sala pra fazer isso... – A morena voltou a beijar a loira.

- Desculpe o atraso... – Jane disse entrando na sala. – hum... ah.. desculpem... – ela disse saindo e fechando a porta atras de si. – Mas que droga, porque eu sempre chego nos lugares em momentos inapropriados? – resmungou indo em direção a sala de Emma.

***

- Serio Maura, antes do café da manhã? – Emma encarou o notebook da medica aberto em uma pagina de loja de sapatos.

- É bom para começar o dia! – Ela sorriu animada.

- Bom dia. – Regina disse entrando na cozinha e se juntando as outras duas.

- Você parece não ter dormido nada. – Maura disse preocupada.

- Eu vou ficar bem, Maura, não se preocupe. Você pode ir trabalhar.

- Tem certeza?

- Tenho.

- Eu cuido dela pra você, Maura. – Emma disse lançando um sorriso tranquilizador a medica.

- Ok. – Maura pegou sua bolsa e saiu. Logo o silencio se estabeleceu entra as duas que ficaram.

- Quais são as chances de eu poder sair de casa.

- Nenhuma. A casa esta cercada de paparazzis. E também seria perigoso.

- Eu sabia que essa seria a resposta. – Regina fez uma careta.

- Bom, vamos ter que nos contentar com a companhia uma da outra, porque também estou presa aqui.

- Desculpe por isso.

- Tudo bem, é o meu trabalho. E cá entre nós, acho que essa é a coisa mais agradável que eu já fui obrigada a fazer.

Regina sorriu e foi ate o sofá, segurando uma tigela de cereais. Emma logo a acompanhou. A morena ligou a TV e então Emma começou a rir. – O que foi?

- Nada... é só engraçado ver a toda poderosa prefeita de NY comendo cereais e vendo desenho de manhã.

- Eu não sou tão poderosa assim... – Regina disse colocando a tigela sobre a mesinha da sala. – pelo menos eu não me senti assim ontem... ainda não me sinto...

- Nós vamos pegar quem fez isso.

- Eu sei, eu confio em você, mas... as pessoas já perderam suas vidas. Por minha causa.

- Não é sua culpa. Você é vitima também, esse maluco que fez isso é o único culpado.

- Eu não sinto assim... eu os conhecia Emma. Eram meus seguranças... eu passei os últimos dois anos andando com eles para todo lugar.

- Eu sei que é horrível, mas ainda assim não é sua culpa. – Emma disse segurando a mão da prefeita. – Eu posso fazer uma pergunta?

- Pode.

- Por que eles estava na prefeitura e você não?

- Eu estava com um amigo.

- Mas eles não deviam estar com você, então?

- Sim, mas... eu meio que escapei deles. Eu achava tão horrível ser seguida 24h por dia, que as vezes tinha que fazer isso. Eu sei que parece idiotice agora.

- Não, não parece. Eu te entendo.

- Agora eu daria qualquer coisa pra que eles estivessem aqui... – A morena disse com lagrimas nos olhos.

- Sinto muito... – Por puro instinto Emma puxou a prefeita para os seus braços e ficou passando a mão por seu cabelo na tentativa de acalmá-la.

Pareceu um longo tempo ate que as lagrimas de Regina cessassem, por fim ela ergueu a cabeça encontrando os olhos verdes que a avaliavam cheios de preocupação.

- Acho que me consolar não faz partes das suas obrigações... – disse com um meio sorriso.

- Você não está me vendo reclamar está? – Emma sorriu.

- Acho que acabei de apagar toda a imagem de durona que você tinha de mim.

- Isso é verdade. – Emma sorriu e tocou gentilmente o rosto da prefeita.

- Obrigada por estar aqui comigo.

- Sempre que precisar.

Notas finais
Então, gostaram? Devo continuar? Me deixem saber.
PS: Titulo da fic referente a musica da abertura de Friends, porque apesar de ser um romance pretendo focar na amizade entre as personagens tbm :)