Tori's POV.
Eu me encontrava à beira do precipício. Quer dizer, eu estava apenas na fila de uma agência de empregos temporários em São Diego, mas a sensação era de se aproximar de um despenhadeiro. A infância e a ilusão de que a vida era boa e fácil tinham ficado para trás. À frente, o futuro me assustava: o último ano no colégio, a faculdade, uma variedade de empregos de verão e a alta probabilidade de uma vida solitária. Na verdade, eu não precisava de emprego. Minha família é riquíssima, eu tenho tudo o que quero e preciso. Mas meu irmão e eu queremos ser independentes, já compramos até uma casa. Nossos pais, é claro, não concordavam com isso.
A fila avançava. Parecia que eu já estava esperando ali há horas, tentando garantir uma vaga para trabalhar durante o verão. Quando finalmente chegou minha vez, aproximei-me da mesa de uma funcionária cansada e entediada, que falava ao telefone. A mulher fez um gesto para que eu me sentasse. Depois que ela desligou, entreguei-lhe alguns formulários e ela mecanicamente deu início à entrevista:
- Nome, por favor.
- Tori Beauregard.
- Você com certeza não precisa de emprego, Srta. Beauregard. — Ela arregala o olho. — Sua família pode comprar essa agência e ainda sobrará muitos milhões!
- Eu não gosto de depender dos meus pais.
- Idade?
- Dezessete, quase dezoito. Meu aniversário está chegand.
Ela carimddddbou os formulários.
- Já completou o ensino médio?
- Não, estou no último ano.
- Nome dos pais? — Ela sorri sem graça. — Sofia e Oliver, correto?
- Sim.
Ela se inclinou sobre alguns papéis e escreveu por um longo tempo. Fiz uma careta, me pergunta o que ela poderia estar escrevendo.
- Srta. Beauregard, gosta de tacos?
- Sim, senhora.
- Ótimo, pode trabalhar em um restaurante mexicano. Vai querer o emprego ou não?
- Vou sim, vou começar hoje.
'No que eu fui me meter?', pensei enquanto entrava no carro e seguia para casa. 'Podia ser pior. Eu poderia ter que fritar hambúrgueres.' Coloco o celular para despestar na hora do trabalho, tomo um banho e coloco minha blusa do Led Zeppelin com minha calça rasgada e meu all-star preto, durmo no sofá mesmo.

Acordo no meu quarto, com certeza foi Thomas, eu tenho o melhor irmão do mundo. Ele está sentado em um puff roxo, sorrindo para mim e eu retribuo o sorriso.
- Que horas é seu trabalho? Agora são seis da tarde, Tori.
- Meu trabalho é das seis até doze da noite, Thomas. — Eu já ia chegar atrasada no meu primeiro dia, que ótimo! Dou um beijo na testa de meu irmão. Ele não queria que eu trabalhasse, ele já é formado e trabalha em uma das empresas de nosso pai.
O meu chefe é um gordo mexicano, ele me falou as regras, me entregou o avental e me desejou boa sorte. E sim, eu vou precisar de muita sorte para ficar viva até doze horas.

Vic's POV.
Eu gosto da Califórnia, sempre adorei São Diego e estou muito empolgado por poder voltar. Jaime, Mike e Tony ainda dormem, acho que morreram. O motorista para na frente da nossa casa.
- Vai pfara um restaurente mexicano. — Digo para ele, estou desejando tacos e os meninos iam comigo, não importa a vontade deles.
- A gente ainda não chegou? — Jaime acorda.
- Já chegamos, só que eu pedi para deixarem a gente em um restaurante mexicano.
- Porra, Vic! — Mike acorda também.
- Eu queria ir dormir na minha casa, Vic! — Tony diz coçando os olhos.
- Bom, foda-se, agora vamos todos comer tacos!
Para minha sorte, o antigo restaurante que eu ia ainda estava aberto e a única pessoa que estava lá estava acabando de sair. Só tinha um cozinheiro gordo e uma garçonete perfeita, ela era muito gata! Uma trança prendia seu cabelo ruivo, seus olhos eram verdes e ela tinha um corpão, perfeita. Não consigo tirar os olhos da garota, ela me hipnotizou!

Tori's POV.
Nunca pensei que fosse tão cansativo e entediante trabalhar aqui. Mas o último cliente já estava indo embora, eu poderia fechar o restaurante antes do tempo e finalmente poder dormir tranquila. Para minha tristeza acabam de entrar quatro garotos super barulhentos, eu já estava comemorando. Quando eles se sentam eu percebo que eles são do Pierce The Veil, eu tenho algumas deles no meu iPod. Mas eu não quero dar uma de fã obcecada, vou ser bem natural e fazer o meu trabalho patético.
- Pedidos? — Eu pego o iPod, não tem problemas anotar os pedidos lá, eu acho.
- Quero tacos, por favor! — Fala Vic me encarando. Estou tão ridícula assim?
- Eu quero tacos também! — Dizem Mike, Tony e Jaime em coro.
- Algo mais?
- Você. — Vic diz e eu faço uma careta. — Quer dizer, senta com a gente!
- Não será possível. — Digo do modo mais educado possível. — Eu estou trabalhando.
- Mas só a gente esta aqui, acho que não teria problemas. Por favor.
- É. -Entrego os pedidos deles ao cozinheiro e peço que ele sirva-os no meu lugar, ainda bem que ele é legal. Vou ao banheiro, guardo o avental na bolsa e desfaço as tranças, meu cabelo ruivo passa da cintura. Sento-me na única cadeira que tinha na mesa, uma ao lado de Vic.

Vic's POV.
Os meninos também acharam ela linda, mas eu achei perfeita e ela é minha, eu vi primeiro. Ok, desse modo eu estou parecendo um animal, mas são só... instintos masculinos.
- Então, qual é o seu nome? — Mike pergunta e eu o fuzilo com os olhos, eu tenho que falar com ela.
- Tori, Tori Beauregard. — Ela sorri. Seu sorriso é mais que perfeito! Não consigo parar de olhar para ela.
- Quantos anos você tem, Tori? — Pergunta Jaime, eu o olho como quem diz 'Deixe eu falar com ela, caralho!'
- Tenho dezessete, mas faço dezoito daqui a alguns dias.
- Você ainda está no colégio, não é? — Pergunta Tony sorridente. Minha paciência está acabando, eles não me deixam falar com ela!
- Sim, eu estudo no Missions, meu último ano.
Mentira que aquela gata ia estudar no mesmo colégio e no mesmo ano que nós!
- Eu tenho dezoito anos, você vai estudar comigo! — Eu abro um sorriso gigante, isso sim é o que eu chamo de sorriso espontâneo.
- Você vai estudar com todos nós, que legal! — Acrescenta Jaime e eu dou um sorriso sem graça.
- Você é daqui? — Finalmente consegui falar com ela. — Quer dizer, você não parece ser americana.
- Meu pai é francês, minha mãe é alemã. Mas meu irmão nasceu em Vancouver e eu em Dallas, no Texas.
- Então você fala francês e alemão? — Continuo falando com ela.
- Sim, italiano também. — Ela sorri. Amo o sorriso dela! — Já morei na Itália, meus pais viajam muito. Eu não perguntei o nome de vocês, mas vocês são Pierce The Veil, correto? Eu tenho algumas músicas no meu iPod.
- Somos sim! — Eu sorrio para ela. — Que bom que você curte nossa música!
- Curto sim, mas — Ela olha no relógio do celular e vê que são '12:12'. Sim, eu estou disfarçadamente vendo o que ela faz no iPod. — agora eu tenho que ir, meninos.
- Ah, mas nós já vamos também! — Percebo que Tony ainda esta na metade da comida, ele é literalmente uma tartaruga. Mas não importa, quero ver onde ela mora.
- Ok, foi um prazer! — Ela levanta sorrindo e nos levantamos também.
- O prazer foi todo meu. — Digo e ela cora enquanto coloca uma mecha de cabelo atrás da orelha. Ela não perfeita envergonhada!
Mike que está dirigindo, eu estou no banco do passageiro pedindo para ele seguir Tori e ele se recusa, mas ela entra na mesa rua que a gente.

Tori's POV
Olho pelo retrovisor, vejo o carro deles e acho que eles estam me seguindo. Eu estaciono o carro e eles estacionam duas casas antes, então eles são quase meus vizinhos. Eu não acredito que o perfeito do Vic é quase meu vizinho, que vai estudar no mesmo colégio que eu, isso é ótimo! Vic sai do carro e vem em minha direção, isso é real!
- Então você mora aqui? — Eu faço que sim e ele abre um sorriso. — Somos quase vizinhos!
- Pois é, — Abro um sorriso. — que legal!
- Você podia ir pro colégio com a gente! — Ele coloca as mãos no bolso, ele é tão fofo envergonhado. — Quer dizer, apresentar o colégio para a gente, podia?
- Claro. — Sorrio para ele. — Mas agora tenho que ir, amanhã tem aula.
- Eu também tenho. Boa noite, Tori. — Ele beija minha bochecha e vai.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.