Notas iniciais
b_sofia: obrigada pelos reviews, e aqui está o primeiro capítulo! nos desculpem a demora pra postar, mas as autoras não têm se encontrado no msn :/ espero que gostem, boa leitura ;*

A menina morena corria velozmente pela rua. De vez em quando, gargalhava com o vento, segurando sua pequena boneca de pano meio suja pelo braço. Ela tinha apenas cinco anos, e não se importava com nada além de suas bonecas.

Sempre fora sozinha; nunca teve amigos. Seus pais se mudavam com muita freqüência, e isso dificultava incrivelmente a vida daquela pequenina. Tímida, sentia muita vergonha de fazer amigos. Felizmente o destino resolveu interferir, achando que ela já estava sozinha há tempo demais.

Logo ela chegou em um parque, onde haviam muitas famílias passando a ensolarada tarde de domingo. Sorrindo orgulhosa de si mesma, ela foi correndo até os brinquedos, porém não viu a turma de pré-adolescentes que estavam por ali.

Um garoto com muito mais do que o dobro do seu tamanho parou na sua frente, e a fez cair, derrubando a boneca. O valentão pegou a boneca e riu escandalosamente, enquanto a menina tentava se levantar.

- Sai da minha frente, pirralha! – Ele disse, a empurrando e arrancando a cabeça da boneca, jogando-a no chão. A menina começou a chorar sob o brinquedo quebrado, e um menino de cabelos negros e olhos claros, vendo toda a cena, se apiedou da bela menina e resolveu ir conversar com ela.

- O que houve? – Ele disse, se abaixando.Ele tinha sete anos, e ela cinco, e o garoto era visivelmente uns dez centímetros mais alto que ela.

- Minha boneca. – Ela respondeu, fungando. Ele sorriu, encantado pela sinceridade e beleza da menina.

- Podemos concertá-la. Posso ajudar.

- Não precisa. – Respondeu ela, também encantada por aquele simpático menino, tão diferente daquele valentão que a machucou.

O garoto limpou uma pequena lágrima brilhante e insistente que rolava pela bochecha rosada dela.

- Então deixe-me ao menos ser seu amigo. Sou Gerard.

- Anelize. – Ela respondeu, e pegou a mão que ele havia oferecido a ela.

- Você é linda. – Ele disse, puxando-a pela mão até onde estava sua família.

- Você também. – Ela respondeu educadamente, esquecendo da pequena boneca sem cabeça no gramado verde do parque.

Nove anos depois.

- Gee, para onde estamos indo? – Anelize sorria, enquanto Gerard, agora com 16 anos, cobria seus olhos com as mãos.

- Calma, Annie! Já estamos chegando. – Ele não podia evitar de rir da garota.

- Já estamos chegando aonde?

- Annie, se acalma! – Ele gargalhou, e pediu para ela parar. Ele retirou as mãos dos olhos dela vagarosamente, para manter o ar de mistério.

- O que estamos fazendo aqui? – Ela riu, lembrando daquela praça.

- Você lembra, foi aqui que nos conhecemos. Há nove anos. – Gee lembrou.

- Jura que você lembra disso? – Annie agora falava em um tom mais sóbrio.

- É claro que lembro. E você ainda duvida de mim, Annie. Que feio... – Gerard soltou uma gargalhada, lembrando da piadinha particular deles.

- Você não costuma lembrar dessas coisas. – Ela riu, e o abraçou pela cintura.

- Mas tem a ver com você. Eu sempre vou lembrar. – Gee a abraçou de volta.

Ele respirou fundo, tentando tomar coragem para dizer o que ele havia ensaiado tanto antes de sair de casa.

- Annie, eu... eu quero te dizer algo. – As mãos dele estavam pegajosas de suor, e o coração batia forte.

- Diz, Gee. – Ela respondeu sorrindo.

- É que... bom, sabe, nós nos conhecemos há nove anos. E, bem, é que... ai que merda, eu não sei falar.

- Então não fala. – Ela sorriu, esperando ter entendido certo o que ele havia dito. – Me mostra. – Ela provocou.

Gerard riu consigo mesmo, e envolveu seus braços na cintura dela.

- Você quem manda, Annie. – E selou seus lábios contra os dela.

Quem passasse pelo parque naquele momento, seria capaz de ver um beijo completamente apaixonado; Annie colocou seus braços ao redor do pescoço de Gerard, e Gerard apertou seu corpo mais forte contra o dela.

Quando se separaram do beijo, ambos estavam ofegantes.

- Te amo, Annie.

- Também te amo, Gerard. – Ela riu, não acreditando que a única pessoa que ela um dia amou a amava de volta.

- Aliás, espera bem aí. – Gee saiu correndo até um arbusto e se abaixou ali. Pegou algo próxima à raiz da planta e trouxe até Anelize.

- Abra. – Ele a entregou o pacote.

- O que é isso?

- Nada. Apenas algo muito especial.

Anelize abriu, e beijou Gerard quando viu qual era o presente.

Sua boneca, perdida há nove anos, naquele mesmo parque.

- Aceita namorar comigo, Annie?

- É claro. – Ela riu, e selou seus lábios contra os de Gerard mais uma vez.

Um ano depois.

Annie saiu rapidamente da sua casa; estava atrasada. Ela iria sair com Gerard para comemorar o feitio de um ano de namoro.

- Amor. – Ele a viu e deu um selinho demorado. – Entra no carro. – Ele abriu a porta para ela.

Ela se sentou, e observou enquanto Gerard entrava no lado do motorista.

Ele pegou a mão dela e deu um beijo carinhoso.

- Te amo. – Gee sussurrou.

Ele ligou o carro, e saiu dirigindo pela cidade. Ambos sorriam e brincavam enquanto passavam pelas multidões em todos os cantos da cidade.

Pararam em um restaurante discreto, para um jantar romântico. Assim que saíram, Gee perguntou a ela onde ela iria passar a noite, e a convidou para ficarem sozinhos na casa dele.

Ela riu, e concordou.

Dez minutos depois, eles estavam entrando na casa de Gerard, absortos em um beijo cheio de desejo e segundas intenções.

Gerard fechou a porta, e a levou para o quarto.

- Tenho uma surpresa pra você. – Ele murmurou, entre beijos.

Quando Anelize viu o quarto – o chão, a cama, tudo! – ela percebeu que haviam mais coisas além daquela visita.

- Gee, meu Deus, é lindo! – Ela olhava admirada para as pétalas de rosas espalhadas pelo quarto e as velas acesas pelo lugar.

- Que bom que gostou. – Ele voltou a beijá-la, nos lábios, no pescoço, nos ombros...

Pegou-a pela cintura e a levou até a cama. Deitando-a carinhosamente, começou a beijá-la nos lábios.

Começou a tirar o vestido de Annie, e ela começou a tirar a camisa dele.

- Você quer? – Ele murmurou para ela.

- Sim. – Ela respondeu.

Ele sorriu, e tirou o restante das roupas, e começou a acariciar o corpo da garota, explorando cada mínimo detalhe possível. Gerard a beijava com desejo, paixão e carinho.

Vagarosamente, ele abriu a cômoda ao lado e pegou um pacote de camisinha.

Ainda sem parar de beijá-la, colocou o preservativo em seu membro, e apoiando-o na entrada dela.

- Se doer, você me avisa.

A garota apenas concordou.

Gerard começou a penetrá-la lentamente com um pouco de dificuldade, pois ela era apertadinha, mas depois de algum tempo ambos se acostumaram com a delirante sensação e aumentaram o ritmo.

Ambos gemiam o nome um do outro; Annie sufocou um grito quando finalmente chegou ao orgasmo e gozou. Gerard não demorou muito para atingir seu próprio clímax. Ele saiu de dentro dela, e deitou seu corpo ao lado de Annie.

Abraçando-a, ele murmurou “te amo”, e se deixou dormir, com o rosto entre os cabelos daquela que estava ao seu lado haviam 10 anos.

Três meses após a primeira vez.

Annie acabara de sair do médico completamente branca. Ela estava suspeitando estar grávida, e por isso resolveu fazer alguns exames.

Infelizmente, foi diagnosticado leucemia em um estágio já avançado, e ela teria de começar a quimioterapia o mais breve possível. Annie não permitiria Gerard sofrer ao lado dela, não nesse momento. Ela deixou algumas lágrimas rolarem antes de ir para casa.

Passou pelo parque, onde tudo havia começado. Sorriu ao lembrar do rosto de Gerard quando criança, e sentiu sua face ferver quando lembrou da sua primeira vez.

Lágrimas continuavam a cair, pelo que ela ia fazer, mas ela não podia voltar atrás. Iria proteger Gerard, mesmo que isso significasse ter segredos com o único homem que ama.

Ela digitou rapidamente no celular uma mensagem de texto para ele.

Gerard, venha na praça agora.

Dez minutos depois, ele estava lá. Tentou abraçá-la, mas ela evitou seu abraço.

- Gerard, precisamos conversar. – Ela começou. – Sabe, acho que não está dando certo. Você agora tem a banda, e eu não tenho certeza se amo você de verdade.

As lágrimas já estavam chegando; ela podia sentir.

Gerard estava tentando entender tudo o que ela dizia. Não era possível, ontem mesmo os dois estavam conversando sobre ter filhos!

- Annie, o que você está dizendo...?

- Gee, por favor, eu amo você, mas é como amigo. Desculpe, mas eu não posso corresponder os seus sentimentos. Está tudo acabado aqui.

Annie saiu correndo, chorando, e Gerard olhava ela se distanciar, com as lágrimas rolando soltas pelo seu rosto e pensando por que ela havia mudado tanto e em tão pouco tempo...

Dias atuais.

Anelize (Annie) PDV.

Já faz quase um ano desde a ultima vez que vi Gerard. Ele não havia sequer me dado um sinal de fumaça. Não ficaria surpresa se ele tivesse me esquecido. Também, com toda essa fama que ele tem agora aposto que sequer lembra o próprio nome.

De certo modo, é bom ele ter me esquecido, é bem mais simples esconder minha doença, e quando morrer, não irei causar tanto impacto...

Estava cantarolando uma musica qualquer quando a campainha tocou.

Abaixei o volume do som, e fui atender a porta.

Quando abri, mal consegui parar de pé.

- Surpresa! – Um homem absolutamente maravilhoso estava na minha porta. – Posso entrar?

Notas finais
será que essas duas autoras pidonas merecem reviews? *o*