I'll Always Come For You
115 A cirurgia de Jack
Notas iniciais
O caro em que a jovem Jackline estava se colidiu com outro veiculo que vinha na contra mão. O carro derrapou na pista e capotou 3 vezes até parar de cabeça para baixo. Dois carros que vinham atrás de Jack conseguiram frear à tempo. Os motoristas desceram de seus carros para ajudar a moça e o rapaz que estava no outro carro.
– Ela está presa ao sinto de segurança – disse um homem de cabelos grisalhos.
– Chamem a ambulância, ela está perdendo muito sangue ! Rápido – gritou a esposa do homem.
Muitas pessoas começaram a parar os carros, um rapaz que estava voltando para casa depois de uma longa viagem improvisa um cercado em volta do carro e coloca placas improvisadas de desvios.
– Alô ? Alô ! Eu preciso de uma ambulância com urgência na avenida Collins avenue.
– Qual é a emergência ?
– Dois carros, bateram e um capotou, o carro está de cabeça para baixo.
– Alguma vitima fatal ?
– Como ? O que ? Não entendi ?
– Algum morto ?
– Só um minuto – ele chega até o homem que está ao lado de Jack – Ela morreu ?
O homem coloca a mão no pescoço de Jack para sentir sua pulsação. O homem fica em silêncio.
– Ela está morta ? Me responda droga !
– Se não estiver, falta pouco – ele disse.
– Ok... alô ? Ela não está morta, mas a pulsação está muito fraca. Venham logo, tem muito sangue saindo de debaixo do carro.
– Ok senhor, fique calmo, não toque nela, e peça para ninguém tocar nela. Já estamos chegando.
– Venham logo ! – ele desliga o celular.
– Precisamos tirar ela daí – disse um motoqueiro.
– Não ! Ninguém pode tocar nela.
Enquanto isso no hospital...
– Chris, emergência na Collins avenue, capotamento, duas vitimas, uma em estado grave. – disse Logan.
– Obrigado, eu e a equipa vamos para lá agora – ele sai correndo.
– Outro dia de acidentes ? – perguntou Emma ao passar por ele.
– Sim, esse pessoal parece que não sabe dirigir, bom eles se machucam e a gente de cuidar né... até mais.
– Tchau.
Enquanto a equipe do Miami Hospital saia para mais um resgate, já tinham chegado carros de reportagem, carros de policia.
– Cara chegou até a Cbs e a ambulância não chega ! – reclamou o rapaz que ficou do lado do carro capotado.
– Aguente firme moça... você não vai morrer – disse Moe o homem de cabelos grisalhos.
Enquanto isso num bar qualquer...
– O que vai querer ? – perguntou o bar-man.
– Tequila... deixa a garrafa – disse Madeleine.
– Ok – ele serve a mulher e liga a TV do bar.
Ele começa a passar os canais até chegar na Cbs. Na tarja estava escrito.
“Veiculo se colide com outro que vinha na contra mão”.
– Caramba... o carro capotou – disse o bar-man.
– Por favor coloque em outro canal, chega de tanta má noticia – disse Madeleine levando o copo a boca.
– Só um minuto madame...
– Então estamos com o Jordan, ele está no local do acidente, Jordan quais são as informações ?
– Billy as informações que temos é que aquele carro vermelho vinha em alta velocidade e na contra mão, ele colidiu com aquele carro preto que derrapou e capotou.
– Há alguém já sem vida ?
– Não, pelo que foi dito pelas testemunhas o rapaz desmaiou e está com alguns cortes no rosto. E a moça que está no carro capotado está lutando por sua vida.
– Mais alguma informação Jordan ?
– Não, por enquanto só essas.
– Muito obrigado... ai você consegue ver o carro capotado, é um Astra Sedan, preto... vou pedir para o câmera dar um zoom para poder pegar a placa... obrigado, a placa é czz-4080.
– Por favor dá para tirar daí ? – pediu Madeleine sem ligar muito para o noticiário.
– Ok...
– Obrigada !
Enquanto isso na ambulância.
– Vamos... anda logo ! – gritou Chris.
– Não dá está congestionado !
– Corta caminho.
– Obrigado Dr. Obvio.
O motorista só vê uma solução, ele sobe na calçada e vai dirigindo e buzinando para as pessoas saírem da frente. Eles chegam até o carro acidentado. A chuva engrossa mais ainda. Em minutos Chris fica encharcado.
– Por favor afaste-sem, por favor – Chris grita e usa as mão para fazer sinais.
As pessoas se afastam. Ele olha para o carro.
– “Só Deus pode te salvar agora” – ele pensou – preciso do colete cervical – gritou ele.
– Como vai colocar ? – perguntou o ajudante.
– Vou me rastejar até lá.
– Está cheio de cacos de vidro.
– Ela precisa sobreviver ! Se isso significa eu ganhar uma flechada na testa eu ganho mas essa paciente precisa sobreviver ! Me dá o colete – ele estende a mão.
– Cuidado – o ajudante entrega o colete.
Chris pega o colete e corre até o carro, ele se deita no chão e rasteja até a entrada, os braços dele acabam se cortando, ele se deita de costas para o chão e fica cara a cara com a vitima mas ainda não a reconhece. Ele verifica a pulsação da paciente.
– Aguente firme, o pior já passou – E com todo o cuidado ele coloca o colete e o prende bem – Pronto ! – ele grita.
– Consegue retirar o sinto de segurança ?
– Não, está preso, a perna dela também.
– Qual é a situação atual ?
– Respiração falhada, um grande hematoma na testa... espera... o que isso ? – Chris toca o abdome de Jack – Ah não ! Jonas ! Jonas ! – ele grita – Não podemos remove-lá !
– Por que não ? Os bombeiros já vão começar a cortar.
– Não ! Peça para eles pararem ! Agora !
– Por que ?
– O freio de mão... atravessou o abdome dela.
– O que ?
– A capa protetora do freio deve ter quebrado, mas isso não importa agora, o negócio é que não podemos remove-lá sem cautela.
– O que faremos ?
Chris sai e chama os bombeiros, ele explica a situação para eles.
– Então vamos serrar o carro em duas partes. Primeiro atrás no banco e na frente no passageiro. Depois usaremos o maçarico para arrancar o freio de mão. Precisaremos tirar todo o combustível.
– Então façam isso rápido, não sei como ela está aguentando.
– Volte para lá – Chris obedece.
Os bombeiros começam a remoção de combustível, logo depois começam a serrar o carro. Chris ficou a todo momento com Jack, ele não sabia quem era a mulher, só sabia que se não fosse ajudada logo, morreria. Jack começa a soltar sangue pela boca.
– Droga é uma hemorragia interna... eu preciso de sucção agora !
Jonas corre até a ambulância e pega o aparelho portátil e entrega para Chris. O rapaz abre um pouco mais a boca da moça e coloca o pequeno cano na boca machucada de Jack e liga o aparelho.
– Quanto tempo mais ? – ele perguntou para o bombeiro.
– Só mais 15 minutos, precisamos de um carro guindaste, para remover a parte de cima do carro.
– Ouviu isso meu bem ? Só mais 15 minutos, vamos conseguir. – ele diz enquanto suga o sangue da boca de Jack.
Depois do carro guindaste chega, Chris e os bombeiros criaram um modo de tirar a parte de cima do carro sem afetar mais ainda a paciente.
– Pronto ? – perguntou o bombeiro.
– Me passe a tesoura – Chris corta o sinto e com a ajuda de Jonas consegue manter Jack no banco – sem muita força Jonas, isso pode mata-lá.
Os dois estavam debaixo do carro, Chris colou a mangueira da sucção com uma fita perto da boca de Jack, assim ele poderia usar as duas mãos para segura-lá. A parte de cima do carro já tinha sido retirada, agora eles precisariam retirar Jack do banco, mas o freio de mão estava atravessado nela, então demorou mais 5 minutos até o maçarico conseguir cortar a barra de ferro do lugar. A perna de Jack também estava presa, outra vez tiveram que usar a serra, mas desta vez era a pequena. Assim que ela estava totalmente liberada para sair do banco, os bombeiros pegaram a maca e ajudaram Chris e Jonas, eles levaram o banco com a moça até a calçada e lá a deitaram de um jeito que o freio de mão não afundasse mais.
Depois daquilo, eles colocaram a moça na ambulância, Chris teve que rasgar a roupa da mulher para colocar as agulhas.
– Pulmão artificial ? – ele perguntava pelos equipamentos que estavam sendo colocados nela.
– Já coloquei.
– Monitor cardíaco ?
– Já está pronto.
– Bolsas ?
– Cateter, soro e atropina ?
– Todos colocados.
Chris liga para a recepção e pede para prepararem a sala de cirurgia. E chamarem um medico que já tenha feito tal cirurgia. Mas ele lembra que a única que fez esse tipo de cirurgia foi Eva, mas a Dra. Não poderia ser cogitada. Ele desliga nervoso com a situação.
– Droga ! – ele olha para Jack – Você vai sair dessa ! Eu não vou deixar você morrer !.
Quando chegaram no hospital as portas já estavam abertas e a equipe preparatória estava esperando. Chris deixa que levem a moça até a sala e sai a procura de alguém que já fez a cirurgia. Ele não consegue achar ninguém. Emma e Serena estavam na sala de cirurgia observando o paciente. Emma parece reconhecer a mulher, apesar das varias escoriações e o rosto enxado.
– Mas será que aqui não tenha ninguém que possa salvar a vida dessa mulher ? – gritou o rapaz. Ele se lembra da cirurgia que estevam presentes, ele, Tuck e Serena – Serena !
– O que foi ?
– Você ! Você sabe, a Eva te ensinou, você precisa salvar a vida dela, ou pelo menos tentar.
– Eu não posso, eu não sei.
– Qual é, você sabe, olhe – ele aponta para a janela que dá para a sala de Cirurgia – você vai deixar ela morrer ? A Eva deixaria ? Prove que ela vem te ensinando bem, você precisa tentar.
– Eu não posso.
– Claro que pode, eu e o Tuck te ajudaremos, a Emma também, mas por favor faça isso. Pela Eva. Pela Dra. Zambrano.
– Serena, faça pela Dra. Zambrano... – disse Emma – Porque é a Jack, a melhor amiga da Eva.
– O que ? – a moça pergunta.
– Ela é aquela paciente ? – perguntou Chris.
– Sim... ela está muito machucada, mas é ela.
– Nós te ajudamos. – disse Chris mais uma vez.
Serena olha para a mulher ali deitada e lembra de Eva, lembra de todas as vezes em que a morena esteve com ela, lembra da vez que Eva foi até o apartamento dela. Lembra do dia do atentado em que Eva queria ir no lugar dela.
– Tá bom, eu vou, mas vou precisar de ajuda.
– Te ajudaremos em tudo – disse Chris.
– Vamos nos arrumar – disse Tucker.
Os quatro correm para se desinfetar. Serena coloca a touca e a mascara, ela olha para Jack deitada na maca, coloca as luvas e ajeita os óculos.
– Tudo bem, lá vamos nós, eu quero todo mundo de boca calada. Foco total. – disse ela – todos aqui ? Ótimo – ela respira fundo – Bisturi...
A cirurgia de Jack começa. Não seria fácil, mas Serena foi bem treinada, se ela mantiver a calma a cirurgia correrá bem. Enquanto isso Eva acorda assutada, e com falta de ar.
– Eva ! Respira amor – disse David fazendo massagem – o que foi ?
– Eu não sei – disse ela tentando recuperar o ar.
– Respira com calma – ele a senta – vou pegar um copo d'água – ele se levanta mas ela o segura – Eva...
– Ar... eu preciso de ar, abre a janela ! – David a pega no colo e a leva até a janela, ele abre mesmo estando chovendo e a coloca de frente.
– Respira amor, respira.
Com calma Eva foi voltando ao normal, David pega os meninos que ainda dormiam e os leva para a cama. Depois volta para conversar com Eva.
– Hey... recuperou o folego ? – ela balança a cabeça – então vem cá.
Eva vai até ele e dá um abraço. David sente a temperatura da mulher.
– Você está um pouco febril – ele disse.
– Estou bem.
– Eva, senta aqui – ele a senta no sofá e se agacha de frente para ela, ele pega em sua mão – você precisa relaxar.
– Eu já estou calma.
– Não, não está, eu estou preocupado com a sua saúde, eu conversei com a Emma e ela disse que você corre risco... de vida.
– Eu estou bem.
– Você não está bem, isso é grave Evy, quando eu te conheci era uma mulher forte e saudável, agora volte e meia você está tendo ataques de pânico, eu sei que você já enfrentou uma barra até aqui, mas você precisa ficar calma.
– O que eu posso fazer ? Deixar de lado todos os meus problemas e fingir que eles não existem ?
– Se isso for para você melhor... Sim.
– Eu não posso ser mesquinha a esse ponto David.
– Evy, eu nunca vi você ter um ataque de falta de ar e queda de pressão juntos, agora isso está ficando tão constante quanto uma dor de cabeça. E isso só vai se agravando com os problemas que vem chegando. Eu estou preocupado.
– Não fique, prometo que vou tentar relaxar.
– Promete ?
– De dedinho e tudo – ela brinca.
– Então é de verdade. Agora vem cá – ela o puxa para o sofá e começa a beija-lo.
– Hm ousada você. – ele diz em meio aos beijos.
– Por que ?
– Com crianças na casa e você quer...
– Ai droga ! – ela o empurra e ele cai no chão.
– Ah ! por que eu fui falar – ele brinca.
– Ai desculpa amor.
– Me ajuda a levantar pelo menos ! – ele estende a mão. Ela segura e ela a puxa.
– Ei !.
David e Eva rolam pelo chão da sala, David não percebe mas o controle está perto do cotovelo dele, ele esbarra e acaba ligando a TV. E justo no noticiário.
– Eu hein – os dois olham para a TV e voltam a se beijar.
– Então repetindo as ultimas informações. Carro capotado na avenida Collins Avenue, Astra Sedan, preto e placa Czz- 4080. A vitima é uma mulher. – disse o jornalista.
Eva para de beijar David para prestar mais atenção no jornal.
– O que foi to com mal halito ?
– Espera... placa Czz-4080, Astra Sedan... preto ? Esse carro é da Jack – Eva fica pálida.
– Deve ser de outra pessoa Evy – David tenta de alguma forma fazer com que Eva não se estresse.
– Não... é da Jack – ela se levanta e vai até a bolsa pega o celular e disca o numero da amiga – Vai atende... por favor Jack, atende...
– O numero chamado está sendo encaminhado para a caixa de mensagem...
– Não ! Isso não pode ter acontecido – Eva entra em pânico, ela liga para casa.
– Oi aqui é a Jack, Evy e Hook, não estamos no momento deixe seu recado depois do bip.
– É a Jack, David ! Era ela no carro !
– Não é ela, é de outra pessoa Eva.
– O carro é dela ! – Eva começa a chorar.
E mais uma vez o jornal mostra o estado em que ficou o carro de Jack. Eva já um grito fraco, David desliga a TV, ela tenta religar mas ele não deixa.
– Preciso ver ! Me deixa ver !
– Não você não precisa e não vai ver !
– Por favor, é a Jack !
– Não é a Jackline !
– David deixa eu ver !
– Não Regina !
Ela começa a bater no peito dele e chorar ao mesmo tempo. Ele a segura pelos braços e a abraça, ela não para de chorar, ela sabe da verdade e David também, o homem reúne todas as suas forças para não chorar e poder mostrar que ele é forte por ela, o celular de eva toca era do hospital.
Fale com o autor