I'll Always Be By Your Side
3 Capítulo - I'm Here With you!
Notas iniciais
Medo, uma sensação que nos faz recuar e nos travar totalmente, que nos prende, nos torna fraco, nos paralisa e nos aprisiona em nossa próprias mente. Porém para alguns é justamente o medo que os impulsionam, lhes dão a força e a coragem de fazer coisas que já mais conseguiriam estando em condições normais.
Como não sentir medo? Como não sentir medo quando se está sozinho, correndo em direção ao nada, tentando evitar o que parece ser inevitável.
Medo.
Era apenas isso o que ele conseguia sentir nesse momento.
Stiles corria desesperado em meio a floresta nebulosa. Sabia que o soco que havia acertado no loiro só servira para deixa-lo irritado. Seu coração estava a mil, prestes a sair pela boca. Implorava por ajuda e corria como nunca antes.
Quando olhou para trás pode ver que seu perseguidor já estava em seu encalço, bem perto de si, o que aumentou ainda mais seu desespero. Entrava cada vez mais na floresta, que ia ficando cada vez mais sombria.
— Socor-
Foi impedido de continuar quando Vitor se jogou sobre suas costas o derrubando. Gemeu de dor quanto se moveu na tentativa escapar do loiro, entretanto em vão. Foi virado bruscamente e quando encarrou a face do loiro não conseguiu o reconhecer. Seu olhar estava como o de um animal sem controle, repleto de ódio e luxuria. Estremeceu quando teve a certeza com aquele olhar de que o loiro só o libertaria quando estivesse completamente satisfeito. Mas mesmo sabendo que não tinha chance contra o outro tentou a todo custo se livrar dele, dando vários socos e se debatendo descontroladamente e com isso conseguindo acertar mais uma vez a face do loiro o levando a virar o rosto.
E diferente da acesso de raiva que Stiles pensou que que o outro teria, ao invés disso ele apenas sorriu e o seu sorriso era de pura loucura.
— Sabe, Stiles... Até agora eu estava sendo bonzinho com você, juro que sim. – Vitor agarrou bruscamente os pulsos do garoto os forçando contra o chão a cima da cabeça, com apenas uma de suas mãos, e levou a palma de mão livre até seu próprio sexo coberto. – Mas você acabou com meu Humor. Você vai se arrepender de ter me negado, vou comer esse seu cuzinho virgem de uma só vez. Você vai sentir como é ter um homem dentro de você. – murmurou com a boca encostada na orelha do menor.
Quanto mais Stiles resistia, mais isso o deixava excitado, contudo já estava no seu limite, não queria mais perder tempo. Com sua mão livre retirou seu sinto e habilmente o amarrou em volta dos pulsos do menor, firme sem se importar em ser gentil, para em seguida debruçar-se sobre ele colando os corpos, roçando seu quadril entre as pernas do menor especificamente no baixo-ventre, passando a mão por todo o corpo do garoto, para então abaixar suas próprias calças colocando seu membro duro e pulsante para fora, se deitando em cima dele e o estimulando.
Stiles nunca sentiu tanto medo em sua vida. Não podia acreditar que isso estava mesmo acontecendo com ele. Sentia o membro duro do loiro a roçar em seu abdômen e suas mãos a deslizar grosseiramente pelo seu corpo.
Os toques do atleta machucavam a pele branca do mais novo que já se encontrava completamente marcada. Vitor segurou suas coxas e as afastou grosseiramente, acomodando-se entre as mesmas e em seguida abriu o zíper da calça do menor a arrancando de uma só vez, esboçando um sorriso sádico. E sem preparação nenhuma entrou com tudo dentro do mais novo, que imediatamente soltou um grito alto.
Dor.
Era apenas dor o que conseguia sentir! Se para Vitor a sensação de penetrar alguém sem nenhum tipo de preparação ou lubrificação era prazerosa, para Stiles estava longe disso. Era uma dor insuportável, dor essa que o paralisou como se estivesse sendo empalado, e não era apenas físico, algo parecia corroer toda a sua alma intensamente e lágrimas que tentou conter agora se espalhavam sem controle pelo seu rosto. Sentia que poderia morrer ali mesmo, e desejava que isso acontecesse. Seu medo, dor e desespero eram tão grandes que só desejava que tudo logo tivesse um fim. Não conseguia mais olhar no rosto daquele que estava lhe causando tanta agonia. Só esperava que ele terminasse de uma vez com aquilo, que tudo passasse rápido, e que quando ele já estivesse acabado que lhe fizesse o favor de mata-lo, o deixando apodrecer ali mesmo.
*.*.*.*.-
Derek havia deixado a mansão e ligando para Stiles incessantemente, mas apenas chamava, não recebia nenhum retorno do garoto, e isso o estava preocupando muito.
Começou a andar sentido contrário a sua mansão, na direção de onde o mais novo viria quando escutou um pedido de socorro ao longe, que apenas alguém dotado de uma audição fora do normal seria escutar a uma distância como essa. E imediatamente reconheceu a voz, era a voz de seu amado.
Seu coração e pulso se aceleraram, uma raiva o tomou e seus olhos agora queimavam em um vermelho intenso com suas já totalmente a amostra. Correu sem parar em direção aos gritos e um pouco mais afrente avistou um carro parado; se aproximando dele, imediatamente reconheceu o cheiro de Stiles e o de uma outra pessoa que ele desconhecia. Seguiu o faro do mais novo, enquanto sua raiva pulsava intensa em suas veias e suas garras e presas encontravam-se tão afiadas quanto era possível.
Em meio ao silêncio da mata um grito de dor foi ouvido. Era Stiles quem gritava, seu amado estava sendo ferido.
Derek agora era puro ódio , corria desesperado. Queria encontra Stiles, tira-lo do que estava passando e acabar com a pessoa que tinha ousado feri-lo.
Finalmente alcançou o garoto e a visão que teve foi o suficiente para desperta a fúria de um lobo sombrio dentro de si. Seu amado estava sendo tomado a força por outro.
Stiles lhe lançou um olhar apavorado como se implorasse silenciosa e desesperadamente pra que o tirasse da li. Derek pode ver e sentir a dor e agonia de Stiles em meio as lágrimas que rolavam sem controle em seu rosto ferido.
Avançou com toda fúria pra cima do atleta o atirando longe, o arremessando em uma árvore para em seguida descarregar uma sequência de socos golpes chutes e pontapés. Derek estava com ódio que não cabia em si, e não era nada sutil em descontar todo ele no atleta.
Em um movimento rápido segurou os dois pulsos do loiro, o encarrando com um olhar que estremeceria qualquer um.
— Isso e pra você aprender a nunca mais tocar no que não lhe pertencesse.
Dito isso apertou os pulsos do loiro os fazendo quebrar e o que se ouvir em seguida foi um grito extremamente alto de pura dor por parte do loiro.
Derek poderia muito bem destrui-lo em segundo, mas reduzia sua força pois queria que o loiro sentisse toda a dor que viu nos olhos do menor. Depois de alguns minutos batendo no mesmo algo ainda maior que a sua raiva o despertou do seu descontrole.
Um choro.
O pranto de Stiles era alto, sofrido e descontrolado.
O lupino soltou o atleta que já se encontrava desacordado e foi em direção ao menor. Vê-lo assim lhe causava uma dor imensa. Se ajoelhou enfrente a ele e o tocou com cuidado, de início ele se assustou, estava tão atordoado que nem percebera o que acontecia ao seu redor, mas em seguida o reconheceu.
Derek desamarrou com cuidado as mãos do menor, ele parecia em choque. Não saberia qual palavras usar para o confortar, então apenas o puxou contra seu peito e o abraçou forte, sentindo o menor o aperta em maior intensidade e cair em prantos.
Para o moreno ver o garoto desse jeito em tamanho desespero era doloroso. Queria ser capaz sarar toda a sua dor e a tristeza. Vê-lo feliz mesmo que não fosse ao seu lado. Mas agora se preocupava com o estado emocional do garoto, esperava que esse episódio não apagasse o verdadeiro Stiles.
O moreno permaneceu no abraço e depois de alguns minutos ali o choro do menor havia diminuído, agora era baixo e fraco.
O pegou no colo aninhando-o em seus braços o sentindo a fundar o rosto entre seu pescoço e caminhou com o ele em seus braços até a sua casa.
No caminho o mais novo acabou adormecendo em seus braços, e quando chegou em frente à sua casa sabia que o xerife não estava em casa e dificilmente apareceria naquela noite, então foi até onde sabia que o homem escondia uma chave reserva e entro na casa, subiu até o quarto do garoto e com cuidado o colocou na cama, deitando-se ao seu lado fazendo carinho em seu rosto.
Se sentiu culpado por ter marcado a reunião e culpado por não ter sido capaz de impedir que o machucassem. Queria muito poder protegê-lo sempre. Ter ele em seus braços e não permitir ninguém nunca mais o fizessem mal.
Depois de alguns minutos junto ao garoto resolveu se levantar, não pra ir embora, somente pra ir até a janela, pensar um pouco. No entanto foi impedido por um uma mão que segurou forte em seu pulso.
— Não vai. Não me deixa aqui sozinho, por favor.
Pediu o mais novo, amedrontado. Se sentia perdido, com medo de tudo, se quer raciocinava direito, e as lágrima agora tinham regressado em seus olhos com força total.
— Shi, calma, eu não vou a lugar nenhum, vou ficar aqui com você, vou cuidar de você. – falava docemente o alentando em seus braços, o abraçando fortemente. – Não vou deixar ninguém nunca mais te tocar, nunca mais. Eu prometo! – afagava os cabelos do menor.
Ficaram mais alguns minutos abraçados.
— Eu...eu queria tomar um banho, estou me sentindo sujo. – parou um segundo para se recompor, lembra da cena era difícil. – Mas eu não queria ficar sozinho, eu...
Derek o via tão frágil e indefeso que, só que desejava poder dar todo o amor e carinho que ele precisava e faria isso mesmo que não fosse do jeito que deseja. Sentia tanto ódio daquele que o havia marcado.
— Não se preocupe eu não vou sair de perto de você.
O menor agradeceu com apenas um olhar e o maior o guiou até o banheiro.
Stiles retirou toda a roupa, deveria estar mesmo em outro mundo para se sentir tão à vontade com a presença do Alpha, o lupino lhe transmitia conforto, se sentia-se seguro ao lado dele. Derek também retirou suas roupas e foram a ducha. Stiles deixou-se ser tocado pelo lupino, estava um pouco aéreo com tudo o que lhe acontecera pra negar qualquer coisa.
Derek sentiu um desejo enorme pelo menor, era difícil está assim tão próximo de quem se deseja, nus, o tocando, sentindo todo seu corpo, sua pele macia, seu cheiro inebriante ao qual era louco e não sentir desejo de ir além. Mas se conteve, Stiles precisava dele e não se aproveitaria da sua fragilidade, cuidaria dele com todo amor.
Ligou a ducha quente e o limpou com cuidado, pois seu corpo estava em várias partes machucado, e enquanto passava os dedo por eles absorvia um pouco da dor do menor o sentindo relaxar um pouco debaixo da água quente.
Quando estava próximo ao pescoço do menor não resistiu, se aproximou e depositou um beijo doce em sua nuca, virando-o devagar e percebendo que o que corria em seu rosto não era apenas a água, ele ainda chorava silenciosamente. Segurou com ternura o rosto seu rosto e analisou olhando no fundo dos seus olhos que agora pareciam muito diferentes dos quais ele costumava se perder, estavam tristes e distantes. O puxou pra um abraço forte sentindo seu corpo tremer um pouco com seus soluços.
Depois de alguns minutos eles deixaram o banheiro e Derek ajudou Stiles a se trocar, e se vestiu com as mesmas roupas que estava anteriormente, ficando apenas com a parte de cima a mostra. O guiou até a sua cama e o cobriu, depositando um beijo carinhos em sua testa e indo sentar em uma cadeira que estava próxima a cama.
— Derek? – Stiles o chamou com uma voz baixa e cansada. – Fica aqui comigo...
Derek deu um leve sorriso de lado, agora deitando-se ao seu lado, ficando face a face com o menor. Ficou a encarar aquelas orbes castanhas e vendo toda a tristeza no fundo de seus olhos. Faria de tudo para ter o seu Stiles alegre e falante de sempre de volta, tudo.
Senti-lo tão perto, sua respiração, seu calor, seu cheiro, era tão bom permanecer assim próximo dele. Aproximou-se um pouco mais selando um beijo em seus lábios, um beijo sem língua, doce cheio de carinho e cuidado.
Stiles não retribuiu e nem se afastou, apenas aceitou.
— Obrigado por ter me salvado. – murmurou sonolento depois de alguns minutos em silencio. – E por estar aqui... comigo.
Ficaram um pouco ali se encarando, depois Derek virou-se de costas para Stiles e foi se perdendo em pensamentos. Pensava se deveria se declarar pra ele, dizer quando o desejava o quanto queria protege-lo e amá-lo. Foi tirado de seus pensamentos quando sentiu ser envolvido pelos braços do mais novo e prontamente envolveu os seus nos do menor.

— Vai ficar tudo bem, Stiles. Eu estou aqui.
Do mesmo modo dormiram. Agora mais do que nunca Derek teve a certeza que o que sentia pelo menor era forte e verdadeiro. Lutaria pelo seu amor pois sabia que de alguma forma o mais novo também gostava de si. E, se existia alguém por quem ele se importava e lutaria, esse alguém era Stiles.
Foram abraçados pela escuridão com a esperança de que o amanhã reservaria um novo dia, um dia melhor…
Continua...
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