I'll Always Be By Your Side
23 Atrapalho?
Notas iniciais
Scott e Isaac estavam mais próximos do que nunca. Permaneceram a noite na mansão e depois de tomar café da manhã, e aproveitaram pra tomar um banho juntos na parte inferior da casa.
Alguns minutos depois do início do banho Isaac decidiu que já estava o suficientemente limpo e resolveu sair. Entretanto Scott decidiu demorar um pouco mais, só que esse “um pouco mais” estava demorando pra pacas.
— Caramba, você ainda tá ai? — perguntou Isaac entrando no banheiro novamente, depois de já ter se enxugado e vestido uma bermuda.
— Já estou saindo! — Falou um pouco alto pelo barulho da água.
— Vai ficar sem a pele de tanto se esfregar.
— Já to indo! Agora eu acabai de verdade.
— Tá! — Falou dando de ombros.
Isaac olhou a toalha e a única peça de roupa do moreno que havia no banheiro, que no caso se tratava de uma cueca box, pra em seguida encarar o moreno, que estava de costas para através do vidro, com um sorriso travesso.
Dois minutos depois o Scott saiu do chuveiro se sacudiu um pouco e foi a procura da toalha e de sua peça de roupa, de primeiro não a encontrou, então as procurou um pouco mais. Só depois de olhar por todo o banheiro se convenceu de que elas realmente não estão mais ali.
— Anjinho, você viu a toalha e minha cueca que estavam aqui? — falou colocando a cabeça pra fora do banheiro e dando de cara com o loirinho encostando na parede.
— Por um acaso são essas aqui? — mostrou as peças em suas mãos.
— São sim, valeu eu- — parou quando o loiro foi para o lado contrário ao seu. — O que foi? Me dá aqui, Isaac! — tentava pegar das mão do outro, mas sem sucesso.
— Se você quer tanto, então vem pegar! — falou balançando as peças na mão e correndo.
—Isaac, volta aqui sua peste!
— Ué, eu não era o anjinho a segundos atrás? Se decida meu amor. — brincou enquanto corria pelo corredor.
O moreno correu atrás dele, mas parou por um momento quando se lembro que estava completamente nu.
— Ah, quer sabe? Que se dane! — disse dando de ombros correndo com um sorriso nos lábios atrás do loirinho.
Isaac tinha parado por achar que o moreno não o seguiria e arregalou os olhos soltando uma gargalhada quando viu o outro correr em sua direção. Fugindo para o andar de cima como o lupino em seu encalço.
— Bela bunda em, MacCall! — gritou Peter que estava no sofá da sala.
Scott tratou de correr ainda mais rápido depois dessa, subiu em segundos a escadas e quando o loiro estava prestes a bater à porta do quarto ele conseguiu para-la com uma de suas mãos.
Isaac ficou parado feito uma estátua, mas no segundo depois começou a correr pelo quarto, só que dessa vez MacCal foi mais rápido e o quando ele passava pela cama o agarrou fazendo os dois caírem sobre ela.
Scott logo deu um jeito de ficar em cima do loiro.
— Te pequei! — falou sorrindo.
— Tudo bem, tudo bem eu merendo. Por favor não faça nada comigo. — falou entregando as roupas e também sorrindo.
— Ah, não... um travessura como essa não pode ficar sem uma punição.
— Ah não por favor, não! — pedia vendo o moreno mexer os dedos compulsivamente e encara-lo com cara de maníaco.
— Sinto muito, mais foi você quem pediu, muahaha!
Scott começou o ataque de cocegas ao loirinho que ria descontroladamente tentando escapar das mão de suas mãos.
— Ai minha barriga. P-para Scott. — pediu entre risos.
— Ah, não esse é só o começo, dessa vez não terei piedad- — Scott parou imediatamente o que fazia ao farejar algo estranho na mansão, pelo cheiro eles já sabiam que seja lá o que fosse aquilo não era humano, muito menos um lobisomem, aquele cheiro não era nada parecido com qualquer coisa que eles já cruzaram antes. Mas seja lá o que fosse sem dúvida era muito poderoso.
Sentiram também que aquela criatura possuía uma áurea maligna e carregava um grande ódio dentro de si.
Issac também percebeu e ambos saíram cuidadosamente da cama seguindo aquele cheiro.
Desceram as escadas rápido, sem fazer barulho, encontrando a porta da sala completamente aberta e Peter no chão seguram com força o braço esquerdo. O ar ali era tão pesado que era um incomodo caminhar pela sala.
Foram até o mais velho o ajudando a levantar.
— Você está bem? — perguntou Scott.
— Estou.
— O que diabos era aquela coisa?
— Era um...
— Um o que?
— Uma criatura rara, eu já tive o desprazer de cruzar um deles a muito tempo atrás. Uma criatura impiedosa incapaz de sentir remorso, não poupa ninguém que cruze o seu caminho.
— E porque ela não te matou?
— Ela não ganharia nada me matando, muito menos conseguiria deixar o recado que ela queria. — Estendeu o braço mostrando um corte com um símbolo em espirais.
— O que diabos é isso? — perguntou Issac.
— É uma marca antiga, essa marca era deixada quando eles queriam passar uma mensagem especifica. Essa criatura não vai poupar ninguém, quem se meter no caminho dela não vai acabar bem. Ele não quer apenas matar, ela que ver o medo, sentir o desespero das pessoas. Mas dessa vez, diferente da última vez que ela esteve aqui, ela tem um objetivo, um motivo.
— E o que essa marca significa? Qual é o motivo dessa coisa está aqui?
— Vingança!
*.*.*.*.-
Derek e Stiles seguram até a sala do Ben para que então o loiro começasse a primeira consulta com Stiles.
Ele perguntou muitas coisas, como o menor estava se sentindo e etc...
O examinou e fez uma Ecocardiograma fetal e descobriu, para seu alivio, que não se tratava de uma gravidez abdominal.
Também retirou sangue do garoto e pediu bastante exames fora o prontuário do garoto — que ele havia sabe se Deus como do Hospital em que o garoto se consultava desde criança. — Tudo se focalizou em saber como estava saúde do jovem, e tudo parecia esta caminhado muito bem, mas só poderia afirmar ou descarta algo com mais certeza daqui a algumas semanas onde poderia ver com um pouco mais de clareza, já que a gravidez do garoto ainda não havia completado nem sete semanas.
Durante toda a consulta Derek esteve de cara amarrada, dava apenas algumas respostas vagas quando alguma coisa lhe era perguntado. Não conseguia disfarçar a raiva que sentia de ter o loiro tocando no menor e conversando tão bem com ele que até dava a impressão que eles se conheciam desde sempre. Estava se segurando muito em não quebrar a cara cínica daquele que instantaneamente havia ganhado sua antipatia.
Quando a consulta chegou ao fim Stiles despediu-se do loiro. Agarrou o braço do moreno e caminhou com ele até a saída.
— O que houve com você, em? Passou o tempo inteiro de cara fechada, achei que quisesse matar o Benjamim com essa sua cara de assassino em série.
— Eu bem que quis mesmo! Aquele frangote não parava de dar em cima de você na minha frente.
O menor riu.
— Nada a ver, Derek. Você ta vendo coisa onde não tem. O Ben é só meu amigo, é como se fosse da família.
— Só que ele não pensar assim. — cruzou os braços bufando.
O menor cessou os paços fazendo o grandão fazer o mesmo. Foi para frente dele descruzou seus braços e os envolveu na sua cintura fazendo-o relaxar um pouco.
— Se é assim você não tem nada com se preocupar, porque eu não trocaria você por ninguém, é você que eu amo e é com você que eu quero estar, sempre. — dizia olhando nos olhos do moreno.
Derek não teve como não sorrir com as palavras do mais novo. Definitivamente amava aquele pilantrinha. O abraçou com mais vontade caturrando-lhe os lábios.
Talvez devesse relaxa um pouco, confiava nos sentimentos do garoto sabia que ele seria incapaz de trai-lo. Mas ainda sim temia que aos poucos o loiro conquistasse conquista o seu amor. Só de imaginar isso, seu coração se espremia dentro do peito.
Voltaram a caminhar e Derek não soltou os braços de sua cintura, a segurava quase que possessivamente.
Stiles pediu um minuto para ir até a cozinha, queria se despedir da morena e de Hélio antes de ir embora.
Derek ficou esperando o menor na porta de entrada, olhando os detalhes do jardim que agora estar muito bem cuidado até que seu celular tocou e ele caminho mais um pouco para tende-lo.
— O que é?
— Você tem que vir aqui agora!
— Não vai dar Peter eu prometi que iria com o Stiles em um lugar e se eu não for ele me corta o pescoço.
— Derek, é sério. Você precisa vir pra cá agora.
— Me diz um motivo pra eu larga-lo aqui e ir até ai, vai?
— Jennifer.
O moreno engoliu seco não acreditava que ela realmente estava de volta. Até tinha por um tempo esquecido que um dia conheceu aquela mulher. Mas agora ela estava de volta. O que ela queria aqui? Logo agora que tudo parecia caminhar tão bem, recebeu essa notícia. Precisa resolver logo essa situação, não poderia deixar que ela descobrisse sobre Stiles, tinha que dar um jeito nisso o mais rápido possível.
— A Mila nem o Hélio estavam, acho que precisaram sair. — o moreno foi despertado de seus devaneios com a chegada do mais novo. E é logico que Stiles percebeu a expressão de preocupação do moreno. — Aconteceu alguma coisa, Derek? Porque essa cara?
O moreno logo deu um jeito disfarçar sua preocupação, o menor não podia deixar o garoto si quer sonhar que tinha algo errado, se não insistente como ele era, acabaria descobrindo tudo e ai que as coisas iriam se complicar.
— Não foi nada demais. — mentiu. — Foi só o Peter, parece que um bando esteve lá na mansão. Não se preocupe, são conhecido. Mas parece que eles estão precisando de ajudar em alguma coisa, o Peter não explicou direito. E como eu sou o Alpha eu vou ter que ir até lá.
— Mas agora? Nós combinamos que você iria buscar o Al comigo.
— Eu sei amor, mas é que surgiu um imprevisto.
O menor negava com a cabeça em negação.
— Você deve estar agradecendo aos céus por isso ter acontecido, né. — murmurou dando as costas.
— Ei, vem cá. — puxou o menor. — Você sabe que não isso verdade. Eu queria ir, só que eu realmente preciso ver o que está acontecendo.
— Tudo bem... — Stiles não culparia o moreno, sabia que não era culpa dele só estava triste de ter tido seus planos arruinados. —Toma cuidado lá, e depois me conta essa história direito.
— Tomo sim, e conto sim. Desculpa, bebê. — deu um beijo e por fim um selinho antes de sair.
O menor ficou um pouco decepcionado esperava que Derek o acompanhasse, mas pelo visto as circunstâncias não conspiravam a seu favor.
Tinha acabado sozinho e sem carro, já que o moreno tinha ido no que eles vieram.
Não teve muita opção a não ser voltar para dentro da clínica. Esperava que Benjamim não estivesse ocupado, pois ele era o único que podia ajuda-lo.
Subiu as escadas indo até a sala do loiro e batendo na porta, recebendo um sinal positivo pra entrar.
— Olha eu de novo.
— Stiles? — O loiro tirou olhos dos papeis se levantando e encarrando o mais no com surpresa. — Aconteceu alguma coisa?
— Aconteceu sim. — se jogou com desanimo no sofá. — Eu e o Derek combinamos de buscar o Al hoje.
— Que ótimo!
— É mesmo. — permitiu se sorriu um pouco mais logo desanimo voltou. — Só que o problema é que surgiu um imprevisto e o ele teve que ir embora.
— Nossa, que chato.
— Pois é. E o pior é que ele foi embora com o carro que a gente veio, eu nem tenho como sequer ir buscar o AL sozinho. Eu procurei a Mila e o Hélio e não os encontrei em lugar nenhum. Então eu pensei que se não estivesse muito ocupado, se você poderia me levar até lá. De lá eu pegaria um taxi sei lá, eu só preciso chegar lá. Mas se você não puder tudo bem eu ent- — não conseguiu termina a frase pois o loiro o interrompe.
— É claro que eu posso! Pra você eu nunca estou ocupado. E não vou só te levar até lá como também vou entrar com você.
— Nossa, muito obrigada, Ben. Eu já estava meio que desesperado. — sorriu aliviado.
— Nada, vai ser um prazer. Deixa eu só trocar de roupa nós podemos ir.
*.*.*.*.*.-
Minutos depois eles já estavam em frente ao orfanato.
— Caramba, eu to tão ansioso, espero que ele ainda queira ser adotado por mim, e que não esteja chateado comigo, afinal eu sumi sem dar nenhuma explicação. — Stiles estava preocupado como loirinho, triste só de pensar em tê-lo feito sofrer com o sumiço.
— Relaxa, é claro que ele vai ficar muito feliz em te ver.
— Assim espero.
Eles entraram no orfanato seguiram até recepção e mostraram os papeis assinados e foram encaminhados a uma sala onde mais alguns procedimentos foram feitos, e quando tudo acabou a assistente social nem ao menos se deu ao trabalho de leva-los até o garoto, apenas disse onde ele deveria estar, que poderiam pegar tudo o que era dele e leva-lo. Parecia mesmo que ela estava fazendo tudo meio torto como se quisesse se livrar logo do menino.
Stiles e Ben estranharam a atitude da mulher que parecia querer expulsa-los dali o mais rápido possível. Mas não deram tanta importância a isso, seguiram procurando o loirinho foram em todos os lugares em que ele poderia estar mas nem sinal dele.
Foi então que uma garotinha que aparentava ter seus dez anos lhe contou que a expetora do lugar o havia colocado de castigo no quarto e ele ainda estava lá desde ontem à tarde. Stiles perguntou o que o garotinho tinha feito de errado e a menina lhes contou que ele não havia feito nada errado, apenas mencionava o tempo inteiro que seu pai viria busca-lo, o que irritava as mulheres. Elas diziam que ele estava doido, que ninguém iria adotar uma aberração como ele.
A garota contou também que as mulheres sempre estavam mexendo com ele, o xingando ou dando-lhe tapas e beliscões. Stiles ficou enfurecido com o que ouvia, um ódio lhe tomou. Como alguém poderia fazer mal a uma criança tão adorável como o Al. Sua vontade era de ir até a mulher e lhe causar dor pior a que ela havia causado ao garotinho, fazer um escândalo, gritar pros quatro ventos os absurdos que estavam acontecendo, mas Ben lhe abriu os olhos para o que era mais importante no momento, Al. Primeiro o tiraria dali o quanto antes, e depois resolveria o que farai a respeito.
Agradeceu muito a garotinha pela informação e seguiu para o quarto onde o menor dormia, bateu a porta receoso mas não obteve resposta, tentou abrir a porta e só então percebeu que ela estava trancada, começou a chama-lo e bater com mais força, contudo nada, até Benjamin tentou, mas não se escutava nem que seja ele até pensou na possibilidade do menor não estar lá dentro, mas quando saia pode ouvir um sussurro do menor chamando seu nome.
Stiles ficou enfurecido o que tinha acontecido? Como deixam uma criança de 6 anos trancada, sozinha? Não encontrava resposta cabíveis estava fora de si.
— Temos que tira ele daí! Alguém abre essa porta! — berrava pela ajuda de alguém mas ninguém pareceu se importa. — Al, meu anjinho, eu já vou te tirar daí, aquenta. — tentava acamar o loirinho, mas o quem mais surtava era ele.
— Calma, Stiles!
— Desculpa, Ben eu não consigo, quero que abram essa porta agora! — dizia aflito.
— Espera, deixa que eu cuido disso. — afastou carinhosamente o jovem de perto da porta e com um único golpe arrombou a fechadura.
Stiles imediatamente correu para dentro do quarto encontrando o loiro deitado coberto com um fino lençol, ele estava com os olhos fechados.
— Al, meu anjo. — Abaixou-se frente a cama tocando o garotinho, percebendo de ele tremia. — Ai meu Deus, ele está ardendo em febre. — Falou aflito para o Ben — fala comigo, meu amor, sou eu o Stiles, lembra? Eu vim te busca, meu lindo.
— Deixa eu dá uma olhada. — o mais novo se levantou andando de um lado pro outro enquanto Ben se abaixava frente ao garoto.
Ben começou a dar uma rápida olhada no garotinho, procurando uma possível causa da febre e quando levantou a camisa do garoto teve uma pequena surpresa.
— Stiles. — Chamou o menor, que voltou sua atenção a criança.
O tórax do loirinho estava com várias manchas vermelhas e outras roxas que pareciam ser mais antigas, e isso se espalhava por todo corpo do garotinho.
Stiles levou a mão a cabeça, ficou possesso, sua vontade era de sair espancando todos que trabalhavam naquele lugar por causarem e permitirem que um absurdo desses acontecesse. Mas logo se culpou — mesmo não tendo culpa alguma —, por não ter vindo o mais rápido possível tira-lo dali. Seus olhos estavam marejados de lagrimas a raiva e a indignação eram grandes.
Ben levantou-se indo até ele, segurando em seus ombros levando a ficaram olho no olho
— Stiles, olha eu sei que você está com raiva que está indignado com essa situação porque eu também estou. Mas seja lá o que está pensando em fazer, não faça. Nossa prioridade agora é o Al, vamos tira-lo daqui e leva-lo pra clínica, ele precisa de cuidados, precisa de você. Depois eu prometo que nós veremos uma forma legal de punir essas pessoas, tudo bem? — O menor fez que sim com a cabeça ainda com algumas lágrimas no olhos. — Então vamos!
Bem foi até a criança a pegando no colo.
— Tem alguma coisa que você vai levar dele?
— Acho que não. — Foi então que ele lembrou da bolsa que o garotinho carregava pra todos os lados, não que ele não pudesse comprar outra, mas ela poderia ter um valor sentimental para o loirinho. — Espera. — começou a procura-la, revirando tudo, mas estava difícil de encontrar, talvez ele a escondesse... A encontrou de baixo da cama; a pegou e saiu do quarto ao lado de Ben.
Eles caminhavam pelo corredor e quando passavam pela cantina, puderam ouvir um comentário vindo de uma das mulheres que ali estavam.
— Já vai tarde! — Falou a mulher com desprezo. —Tenho até pena desses dois ai. Ainda bem que vamos nos livrar desse amaldiçoado. Ele deveria era ter morrido no parto não a mão dele a coitada perdeu a vida por uma coisa dessa. Tomara que morra. — as outras mulheres que estavam na mesa junto com ela, riam e faziam comentários igualmente maldosos.
Ben pedia aos seus pra que o menor continuasse andando, mas Stiles não podia deixar isso passar despercebido. Se preocupou quando o menor parou no meio do corredor e em seguida ondou em direção ao grupinho de funcionárias.
— Stiles, o que que você vai fazer? Volta aqui, Stiles. — meio que sussurrava para o menor mas ele não lhe deu atenção e continuou andando.
Havia uma senhora limpando o chão e quando passou por ela, sem que ela percebesse se abaixou e pegou o balde com água que ela usava pra molhar o pano, e seguiu com tranquilidade até elas.
A mulher que havia falado mal do garotinho estava tão distraída que nem percebeu quando o menor se aproximou, ela só se tocou quando suas ‘‘Amigas’’ pararam de sorrir. Quando ela se virou pra ver o motivo, recebeu um balde água suja na cara como resposta.
A mulher se levantou histérica toda ensopada.
— Você ficou louco? — gritou.
— Nunca mais ouse falar assim do Al sua desgraçada, ou eu posso ir até preso, mas eu juro que eu vou dar tanto nessa sua cara que quando eu acabar não vai ter cirurgião no mundo que concerte. — a mulher estava completamente paralisada e o mesmo acontecia com a suas amigas. — Eu tenho muita pena de você, ou melhor, de vocês que precisam fazer uma criança que não sabe se defender se sentir inferior, sem valor, pra se sentirem bem com sido mesmas e suas vidas de merda. Se não existissem pessoas como vocês o mundo seria um lugar muito melhor. — falava com total raiva e desprezo. — E fiquem de aviso, seja lá quem for que tem feito mal a ele, vai pagar! Não fiquem achando que vai ficar por isso mesmo, porque não vai! Agora ele tem que o defenda. Podem esperar que a vez de vocês vai chegar. Passem muito mal. — disse por fim dando as costas deixando as mulheres completamente atônitas pra trás. Voltando para o lado de Bem que também estava pra lá de espantado, e ambos voltaram a caminhar.
— Quem é você e o que você fez com o Stiles? — perguntou o loiro.
— Aquelas mulher conseguiram me tirar do sério! — Disse calmo parecendo que acabara de dar bom dia a elas.
Ben olhava com um certo espanto.
— Espero nunca te deixar com raiva então.
— Já me sinto um pouco melhor.
Ben resolveu ficar calado, sentiu até um certo medo do garoto, mas gostou da coragem dele.
Stiles é do tipo calmo que dificilmente perde o controle. Ele poderia até ser fraco se tratando dele mesmo, mas quando mexiam com as pessoas que ele amava, ai a coisa muda de figura, ele se transforma e luta com tudo o que tem pra defender os seus.
Eles fizerem a maior parte do caminho até a clínica em silencio. Chegando lá Ben levou o garotinho nos braços até o andar superior, onde o examinaria e verificaria se havia algo de mais sério acontecendo com ele. Stiles até tentou subir, contudo acabou sendo barrado junto com a Mila que estava tão preocupada quanto o jovem. Benjamim disse que não seria nada de mais, apenas faria alguns exames. Seria mais calmo e rápido se eles não tivesse ali.
Haviam se passado alguns minutos e Stiles estava impaciente.
— Stiles, já ta quase na hora do almoço vamos comer alguma coisa. Papai fez peixe hoje.
— Obrigado, mas não estou com vontade nenhuma de comer.
— Você precisa comer, esqueceu que aqui dentro tem que precisa que você esteja bem pra está também? — disse a morena se aproximando do irmão e tocando com carinho seu ventre ainda liso, vendo o garoto relaxa um pouco. — O Al está em ótimas mãos. Não ta acontecendo nada, eles só estão fazendo alguns enxames logo, logo ele te libera pra subir. Vamos na cozinha comigo?
—Tudo bem... — seguiu morena.
No início não quis comer nada, mas no final das contas acabou comendo até mais do que devia e correndo para o banheiro para se aliviar.
Depois que terminaram voltaram pra recepção e esperaram por mais alguns minutos até que Hélio avisou que eles já poderiam subir.
Chegando no quarto ambos se surpreenderam ao ver Ben sentado na ponta da cama do garotinho que já se encontrava cordado conversando com o seu Dr.
Ele vestia uma bata azul claro e estava com o cabelo peso. Não haviam muitos aparelhos ligados a ele apenas um oxímetro de dedo para medir a pressão e os batimentos do garoto e um e um soro.
— Stiles! — o loirinho abriu um largo sorriso ao avistar o jovem na porta do quarto.
Stiles praticamente correu até lá abraçando o garotinho e por fim dando um beijo em sua testa.
— Mila! — falou com os olhos brilhando ao reencontra-los.
— Oi meu amor, eu estava morrendo de saudades de você. — A morena beijou a bochechado garotinho.
— Eu também, de vocês dois! Stiles, você veio de verdade. Você quer mesmo ser o pai?
— É claro que eu quero ser seu pai! Quem não iria querer um garoto tão lindo como você? Eu disse que ia te busca! Foi uma promessa, promessas são pra sempre!
— Obrigada, Stiles, eu to muito feliz que você me tirou de lá.
— Oh, meu lindo me desculpa por ter feito você esperar tanto. Desculpa se eu te fiz pensar que eu não queria mais te adotar, eu juro que eu não pude.
— Não tem problema, Stiles. Eu sabia que você viria, sabia que tinha acontecido alguma coisa por você não ter vindo me buscar, mesmo com elas me dizendo que eu tava ficando doido, que era tudo imaginação minha, eu sabia que você era de verdade.
— Não liga pra elas, elas são tristes e não querem que as outras pessoas sejam felizes, por isso elas dizem coisas ruim pra se sentirem melhor. Mas tudo que elas falaram é mentira, você é muito especial e muito querido, todos nós já gostamos muito de você. Você nunca mais vai ficar sozinho, ta escutando? Nunca mais.
O garotinho sorria emocionado com todas as palavras vindas de seu novo pai e de todos os com sorriso que eram lançados pra si. Sentia-se muito feliz junto daquelas pessoas.
Stiles sorria sincero, sentou-se do lado do garotinho passando os braços ao seu redor limpando seu pequeno rosto, ficando colado a ele.
— Obrigado...
— Não tem o que agradecer, anjo. — Somos sua família agora. — beijou sua bochecha. — Mas me diz uma coisa, como você tá? Tá se sentindo melhor?
— Humrum! — Balançou a cabeça. — O Hélio e Ben cuidaram de mim.
— Vovó Hélio, lembra que combinamos? — disse o homem.
— Desculpa, esqueci. — levou a mão a boca sorrindo e fazendo os presentes sorrirem também — O “Vovó Hélio” cuidou de mim, ele até me deu banho, sabia?
— Nossa, que legal!
— Foi sim! E o Ben me deu remédio pra eu ficar bom logo. E oh, eu já tô me sentindo muito bem. Ele é muito bom mesmo, não é?
Benjamim gargalhou.
— Que nada, pequeno. Você é que foi um paciente muito exemplar e fez tudo direitinho, por isso ficou melhor rápido.
— É bom sim, Al! E não sei porque que dar uma de modesto, porque ele não é. — falou a morena.
— Mila...
Todos ficaram ali conversando com o mais novo integrante.
Stiles deu um beijo no loirinho e disse que já voltava, se levantou da cama e fez sinal para que Benjamim o acompanhasse.
— Mas então, Benjamim como é que ele está? — perguntou já no corredor ao saldo da sala do garoto.
— Nós fizemos alguns rápidos exames, tiramos radiografia, mas não havia nada de sério. Ele estava apenas um pouco desidratado acho que não tinha comido nem bebido nada. Não encontramos nenhum motivo para a febre, acho que era emocional. Mas em todo caso eu retirei mais um pouco do sangue dele pra fazer alguns exames mais detalhados. Enquanto as marcas no corpo dele não eram sérias, todas foram superficiais eu vou passar um Spray pra dor, e vai retira logo essas manchas roxas dele. Eu achei melhor deixa-lo internado pelo menos até amanhã pra ter certeza que o remédio fez mesmo efeito.
— Tudo bem, o que for melhor pra ele.
— Se senti melhor agora?
— Ah, nossa, muito! Eu me senti um pouco culpado.
— Eu percebi. Mas você não teve culpa, infelizmente coisas assim acontecem o tempo todo. O importante é que você o tirou de lá. Tenho certeza já está fazendo um enorme bem a ele.
Stiles caminhou até a varanda do lugar e o loiro o segui e ficou um pouco em silencio antes de começar a falar novamente.
— Se eu disser que eu estou com um pouco de medo, você não vai me achar fraco, vai?
— Claro que não, eu acho você uma pessoa muito forte e corajosa, e esse é um dos motivos pra eu admirar você. Não é todo mundo que abriria mão de tantas coisas só pra ajudar outra pessoa. Qualquer um no seu lugar ficaria com medo, o desconhecido nos assusta. Eu sei que você de alguma maneira sabia que precisava fazer isso, mas isso não te impedi de se sentir inseguro em com as coisas vão ficar daqui pra frente. Você é ainda muito novo e estar assumindo uma grande responsabilidade e mesmo que essa “grande responsabilidade” Valha a pena, ainda continua sendo difícil.
Stiles sorriu fraco.
— Obrigada por me entender, Ben.
— Vem cá. — o puxou para um abraço. — Você não está sozinho nessa, nós estamos aqui pra te ajudar, eu estou aqui pra te ajudar.
— Obrigado...
— Disponha. — Ben sorria abraçado ao garoto.
— Atrapalho? — uma voz masculina surge na porta.
— Derek...
Continua...

Casa do Derek e Stiles.
Continua...
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