Notas iniciais
Olá,olá. Desculpem pela demora, de verdade. Andei um pouco largada das fics no último mês. Esse cap terá bastante diálogo, tentei incluir várias selecionadas que estavam há um tempo sem aparecer, mas ainda não foram todas. Enfim, boa leitura. - Andy - Eva. ' - Kaolin - Carter Mason -Alice Lynn - Valerie Vitiello Stark - Claire Cutter - Lillian Katherine Stoll - Marcelinne Yanes - May Grace - Emilly Lea Mattis - Woori Lee -Stephanie Hwang - Kattrina Amy Midston Lovehgood - Amberly Clare Montegomery - Genna Anne Sheeran - Alary Wudlee - Amber Victoria Ashes Kamilla Dandara Alencar - Ashley Lily Carter - Luane Delacuor Prince - Alary Wudlee - Amber Victoria Ashes - Lua Emiko - Alexia Amethysth Martell - Bianca Miller Foster - Katharina Miller Foster

"A coragem precisa ser sentida e vista "

– My songs know what you did in the dark– Fall out Boy

Nathasha Alianovna bebia suco de manga tranquilamente, embora sua atenção estivesse focada em todos os cantos do salão de mulheres.

Repousou o copo na mesinha mais próxima e voltou sua atenção para o livro histórico que lia. Era engraçado, ela achava, ler sobre países que hoje eram seus inimigos.

A senhorita Romanoff não era pacífica, por assim dizer.

Várias manicures cuidavam dos pés e mãos das garotas, as de Natasha estavam pintadas em um tom de azul escuro que parecia preto se observado à distância.

Constance, a mulher que auxiliava as garotas, aproximou-se da ruiva de cabelos curtos com uma expressão de raiva.

— Senhorita Natasha. — Chamou. — Por que não está seguindo minhas ordens de fazer amizade?

— Porque não estava com vontade de segui-la, isso é simples.

A mulher ficou ainda mais brava com a resposta.

— É assim que almeja se tornar rainha? Uma moça da realeza segue ordens, sabe o que é melhor. Agora tire os olhos desse livro e vá conversar.

— Elas falam sobre sapatos, a seleção e roupas. Nenhuma fala sobre brigas, armas e tecnologia.

— Como sabe isso? Sequer conversou com uma delas. Ande logo, ou irei leva-la à força.

Natasha duvidava que Constance conseguisse arrastá-la por muito tempo antes de ser nocauteada, mas não discutiu. Ao invés disso, levantou-se da poltrona onde estava aconchegada e foi em direção à uma rodinha de selecionadas. Identificou Holly Stewart, Gisele Alvares e mais algumas das quais não se lembrava do nome, apenas da fisionomia.

— Oi. — Disse, no mesmo instante a conversa cessou. — Atrapalho alguma coisa?

— Não. — Quem respondeu foi Holly. — Gostaria de se juntar à conversa?

— Constance deixa alguma escolha?

Uma garota de cabelos curtos e brancos riu, se chamava Safira, recordou-se Natasha.

— Falávamos sobre livros e sobre a comida do palácio. — Disse uma garota, Lilian Stoll, ou algo assim. — A senhorita gosta de livros?

— Gosto, sim. E ainda mais da comida do palácio.

— Eu queria vou ser a selecionada vencedora apenas para comer isso todos os dias. — Disse outra garota, Marcelline Yanes, com um tom autoritário.

— Ninguém sabe quem irá ganhar. — Natasha disse. — Os príncipes nem marcaram um encontro.

— Ouvi dizer que Liang vai se decidir hoje sobre os encontros. — Disse Kaolin, uma outra selecionada. — E a Claire Cutter me disse que um guarda ouviu dizer que Jonathan estava observando nossas fichas para escolher uma também.

— Vai ser difícil arrumar um encontro. Eles sequer convivem conosco! — Esbravejou Amberly Clare. — Só se escolhessem por aparência.

— Seria anti-ético. — Alguém disse, mas dessa vez Natasha não conseguiu se recordar do nome.

O assunto com as garotas acabou por ser interessante, já que logo após o assunto “príncipes” e do de “guardas atraentes”, elas falaram sobre tecnologia e atém sobre armas.

— Ficaram sabendo? — Indagou Genna Anne. — Margarette disse que um guarda a agarrou.

— Quem iria agarrar alguém como ela? Tenha dó. — Disse Ashley Lily. — Só se fosse para dar um safanão e expulsar do castelo.

Nesse momento, Margarette estava se abandando com um leque no centro do salão. Não estava tão quente assim, então era algo teatral.

— Há quem diga que Margarette seja um travesti. — Zombou Lua Emiko. — Mas não acho que seja verdade.

— Quem sabe seja? — Indagou Bianca Miller. — A vida é feita de surpresas.

— Gente, isso é ridículo. Se fosse um travesti, as criadas avisariam. Além disso, ela não tem gogó. — Natasha pronunciou-se.

— Não entendeu a ironia?. — Katharina Miller, que era irmã gêmea de Bianca disse. — Foi brincadeira.

— Nenhuma selecionada foi eliminada ainda. — Felicity, a moça de cabelos coloridos, disse. — Estou preocupada com isso, e se houver um “massacre de eliminações”?

Antes que alguém pudesse responder, Jonathan entrou no salão das mulheres.

— Senhorita Valerie Vitiello Stark? — Chamou. A selecionada levantou-se em um pulo.

— Sim, Alteza.

— Ah, você está aí. — Disse, descendo as escadas. —Poderia me acompanhar por um instante?

— Fiz algo errado?

— Nada de errado.

Todos os olhares agora recaíam sobre a ruiva, que seguiu o príncipe de Illéa.

Assim que saíram do salão, se tornaram o principal assunto.

Seria um encontro? Uma eliminação? Apenas uma conversa?

Independentemente do assunto a ser tratado, todas estavam curiosas.

* * *

Bônus — Liang e Jonathan.

Liang conversava com Jonathan em seu quarto quando ouviu leves batidas na porta.

— Entre — Disse, levantando-se da cadeira que acompanhava a escrivaninha.

Um ou dois segundos depois, as grandes portas de seu quarto improvisado naquele castelo foram abertas, revelando uma figura ruiva e baixinha.Tratava-se da nova criada dele.

A garota, que aparentava ter a mesma idade do príncipe ou pouco mais, aparentava estar nervosa. Seus olhos percorriam todo o quarto, se fixando brevemente nos dois príncipes presentes.

— Você deve ser a nova criada, estou certo? — Indagou o príncipe asiático, com um sorriso. A moça acenou com a cabeça, concordando. — Bom, seja bem-vinda.

— Obrigada, Alteza. Me chamo Aurea.

Liang admirou o fato de ela ter mencionado o nome antes que fosse questionada.

— Está empolgada com o “novo emprego”? — Indagou Jonathan, que estava deitado dramaticamente no sofá rente à janela.

— Com certeza, Alteza. Ser criada de um dos príncipes é uma das maiores honras que um criado poderia ter.

— Bobagem, se eu fosse um criado, iria desejar distância da monarquia. Provavelmente, ficaria na cozinha. — Disse o monarca de Illéa— Sabes me informar se algum criado meu será encaminhado ao meu quarto nesta noite?

— Quando saí da cozinha, uma das criadas estava esperando na porta de seu quarto.

Como se tivesse tomado um chocalhão, Jonathan levantou-se rapidamente do sofá de Liang.

— Bom, não é educado deixar alguém na espera. Com licença, meus amigos. — Já na porta do quarto, acenou com uma das mãos e saiu apressadamente.

A porta fechou-se com um estrondo e Aurea pareceu ficar ainda mais nervosa (ou então desconfortável, Liang não sabia identificar).

— Sente-se, Aurea. — O príncipe disse, almejando amenizar o desconforto da garota.

— Seria adequado, Alteza? — Ela indagou, mostrando que prestara atenção nas aulas que preparavam os criados. Essas aulas, pelo o que Liang sabia, sempre prezavam pela educação, os criados deveriam sair de lá muito educados e reservados.

— Seria, sim.

Ela sentou-se ereta em uma das poltronas brancas com assentos estampados em azul que rodeavam a lareira do quarto. O príncipe sentou-se na cadeira de lado contrário, de forma que pudesse ficar de frente para a criada.

— Que tal fazermos um jogo?

— Não o compreendo, Alteza. Um jogo de tabuleiro?

— Não, não, um jogo de conversação. Chamo de “Conheça-me melhor”.

— Um criado não deve compartilhar detalhes de sua vida para alguém da realeza, é considerado rude.

— Sou um príncipe liberal,por assim dizer. Então, farei a primeira pergunta do jogo: Há algo que a incomoda nesse exato instante?

— Se eu responder a essa pergunta, entrarei no quesito “história de vida”, o que levará ao quesito “trauma”. Assim, além de mexer em antigas feridas, passaremos a noite em claro.

— Ok, vamos esquecer o jogo. — Ele disse, incomodado por ter falhado em algo. — Bonito broche.

— Como? — Ela indagou, confusa.

— O broche de coroa em sua roupa. Ele é bonito.

— Obrigada, Alteza. É parte do uniforme de quem serve aos príncipes, o meu é de bronze, mas conforme for passando o tempo, receberei um de prata, depois um de ouro. São como medalhas de escoteiros.

— Uma coisa bem pensada, de fato. — Liang impressionou-se.

— Segundo a coordenadora dos criados, foi um pedido do príncipe Jonathan.

O garoto realmente tinha atenção aos detalhes, uma excelente qualidade para quem fosse destinado à coroa.

— Alteza, foi-me indicado para que eu perguntasse sobre suas preferências sobre vestimenta, limpeza e todo o tipo de assistência que um criado deve fornecer. Há alguma exigência?

— Gosto de essências, adoro o cheiro que elas deixam pelo quarto. Acho que essa é minha única exigência: Que sempre haja um cheiro bom no quarto.

— Gosta de um tipo específico de flores para decoração?

— Adoro lírios, orquídeas e rosas, mas as outras flores são bem-vindas também.

Aurea fez mais algumas perguntas, depois se despediu com uma reverência. Liang acompanhou-a até a porta. Antes que ela partisse pelos corredores do castelo, ele disse:

— Não seja tão reservada, Aurea. Como diria meu pai, “Há melhor trabalho quando há alegria e amizade”.

Ela pareceu envergonhada, depois continuou a caminhar,Liang só abandonou a porta quando a criada se transformou em um ponto imperceptível nos escuros corredores.

Fechou a porta, caminhou até a escrivaninha e continuou com o trabalho que ele e Jonathan faziam antes da interrupção: O planejamento do primeiro baile da seleção entre Illéa e Nova Ásia.

Notas finais
E então, o que acontecerá com Valerie? E esse baile? Cenas do próximo cap.