Ilha Das Sensações
27 Scout, Darkiness e Showpa
Notas iniciais
– Esses são os pet's? — Híria perguntou olhando todos.
– Sim, são, se não quiser nenhum pode se retirar. — Emily disse percebendo a expressão de superioridade de Híria.
– Não, não. Eu quero um. — Híria disse e foi olhar os pet's. — Muito grande, muito pequeno... Isso aqui tem algum poder?
– Você não pode escolher os pet's pela aparência. Olhe como os outros estão conversando com todos os pet's para ver quem se encaixa melhor consigo mesmo. — Uma voz com tom de sofrimento disse ás costas de Híria.
– Tudo bem, começaremos por você então. — Híria disse e se virou para o animal.
Naquele momento Híria sentiu, pela primeira vez, dó de algum ser vivo.
– Você está bem?! — Híria perguntou indo ver o animal.
– São só alguns ferimentos. Nunca pensei que uma panda como você ia ter pena de alguém um dia. — A raposa disse tentando sorrir.
Híria sentiu um aperto no coração ao ver a raposa sofrendo tanto.
– Coitadinho né? — Mirane disse e passou a mão por um dos buracos da grade. — Já vai passar.
Mirane tocava o animal, tentando curá-lo com seus poderes.
– Esse é seu poder? — Híria perguntou surpresa.
– Bom, por vez, é sim. — Mirane disse sorrindo. — Eu só consigo isso, recuperar órgãos não é comigo...
– Eu estou ótimo. — A raposa disse sorrindo. — Sou Scout.
– Sou Híria. — Disse sorrindo.
– Eu gostei de você. — Scout disse se levantando.
– Como veio parar aqui? — Híria perguntou fazendo carinho nele.
– Eu era caçado no Alasca e depois fui parar em um zoológico. Lá eles espancavam os animais, então um dos grows, disfarçado, me pegou e me trouxe para cá. Isso foi ontem... — Scout disse.
– Aceita ser meu pet? — Híria disse sorrindo.
– Mas... Não vai ver os outros? — Scout perguntou, já que ele tinha entrado á pouco tempo e outros estavam esperando á anos.
– Não se preocupe Scout, se todos pegarem um pet, a sala ficará vazia. — Emily disse atrás de Híria.
– Acho que encontrei a minha dona. — Scout disse.
– Mas eu não sou assim todo dia. Não vou te mimar nem nada. — Híria disse séria.
– Acho que só de ser escolhido estou sendo mais do que mimado. — Scout disse e abaixou a cabeça em sinal de reverência á Híria.
–
– Nenhum pet me satisfaz. — Kayla disse e saiu andando em meio aos corredores estreitos.
Kayla começa á passear e observar os animais com asas. Logo ela ouve um bater de asas que não para e segue o som.
– Desgraça de asas! — Um corvo diz, ele estava nas maiores gaiolas e nem do chão saia.
– Ei, você percebeu que pode ter acesso á todas as gaiolas? — Kayla disse olhando as pequenas portinhas abertas no alto da gaiola.
– Acha que é fácil? — O corvo disse tentando voar.
– Quer ajuda? — Kayla disse e ajudou o corvo á subir até um pedaço das madeiras.
– Estou aqui á oito anos e ninguém nunca me ajudou. — O corvo disse e voou até a parte de cima da gaiola. — Sou Darkiness.
– Você estava fingindo... Deveria saber. — Kayla disse irritada e já ia embora.
– Mas já vai? — Darkiness perguntou. — Achei que iria me escolher, por ser tão gentil.
– Sabe... No mundo de hoje, ser gentil é algo que nem sempre é verdadeiro. — Kayla disse e saiu andando.
– Você tenta esconder algo que é natural em você. — Darkiness disse subindo e passando pelas gaiolas vazias. Acompanhando Kayla.
– Você não sabe nada sobre mim. — Kayla disse e olhou para o corvo.
Naquele momento que se olharam, Kayla parecia ter recebido um abraço apertado e recomfortante.
– Eu gosto de você. — Darkiness disse. — Eu morava no Brasil, mas me abandonaram por ser agressivo com todos e a diretora me achou e me largou aqui.
– Eu quero você como meu pet. — Kayla disse olhando bem de perto. — É você mesmo...
–
– Lotte quer achar um pet, Lotte quer um pet. — Lotte dizia enquanto caminhava pelos corredores agarrada com um boneco.
– Ei Lotte! Ei! Eu aqui, me escolhe! Sou o Showpa! — Um antílope dizia pulando dentro de sua gaiola.
– Uou! Lotte achou você tão fofinho! — Lotte diz passando a mão nele. — Qual a sua história? Lotte conversou com um monte de animais e todos eles tinham uma.
– Quando eu era um recém- nascido, fui capturado e deixado em uma jaula no porão de uma mulher. A noite a mulher apareceu e me matou. De dia eu revivi, sem entender nada, e a noite fui morto novamente. Isso se tornou um ciclo vicioso, e ao longo de duras semanas minha vida foi assim, até que desenvolvi uma estranha "imunidade á morte", que me concedeu a habilidade de me transformar para auto-proteção. Mais tarde eu descobri que quando morria um garoto que era mantido preso no sótão da casa eu revivia, e assim por diante. Quando eu fiquei imune á morte nós dois nos conectamos, assim fazendo com que a alma do garoto ficasse no meu corpo. Demorei muito tempo para entender isso, mas já contei tantas vezes essa história que acho que á deixei bem fácil de entender. — Showpa disse animado.
– Lotte tem pena de você. Lotte adorou você. Emily! Lotte quer esse! — Lotte dizia pulando e apontando para Showpa.
– Finalmente conseguiu Showpa. — Emily disse chegando perto dos dois.
Notas finais
(R)
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