Ilha Das Sensações
20 Psicólogo : Elliot Heartloch
Notas iniciais
IMPORTANTE: Se ao final das consultas ao psicólogo seu personagem não for mencionado e não ter o seu capítulo na história, por favor, me envie a ficha dele novamente por Mensagem Privada e eu farei o capítulo dele, bem... É só isso, vão logo ler!
Havia apenas nuvens cinzentas e enormes manchando o céu. Existiam algumas escapatórias para os raios de Sol, mas ainda eram mínimas.
Elliot observava todos ansiosos pelo seu psicólogo, mesmo que não aparentassem isso, estavam extremamente nervosos.
O garoto tentava manter a calma e parecer normal.
Seus olhos passavam correndo pelas faces das pessoas, guardando cada rosto, cada feição para mais tarde.
Estava cansado, a viajem foi muito longa. Então virou-se e sentou em um toco de árvore que havia perto do jardim. Alguns raios de Sol escaparam por ali e iluminaram Elliot, fazendo a atenção se voltar para ele.
– Ei! Aquele garoto é tão fofo... — Uma menina disse e todas as outras se viraram para observar.
– É verdade! Vamos lá? — Outra garota perguntou ao seu grupo de amigas.
Apenas 5 minutos se passaram e Elliot estava rodeado de garotas que queriam apertá-lo e beijá-lo.
"Que tédio..." Elliot pensava.
Aos poucos as meninas iam para suas consultas e ele ficava mais calmo.
Ele estava prestando atenção em um trilha de formigas, carregando alimentos, quando um avião de papel para em seu colo.
" Sua psicóloga dormiu em sua sala e esqueceu da reunião, é melhor ir procurá-la. Corredor B, sala 264. A porta de madeira. Boa sorte.
Via Céu."
– O que eu seria sem esses aviãozinhos? — Elliot disse brincando. — Obrigado.
Agradeceu aos anjos do céu e caminhou em direção á uma porta enorme, onde havia uma placa escrito "B" acima dos umbrais.
Ele caminhou... Caminhou... Caminhou.
– Sala 260... Caramba! Quantas salas! — Elliot dizia irritado até avistar a única porta de madeira, entalhado nesta o número 264.
– Finalmente. — Disse o garoto e correu para á abrir.
Ele bateu por 2 minutos intérminos na porta. Até uma garota, com o rosto marcado, cabelo despenteado e pijama, o atender.
– Quem é você?! — Perguntou quase o engolindo.
– Seu " paciente ". — Elliot disse fazendo gestos de aspas com as mãos.
– Ah meu Deus! Eu faltei a reunião! Eles vão me matar! — A garota disse tentando colocar várias peças de roupa por cima de seu pijama. — Entra de uma vez e eu vou improvisar.
Elliot foi agarrado e puxado para dentro da sala á força.
– Louca... — Elliot resmungou e se sentou em um sofá.
– Silêncio! Eu volto logo! — A garota disse e saiu correndo para fora de sua sala.
– Se todos forem assim... Acho que eu vou acabar virando o psicólogo por aqui... — Elliot disse e soltou uma risadinha.
– Eu ouvi... — A menina apareceu na porta novamente.
– Aonde você foi? — Elliot perguntou, não poderia ter sido muito longe em tão pouco tenho que havia se passado.
– Lá no pátio, onde você estava antes. Fui buscar os papéis... — A garota disse lendo-os.
– Tão rápido? — Elliot perguntou, não acreditando muito.
– Não acredito que você tenha demorado mais que isso para vir de lá. — A garota disse e segurou uma risada escandalosa. — Você demorou mesmo!
Ela disse apontando e rindo, quase morrendo sem ar.
– Eu sou Elliot, qual seu nome?! — Elliot tentou desviar o assunto.
– Ah! Eu sou Misaki! — Misaki respondeu esquecendo totalmente o assunto anterior.
– Interessante... Comece logo, estou interessado nos treinos. — Elliot disse.
– Com essa aparência imaginei que fosse mais gentil... — Misaki disse suspirando pesadamente e se sentando. — Pelo visto temos que quebrar o galho dos psicólogos de verdade..
Misaki folheou um caderno e logo ficou séria.
– Isso é muito importante, preciso que me responda tudo corretamente e sem mentiras. Se resistir poderei ler a sua mente... — Misaki disse lendo um pedaço de papel. — Eu não posso ler mentes... Mas eu arranjo um jeito...
– Que inútil! — Elliot disse e começou á rir.
– Silêncio... — Misaki disse se segurando para não avançar em Elliot.
– Comece logo, não tenho nada de interessante á falar. — Elliot disse ainda rindo.
– Tudo bem. Relação com sua família.
– Eu não tenho família, eu sou um anjo. — Elliot respondeu rapidamente.
– Menos um problema! — Misaki disse aliviada. — Á quanto tempo está na Terra?
– Faz... Um mês eu acho. — Elliot respondeu contando.
– Hum... E como você veio para cá? Teletransporte? Uma escada gigantesca de ouro? Voando? — Misaki perguntava ansiosa.
– Eu cai... Do céu... — Elliot disse estragando a expectativa que Misaki havia montado. — Que clichê... Anjos caindo do céu.
– Que legal! Eu ouvi dizer que quando um anjo cai do céu algo que simboliza sua personalidade se forma bem no local de sua queda... O que se formou onde você caiu?! — Misaki perguntou sorrindo.
– Um carvalho. — Elliot respondeu, nunca havia ouvido sobre aquilo.
– Hum... Interessante. — Misaki disse pensando em outras coisas.
"Então ele tem personalidade forte e dificilmente desiste... Que belo oponente se transformará!" Misaki pensou rindo maleficamente.
– Você está bem? — Elliot perguntou com certo medo de sua reação.
– Estou ótima! Próxima pergunta... — Misaki ignorou a sessão do mal e procurava pela outra pergunta. — Seus poderes! Minha parte favorita.
– Eu sei manipular coisas... — Elliot disse com receio.
– Só isso?! — Misaki disse e começou á rir.
– Eu só tive um mês de treinamento, e sozinho ainda! Queria o quê?! Que um deus grego todo poderoso chegasse agora?! — Elliot respondeu irritado.
– Calma, calma. Se é só isso... Próxima pergunta! — Misaki disse animada e procurou a próxima. — Sua armas! Oba armas...
– Eu não tenho nenhuma... — Elliot sussurrou e começou á observar o tapete.
– Como é?! Nenhuma?! — Misaki voltou á rir.
– Eu não posso ter armas! É contra a leis do céu! Assim que eles permitirem, eu usarei com o maior prazer! — Elliot respondeu com um sorriso sádico estancado em seus lábios.
– Tudo bem... — Misaki disse assustada com um sorriso amarelo. — O que você gosta... Meio impossível... E o que não gosta.
– Vou apenas ignorar... Eu gosto de ler e mostrar que eu SOU superior á todos! — Elliot respondeu se animando. — E eu não gosto de humanos! São inúteis e deveriam nunca terem existido! Bando de primatas!
– Nossa, tudo bem então... — Misaki respondeu com um pouco de raiva, por ser humana
– Terminou? Posso ir? — Elliot perguntava desesperado.
– Pode ir... E encontre o salão de apresentações sozinho já que é tão superior! — Misaki disse e o empurrou para fora da sala.
– Garota louca! Fui forçado á entrar e forçado á sair! — Elliot respondeu com raiva e saiu andando pelo internato.
"Ele terá que aprender á ser mais educado, gentil e poderoso..." Os arcanjos responsáveis por ele sussurram pelo corredor, fazendo assim um eco.
– Que desgraça! Eles tem alguma coisa contra mim?! E aonde está esse bendito salão! — Elliot dizia batendo os pés.
" Corredor D, sala 1936, porta prateada. Boa sorte aprendiz!"
Notas finais
Eu só quero avisar que se eu estiver diminuindo o poder dos seus personagens é apenas porque eles irão melhorar nos treinamento ok?
:)
(R)
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