Ijōna senshi: Insector
2 Entrada 2: O que significa ser herói?
Notas iniciais
“Eu me chamo Balthan, sou kaijin e tamuraniano, vivia uma vida normal, bom até que algo ocorreu semana passada, eu me encontrei com o monstro mascarado, um ser envolto em um simbionte junto com uma armadura carmesim que lembrava um besouro, agora vem uma pergunta devo viver minha vida normal ou aceitar me juntar aquele tal de Desmond?”
Balthan abre seus olhos ainda sensíveis a luz, ao olhar envolta se vê em uma casa de madeira e papel, um futon maior ao lado do seu. Ele caminha pelo quarto calmamente e pensando: “Aonde estou? Aqui não é minha casa, será que estou sonhando?” seus pensamentos somem quando abre a porta e vê em sua frente um kaijin vermelho escuro que quase parecia marrom, olhos pequenos em meio a carapaça rugosa, quatro braços , suas mãos eram enormes e nelas estava uma carta com um selo do império das quatro províncias.
Balthan engole seco ao ver aquele ser, era seu falecido pai ali sentado olhando fixamente para carta como estivesse apreensivo, O jovem kaijin dá um passo para frente e o som chama atenção de seu pai que diz:
— Ei, Balzinho! — Chama fazendo o gesto com a mão para vir e após para sentar do seu lado.
— Estou indo, Papa! — Responde uma voz vinda de traz de Balthan e ao olhar para trás, ele vê si mesmo quando criança com sua carapaça branca e com uma estatura de uma criança de sete anos
Balthan segue com os olhos a si próprio em uma versão criança, sentindo seu corpo paralisado por ver sua versão mais jovem andando por aquela sala vazia com apenas um kotatsu no meio daquele chão de madeira, ele sabia que essa foi a ultima vez que viu seu pai.
O kaijin reúne toda a coragem que tinha restado para começar a andar a cada passo mais rápidos e afobados ficavam, ao chegar na porta para sair da casa, mas para seu desespero no outro lado a mesma cena acontecia e ao olhar para trás ele via seu antigo quarto. Balthan sente seu coração bater mais forte, ele segue correndo, abrindo porta atrás de porta até que suas pernas fraquejassem e o fizesse cair na frente da porta. Ele se vira e para sua surpresa só estava seu pai sentado que por sua vez vira seu pescoço em cento e oitenta graus e diz:
— Porque foge Balzinho? — Grita enquanto sua carapaça cai e vira uma gosma carmesim muito escura.
— Me deixa sair! — Implora tentando abrir a porta, mas seu corpo estava exausto de tanto correr. — Me tira daqui!
— Não precisa ter medo! — Diz uma voz vinda daquela gosma que quando chega em seus ouvidos era a voz que ele escutou quando se transformou. — Nosso pai pode ter tentando ser herói, mas por causa do medo ele nos deixou!
— Não, meu pai não era um covarde! — Esbraveja de raiva enquanto sente aquela gosma preencher a sala. — Meu pai era um herói, sim!
— Meu pai, não nos faça rir! — Exclama a voz agora vinda de todos os lados gargalhando ao ver Balthan assustado. — Seres individuais têm falhas como o medo, mas quando você ser nos, isso vai acabar, não existe medo, dor ou tristeza, venha vamos ser um...Vamos ser a tormenta!
Balthan sente aquela gosma enchendo mais o local, ele se debate, porém sente com estivesse sendo agarrado e puxado para o fundo, mas então quando estava em meio à escuridão uma luz azul cega seus olhos e o ao abrir estava em seu quarto com seu futon molhado do seu suor, mas o que deixa mais inquieto é sobre aquele sonho era porque seu pai estava lá.
Enquanto isso na casa de chá...
Desmond acorda pela manha com corpo todo dolorido, ao observar o seu corpo está enfaixado seu abdômen até o seu ombro esquerdo e ao ver aquilo pensa : “desde o ocorrido com Balthan se passou quase uma semana e muitas lutas aconteceram, mas agora que eu sei que é possível aqueles Oma kaijin podem ser como Balthan, eu não....Merda! Não consigo vencer de forma rápida”.Ele se levanta sentindo seu lado esquerdo doer, então uma voz o chama:
— Você está bem? — Pergunta Sayori com suas orelhas que normalmente ficam apontadas para cima como de um lobo, agora estão para baixo em sinal de tristeza ou preocupação. — Vai conseguir trabalhar hoje?
— Eu consigo. — Responde andando até a parte de cima do kimono. — Eu vou pegar leve hoje.
— Mas e ai, está bem? — Questiona novamente levantando a sobrancelha.
— Defina bem. — Pede dando um sorriso bobo e ganhando um soco no seu lado direito. — Ai, não precisava disso!
— Você tem que cuidar o seu corpo! — Grita enfurecida, suas orelhas ficam em pé de raiva. — Quando você vai atrás daquele kaijin que te ajudou?
— Não sei, eu não quero forçar a ele a lutar e também não sei se ele pode voltar depois se transformar. — Responde amarrando seu kimono de forma a não pressionar os machucados. — Eu vou cuidar do meu corpo, mas eles precisam do Insector.
— Por Lin-Wu e a família celestial, você tem que descansar e eu vou pessoalmente falar com aquele kaijin! — Subindo a escada em espiral.
— Ei, você não precisa ir e eu posso me virar! — Adverte subindo as escadas atrás dela.
Ele sobe as escadas em alta velocidade atrás de Sayori, ao abrir a passagem secreta observa Hana terminando de fazer um ensopado com tofu, chá e um peixe grelhado. Desmond sai agachado e quando se levanta, sente tonto e seu corpo parecia se enfraquecer, ele por instinto se joga em direção da mesa de madeira que o pessoal toma café. Hana escuta o som alto do corpo de seu amigo caindo sobre a mesa, se assustando ao ver o humano suando frio , se esforçando para levantar e então a hanyo grita:
— Desmond, o que está fazendo fora da cama? — Pergunta se abaixando para passar um dos braços de seu amigo sobre seus ombros. — Eu te disse que hoje é seu dia de folga!
— A sua irmã cabeça dura disse que vai atrás daquele kaijin. — Comenta se levantando com ajuda da jovem. — Eu vim parar ela.
— Ela comentou comigo, antes de falar com você. — Explica o sentando na cadeira com cuidado. — E eu...
— Não me diga que você concordou!?!? — Questiona batendo com força na mesa e levantando.
— Está bem, melhor para me interromper e bater na mesa, ne? — Esbraveja enfiando um rachi com um pouco de peixe quente na boca do garoto. — Fica quieto, come e me escuta. — Manda pegando uma faca, apontando para ele e seus olhos estavam frios como gelo. — Eu concordei com ela, você precisa de uma ajuda e sem contar que nem sabemos o que aconteceu com ele para ele voltar a ser ele mesmo e lembrar-se do que ocorreu na luta.
— Eu sei, mas os outros nunca lutaram ao nosso lado. — Concorda se debruçando na mesa. — Você acha que devemos confiar nele e ainda mais colocar ele na luta?
— Olha, eu acho que seria bom arriscar, a Sayori e o meu pai também acham bom. — Explica se apoiando na pia e deixando a faca em cima da mesma. — Eu acho que é o certo.
— Nossa, todos acham isso, mas se algo ocorrer a culpa serão suas — Afirma apontando para garota.
— Está tudo bem, eu arco com as consequências! — Confirma uma voz masculina. — Como mestra do clã Mashida.
— Se o senhor Tomura está colocando sua palavra e honra em jogo, eu só vou aceitar. — Diz se levantando com a mão no lado esquerdo do abdômen. — Hoje é meu dia de folga?
— Sim, hoje vai ser um dia mais calmo, se Lin-Wu nos abençoar! — Confirma com um sorriso.
— Bom, eu vou dormi mais, já que não posso fazer nada. — Diz colocando um sorriso no rosto, mesmo não concordando com aquilo, ele sabia que podia confiar nas palavras deles.
Ele abre a passagem secreta e antes de entrar, ele olha nos olhos da Hana e depois para o Senhor Tomura e os dois estavam confiantes. Desmond sorri ao sentir aquilo, se virando para as escadas, ele desce a escada pensando “Sinto que não é certo forçar o Balthan a lutar, mas a ideia de ter alguém lutando junto é bom, eu não deveria esquentar minha cabeça com isso”. O jovem se deita na cama e passando a mão pelo machucado do lado esquerdo.
Algumas horas depois no distrito aberrante...
Sayori estava andando pela rua principal, ao contrario do que o distrito dos Dai’senshi que tinha um aspecto mais limpo e a luz do sol tocava o chão, ali aonde ela andava era mais escuro, altos prédios com os telhados dificultando a passagem da luz, no lugar dos nobres samurais do clã da montanha tinham yakuzas de todas as raças desde nezumi, kaijin a humanos, todos com suas armas de fogo e tatuagem de suas famílias.
Ela anda desviando dos habitantes mais comuns que passavam em toda direção, parando sua caminhada na frente de um mercadinho, nele tinha um nezumi atendendo os clientes, mas o que chama sua atenção é Balthan ajoelhado colocando etiquetas nos produtos no fundo da loja. A jovem entra no local, algumas pessoas olham para ela e sussurram entre eles, ela se aproxima do kaijin e diz:
— Não esperava te ver aqui. — Comenta pegando um saco de arroz próximo do jovem. — Seu nome é Balthan, né?
— Sim, por que? — Responde ainda olhando para os produtos que estava etiquetando. — Te devo algo, jovem?
— Não, mas queria falar com você sobre uma proposta. — Explica colocando um sorriso em seu rosto.
— Como assim? — Pergunta olhando para pessoa que estava em seu lado, seu rosto muda de impassível para de surpresa, ele vê uma jovem hanyô de longos cabelos pretos orelhas e um rabo felpudo de lobo que estava saindo do quimono cinza com detalhes da mesma cor do cabelo da mesma. — Você é uma daquelas hanyô, não é?
— Sim, sou Sayori Mashida. — Se apresenta estendendo a mão para o jovem. — Bom, eu não pude me apresentar direito naquele dia, pois você saiu correndo.
— É mesmo, mas por que veio atrás de mim? — Questiona olhando para frente e novamente colocando as etiquetas e escrever o preço nelas. — Se for algo sobre aquilo, eu dispenso.
— Com licença, você é Sayori Mashida? — Pergunta uma jovem humana que deveria ter entre cinco à sete anos com um papel em mãos. — Poderia me dar um autografo!
— Sim, mas não tenho um pincel com tinta. — Explica batendo de leve as mãos e piscando um dos seus olhos. — Desculpinha.
Balthar olha de forma mais furtiva, vendo a criança que estava muito animada, ficar aos poucos triste por não ter seu autografo e Sayori com uma posição de animada para tentar alegrar ela. Ele olha novamente para frente girando o pincel em sua mão e com isso pensa sentindo a hanyo estivesse o provocando: “Ela sabe que eu tenho o pincel, mas ela vai me fazer oferecer para ela, por que? Mas parece ser algo tão importante para criancinha, dar para sentir desde que ela chegou próximo de mim, muitas pessoas estão olhando para cá, quer saber dane-se”. Ele gira o pincel e aponta para criança e diz:
— Ei, menininha! — Chama em voz alta que faz as duas se assustarem. — Pega para você ter seu autografo.
— Posso mesmo, moço? — Pergunta a criança ainda assustada com o tom.
— Claro, pega ai! — Confirma fazendo um sim com a cabeça e um sorriso.
— Obrigado! — Agradece pegando o pincel das mãos duras e sinuosas da carapaça do kaijin e entregando para Sayori. — Agora pode me dar o autografo!
— Com todo o prazer! — Cantando, fazendo uma pose de dança com um sorriso e pegando o pincel que era mais robusto que o normal da mão da menina. — Qual seu nome?
— Meu nome é Coraline! — Responde em voz alta, enquanto faz uma dança que termina com um giro e com uma piscadinha.
— Entendi, ótimo nome. — Comenta sorrindo ao ver aquela jovem imitando uma das suas danças e logo após, entrega o autografo para ela. — Pode pegar!
— Muito obrigado, espero poder ver você se apresentando no seu próximo show. — Agradece fazendo uma mesura.
— Meu próximo show será na praça da união, espero que todos vocês venha ver minha apresentação! — Informa em voz alta enquanto faz uma pose para todos no mercado que acenam que sim com um sorriso. — Esse é o espirito!
— Você é bem barulhenta. — Comenta Balthan estendo a mão para pegar seu pincel.
— Sim, algum problema, senhorzinho chato? — Afirma olhando para mão do jovem kaijin e com um sorriso malicioso aperta a mão dele. — Bom novamente, prazer sou Sayori Mashida!
— Sim, eu entendi na primeira vez! — Afirma com a voz mais animada e com um sorriso ao ver a animação que ela emanava. — Prazer, sou Balthan Gokiburi e poderia me devolver meu pincel?
— Com toda a certeza. — Responde entregando o grande pincel para ele. — Esse negocio é muito maior e pesado que os outros, bom, agora que nos apresentamos, poderia escutar a proposta?
— Tudo bem, espera só um pouco. — Concorda voltando a escrever os preços nas etiquetas. — E meu pincel é assim para não quebrar por causa das minhas saliências na mão.
— Entendi, bom vou esperar ali fora. — Diz andando em direção para o lado de fora da loja.
Alguns minutos depois numa floresta próxima...
Uma jovem de cabelos pretos como a noite, olhos azuis como uma safira, trajando uma armadura feita de bambu com um símbolo de montanha e bem no pico dela tem uma jade brilhante, ela estava em meio a uma floresta densa com arvores altas com copas densas, treinando o manuseio de sua daisho em movimento. A jovem corre pela floresta cortando alvos de madeira que caiam dos galhos, então nessa corrida ela percebi uma nevoa carmesim e uma voz diz:
— Seu treino está mais árduo, princesa das laminas. — Comento um ser vindo em meio das arvores. — Está muito irritada pela insolência que aquele tal Insector fez antedê ontem?
— Quem é você? — Questiona se pondo em postura de luta que era uma base firme como uma montanha. — Nem um passo a mais!
— Eu sou um amigo que quer te ajudar com seu problema. — Explica se revelando, um ser envolto por um simbionte com algumas carapaças vermelhas que pareciam uma armadura de um guerreiro. — Me chame de Ijōna senshi Kabuto!
— Você é um dos amigos daquele tal Insector!?!
Ela corre em direção de Kabuto para ataca-lo que por sua vez apenas gesticula para que o ataque, a jovem desfere vários ataques em alta velocidade, mas todos param nas carapaças. Então ela salta para longe, respirando ofegante e mudando sua postura para uma mais baixa para descansar, então Kabuto diz:
— Ótima postura, mas já está cansada. — Provocando a jovem, gesticulando em forma de deboche e andando para frente dela. — Estou aqui para fazer uma proposta.
— Que tipo de proposta monstro? — Pergunta com seus olhos emanando energia de jade que por sua vez se arregalam de surpresa. — Como?!?
— Está surpresa com o que? — Se abaixando e estendendo a mão para ela. — Vamos lá, Princesa Kaiame?
— Sua honra, ela é normal. — Afirma como seu chão estivesse sumido de seus pés. — Como?
— Eu sou uma pessoa honesta que veio lhe dar uma proposta, mas você ainda não respondeu se quer escutar. — Explica se sentando de forma mais formal enfrente dela.
— Pode falar, Ijōna senshi Kabuto. — Afirma se sentando e colocando suas armas no chão. — Qual é proposta?
— Bom, estou alguns anos estudando sobre os oma kaijin e estou fazendo alguns experimentos com os simbiontes antes de maturarem naturalmente em oma kaijin, então testei em algumas pessoas, mas não deu certo, no entanto semana passada eu consegui aperfeiçoar um jeito correto para criar oma kaijin que podem ser controlados e quem sabe até se tonar Ijōna senshi com o tempo. — Explica gesticulando com os braços para mostrar como foi feito. — Bom, os guerreiros subordinado do imperador da província viram oque ele pode fazer e ainda por cima é mais forte que aquele natural que parecia um ouriço do mar.
— Bom, por que está falando isso para mim e por que acha que vou aceitar? —Pergunta levantando uma das suas sobrancelhas mostrando confusão.
— O senhor Yamamoto não iria aceitar, sabe ryujin bem conservador e chato, ele não aceitaria. — Responde mexendo a cabeça como estivesse sorrindo. — Bom, você é uma mulher mais aberta e eu sei que você ira entender que se esse poder bem controlado poderia ser oque falta para a província da montanha ser a mais forte e assim podendo talvez reunificar Tamu-ra, não acha?
— Um poder que pode reunificar Tamu-ra seria ótimo. — Afirma pensativa com os argumentos dados. — Mas o que ganha com isso?
— Bom, eu sei que alguns ninja desertores do clã da sua mãe foram presos, se no lugar eles serem mortos ou só ficarem na prisão, eles virarem oma kaijin para servir a província e somente ela. — Se levantando do gramado. — Se estiver em duvida, hoje ao entardecer você vera o poder do meu experimento.
— Como tem tanta certeza? — Se levantando com suas armas prontas para luta.
— Pode acreditar em mim, adios. — Se despede entrando pela mata densa e junto com ele a fumaça carmesim junto.
Kaiame fica ali guardando sua daisho na bainha e pensando: “Oque acabou de ocorrer? Eu preciso pensar sobre isso, um poder para reunificar a sagrada Tamu-ra”. Ela sai andando para fora da floresta, ainda pensativa com oque ocorreu.
Uma hora depois no distrito aberrante...
Balthan termina de colocar os preços nos produtos, ele vai andando para o vestiário ao passar pelos corredores cheios de clientes, repara que no lugar de estar a Shiro, estava Raaor no lugar. O jovem entra cabisbaixo no vestiário pensando: “Desde que aquilo ocorreu a Shiro não vem trabalhar, pior que ontem fui tentar falar com ela, mas ela só trancou a porta da casa só em me ver”.
Balthan abre seu armário e ao se ver no espelho, novamente vem a visão da floresta carmesim, mas no lugar do seu pai era sua amiga Shiro, ele com raiva, desfere um soco contra o vidro que faz o armário tremer com tamanha potencia que um folheto cai dele, o jovem se abaixa para pegar, percebe que era o folheto daquele dojo do mashin que deixou com seu chefe e então diz:
— Por que ainda estou com isso? — Se questiona levando sua mão até o papel e repara que sua mão está diferente, ela estava emanando raios carmesins e azuis, ele se assusta e mexe sua mão assustado. — O que aconteceu?
Balthan se levanta olhando sua mão, que estavam normais novamente. Ele apenas faz uma negação para aquilo, fechando os olhos. Alguns instantes se passa a sala fica bem mais calmo, o jovem respira de forma calmamente e diz:
— Está tudo bem, foi nada. — Afirma para si mesmo varias vezes.
— O que é nada em garoto? — Pergunta Raaor abrindo a porta com um sorriso, que muda para surpresa ao ver a porta de um dos armários quebrados. — Pela família celestial, o que aconteceu aqui?
— Desculpa, senhor Raaor, é que... — Balthan tenta se explicar passando a mão na nuca. — Eu pensei no que ocorreu com a Shirou e perdi de leve o controle.
— De leve? Você quebrou um armário de madeira com um soco! — Grita pegando uma vassoura, indo até o armário e percebi o panfleto. — Quer que eu jogue fora?
— Não, vou dar uma olhada nisso. — Responde pegando o papel do chão. — Desculpa, mesmo.
— Sabe, eu fechei a loja por hoje, mesmo com aquela menina que faz show vindo aqui e animando todo mundo, eu não me sinto bem, sem a Shirou aqui, ela é meu raio de luz.
— Eu tenho certeza que ela já já volta. — Afirma indo até a porta. — Temos que acreditar.
— Sim, vou acreditar. — Concorda varrendo o local.
Balthan anda até o lado de fora da vendinha, o movimento era menor do que pela manhã, os únicos locais que tinha algum movimento era as barracas de comida como ramen e takioaki. Ele olha envolta procurando Sayori, mas ela não estava em num lugar. O kaijin se vira em direção para sua casa, então ele sente algo ou alguém chegando pelas costas que quase o acerta dizendo:
— Me espera, moço! — Pede desferindo um soco no kaijin qwwue por sua vez segura o soco rapidamente. — Nossa, você é bem ágil!
— Por que você estava correndo atrás de mim? — Pergunta puxando-a para próximo, nesse momento ele repara que ela é menor que achava. — Por que me socou?
— Primeiro, eu estava preocupado que você fosse embora e segundamente, eu estava te testando. — Explica gesticulando de forma animada e logo após coloca um sorriso malicioso no rosto. — Nem pagou um ramen e já chega assim?
— Que? — Confuso olhando o sorriso, logo após vê as pessoas olhando para os dois como um casal ou até como ele estivesse a assaltando, ele a solta assustado. — Foi mal, foi instinto, sabe né?
— Sim, sei como é. — Concorda andando em direção a praça principal da província. — Aonde você estava indo?
— Eu estava indo para a barraquinha de ramen do senhor Fudou. — Responde andando ao lado dela com as mãos no bolço. — Mas o que gostaria de falar comigo?
— Bom, é sobre que ocorreu semana que vem. — Começa a explicar cruzando os braços e seu rosto animado muda para o serio. — Eu gostaria de oferecer uma proposta.
— Que tipo de proposta? — Pergunta com seu rosto serio e parando de andando.
— Bom, primeiro gostaria que isso ficasse só entre nos. — Pede fazendo um gesto para que os dois ficassem mais próximos. — Em segundo, sei que você pode pelo que aparenta se transformar em um oma kaijn, então gostaria de saber se poderia lutar junto com o Insector?
— Desculpa, você quer que eu me transforme num monstro para tentar salvar pessoas mesmo sabendo que posso perder o controle e mata-los?!? — Questiona confuso, dando um peteleco na testa dela e logo após sai andando. — Eu passo!
— Como assim!?! — Questiono confusa e olhando o jovem kaijin andando. — Repete!
— Eu passo! — Confirma olhando para trás e observa a hanyo emanando uma aura de raiva descomunal.
Balthan vê Sayori em volta de um energia azulada que se concentra mais em seus punhos e pés, ela avança contra o kaijin em alta velocidade que por sua vez somente tem chance de levantar sua guarda, mas a jovem desfere um soco tão forte que parte sua carapaça azualada, o kaijin sorri ao sentir aquele golpe e desfere um soco direto no rosto da hanyo, a jovem desvia no ultimo instante e segura os dois pulsos de Balthan e grita:
— Estilo espiritual, Impacto da alcateia! — Puxando usando o jovem e desferindo vários chutes em seu tórax, algumas gotas do sangue dele machuca a pele da hanyo.
Balthan é arremessado por alguns metros após receber tanto dano, ao se levantar observa a jovem limpando um pouco de sangue que vinha do corte que sua carapaça fez ao passar próximo, os yakuzas estavam paralisados pela amedrontadora aura que ela emanava. Ele se levanta correndo com a mão no peito em direção de um beco. Sayori ao ver aquilo se põem na posição de começar uma corrida e diz:
— Técnica espiritual, Caçada implacável! — Grita com a sua voz mudando de uma bela para uma roca quase como um rosnado.
Em sua volta vários lobos e panteras aparecem em uma energia azul, ela aponta para o rastro de sangue do kaijin e logo após para frente. Os animais cheiram o sangue e logo após saem correndo em direção ao jovem fugitivo. Balthan estava correndo em meio dos becos curvos com vários varais com roupa secando, seu peito sagrava assim como seu antebraço direito que recebeu o primeiro golpe, o sangue que caia ao chão aos poucos corroía o chão de terra pisada. Em meio aquilo tudo, ele olha para trás e vê um lobo espectral vindo em sua direção para atacar, o lobo salta em sua direção e o jovem por sua vez grita:
— Estilo da água, impacto das duas correntes! — Girando o seu corpo, sentindo sua mão esquerda queimar assim como quando o simbionte entrou em seu corpo.
Balthan acerte um direto na mandíbula do animal, seu punho brilhava na cor carmesim e na cor azulada, as das giravam em uma espiral em alta velocidade, ele nem pensa muito sobre isso pois sente passos rápidos em sua direção, então volta a correr. Ele correr tanto até sentir suas pernas quererem parar de responder, se senti assim como no pesadelo que esteve tendo e então pensa: “ Vamos logo, pernas idiotas. Vocês não podem desistir, eu não posso desistir agora, eu preciso viver!”.
O Kaijin sente perder o equilíbrio, mas antes de ir ao chão, ele finca suas pernas no chão e sente aquela queimação novamente, seu corpo ficar envolto dos raios carmesins e azuis, mas dessa vez havia mais azuis, então ele junta a força que lhe resta com essa queimação e sai em disparada deixando somente um rastro de raios, ele passa por mais alguns becos, até que sai numa das vias principais próximo da área portuária da província, as pessoas estranham ao vê-lo, guerreiros com katanas e alabardas com o símbolo da montanha ficam olhando de forma agressiva.
O jovem continua correndo e vê de relance um dojo com a porta entre aberta, sem muitas opções adentra o local, Balthan vê uma sala de treinamento coberta por poeira, algumas armas como nodachi e zambato em alguns pedestais, armaduras que guerreiros usam como Yoroi e lamelar e no fundo do local luzes brancas vindas de uma bela estatua, impecável e limpa como se um dos maiores forjadores tivessem feito aquilo, aquilo se levanta fazendo uma brisa que levanta toda a poeira do local e então o Balthan diz:
— Eu só entrei por engan- — Tenta explicar mas por seu corpo relaxar, ele vai ao chão por tanto sangramento.
O mashin com um movimento leve e rápido como o vento, ele segura o jovem de forma a não abrir mais os ferimentos. Nesse momento o panfleto que carregava cai no chão, o mashin coloca Balthan no chão de barriga de cima, o ser pega o panfleto, ficando surpreso ao ver que era o panfleto que havia deixado com um nezume no setor aberrante e pensa: “Não é possível, será que é ele o escolhido pelo os meus espíritos?”. Ele coloca a mão sobre o peito do kaijin e diz:
— Quem ou o que fez isso com você? — Se pergunta vendo as feridas de esmagamento que era bem profundo, mas o que o surpreende é uma marca cravada em seu pescoço que era de um fluxo de um rio. — É possível que ele é....
Antes que pudesse completar seu raciocínio, um barulho alto de garras se chocando no chão vindo até seu dojo, da porta entre aberta vários lobos e panteras de energia azuis entram em posição de ataque, o mashin se levanta, dos seus antebraços saem dois cabos de nodachi e então diz:
— Eu achava que esse estilo havia morrido há cinquenta anos. — Afirma olhando os animais vindo ao ataque, ele some e logo após aparece atrás deles. — Técnica do clã das nuvens, rosa dos ventos!
Vários cortes se abrem nos animais e logo após somem no ar, os raios de sol que viam da porta aberta revelam como o mashin era, ele era alto, esguio, seu corpo era prata com placas pretas em seus ombros e detalhes no rosto, nas suas mãos estavam os cabos, mas a poeira levantada pelo golpe releva as laminas quase invisíveis que eram tão grande como uma nodachi.. O mashin volta sua atenção para o kaijin e começa os primeiros socorros.
Enquanto isso, Sayori estava correndo junto com os animais espectrais, mas para os sentir alguns sendo destruídos, então tudo que os animais tinham vistos nos últimos instantes vem aos seus olhas. Ela vê nítido Balthan caído no chão desacordado, aquela imagem faz a garota voltar a si. Neste momento todos os animais somem de sua volta e ela diz:
— Que merda que eu fiz. — Afirma frustrada com sua ação explosiva que fez o jovem kajin chegar a tal situação. — De novo e de novo, essa merda de temperamento me fez fazer uma merda gigante! Era só eu ter conversado com ele, mas não a idiota tinha que perder o controle!
A raiva que sentia por Balthan não ter aceitado se tornou uma raiva de se própria pelo que fez, Sayori desfere golpes contra o chão do beco e a cada soco sua raiva se transforma em frustração. Ela se levanta e começa a andar sem rumo.
Algumas horas após isso...
Desmond estava dormindo após ter almoçado, mas seu sono logo some, pois o amuleto brilha em vermelha e começa a esquentar. Ele se levanta assustado e logo após senta um leve desconforto no lado esquerdo, mesmo com isso se levanta ao sentir o calor no seu pulso. Desmond se dirige até a sala a direita do seu quarto e vê um brilho bem na capital da província da montanha, ele pega outro mapa da capital e observa um ponto na praça principal.
Ele passa a mão no seu ferimento e pensa: “Eu devo ir? É só um oma kaijin, eu acho que o clã da montanha pode se virar, espera, que merda estou pensando?!? Eu sou o Ijōna senshi Insector, é meu dever ir lutar!”. Desmond dá alguns tapas no rosto e saindo até a escada espiral para sair do seu quarto.
Tomura estava colocando a louça lavada no escorredor, ao escutar o som da passagem secreta abrindo o assusta, mas o que assusta ele é ver o amuleto de rastreamento de oma kaijin brilhando no pulso de seu funcionário e prontamente diz:
— Você não vai lutar nesse estado, Desmond! — Adverte se pondo na frente do jovem. — O clã da montanha pode se virar.
— Eu pensei nisso, mas é meu dever como único que pode de transforma em Ijōna senshi. — Retruca indo em direção à saída da cozinha. — Eu preciso ir, esse é meu dever.
— Tudo bem, mas volte bem. — Concorda saindo do caminho, seu rosto estava triste e preocupado. — Me prometa.
— Claro, pois sou Ijōna senshi Insector, o cavaleiro da justiça! — Afirma fazendo sua postura característica de transformação. — Vou vencer, custe o que custar!
Desmond corre em direção da porta de saída da casa de chá, ao sair observa pessoas correndo para longe da praça principal. Antes que pudesse ao menos pensar, seu corpo já estava correndo em direção do ataque e a cada passo o incomodo aumenta, mas mesmo assim ele corre cada vez mais rápido.
Na praça principal, um oma kaijin que parecia uma vespa, sua carapaça era amarelada, seus olhos eram completamente vermelhos, nos seus punhos haviam dois ferrões. Vários guerreiros usando escudos pesados para criar um cerco para que o monstro não destruísse as coisas, Kaime estava trajando sua Yoroi com o simbulo da montanha no peito, ela levanta sua katana e diz:
— Arqueiro em posição! — Ordena com um gesto rápido levando sua arma para baixo. — Atirar com força total!
Vários arqueiros que estavam atrás da jovem, tencionam seu arcos que tinham flechas com a ponta verde jade, eles disparam em direção do certo de forma ordenada, quase todos os tiros acertam o Oma kaijin, Alguns instantes de calmaria, mas um zumbido alto vindo do meio do cerco e antes que alguém pudesse fazer algo, o monstro levanta voo com um velocidade descomunal em volto em raios carmesim, dos seus punhos são disparado vários ferrões como misseis em direção dos guerreiros.
Desmond chega correndo na praça e vê uma cena forte, vários guerreiros machucados e fazendo retirada estratégica do local, no meio daquela confusão havia o oma kaijin que lembrava uma vespa indo atacar a filha do imperador da província, Kaiame. Ele ao ver aquilo grita:
— Henshin! — Exclama enquanto seu corpo fica envolto ao simbionte preto.
— Siga em frente! Transformação equilibrada! — Grita uma voz vinda de raios que saiam do jovem, um grilo de energia sai dos raios e se põem na frente de Kaiame para protegê-la e logo após se separa em varias partes e vai em direção de Desmond. — Um salto para céu, evolução e paz! Evolution grilo!
As varias partes se fundem ao simbionte, criando uma armadura como uma yoroi carmesim feita de carapaça de um kaijin, seu capacete é fechado como um rosto de um mashin, seu olhos são como de um inseto que nas pontas são esverdeados e toda sua armadura lembrava um grilo. Quando a transformação termina Desmond diz:
— Eu sou Iōna senshi Insector, o cavaleiro da justiça! — Grita apontando para cima e fazendo o sinal da paz. — Eu vim te destruir criatura!
O monstro grita, batendo suas asas cada vez mais rápidas em direção do cavaleiro que por sua vez se coloca na posição de corrida. Por um instante, o silencio paira sobre a praça, o monstro e o herói ficam se encaram, então o silencio se quebra quando o oma kaijin avança contra o herói que por sua vez corre para cima dele. Os dois se cruzam numa velocidade que somente os olhos de um samurai treinado poderiam ver.
O monstro cai no chão, pois suas asas foram cortadas pelo herói, Desmond pisa em falso por causa da dor dos seus ferimentos e pensa: “Preciso terminar isso logo, eu não sei por quanto tempo posso suporta essa dor”. Ele estende suas mãos e do simbionte sai suas katana, o monstro ao ver aquilo concentra sua energia nos punhos, Insector investe em alta velocidade acertando vários golpes fortes no monstro, mas a cada golpe o impacto faz as dores aumentarem como seu corpo rachasse a cada golpe. Ele vê uma abertura para finalizar o oma kaijin, mas novamente a imagem de Balthan vem em sua mente e com essa hesitação deu brecha para o mostro bloquear o golpe com seus ferrões . Insector é empurrado para baixo por ele, Insector flexiona suas pernas para não perder sua base.
Kaiame vendo aquilo e que alguns cidadãos ainda estavam ali, ela pega sua daisho e investe para atacar. Os golpes são perfeitos acertando os pontos fracos feitos por Isector, o monstro fraqueja ao sentir aqueles golpes, nesse momento Insector o empurra para longe e logo após dá um chute no seu tórax o jogando para longe, ao olhar sua salvadora e diz:
— Obrigado. — Agradece dando outro passo em falso por causa da dor quase agoniante agora, mas ao fazer um sinal de não com a cabeça para esquecer isso. — Me daria o prazer de uma dança de espada?
— Cala boca, insolente. — Responde de forma dura como a montanha que representava e se pondo na posição rígida de luta. — Vamos terminar isso.
— Entendido, princesa! — Concorda se colocando se preparando para avançar.
Os dois saem em disparada para ataca-lo. Insector achava que era mais rápido, mas fica assustado com a união de jutsus de velocidade utilizada por sua “parceira” momentânea. Ele ataca o monstra nos ombros e joelhos, logo após Kaiame se prepara para atacar, mas nesse momento um ser em volta de raios carmesim como sangue vivido aparece na frente deles e diz:
— Bom, se você vai ter ajuda, eu vou ajudar meu colega. — Comenta desferindo um soco no lado esquerdo do tórax de Desmond e outro golpe no lado direito do tórax de Kaiame. — Estilo aberrante, cruzamento de ondas!
Isector sai rolando pelo por causa do impacto assim como Kaiame, Ele tenta se levantar, mas a dor ficou em um nível que beirava ao impossível de si aguentar em pé. A dor o faz chorar e ao olhar com sua visão turva vê Kaiame no chão desacorda e um ser usando um simbionte e uma yoroi como sua transformação, mas no lugar da característica de grilo era de um besouro e então Desmond diz:
— Quem é você? — Grita tentado se levantar novamente, mas novamente cai pela dor.
— Eu sou Ijōna senshi Kabuto! — Se apresenta abrindo os braços e fazendo uma reverencia. — Aonde está seu amiguinho? Tempest, né?
— Então foi você que fez isso com ele? — Pergunta se levantando devagar como cada centímetro fosse metros e apontando para o oma kaijin. — E como ousa usar o titulo de Ijōna senshi?
— Que ultraje, você acha que eu criaria uma falha como aquilo? — Retruca com os braços abertos indo em direção do herói. — Você não reparou nada de diferente entre ele e o Tempest? Bom, esse “titulo” são para seres como eu e você que podemos nos tornar algo a mais que os oma kaijin!
Desmond estava em pé cambaleando, olhando para aquele tal de Kabuto e o oma kaijin e pensa: “Como assim? Que diferença eles tem? E quem essa coisa acha que é?”. O herói muda sua expressão quando repara que o oma kaijin que havia lutado até então ao contrario deles, Balthan transformado tinha seus olhos carmesim, mas as pontas eram azuis assim como sua carapaça e os outros eram todos de uma cor solida. Ao ver que Insector havia entendido aquilo, Kabuto fica feliz e logo após aponta para o oma kaijin atacar Kaiame e os civis.
Alguns instantes antes disso...
Balthan abre seus olhos vagarosamente, ao olha em volta observa aquele dojo mais limpo que antes, a luz alaranjada da tarde passa pelas frestas na parede e observa um mashin fazendo um chá de forma primorosa. O kaijin tenta se levantar, mas a dor no peito vem como os chutes que recebeu da Sayori. O mashin vendo o jovem levantando e diz:
—Vai com calma, jovem. — Alerta colocando a mão nas costas dele para ajudar. — Você tem uma regeneração sublime.
— É mesmo? — Pergunta confuso, se sentando com a ajuda do mashin. — Obrigado por me ajudar, qual seu nome?
— Me chamo Kaze no kizu do clã Kyogoku, e você? — Se apresenta dando um copo de chá verde para o jovem. — Quem fez isso com você?
— Me chamo Balthan do clã Gokiburi e foi uma hanyo que fez esses machucados. — Responde, reparando todos seus ferimentos estavam enfaixados de forma perfeita. — Novamente, obrigado.
Um silencio gigantesco para o local, mas o afundo alguns sons abafados de flechas cortando os ar. Kaze no kizu estava parado como uma estatua, porem Balthan sentia uma inquietação emanando dele e então diz:
— Disse algo de estranho?
— Nada, mas é estranho que uma hanyo lhe atacou, pois essa raça está praticamente extinta desde o incidente de cinquenta anos atrás. — Comenta colocando sua mão esquerda em seu queixo e logo após mostrando o panfleto. — Onde encontrou isso?
— Esse panfleto, meu chefe me entregou dizendo que um... — Come a explicar, mas repara que o que estava escrito no panfleto era: “Venha treinar no dojo do clã Kyogoku”. — Pera, você era o mashin?
— Sim, eu senti que no mercado aonde aparentemente você trabalha, estaria o meu futuro discípulo. —Responde se levantando e andando até para frente de um altar com uma katana quebrada. — Um possível herói que pudesse ajudar com estado atual do império, sabe?
— Entendo, mas acho que ocorreu um erro. — Diz se levantando, se sentindo melhor do que quando acordou e andando para o lado do mashin. — Eu não sou essa pessoa.
— Sabe, ela me dizia a mesma coisa quando a encontrei vivendo nas ruas. — Comente acendendo algumas velas que revela uma pintura em cima do altar de uma jovem negra de cabelos cacheados castanhos como seus olhos. — Mas mesmo assim, se tornou uma das melhores espadashin, mesmo indo cedo para Sora.
— Nossa, o que ocorreu? — Indaga, sentindo o clima ficando mais escuro pelo assunto. — Desculpa , mas não sou um herói como sua discípula.
— Isso não é necessário agora, mas o porque você acha que não é um herói? —Retruca a afirmação de Balthan. — Me diga, Balthan!
— É aquele que luta contra os inimigos para salvar os aldeões e etc. — Responde de forma não muito firme, como estivesse falando algo que não sabia tão bem.
— Não é isso, para mim, um herói é aquilo que faz o que está ao seu alcance para melhorar o dia a dia das pessoas, desde fazer uma criança sorrir, ajudar numa evacuação ou lutar conta os inimigos como você disse. — Explica de forma leve como vento e dando um leve peteleco a onde estaria o coração do jovem. — Então você é um herói ou não?
Balthan fecha suas expressões ao escutar aquela pergunta, olhando para uma armadura reluzente e no reflexo dela mostrava novamente seu pai indo em direção de uma floresta carmesim, mas dessa vez ele estava junto com algumas pessoas que eram um nezumi usando uma picareta, um humano com uma armadura estranha vermelha, um ryujin e um guerreiro com uma yoroi. Aquele reflexo o fez lembra que seu pai fez tudo que estava ao seu alcance para ajudar as pessoas e que ele era um herói e então o kaijin diz:
— Eu sou um herói na realidade ou acho que posso ser. — Responde após se lembra do seu pai e do que disse para o simbionte em seu sonho. — E devo fazer o que posso.
— Então aceita ser treinado por mim? — Indaga Kaze no Kizu cruzando os braços.
— Aceito, mas antes preciso fazer algo. — Concorda indo em direção da porta do dojo.
— Antes, segura isso aqui! — Grita jogando uma garrafinha de vidro para ele.
— Que isso? — Questiona pegando no ar.
— É uma pomada que ajuda na cicatrização e deixa a área dormente à dor para seus ferimentos. — Responde se virando para o altar. — Estarei te esperando amanha pela manhã.
Balthan concorda com a cabeça, abrindo a porta do dojo e vendo pessoas correndo para longe da praça principal, mas ao contrario da multidão, ele corre em direção da praça com toda vontade. A cada passo, o kaijin sentia que estava fazendo o certo e cada incerteza que o puxava para trás estavam desparecendo como correntes sendo quebradas com sua força de vontade.
O Kaijin correr e sente aquele calor de quando o simbionte entrou em seu corpo, ele entra em vielas para chegar mais rápido e cada vez mais o calor vinha, mas dessa vez os raios carmesins e azuis vinham como tivesse lutando entre si, porem aquilo não o amedronta e segue seu caminho.
Ele ao chegar na praça vê em meio aos raio que emanava Insector em pé com dificuldade, um oma kaijin que lembra uma vespa indo atacar uma jovem desacordada e o que surpreende era o mesmo ser que atacou sua amiga esta ali, assim como da vez do beco seu corpo se meche sem ele se quer pensar e desfere um soco direto contra o rosto do monstro que voa em alta velocidade em direção de uma vendinha de ramen, então Balthan grita:
— Hen....shin! — Exclama com dificuldade, pois a dor de sentir o simbionte sair do seu corpo era grande.
— Transformação Atormentada! Cuidado, cuidado, isso não é um teste! — Grita uma voz vinda dos raios azuis e carmesins, do meio deles sai uma carpa feita de energia azul com detalhes vermelhos que ataca Kabuto com toda a força. — Consumir e destruir, Oma kaijin Tempest! Fúria carmesim, cuidado!
A carpa ataca com toca a força Kabuto que ainda fica de pé, mas o golpe foi forte o suficiente para quebra o chão e soltar faíscas, o peixe ataca alguns guerreiros de forma menos intensa e logo após vem de encontro com Balthan que por sua vez desfere um soco contra o ser que se parte em varias parte que se funde no simbionte, a dor só aumentava assim como sua estatura física, mas aquilo o lembra de quem é. Os raios se dissipam mostrando um ser em volto em um simbionte alaranjado escuro com carapaças azuis com as pontas vermelhas, sua armadura de carapaça era mais retorcida e assustadora, mas ainda tinha características de carpa, quando a transformação acaba ele diz:
— Eu sou Oma kaijin Tempest, o herói das ruas! — Afirma apontando para o seu peito e logo após para Kabuto. — Eu vou te derrotar!
— Demorou, Tempest! — Provoca Kabuto abrindo os braços, mesmo por baixo do capacete dava para sentir a felicidade dele. — Venha e me mostre o que um ser quase perfeito pode fazer!
— Eu vou mostrar como derrotar um monstro no soco! — Responde encravando os pés no chão, saindo em alta velocidade com seu punho esquerdo brilhando em azul e vermelho e ele com toda força desfere um soco contra o rosto.
— Desculpe meus modos. — Diz desviando do golpe no ultimo instante, mas os raios ainda acertam levemente o rosto de Kabuto que sai faíscas. — Me chamo de Ijōna senshi Kabuto, como você tem um titulo, eu me proclamo o guerreiro supremo!
— Prepotente demais! — Grita Tempest girando seu corpo aproveitando o momento que havia acumulado com a investida e acertando um golpe em Kabuto. — Ataque especial, Spin Tormenta!
Seu punho estava envolto de energia azul e carmesim que giravam em alta velocidade que continuava de expandindo, ele acerta um golpe direto na barriga de Kabuto, que por sua vez é jogado para longe. Insector fica surpreso com a evolução de Balthan em uma semana e por ele ter aceitado em luta ao seu lado, então ele diz:
— Por que você veio lutar? — Pergunta cansado por causa da dor latejante em todo seu corpo.
— Porque era oque estava no meu alcance para ajudar as pessoas e acho que isso era o certo. — Responde estalando o pescoço e olhando como Insector cansado. — Está machucado?
— O que você acha? — Retruca com tom de provocação, um silencio paira pela praça e Tempest joga a pomada para seu “parceiro”. — Que isso?
— Uma pomada anestésica que um mashin velho me deu. —Explica se pondo em posição de combate. — Usa isso logo.
— Como acha que posso fazer isso? — Questiona indignado e nesse momento seu simbionte absorve a pomada, aparentemente aplica nas áreas machucada e isso o surpreende. — Isso é novo.
Kaiame acorda zonza pelo golpe que havia recebido, ela olha envolta e sente a calmaria e muito dos aldeões já haviam evacuado, mas o que a surpreende é aquele tal Tempest ao lado de Insector para lutar. Os dois olham a jovem caída se levantando com dificuldade, seu rosto estava com sangue por causa de um corte em sua cabeça.
Os dois se preparam para ajuda-la, mas um barulho alto vem da direção de onde Kabuto e o Oma kaijin haviam caído, de lá se levantam os dois em volta de uma energia carmesim densa. Insector e Tempest trocam olhares e sem dizer nada pareciam entender oque fazer.
Tempest some em meio dos raios azuis e vermelhos, ele aparece na frente de Kabuto desferindo socos contra o Ijōna senshi que por sua vez desvia com certa facilidade, mas ele repara que aos poucos aquela chuva de golpes havia uma abertura. Kabuto aproveita a abertura e acerta um golpe direto no abdômen de Tempest que por sua vez desfere um golpe de cima para baixo nas costas de seu oponente e logo após um chute no rosto que o joga longe.
Enquanto isso, Insector investe contra o monstro que havia ido atacar Kaiame. Ele para na frente dela com suas katana em forma de X para defender a investida do monstro, o impacto entre os ferrões e as katana cria muitas faíscas, o herói olha para moça indica para ela sair de perto. Kaiame corre para longe, Insector acumula energia nas pernas e salta abrindo os braços, esse movimento faz o oma kaijin abrir a guarda e então ele aproveita e defere dois cortes no peito do monstro e logo após um chute
O monstro e Kabuto batem as costas um no outro, os dois heróis investem correndo para cima deles. Insector junta suas katana para se tornarem sua lamina bastarda e Tempest acumula toda sua energia no seu braço esquerdo que se transforma numa broca de energia azul e vermelha girando de forma anormal de velocidade, os dois param na frente de seus adversários e gritam:
— Golpe aberrante, Impacto Bastador! — Insector cortando os dois no meio diagonalmente com toda força que restava nele.
— Golpe atormentado, Giga spin! — Tempest perfura os dois diagonalmente com toda força que restava nele.
Um clarão é emitido pelos dois golpes, quando se dispersa revela uma gosma amarelada no chão, Insector a pega e a coloca numa garrafa feita por carapaça d armadura. Ao longe eles vem Kabuto batendo palma os parabenizando e logo após sumindo num piscar de olhos some, então Kaiame diz:
— Vocês dois venham comigo. — Ordena levantando sua katana e dando um passo em falso.
— Vai com calma, princesa. — Pede Insector gesticulando com as mãos. — Parece que nossa dança foi quente e rápida de mais para você.
— Por Lin-wu, que piada ruim. — Comente Tempest levando sua mão contra o rosto. — Desculpa pelo que meu parceiro disse.
— Nossa, o oma kaijin é mais sensato que você! — Grita Kaiame apontando para Insector. — Venham comigo!
— Mil desculpas, mas não vai rolar. — Afirma Insector se virando para sair. — Vamos, Tempest?
Tempest apenas acena que sim e indo andando, Kaiame tenta para-los mas a dor começa a aumenta. Os dois saem saltando pelos telhados, Balthan se sente livre saltando pelo céu laranja da tarde e a cada salto ele vê crianças e pessoas felizes pelo que eles fizeram, mas também vê aqueles que não gostam dele por ser um oma kaijin.
Algumas horas após isso...
Balthan estava sentado numa mesa, no seu lado esquerdo estava Sayori com um rosto com misto de raiva, felicidade e tristeza, do seu lado direito estava Hana com o rosto calma, orelhas baixas e seu kimono limpo ao contrario da sua irmã, em sua frente estava Tomura e Desmond em pé de braços cruzados, então o kaijin diz:
— Bom, vamos recapitular, Desmond consegue se transformar no Iōna senshi Insector para lutar contra os oma kaijin, ele se lembra de nada da vida dele só que ele é de Arton, Sayori e Hana são gêmeas que conseguem “purificar” os simbiontes que sobram dos oma kaijin e elas aparentemente são as ultimas hanyo vivas e o senhor Tomura é quem ajuda vocês e emprega o Desmond, é isso? — Explica de forma quase debochada.
— Sim, é isso. — Confirma Tomura fazendo um sim com a cabeça.
— Beleza, tô dentro! — Afirma se levantando com um sorriso.
— Pera, assim? Sem mais perguntas ou ficar chocado? — Questiona Sayori batendo na mesa e seu rabo em pé.
— Olha, eu viro um oma kaijin que como contei para vocês, fica uma voz estranha falando que sou a tormenta e tal, então essa explicação faz todo sentido. — Comenta como fosse algo mais normal do mundo. — Olha, eu acho que essa explicação foi a coisa mais normal hoje.
— Tem certeza que está de acordo? — Pergunta Desmond serio o olhando como quisesse ver o fundo da sua alma. — Isso é bem perigoso.
— Sim estou, hoje foi um dia bem intenso e percebi que depois do ocorreu semana passada com mais o que correu hoje, me mostrou que não posso ficar parado. — Confirma com um sorriso estranho no rosto por causa de sua boca que se lembrava de uma barata. — Olha, eu sei que vocês querem muito mais pergunta, mas eu preciso ir para casa descansar.
— Bom, se todos estão de acordo, podemos fechar essa proposta. — Afirma Hana se levantando com sua calda levemente mexendo.
— Por mim, mesmo estando ainda inclinado a não aceitar, eu concordo que um parceiro de luta não seria ruim. — Desmond estende a mão para Balthar. — Vamos fechar, Oma kaijin Tempest?
— Vamos nessa, meu novo parceiro. — Balthar aperta a mão do humano em sinal de um pacto. — Espero que cuide de mim no campo de batalha, Iōna senshi Insector.
— Nossa que coisa brega!. — Comenta Sayori se apoiando em Balthan. — Achei que você fosse mais descolado.
— Eu achei legal! — Retruca Hana se apoiando em Desmond. — Gostei da química entre vocês dois, vão ser grandes guerreiros.
— Vocês duas, nada de fazer um acordo entre guerreiros para fazerem briguinha. — Adverte Tomura colocando uma mão em cada ombro delas. — Está liberado, Balthan para ir.
— Bom obrigado pelo chá e por tudo. — Agradece Balthan indo em direção da saída.
O kaijin sai pela noite fria, a luz da lua brilhava no céu estrelado de Tamu-ra, poucas pessoas passam pelas ruas, alguns guerreiros andam em patrulha. Ele segue caminhando, então escuta passos atrás dele, cada vez mais rápidos, e ao olhar para trás vê a hanyo do lobo lhe desferindo um soco, ele desvia no ultimo instante e diz:
— Esse é seu jeito de dizer oi, Sayori? — Comente dando um sorriso para jovem. — Por que você me seguiu quase na entrada do distrito aberrante?
— Me desculpa pelo que eu fiz mais cedo! — Grita fazendo uma mesura. — Eu fui muito exagerada quando recebi sua resposta.
— Olha não precisa disso. — Diz olhando a jovem abrindo a boca para dizer algo. — Eu sei como explodir com as coisas, eu sou assim também.
— Isso não justifica oque eu fiz! — Retruca cruzando seus braços. — Por que você mudou de ideia?
— Eu no começo estava com medo de me transforma, pois não sabia se voltaria a ser eu. — Explicar colocando a mão no ombro dela. — Mas eu conversei com um mashin e ele me mostrou que nos temos que fazer o que esta em nosso alcance para fazer o certo e isso que fiz hoje.
— Eu aceito essa explicação, mesmo sendo meio estranha. — Concorda dando um sorriso. — Já estou acostumada com coisa estranha.
— Bom, vou indo para. — Se despede entrando no distrito aberrante.
— Até. — Diz Sayori se virando para voltar para a casa do chá.
Os dois se afastam em direção de seus lares, após um dia cheio de altos e baixos, mas felizes pelo que vem no amanhã.
“Previa da entrada 3: Me chamo Tomura Mashida, eu sou um tyujuin e shuguenja, um pedido estranho vindo de Balthan e como uma das pessoas que entende mais sobre a tormenta. Eu aceitei o pedido, espero poder ajudar a jovem, mas isso me traz lembranças que havia guardado no fundo da minha mente, a próxima entrada será a calmaria antes da tempestade.”
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