Ijōna senshi: Insector
3 Entrada 3: A calmaria antes da tempestade.
Notas iniciais
“Eu me chamo Tomura Mashida, sou um ryujin e Tamuraniano, há um ano venho dando assistência ao Desmond desde que minha filha Hana o trouxe para casa machucado e desde então ele seguia lutando sozinho contra os oma kaijin , mas isso mudou desde que Balthan vem nos ajudando na nossa luta contra os oma kaijin, porém isso não veio só com alegria descobrimos que existe outro Ijōna senshi chamado Kabuto, será que mais uma tempestade virá contra nós?”
Tomura estava varrendo a frente da sua loja como todo dia, a rua de chão batido com as pessoas mais comuns andando para todos os lados, grupos de jovens indo até as escolas, senhoras nas barracas escolhendo legumes para o almoço. Ele respira o ar puro e gélido que mostrava que o verão estava se pondo e outono estava amanhecendo, ao olhar para dentro de seu estabelecimento observa Desmond terminando a arrumação, Hana terminando de colocar uma toca em sua cabeça de forma confortável para suas orelhas de cão, na bancada estava algo incomum para seu ritual matinal era Balthan conversando com Sayori. O jovem kaijin se vestia com kimono azul marinho com um símbolo que lembrava as correntes de vento, mas o que chamava a atenção era uma nodachi de madeira em suas costas.
O ryujin volta a sua atenção para rua como normalmente, segue varrendo enquanto pensa: “Já faz algumas semanas desde o último ataque grande, desde então o Balthan tem vindo até aqui conversar com pessoal, antes de ir treinar com um tal de Kaze no Kizu, mas ele pediu para chamarem ele só de Kaze né?”, seus pensamento somem ao escutar passos e uma voz atrás de si e dizendo:
— Pessoal comentou que o senhor sempre vare a fachada pela manhã, isso é uma espécie de ritual? — Questiona uma voz quase rouca.
— Sim, Balthan. — Confirma olhando para trás e vendo o Kaijin passando a mão na nuca em sinal de vergonha. — Por que essa vergonha toda, jovem?
— Nada, é só que a Sayori e a Hana disseram que o senhor é um shuguenja e sabe muito sobre o que eu e o Desmond somos por assim dizer.
— Eu sou, mas o que isso tem haver com essa vergonha e você nem precisa ter já faz semanas que vem aqui, então pode se sentir à vontade. — Explica Tomura parando de varrer e deixando a vassoura na entrada, tentando manter sua postura.
— É que eu tenho um pedido que era se possível o senhor ajudar uma colega minha. — Diz parando de demonstrar tanto sua vergonha. — Ela foi a moça que foi atacada pelo nosso novo “amigo”
— Entendi, mas por que acha que posso ajudar ela? — Questiona voltando a atenção para Balthan com olhar sério, mas leve e seus braços cruzados.
— Bom, em toda a província deve ser o único que pode tentar entender o que está acontecendo com ela. — Responde fazendo uma mesura em forma de mostrar respeito e fazer um pedido. — Por favor, visite a Shiro!
— Tudo bem, eu vou ajudar, porém se levanta. — Concorda sem graça com as pessoas olhando aquela situação. — Vou ajudar só me passa o endereço.
— Eu já sei, pai. — Comente Hana se aproximando dos dois, trajando um kimono branco, com um avental da mesma cor e suas orelhas brancas presas por uma toca. — Eu vou guiar meu pai e antes que pergunta a Sayori me contou e pediu para ir com nosso pai.
— Ah tudo bem, obrigado então. — Diz Balthan compreendo o que Hana disse se virando em direção ao porto. — Bom, vou indo antes que meu mestre me mate.
Balthan começa a correr em meio às pessoas em direção ao dojo. Hana arregala os olhos ao ver seu pai que estava firme de braços cruzados perder essa imponência para uma mais nervosa e como algo estivesse errado, então ela diz:
— Pai, eu sei que está afastado algum tempo dos seus afazeres de shugenja, mas você precisa ajudar essa tal de Shiro. — Explica se virando para entrar na casa de chá. — Pai, não sei muito o porque se afastou, mas essa jovem está passando maus bocados, então devemos ir como dazenshi que somos.
— Ele comentou o que ocorreu? — Indaga colocando a vassoura próxima da porta e observa que Desmond não estava no local. — Cadê o nosso garçom?
— Bom, está lá embaixo, podemos continuar a conversa lá pai, que tal? — Sugere entrando pela cozinha.
— Tudo bem, aproveito e vejo o que aquele jovem está fazendo. — Concorda seguindo sua filha.
Eles seguem até a entrada secreta na cozinha, descem a escada em caracol até que escutaram uma explosão que faz até chão tremer, eles se apressam e ao chegar no subterrâneo, vem em meio a fumaça da explosão era Sayori no chão apoiada na cama de Desmond e o jovem humano deitado na sala de controle tossindo e grita:
— Eu acho que conse...gui até que fim! — Se levantando do chão e abanando a mão. — Eu acho que com isso vou poder usar o Roll Cinto.
— O que está acontecendo aqui?!?!? — Grita Tomura irritado, desapontado e realizando selos de mão. — Benção das andorinhas!
Após aquelas palavras ecoaram pelo local, uma massa de ar começa a girar guiando a fumaça para fora do local, ao sair revela Desmond todo sujo e com quimono levemente rasgado segurando um cristal de vinte lados de coloração vermelho claro com uma chama de cor azul claro brilhando pouco. Ao perceber aquele objeto Tomura diz:
— O que está segurando, Desmond? — Com o rosto de desaprovação para o jovem humano. — E o que causou toda essa fumaça?
— Desculpas, Mestre Tomura....e....u não que...ria ter criado essa explosão. — Responde em meio a mais tosses e batendo sua mão contra seu corpo e quimono para tirar a poeira de si. — Eu estava tentando criar o Cristalizer Belt para poder combinar os simbiontes em novas formas para o Insector.
— Que é isso? — Pergunta Sakura curiosa saindo de trás do seu pai. — Como assim combinar? Essa ideia não deu certo da última vez.
— Dá ultima vez eu tentei usar um cristal elemental qualquer, mas dessa vez eu criei um cristal refinado utilizando como base nos cristais que uso para prender, para poder criar um receptáculo onde eu possa fundir e criar novas formas com os simbiontes purificados por vocês duas. — Explica o jovem tão rápido que faz Sakura e Sayori ficarem zonzas de tanta informação. — Porém, pelo que eu percebi precisa de algo para dar o gatilho dessa fusão, primeiro achei que era energia elemental e agora achei que a energia espiritual iria fazer, mas dessa vez só ocorreu uma explosão e não em mim ficando quase de cama com o poder destrutivo que ocorreu.
— Já está melhor do que antes, mas mesmo assim, por que está agora tentando criar isso? — Questiona Tomura elevando levemente o tom de voz e mostrando suas escamas belas imponentes de um escolhido por Lin-Wu. — Eu acho que é uma perda de tempo.
— Senhor Tomura, eu estou tendo voltar com esse projeto pois antes no máximo eram oma kaijins, mas agora existe outro Ijōna senshi que é esse tal Kabuto que pode ter outros que podem ter más intenções e sem contar que pelo que o próprio Kabuto disse que ele pode ou consegue fazer as pessoas se tornarem oma kajins como o Balthan. — Responde se sentando numa cadeira de bambu e olhando para aquele cristal e a pequena chama se esvaindo junto com as ideias de como criar aquilo. — É, preciso de mais ideias para criar isso e proteger Tamu-ra.
— Eu entendo, mas não se esqueça de que você agora tem um parceiro muito bom. — Diz Tomura indo até Desmond e colocando suas mãos sobre os ombros dele. — Você tem pessoas que te ajudam, se lembre disso, da honra que nos guia e do seu próprio espírito na luta, assim você vai conseguir superar tudo.
— Obrigado por essas palavras. — Agradece se levantando com um grande sorriso e apertando o cristal com o fechar da mão.
— Ei, não se esqueça da gente! — Gritas as duas Hanyos em sincronia perfeita. — Nos ajudamos e muito vocês dois!
— Tudo bem, meninas. — Afirma Tomura indo devagar até suas filhas que estavam visivelmente irritadas. — Vamos lá para cima, vamos?
— É verdade, eu preciso trocar de quimono. — Diz Desmond abrindo os braços e mexendo os braços para mostrar os estragos da explosão em sua roupa. — Também quero tomar banho!
— Está bem, nós entendemos, grande herói da justiça! — Diz Sayori se virando enquanto mexem as mãos em sinal de brincadeira. — Vamos todos subindo!
Desmod vê as duas subindo com rostos irritados e logo atrás seu pai tentando acalmá-las, ele se senta na cama olhando para o cristal carmesim, enquanto vê seu rosto sendo refletido por cada face daquilo e pensa: “Se a energia pura do mundo espiritual conseguiu domar a fúria da tempestade rubra, o que conseguiria?”. Aqueles pensamentos somem ao lembrar que deveria subir para trabalhar.
Enquanto isso no distrito aberrante...
Shiro estava andando pelas movimentadas ruas, ela trajava seu quimono preto com bordas brancas, carregava com dificuldade uma bolsa de pano que estava cheia de legumes. Ela segue com dificuldade até sua casa até que ela sente um arrepio como daquele dia que foi atacado por um ser misterioso no beco. Ao olhar para os lados é como uma névoa vermelha a sufocasse, a cada passo a jovem sente como o seu sangue estivesse sendo drenado e ao sentir tudo isso, pensa: “Por favor, família celestial, tire essa sensação de mim. Por que essa sensação sempre volta? Eu estou sentindo o meu corpo derreter”.
A jovem humana olha tenta olhar sua volta novamente, mas no lugar de estar nas ruas movimentadas, estava numa floresta com a névoa vermelha árvores retorcidas e olhos de insetos em meios aos galhos e seu corpo estava começando a ser envolto a uma gosma laranja e uma voz grita em sua mente:
— Nos faça um só novamente! — Esbraveja como fossem mil vozes, enquanto os seres em meios as árvores zumbem e gritam em forma de grunhidos. — Nós somos um! Unam-nos de novo! Torne-nos a Tormenta novamente!
— Me deixa em paz! — Gritou se debatendo para se livrar daquela gosma em desespero. — Alguém me ajude!
— Shiro! — Grita uma voz que lembra a voz do ser que a atacou naquele dia e uma mão segurando o seu braço com força. — Tudo bem?
A jovem em meio ao terror olha para onde estava vindo a voz, ela vê um monstro de características de uma carpa e sente como a gosma estivesse indo até ele. No momento de a gosma ia tocá-lo, ela volta a ver a rua cheia de pessoas que estava andando, em sua frente estava seu amigo Balthan em meio aquela névoa carmesim que a sufocava, a sua volta muitas pessoas estavam com rostos mistos entre preocupação e de indiferença com o ocorrido. Shiro se levantando, batendo em sua roupa para tirar a poeira do chão batido e diz:
— Eu estou bem. — Afirma indo em direção de sua sacola que estava no chão. — Só tive uma leve desorientação.
— Não me pareceu isso. — Retrucou o kaijin pegando alguns legumes que haviam saído da sacola. — Quer que eu te leve até em casa?
— Não precisa, Balthan! — Responde de forma ríspida pegando os legumes das mãos de seu amigo. — Consigo chegar bem sozinha.
— Toma cuidado, tá? — Pede se levantando tentando contato visual com sua amiga, mas ela só desvia o olhar.
Balthan continua seu caminho até o dojo, Shiro por sua vez continua catando os legumes e observa seu amigo indo embora, junto a ele a sensação de sufocamento que sentiu naquele dia e pensa: “Por que logo ele me dá essa sensação? Todos os dias que ele foi junto com senhor Raaor, eu senti o mesmo pavor e angústia daquele dia que fui atacada, espero que os remédios e as ervas me ajudem”. Ela se levanta indo até sua casa com dificuldade.
Algum tempo depois numa cabana em meio à floresta...
Um vanara, um primata de pelos pretos e olhos castanhos estavam acorrentado em uma grande bacia com um líquido verde que ardia ao tocar sua pele, o homem com características de primata grita quando aquele líquido em costa em suas costa e sua pelagem é queimada e pensa: “Pelo primeiro ninja, por que estou sofrendo tanto? Me disseram que eu seria perdoado e que poderia ajudar o clã novamente! Então por que estão me torturando?!?”. Ele se debate cada vez mais até o ponto de machucar seus punhos e ao sentir aquilo nas feridas, grita:
— Socorro! Por favor, alguém me ajude?!? — Esbraveja com todo ar que tinha em seus pulmões. — Me disseram que eu podia ajudar o clã Shybuia, então por que estão me acorrentando!
— Você está ajudando o clã. — Diz uma voz misteriosa vindo das sombras. — Você se tornará um ser aprimorado.
— Quem está aí? — Questiona o vanara em fúria sentindo o líquido queimando suas orelhas. —Me tira daqui, agora!
— Você vai sair como um ser melhor, logo. — Comenta a voz que aparece para o vanara, era um ser com uma armadura que lembrava uma yoroi feita de uma carapaça marrom com detalhes brancos, uma capa da mesma cor e uma máscara que lembrava um falcão com olhos verdes. — Bom, espero que esteja gostando do banho.
— Seu desgraçado, o que você está fazendo? —Grita com ódio em seus olhos castanhos e observa o seu corpo quase pelos e em carne viva. — Me solta!
— Acho que ele já está pronto, Kabuto! — Afirma o ser se afastando da bacia.
— Pronto para o que? — Esbraveja enquanto sente uma mão contra seu peito e ao olhar para quem colocou a mão, era Ijōna senshi Kabuto. — Tira a mão de mim.
— Acho que você está certo, Ronin. — Confirma empurrando o vanara para o líquido com tudo, o homem se debate, até que Kabuto quebra um pote nele e um simbionte prateado sai e se une com o vanara. — Acho que melhor se afastarem!
O Vanara sente o simbionte entrando por cada orifício de seu corpo junto com o líquido, ele sente um calor descomunal como queimasse cada vaso sanguíneo, ao fechar seus olhos por conta da dor e ao abrir novamente, ele se vê flutuando em uma gosma prateada, o céu aberto vermelho cor de sangue e estrelas negras. Ele se levanta daquela gosma, observa que era uma imensidão com o chão forrado com aquela coisa prateada e o horizonte vermelho e ao se dar conta pensa: “Estou em Sora? Achei que era mais bonito como os samurais diziam”. Antes de continuar pensando, uma voz diz:
— Até que fim acordou. — Uma voz rouca que lembrava a de si própria. — Nós estávamos te esperando.
— Quem está aí? — Pergunta o vanara à voz que parecia estar na sua mente, olhando para todos os lados procurando de onde vinha. — Onde estou? Eu morri?
— Calma, Não existe morte para nós! — Afirma a voz que ecoa na voz naquele cenário. — Saru, você foi escolhido por nós!
— Como você sabe meu nome? — Questiona confuso e com raiva, colocando em posição de ataque.
— Como não saberíamos? Nós somos um só! — Retruca a voz, enquanto aparece um vanara da gosma, era um primata igual a Saru, mas com olhos carmesins e carapaças nas mãos e pernas. — Nós somos você! Nós somos a Tormenta! Nós somos a evolução aberrante!
— O que é você? Como se disfarça de mim mesmo? — Correndo para dar um soco pela esquerda, mas quando iria encostar no rosto do ser, ele some em meio a gosma e reaparece ao lado de Saru. — Que poder é esse?
— Esse é o nosso poder! Um poder que será seu quando você se tornar nos! — Responde enquanto empurra Saru para a gosma.— Nós aceite!
Saru tenta se livrar das mãos daquele ser, ele é afundado naquela coisa, sente o calor e carapaças crescendo e um pensamento vem a sua mente: “Nós aceite, você não sentirá mais dor, tristeza e perda, nunca mais será traído e terá um poder que nenhum ser individual tem, se torne a Tormenta! Se torne nos!”. O pensamento ecoa em sua mente como fosse a única verdade do mundo e Saru diz:
— Nós somos a Tormenta! — Aceitando todo aquele poder e vê um peixe serra feito de luz sólida vindo até ele.
Enquanto isso, Kabuto se afasta da bacia, raios vermelhos saem de lá, junto com uma luz. Gritos são ouvidos de dor agoniante e então todo aquele horror se sessa e do líquido sai um ser monstruoso, sua pele preta carapaças prateadas com detalhes pretos e formato de escamas de peixe, em suas mãos tinham um ferrão com uma serra, seu rosto tinha olhos eram pretos com detalhes pratas e em seu rosto tinha outro ferrão. Ao ver aquilo Ronin fica surpreso e então Kabuto diz:
— Dê uma ordem a ele. — Pede apontando para o Oma kaijin que emergiu.
— Saia agora! — Grita com força e dureza na voz, observa o ser saindo da bacia. — São bem obedientes.
— Sim, tome isso aqui. — Jogando um mosquete, feito de um tipo de carapaça rubra com uma lâmina prata e um local onde se colocaria a pólvora tinha um buraco para se colocar um pequeno hexágono. — Isso é um Sprayer shother, você pode colocar seu Oma cristal nele para se transformar de forma menos chamativa e pode usar para canalizar mais sua energia para ataques.
— Bem versátil, como conseguiu criar então pouco tempo? — Questiona colocando o cristal e ficando surpreso que aquilo havia se tornado em uma miniatura. — Nossa bem melhor para não chamar atenção.
— Vamos dizer que eu aprendo rápido. — Responde saindo de lá. — Adios!
Algum tempo após, no distrito aberrante...
Shiro estava lavando os legumes que havia comprado na feira, mas sua mente estava imqueta depois de suas visões, ataque de pânico e o jeito que tratou Balthan e pensa: “Eu não deveria tê-lo o tratado assim, ele só quis ajudar como sempre e fui ríspida de novo, mas quando estou perto dele aquela sensação do beco retorna e eu sei que foi o aquele kaijin com sangue quente que me salvou, espero poder voltar a ter a vida normal e pode viver com o Balthan e o senhor Raaor.”. Ele escuta uma batida e uma voz feminina:
— Boa tarde, aqui é a residência da senhora Shiro Igasaki? — Pergunta uma voz calma.
— Sim, um minuto. — Confirma indo até a porta, com desconfiança, pois não estava reconhecendo a voz e nem lembrando se havia chamado alguém para visitar.
Ela abre a porta e vê uma jovem de cabelos brancos como a neve, orelhas brancas de um cão e assim como uma longa cauda felpuda e pele morena, trajando um belo quimono branco com rosas de cerejeiras rosas bordadas, atrás dela estava um homem de longos cabelos pretos presos num rabo de cavalo, olhos de réptil verde esmeraldas, pele branca e garras afiadas pretas como de um lagarto, trajando um quimono verde bastante escuro com faixas brancas. Shiro fica incrédula ao ver pessoas que exalavam nobreza em sua frente, um silêncio paira no ar e então a jovem diz:
— Bom, eu sou Hana Mashida e esse é meu pai, Tomura Mashida. — Se apresenta fazendo uma mesura. — Viemos por pedido de Balthan.
— Ah! Prazer em conhecê-los, Shiro Igasaki. — Afirma realizando uma mesura e demonstrando vergonha e inquietação na voz. — O que uma das famílias mais honradas de toda Tamu-ra vem a minha residência?
— Bom, Balthan nos contou que estava tendo problemas de sono e de alucinações depois de um ataque que sofreu nas ultimas semanas. — Responde Hana com um sorriso calmo no rosto. — Meu pai é um dos maiores shugenja e entendedor sobre a tempestade rubra, ele quer te ajudar né, pai?
— Sim, eu vim tentar ajudar com meus conhecimentos. — Confirma Tomura quebrando seu rosto impassível e sente os olhos delicados, mas mortais para vindo de sua filha. — Poderíamos entrar?
— Claro, não reparem na bagunça. — Concorda com vergonha de não ter podido arrumar mais sua casa. — Estou indo preparar meu almoço.
— Se quiser, posso prepará-lo e aí você pode falar com meu pai melhor. — Oferece Hana entrando para casa.
Hana ao entrar observa que a casa era mais um quarto onde a cozinha era junta e o que delimita o espaço era um balcão de bambu que estava alguns talheres, pratos e panela, no centra do quarto havia uma mesa com um pano azul bordado com branco e um futon no canto próximo a janela, Shiro se senta numa almofada próximo a mesa e diz:
— Tudo bem. — Afirma olhando para Hana com um sorriso. — O que o Balthan te disseram?
— Ele informou que você foi atacado por um ser parecido com Ijōna senshi Insector, correto? — Responde Tomura se sentando ao lado dela. — Ele tentou te salvar, nós o entramos desacordado e cuidamos dele.
— Ah, entendi. — Diz com olhar cabisbaixo por sentir culpado que até mesmo quando ela o tratou mal, ele ainda procurou ajuda para lhe ajudar. — Bom, eu estou tendo pesadelos com o que ocorreu naquele dia e alucinações com uma floresta vermelha, que sou con..consu..consumida por um tipo de gosma que queima, fica gritando e pedindo para me unir eles novamente.
— Calma, jovem! — Pede Tomura vendo que contar aquilo fez ela sentir todos aqueles sentimentos ruins e traumatizante, a segura pelos ombros e pensa: “Essa jovem passou por algo que poucos conseguem sair sãs, ela é forte, mas para isso está tendo que guardar muitos sentimentos, eu entendo ela.”. — Beba uma água, se acalme e me diga existe algo que ativa essas visões suas?
— O que me traz isso é...é...o-o-o — Shiro tenta responder mas o medo de só re-lembrar do Balthan a faça voltar a ter as visões e também o medo de como eles reagiriam.
— Aqui, Shiro. — Afirma Hana entregando um copo com chá. — Pode ficar calma, nós vamos te ajudar, é o que o Balthan mais quer.
— Obrigado. — Agradece com a voz trêmula, bebe o chá gelado e senti mais calma. — O que me faz ter as visões é o Balthan, ele parece emanar aquela névoa vermelha e isso me faz ter essas alucinações, eu sei que não é intenção dele, mas ele me faz ter isso.
— Entendi, bom, vou tentar te ajudar. — Afirma Tomura se levantando e apontando para o futon. — Por favor, se puder deitar.
— Claro. — Diz Shiro indo até lá e se deitando. — Estou...pronta.
Tomura se ajoelha ao lado da jovem, seu corpo começa a mostrar escamas tom de jade, assim como uma energia calma e revigorante, suas mãos fazem gestos rápidos de jutsus. Shirou sente envolta dessa energia que parece a estar a empurrando contra o chão que por sua vez parece a suga-la como areia movediça, ela afunda mais, até que tudo vira um breu e quando se dá conta está de volta ao beco com aquela névoa vermelha. Tomura abre seus olhos e se vê em meio a uma floresta carmesim e diz:
— Novamente aqui, preciso encontrar onde ela está em meio a essa floresta. — Afirma olhando para cima e vendo o céu vermelho e no chão estava o chão batido e raízes retorcidas. — Bom, preciso chegar mais a fundo para encontrar aquilo que a aflige.
Tomura segue correndo em meio aquela mata densa, olhos vermelhos de insetos pelas copas das árvores o observando, seguindo mais um pouco, sente seus pés grudados em uma gosma vermelha cor de sangue e pensa: “Estou chegando próximo da fonte do problema, só mais um pouco.”. Ele segue com dificuldade, o ar era mais pesado e aquela coisa gosmenta mais o puxa para baixo, até que sente um puxão e afunda naquela gosma.
O Ryujin se debate e quando sai daquilo, se vê novamente numa floresta carmesim. Desorientado ele segue andando pela floresta e pensa: “Será que voltei para a estaca zero? Eu não me sinto mais naquele lugar.” Seus pensamentos somem ao escutar uma voz:
— Ei, vocês vamos logo conseguimos recuperar o item! — Grita uma voz esganiçada que Tomura reconhece. — Garsu, rápido precisamos segurar eles até-Tomura o que faz aí? Rápido a Sakura precisa da sua ajuda!
— Vamos, Takkar! — Grita um kaijin que carregava uma mulher de longos cabelos claros rosa e orelhas de raposa e pele negra e a coloca no chão. — Tomura leva ela, eu e o Takkar vamos segurar esses seres da tormenta com o Shin, você e o Ryu seguem com o rubi.
Tomura sabia bem onde estava, no seu maior trauma. A mulher no chão desacordada era sua esposa e aqueles dois lutando junto com um humano que usava uma armadura amedrontadora eram seus falecidos amigos, ele nem pensa corre e pega sua esposa e ao olhar para trás vê Takkar se tornando num ser gigante e Garsu ganhando escamas de réptil enquanto lutam contra seres abomináveis que pareciam insetos com carapaças rubras, emanavam um cheiro pútrido e atacavam como um enxame com suas garras de louva-deus.
O ryujin corre até tropeçar e cair rolando abraçado com sua esposa, ele se levanta com dificuldade e ao olhar para a sua volta é como a floresta estivesse mais inquieta e então sua esposa se levanta de costas e diz:
— Vocês prometeram que íamos voltar com vida! — Grita com uma voz estridente e quase desumana, sua cabeça vira 180 graus e o som dos ossos se quebrando ecoa pelo local. — Nós morremos por culpa de vocês! Era para vocês terem nós salvos!
— Para você não é real! Você morreu no fim da excursão até o centro das muralhas do destino! — Grita chorando ao ver sua esposa se retorcendo todos os seus membros.
— Vocês nos condenaram à morte! A tormenta nos matou! — Grita uma voz vinda das árvores.
De lá saem o nezumi sem um dos braços e sem a mandíbula e sua picareta encravada no peito, o Kaijin vinha se arrastando, pois metade do seu corpo foi devorada e o humano estava sem um pedaço da cabeça que fora destruído pelos monstros, Tomura fica em choque ao ver seus amigos de tal forma, ele tenta correr, mas suas pernas agarradas e então todos eles se jogam por cima dele e gritam:
— Vocês nos condenaram, os honrados nos condenaram! — Gritam enquanto sufocam Tomura.
Tomura sente o sangue deles e as mãos os sufocando. Ele sente tanto medo que o faz perder a concentração, ele fecha os olhos e ao abrir novamente estava no quarto. Shiro acorda com ódio por ter que retornar ao beco, mas quando ia dizer algo vê o ryujin chorando e com rosto de puro pavor. Hana diz:
— Pai, tudo bem? — Pergunta colocando a mão no ombro do pai. — Ocorreu algo na purificação?
— E...e...eu preciso tomar um ar. — Responde se levantando de cabeça baixa, com a voz trêmula de tristeza e indo até a porta. — Só um instante.
A porta se fecha, um silêncio amedrontador fica no local. Hana se senta ao lado de Shiro que estava com o rosto de confusão com o que ocorreu e então a hanyo diz:
— O jutsu usa o poder da própria energia de Lin-Wu para tirar os males da mente e chakra de alguém. — Explica cabisbaixa e abraçando os joelhos.
— Mas não existe um jutsu que purifique a tormenta! — Esbraveja Shiro dando um soco no chão. — Não é? Eu estou condenada a ter essas alucinações quando estiver com ele, não é? Nem o jutsu mais forte conhecido consegue!
— Que mudança de humor repentina. — Comenta Hana olhando para os olhos de desespero da humana. — Não existia, mas meu pai criou um jutsu acima da purificação da honra, ele se chama a Purificação do Samurai de Jade, ele usa tanto poder pois ele une o espírito do usuário com a pessoa afetada com a honra, mas para isso o portador não pode ter problemas emocionais fortes, principalmente com a tormenta, entendi?
— Entendi, seu pai realmente é um shugenja majestoso. — Comentar sentando e apoiando as costas na parede. — Ele tem algum problema com a tormenta?
— Não sei os detalhes, mas ele foi até um expedição para conseguir pegar um tal de rubi de Lin-Wu ou algo assim, ele perdeu quatro companheiros nessa missão e minha mãe só sobreviveu tempo o suficiente para nos dar a luz na carroça. — Explica olhando para janela a sua direita e respirando fundo. — Desde então, meu pai se afastou do império e viveu cuidando da minha irmã e de mim.
— Isso ocorreu a quanto tempo?
— Faz uns vinte anos por ai. — Responde levantando e batendo em suas roupas. — Vou continuar na cozinha, vocês dois precisam de um tempo.
Tomura desce as escadas que davam nos altos de um prédio, ele fica olhando as pessoas indo e vindo com caixas, bolsas, com mosquetes e katanas. Limpando seus olhos e pensa: “Eu achei que havia superado tudo aquilo, mas eu só guardei numa caixinha até esquecer, eles não tinham que ter morrido”. Uma voz o tira dos pensamentos:
— Ei, precisa de ajuda parceiro? — Pergunta voz anasalada. — O que uma pessoa tão pomposa faz aqui?
— Estou só tomando um ar. — Responde olhando para onde a voz vem que era de um nezumi de pelos brancos, olhos vermelhos e kimono sujo. — Obrigado por perguntar.
— Prazer, me chamo Raaor. — Se apresenta estendendo a mão.
— Prazer, Tomura. — Diz olhando para o nezumi e se lembra que o Balthan já havia dito esse nome. — Desculpa a pergunta, mas você conhece um kaijin chamado Balthan?
— Sim, um kaijin alto de carapaça azul que tem um sangue quente e fala alto? — Responde animado. — Você é dono de uma casa de chá?
— Sim, sou, ele comentou de mim? — Se sentando na escada e ficando mais animado ao ver a felicidade nos rostos daquele nezumi. — Ele vem toda manhã lá na casa de chá, sempre conversa com uma das minhas filhas.
— Que legal, fico feliz que aquele cabeça dura tenha feito novos amigos. — Afirma com um grande sorriso amarelado. — Vim aqui para ver se uma funcionária está bem, e você o que faz aqui?
— Entendi, eu vim tentar ajudar uma jovem que o Balthan informou que sofreu um ataque. — Explica se debruçando sobre os joelhos. — Mas não deu não certo.
— O que aconteceu? Posso tentar ajudar? — Oferece ajuda sentando ao lado do ryujin. — Você veio ajudar a Shiro?
— Sim, você a conhece, né? Claro que sim, você trabalha com Balthan e você disse que ia ver uma funcionária. — Afirma dando um leve tapa na cabeça em sinal de como ele tinha dito algo óbvio. — Eu não consegui me concentrar o suficiente para conseguir cura-la.
— Ocorreu algo no meio do tratamento?!? — Questiona o ser grisalho desesperado pegando nas mãos dele com força. — Eu posso ajudar com qualquer coisa, mas faça meu raio de sol voltar a brilhar!
Tomura vê os sinceros olhos vermelhos do nezumi com tristeza e desespero e colocando toda a sua esperança nele, ele dá uns tapas no rosto e se levanta pensando: “Eu já tinha esquecido dessa sensação de ser a esperança de alguém, foi por isso que me tornei um shugenja para ser essa luz, eu consigo salvar essa garota!”. O ryujin fecha os punhos, voltando a sua postura nobre, confiante e diz:
— Eu irei trazer seu raio de sol, senhor Raaor. — Afirma colocando uma mão no ombro do homem. — Espera aqui fora.
Nezumi observa o olhar determinado do ryujin que sobe as escadas de madeira com uma firmeza que parecia que a estrutura tremia perante a tanta honra e determinação. Tomura para durante um instante e é como todas aquelas imagens voltassem a mente de seus amigos e esposa mortos, mas ele respira fundo se dando um tapa no rosto e lembrando de suas palavras:
— Você tem pessoas que te ajudam, se lembre disso, da honra que nos guia e do seu próprio espírito na luta, assim você vai conseguir superar tudo.
Ele respira fundo e abre a porta com força e imponência digna de um nascido com a benção do Deus da honra, mas toda essa postura se quebra ao ver sua filha comento guiozas com Shiro e dizendo:
— Nossa, somos bem parecidas, até temos que colocar pessoas da nossa idade na linha! — Exaltada enquanto ria. — O Balthan também fica falando alto sem motivo?
— Olha, ele é bem calmo, mas quando o assunto tem haver com lutas ou defender alguém, ele fala mais alto que a sua irmã cantando. — Responde com um sorriso com uma mistura de feliz com tristeza profunda. — Obrigado por me deixar abrir um pouco.
— Que nada, eu também precisava de alguém para conversar sem pretensão. — Afirma pegando a louça suja e olhando para porta. — Sabia que iria voltar, pai e que cara é essa de assustado?
— Eu só fiquei surpreso que estava conversando sem a etiqueta de honrada, achei meio diferente. — Explica com um sorriso de vergonha por ter perdido toda sua compostura. — Eu estou feliz que tenha conseguido uma nova amizade.
— Bom, pai, consegue tentar o jutsu de novo? — Questiona Hana com olhar frio e afiado como uma lâmina para o seu pai. — Ou quer ir para casa?
— Tudo bem, filha. — Diz voltando a ter toda a imponência que exalava quando entrou pela porta. — Eu estou apto para realizá-lo.
— Mas antes, poderia me explicar o jutsu? — Diz Shiro se sentando no futon com um rosto sério. —Pois da ultima vez, você só fez o jutsu e eu estava bem abalada com tudo, tinha menos que algumas horas que eu e o Balthan tinha esbarrado comigo e tive alucinações.
— Mil desculpas, eu que estava meio apreensivo de utilizar tal jutsu novamente. Bom, esse jutsu utiliza a hon-.
— Isso dai, eu já sei. —Interrompe balançando as mãos. — A Hana me explicou a base, mas eu queria entender o por que eu voltei para o beco?
— Bom, esse jutsu faz o espírito das pessoas que está sobre o efeito sentir o que lhe afligem física e mentalmente, então é possível que a tormenta deve ter se materializado no jutsu assim para você, para mim ela se materializou como uma floresta rubra e quanto mais avancei, uma gosma que parecia sangue aparecia. — Explica de forma seria como uma pessoa que passou anos estudando sobre o assunto. — O que eu vou fazer é te ajudar a superar isso e com isso o seu chakra com a sua vontade vão tirar a energia carmesim de você, mas para isso precisamos superar o trauma do que ocorreu no beco, entendeu?
— Entendi, mestre Tomura. — Afirma se deitando no futon. — Estou nas suas mãos.
Tomura respira fundo e começa a realizar os selos do jutsu, Shiro fecha seus olhos sentindo a energia calma à empurra devagar contra o chão que parecia a abraça-la dessa vez, o breu da escuridão dura mais que o dá ultima vez, ela se sente flutuando como estivesse sob água calma, sente um abraço caloroso, mas um pouco dolorido como alguns espinhos a cutucasse e ao abrir os olhos estava novamente no beco e pensa “Eu preciso superar isso para poder seguir em frente com as pessoas que eu gosto.”
Enquanto isso, Tomura fecha seus olhos, se sentindo no vazio flutuando, então duas mãos tocam seus ombros e ao abrir seus olhos. Ele estava naquela floresta carmesim, o céu cor de sangue vivido, estrelas negras pulsando, as árvores estavam com suas copas tremendo e os olhos rubros de inseto indo para um lado e para o outro.
O ryujin fecha os seus punhos e anda com uma postura imponente, graciosa e honrosa, a cada passo era como um tremor que aquieta aqueles seres que estavam na copa, ele segue andando calmamente e a floresta ao contrário da outra vez parecia bem calma, os olhos de insetos pareciam sumir em meio às copas quando Tomura olhava, seu corpo estava diferente escamas de tom verde por todo seu braço, seu rosto tinham a mesma coisa envolta dos olhos, seus olhos estavam amarelos que parecia de um dragão.
A floresta a frente parecia mais densa, os olhos olhavam direto para o homem e o barulho de zumbidos misturado com som de algo se quebrando, Tomura olha com seu olhar frio e pupila mais fechada e diz:
— Eu não sou mais aquele jovem medroso de antes! —Afirma pisando com força no chão e mostrando toda a sua imponência. — Um filho do Dragão celestial não ira fraquejar.
— Você está mais imponente que antes! Mas não esqueça que nós somos mais fortes que esse Deus que você acredita! — Esbraveja uma voz que vem em todas as direções e é como se fosse várias vozes em uma. — Você não é bem-vindo aqui! Não se esqueça do que ocorreu aqui! Da falha de vocês três!
Tomura por um instante fraqueja e nesse momento ele sente o chão que estava sólido se tornar algo parecendo sangue, as árvores caem sendo absorvida por aquela gosma carmesim e os zumbidos parecem risadas que ecoam pela vastidão carmesim, o homem volta a ter a postura forte e ao pisar com força, mas no lugar de sentir o chão sólido, era a gosma e sente afundar até a cintura, ao tentar se livrar, uma voz ecoa:
— Não precisa fingir ser o que não é, querido. — Afirma a voz vinda da gosma e saindo dela uma mulher de longos cabelos rosa claros, orelhas de raposa trajando um quimono branco tingido de vermelho e um grande corte no tórax e olhos totalmente vermelhos e chorando sangue. — Não importa o quanto eles depositarem fé em vocês, os honrados sempre matam os outros pelo bem próprio, não é mesmo querido?
— Cale a boca, nunca acreditaria numa cópia da minha querida flor! — Esbraveja a pegando pelo pescoço e a empurrando contra a gosma. — Todos nós estávamos prontos para morrer naquele dia! Não fui eu que quis deixar eles para trás, eles escolheram aquela luta!
— Querido, onde estou? Conseguimos o artefato? — Pergunta a mulher voltando a ter os olhos normais de cor azul e voz doce.
Tomura para de a empurrar e pensa: “O que estou fazendo? Eu preciso me concentrar, estou aqui para salvar a Shiro e não lutar contra o meu passado!”, esse pequeno momento de fraquejo, ele sente três seres saindo da gosma e o puxando para dentro daquele mar carmesim. Tomura se debate e sua esposa levanta com um sorriso desumano e seus olhos voltam a chorar sangue e diz:
— Tudo bem, querido. — Afirma colocando contra o pescoço do ryujin e empurrando. — Já já, você estará conosco.
Tomura afunda naquela gosma olhando aquela versão corrompida de sua esposa o empurrando cada vez mais e pensa: “Será que esse é meu fim? Será que eu não vou poder salvar mais ninguém que a tormenta fez mal? Não, eu prometi que ia conseguir!”. Ele segura a cabeça da mulher com força, suas garras atravessam a pele que revela que vários insetos estavam formando aquele ser, o homem com toda a força dá uma cabeçada com força que faz Sakura o soltar e ele diz:
— Nem que eu tenha que usar tudo que eu tenho e o que eu não tenho para te vencer, eu vou curar aquela jovem! Foi isso que eu prometi! — Dando uma cotovelada em um dos seres que o estava puxando para baixo.
Ele sente seu corpo mais pesado, respirar de baixo da gosma era difícil. Tomura começa a perder a consciência e sente sendo mais puxado e ao olhar para cima uma mão brilhante vinha em sua direção, a mão calorosa e delicada o segura. Ele sentiu ser puxado para cima, mas os seres de gosma o puxa mais forte e então mais mãos três mãos o segura, uma era peluda, a outra parecia uma carapaça espinhosa e a outra era grossa, os seres da gosma começam a perder o cabo de guerra, então uma quinta mão o segura e diz:
— Você tem que cuidar do meu mestre e do meu sucessor! Reage logo, sua lagartixa velha! — Grita uma voz feminina com toda a força que tem.
— Pare de se culpar tanto, querido. — Diz Sakura com um tom doce. — Todos nós acreditamos em vocês.
Sua consciência quase se apagando é guiada pelo som de toda aquelas vozes que os davam força e um pensamento passa em sua mente: “Eu não estou lutando só por mim, mas por aqueles que se foram e aqueles que estão aqui, então eu posso mesmo perder aqui? Não, eu vou superar isso e curar aquela garota!”. Tomura abre seus olhos que brilhavam em tom de jade e ao olhar para cima vê sua mão sendo puxada pelas mãos de seus antigos amigos de missão e ao olhar para baixo vê Garsu, Shin e Tarkaar em formas bizarras sem pedaço do crânio ou sem braços. O homem se debate, livrando uma das suas pernas diz:
— Daqui em diante, eu não vou mais ficar preso ao meu passado! — Esbraveja dando vários chutes contra aqueles seres distorcidos, seus rostos mudam para de insetos e começam a largá-lo.
As mãos de luz o puxam cada vez com mais força e cada centímetro que Tomura se locomove, mais sua consciência volta a despertar. Ele se concentra nas mãos lhe guiando, sua mente estava branca, flutuando e então sente sua mão livre da gosma, o ryujin com muita dificuldade coloca a palma da mão na gosma e no local da sensação irregular estava duro como fosse terra batida, Ele abre seus olhos mostrando a vontade de se superar, sentindo um último puxão e um empurrão vindo de suas costas e uma voz vinda de suas costas:
— Traga meu raio de sol de volta! — Pede a voz enquanto Tomura sente um aperto no seu ombro esquerdo.
O shuguenja sente uma luz branca cegar seus olhos, ele sente seu corpo leve assim como sua respiração, olhando para o chão de terra batida. Pés estavam à sua volta, um era claramente sua esposa, um era de pele preta com chocolate e características de humano, ao lado tinha um pé cascudo e todo pontiagudo, outro era de um nezumi e o último era um humano branco. Tomura levanta seu rosto rápido com a esperança de ver seus amigos de novo, mas só vê casas de madeira e papel manteiga, varais ligando as janelas e as vozes juntas deles dizem:
— Não se esqueça, porque nós lutamos! — Enquanto globos de luz brancas e azuis sobem aos céus vermelhos e as estrelas negras se tornam aos poucos brancas, simbolizando esperança.
— Eu nunca vou esquecer! — Afirma se levantando com seus olhos amarelados brilhando como ouro, suas escamas parecem mais brilhantes que o normal como um belo jade lapidado e mostrando uma força de vontade que havia se perdido há vinte e cinco anos. — Eu vou cuidar de Tamu-ra como jurei!
Tomura olha em volta e é como se estivesse em um beco do distrito aberrante, então pensa: “Devo estar próximo do trauma, já que Balthan disse que ela foi atacada em uma viela. Espero não ter chegado tarde!”. O ryujin sai em disparada procurando Shiro.
Alguns instantes antes num beco...
Shiro desperta um pouco tonta, aquela sensação do abraço aos poucos some e é substituída por uma pressão forte sobre seu corpo, ela se levanta com dificuldade, ao olha em volta percebe que é uma viela de chão pisado, gigantescas paredes de madeira e papel manteiga, aos seus pés uma fumaça rubra aparecem dela parece ter vários olhos de inseto e uma voz vindo de trás diz:
— Nos faça um! Nós precisamos de você! — Afirma a voz como cada sílaba mudasse o tom dela. — Pare de ser tão covarde! Se una a nós e aí tudo ficará bem!
Shiro olha para trás e vê um ser feito de carapaças laranjas como fosse escamas, olhos opacos como de peixe morto, entre as carapaças tem um tipo de gosma preta fluindo pelo corpo como fosse a pele do ser. A jovem sente seu corpo tremendo de medo a cada passo do monstro, sem nem pensar, ela se vira e corre para longe.
Ela segue correndo e a cada metro que se distancia seu corpo parece mais leve e pensa: “Como posso superar isso? Esse não é como que me atacou naquele dia.”. A jovem continua sua fuga e ao olhar para trás percebe que a névoa havia sumido dos seus pés, se sentando no chão e secando o suor de seu rosto, então repara que um ser sai de foco da névoa que se formou. Ela se levanta rápido e antes que desde um passo uma mão segura seu pulso e diz:
— A onde está indo, filha? — Diz uma voz masculina com malicia na voz. — Não se esqueça que meninas boazinhas não fogem dos castigos!
Shiro olha lentamente para trás e vê um homem com barba por fazer, olheiras fundas, um quimono amarelado com marcas marrons e um cheiro forte de álcool, uma garrafa de sake em uma das mãos. A jovem fica com os olhos arregalados e com os lábios trêmulos diz:
— Pa-paaaaa-ai? — Gaguejando enquanto tenta se desvencilhar da mão do homem. — O que faz aqui?!?!
— Por que a surpresa querida? — Questiona apertando mais o pulso que faz a jovem sentir dor, os olhos quase sem cor do homem brilham mais e com ar de loucura. — Não me diga que vai fazer como sua mãe e fugir com outro, né?!
— Me solta! — Grita Shiro puxando com força seu braço e colocando seu outro braço em cima da mão de seu pai e empurrando. — Ela só estava procurando uma vida melhor do que com você!
O homem olha com olhar de fúria para filha, seus olhos choram sangue, apertando mais o punho da jovem e suas unhas perfuram a pele da jovem, que por sua vez pensa: “Por que ele está aqui? Se não consigo nem ao menos fugir dele, como vou ganhar daquele monstro?”. Ela se sente acuada com tudo aquilo é como todo aquele mundo estivesse a empurrando para o chão e tentando sufocá-la e nesse momento de puro desespero uma voz grita em sua mente:
— Sua idiota, ninguém luta e vive sozinho, sei que conseguimos lutar juntos! — Afirma uma voz era que estranhamente familiar.
Shiro sente como seu corpo momentaneamente ficasse mais forte, seus olhos que estavam chorando pela dor se focam no do seu pai que fraqueja por um instante ao ver os olhos dela emanam uma energia rubra misturada com azulada e uns raios de luzes laranja, e ela grita:
— Você vai me soltar, seu verme! — Ordena com uma vontade que fazia tempo que não demostrava e levantando sua mão e desferindo um tapa com tanta força, raiva e determinação que o joga para longe.
O homem rola pelo chão, sujando mais o quimono encardido, a garrafa se quebra no chão. Shiro vê que por cima da sua mão é como a mão de Balthan estivesse a cobrindo como uma luva de luz vermelha e azuis e vendo isso pensa : “Vocês dois sempre estiveram comigo, quando meu pai abusava de mim e quando os outros me julgavam pelo que eu poderia ser, mas vocês sempre me deram o apoio que nunca tive, eu vou superar isso por mim e por nós!". Ela leva sua mão até seu peito e aperta forte com um sorriso de satisfação, o homem se levanta com sua boca sangrando um tipo de gosma, seus olhos todo tomado pelo sangue e ainda chorando uma gosma preta, pegando a garrafa quebrada e investindo contra sua filha e gritando:
— Você é puta e concubina igual à vadia da sua mãe! — Atacado de cima para baixo para acertar a cabeça de Shiro com velocidade. — Você nunca vai ter felicidade em sua vida! Você no máximo será uma amante de um nobre de terceira classe, como aquela vadia!
— Cala a boca, seu desprezível! — Segurando o pulso dele como força e o fazendo soltar a arma improvisada, com um movimento rápido o imobiliza torcendo seu pulso e o fazendo se ajoelhar. — Seres como você nem mereciam respirar!
— Você está bem mais valente comparado à mais cedo, quando tentou combater a nós! — Comenta uma voz que vinha não só de seu pai, mas de todo o seu redor. — Vamos ver até quando conseguirá continuar com essa pose, pois até aquele honrado fraquejou, quem dirá a filha de um samurai caído em desonra e uma concubina que a deixou sem olhar para trás!
Quando seu pai levanta com um sorriso desumano tentando a amedrontá-la enquanto o som de seu pulso volta ao lugar, ele vê a jovem girando seu corpo e seu pé esquerdo brilhando em laranja indo até sua direção com muita velocidade, ele coloca seu braço para proteger do golpe, mas com uma velocidade gigantesca o pé acerta o homem e o som de seu antebraço de quebrando junto com do seu crânio ecoa pelas vielas, o corpo dele atravessa as paredes das casas pela potencia do chute e ela diz:
— Sim, eu sou, mas isso nunca definiu o que eu fui e o que sou agora! Então essas palavras merdas, não vão me deixar com medo ou abaladas! — Olhando para aquele corpo se levantando enquanto se retorce e rindo daquela afirmação.
— Você mostra muita garra, mas isso não muda o fato que você tem medo daquilo! — Grita com uma voz rouca e estridente, enquanto seu corpo se desfaz sem vários pequenos insetos carmesins e logo após a névoa carmesim volta intensamente.
Shiro cruza os braços contra seu rosto, a névoa cobre totalmente seus pés e ao olhar melhor é como olhos de moscas olhassem para o fundo de sua alma, ela fraqueja por um instante e sente o chão sumir por um segundo e insetos subindo sobre sua perna, a perfurando. Antes que caísse pensa: “Eu não posso fraquejar, eu preciso ser forte para sair desse estado...Como você pode ser forte se está sozinha e não pode nem se defender?”. Shiro escuta aquele pensamento que parecia sua própria voz, mas não era ela, A jovem fica com ódio com isso, fechando seu punho de gritando:
— Quem vocês pensam que eu sou! — Desferindo um soco potente, seus olhos emanam mais daquela energia azul e vermelha com mais raios laranja. — Eu vou superar vocês e vou ter minha vida normal de volta!
A névoa se abre criando um círculo em volta dela, Ela observa que seus antebraços e canelas estavam envoltos daquela armadura espiritual que lembrava as carapaças de seu amigo Balthan. A jovem de longos cabelos pretos fica de pé, se alonga e logo após rasga um pouco seu quimono preto para deixar o movimento de suas pernas e braço mais fáceis.
Sons de passos pesados que faz a névoa que pairava pelo chão criavam pequenas ondulações em cada vez mais intensidade, ela vê que os olhos de insetos se movem como um cardume na névoa inquietos a cada tremor, a jovem mesmo sentindo um apreensão em seu peito, respira fundo e pensa: “Eu vou superar isso, pois eu sei que eles estão comigo, vou com tudo agora!”. Da viela um pouco a frente, aparece o monstro grande como carapaças que se lembravam de escamas de carpas, tons laranja que iam se avermelhando nas pontas, seu peitoral era enorme, seus olhos sem vida como de um peixe que fora morto faz dias, Shiro se prepara para correr para longe, mas no lugar disso se proporciona para cima do monstro dizendo:
— Eu cansei de correr de você e de tudo! — Correndo numa postura baixa e se preparando para desferir um soco direto no abdômen do monstro.
Shiro gira seu tronco e com um movimento rápido como um tiro de alabarda, desfere um soco direto contra o monstro, seus punhos estavam envolta da carapaça de Balthan e a energia laranja brilha mais. O golpe é tão forte que seu som ecoou pelas vielas e levanta o ser do chão, mas o monstro segurou o golpe com uma das mãos e diz:
— Quanta atitude para uma garota molenga! — Elogia o monstro sorrindo com aquela boca que parecia navalhas e baba escorrendo. — Mas ainda te falta força! Nós seremos a força que lhe falta!
— Não vão se achando por terem parado meu golpe! — Grita girando o ombro esquerdo e desferindo um soco direto no rosto do ser.
Antes que o golpe se chocasse com o rosto do ser, ele segura forte a mão direita da jovem e com um movimento rápido arremessa Shiro para cima. A jovem sente como estivesse flutuando, ao olhar para baixo vê seu oponente se virando de forma violenta e a atacando com um soco vindo da sua direita , o punho estava envolto de uma energia vermelha e laranja escuro, girando em sentido anti-horário. A jovem sente um frio na espinha ao ver aquilo vindo de forma tão bruta, mesmo assim, se prepara para aparar o golpe. Shiro aproveita que aquelas energias em espiral para desviar do impacto e diz:
— Parece que vocês não são habilidosos! — Afirma girando no ar e chutando com toda a força a cabeça do monstro com seu pé criando uma armadura com de energia das carapaças de seu amigo junto com a energia laranja. — Eu vou te vencer!
O golpe é tão forte que o vento do impacto afasta a névoa do chão, o monstro grita dando alguns passos pelo impacto, o som daquele ser ecoa pelas vielas e as casas tremem. Shiro cai no chão e ao colocar o pé no chão, uma dor vindo no seu pé como um raio que queimava todos seu sistema nervoso até sua nuca. A jovem fica paralisada com aquela dor e de relance vê o monstro se virando de forma lenta, estalando o corpo como estivesse cada vez mais forte e ameaçador que antes.
Antes que pudesse voltar a raciocinar normalmente, O monstro salta em direção dela como um raio. Shiro vê tudo de forma lenta, seu corpo sendo levantado e o punho do ser acertando seu abdômen. Ela é jogada metros e cai rolando pelo chão, com dificuldade abre seus olhos e observa que aquelas luvas de carapaça de seu amigo sumiram e uma voz vinda de todos os lugares:
— Você não consegue nos vencer! — Afirma em meio a risos e gritos. — Nos aceite assim você poderá defender a todos e nunca mais ficará só!
Shiro tenta se levantar, suor pinga de seu nariz, o chão a sua volta parece estar mais úmido e gosmento, seu corpo estava pesado e a luz laranja que brilhava aos poucos estão se apagando. O ser anda em direção da jovem cada passo sente sua pulsação parar por um instante, ao sentir o peso do pé pontiagudo do seu oponente sobre seus costas, pensa “O que posso fazer? Só desistir? Depois de tudo que eu fiz, eu não posso desistir!”.
Seu corpo vai ao chão pelo peso, afundando naquela lama que havia se tornado a viela, as casas começam a desmoronar envolta daquela cena, então como a luz de um vagalume em meio ao breu de uma noite de vendaval, um ser banhado por uma aura de jade aparece no horizonte vindo da esquerda, o ser grunhi em direção dele grita:
— Você nunca ira salvar ela! Ela já será nós! Pessoas como você acham que podem parar nossa belíssima evolução? — Esbraveja correndo para cima da figura. — Desista você é um fraco que nunca pode salvar nem mesmo as pessoas que jurou proteger.
Shiro vê com muita dificuldade o seu perseguidor ir como um flecha de tons rubros em direção aquela energia de jade, ela com mais dificuldade tenta se levantar e ao olhar para frente vê algo que a deixa surpresa, era Balthan em pé feita daquela energia azul e dizendo:
— Ei, por que começou a lutar sem me chamar, em? — Pergunta com um sorriso no rosto e estendendo a mão para ela. — Se lembre de que sempre pode contar comigo para ser seu escudo e você a minha lança, até você está pronta para ser os dois!
— Eu não consigo ser essa lança, Balthan! — Grita chorando olhando nos olhos de inseto de seu amigo. — Eu não consigo nem com a sua ajuda!
— Minha ajuda?!?! — Diz confuso colocando as suas duas mãos nos ombros de sua amiga que abaixa a cabeça. — Eu só estava de apoiando e tentando segurar um pouco dos impactos, quem lutou e quem conseguiu fazer tudo isso foi você, eu só respondi a sua vontade.
— Vamos logo, raio de sol! — Grita uma voz estridente e uma outra mão é colocada sobre seu ombro.
Shiro olha para frente novamente e vê seu pai adotivo Raaor ao lado de Balthan a apoiando com grande sorriso que fazia tempo que não via, ela se levantou enxugando as lágrimas e dizendo:
— Obrigado por me ajudarem! — Afirma fechando seu punho enquanto termina de limpar as lagrimas, seu corpo fica envolvido pela aura laranja que cresce exponencialmente, toda aquela energia parecia estar sendo contida pela carapaça que se rompe e deixando tudo aquilo fluir e queimar como uma chama. — Eu vou destruir aquele monstro com as minhas mãos!
— Não se esquece de que você pode contar comigo nessa luta se precisar. — Comenta Balthan sumindo e sua energia entrando em um pingente no colar de Shiro.
— Eu estarei com vocês dois. — Afirma Raaor sumindo e indo para o ser emanando jade.
Enquanto isso, Tomura observa aquele monstro que lembrava muito a forma de Oma kaijin de Balthan vindo em sua direção como uma bala atirada pelo mais poderoso mosquete, o ryujin apenas sorri e realizando alguns selos de jutsus, o monstro grunhi acelerando mais, ele salta e desfere um poderoso soco de cima para baixo, mas toda aquela energia reverbera em volta do homem que levanta a mão com dois dedos levantando e aponta para o punho do ser e diz:
— Barreira dos ancestrais, mudança de modo, reflexão da honra suprema. — Aquela ordem ecoa pelo local, mesmo vinda de forma tão calma e toda aquela energia do golpe volta como um empurrão contra o monstro.
Tomura serra os olhos vendo as carapaças do braço da criatura se rompendo e a energia saindo pelas rachaduras. O oma kaijin vai ao chão com tamanha força que a onda de choque dissipa a névoa quase toda a névoa, o braço machucado se contorce ossos aparecem e do meio daquela cena grotesca uma nova carapaça aparece porém menos brilhante, levantando diz:
— Está usando seus poderes com bastante maestria. Achamos que estaria enferrujado depois de todos esses anos! — Comenta com tom de desdenho e como um piscar de olhos aparece bem na frente de Tomura com o punho direito vindo de encontro com seu rosto. — Esse é seu fim, nós iremos te consumir e assim encontrará seus companheiros, quer dizer nos encontrar!
— Não me subestime fúria carmesim. — Adverte abrindo mais seus olhos, sua pupila fecha como de um dragão focando em sua presa, com um movimento rápido como um raio e suave como as folhas que são levadas pelo vento, põem seu punho fechado contra o peito dele. — Caminho dos três honrados, flecha dos ventos!
Do punho do homem uma esfera de ar se acumula e se mistura com a energia de jade, suas escamas vibram como um rugido de dragão, a esfera explode e joga o monstro a metros de distância e um buraco se abre no meio do peito do monstro. Tomura sorri de forma de desdenho e o Oma kaijin diz:
— Por que tanta arrogância? Acha que mesmo que pode nós derrotar? — Pergunta aumentando o tom de voz enquanto se levanta e sua energia carmesim maior. — Ela não nos venceu, já já seremos um e todo seu esforço terá sido em vão como há vinte cinco anos atrás!
— Eu sei disso, mas eu só estava comprando tempo, parece que mesmo com tantas mentes, vocês não pensam bem.
A criatura vira a cabeça confusa com aquela afirmação, quando se prepara para atacar sente alguns tremores, ao olhar a as volta às casas estavam voltando ao lugar original, no céu as estrelas negras começam a brilhar em branco naquele tapete carmesim. E ao olhar para baixo vê um punho acertando em cheio seu rosto e sua carapaça se quebrando como a casca de um ovo. Tomura sorri ao ver Shiro em volto a aquela energia laranja como uma chama e ela diz:
— Desculpa a demora. — Olhando diretamente para o homem com uma determinação na voz que havia se perdido desde o incidente. — Agora, vamos começar o segundo round?
— Pare de mentir para si própria, você já é nós! — Grita juntando os punhos para atacá-la de cima para baixo.
A jovem desvia com uma rolagem em direção de Tomura, o golpe levanta uma névoa que faz o monstro sumir do campo de visão dos dois, então do lado esquerdo vem um chute direto no rosto da jovem que antes de desviar uma barreira para parar o golpe e então que repara que seu companheiro de luta estava executando um jutsu, outro golpe vindo de trás, dois braços abertos como a boca de um predador para agarrá-los, Shiro puxa o homem e aproveita o movimento e desfere um chute no braço esquerdo que quebra a carapaça menos brilhante e uma perna de energia azul para o braço direito e então ela diz:
— Eu não te chamei, seu intrometido. — Comenta com um sorriso olhando para o seu lado direito.
— Eu sei, mas eu quero te ajudar. — Retruca o construto de luz de Balthan saindo do pingente de Shiro. — Vamos dar uma sura nesse monstro!
— Balthan, o que está fazendo aqui? — Pergunta incrédulo por ver aquilo.
Balthan não responde aquela pergunta e então o homem ainda surpreso ao observar o amigo de sua filha ali em pé, lutando ao lado da Shiro e então ele pensa: “Como ele está aqui? Será que pela conexão da tormenta com ele ou é por conta daquele pingente? Tomura, isso não é hora para pensar nesses detalhes e sim de acabar com tudo isso”. No meio daquela névoa espessa, os olhos brilhantes da criatura giram como estivesse esperando uma abertura para atacar, o ryujin sorri e diz:
— Ei, se preparem! — Avisa enquanto realiza selos de jutsu e bate as duas mãos no chão. — Estilos dos três honrados, Avalanche das mil montanhas!
O chão começa a rachar e várias rochas levantam e logo após caem com toda força, um raio vermelho sobe aos céus, Shiro ao olha para cima vê o monstro pairando sobre o ar, ela olha para o seu amigo com um sorriso que por sua vez com um gesto com a cabeça como estivesse entendido oque ela queria dizer. Ele pega a jovem pelo quimono e diz:
— Ei, vou te dar o último empurrãozinho, você consegue terminar com isso! — Afirma flexionando os joelhos. — Pronta?
— Vamos logo, seu kaijin meia boca! — Confirma com um grande sorriso.
— Técnica improvável, Lançamento relâmpago! — Grita os dois com vontade e felicidade.
Balthan gira sua amiga para pegar mais velocidade e a joga como uma lança em direção do monstro. Tomura vê a jovem subindo como uma flecha sinalizadora com aquela energia laranja brilhando como uma estrela naquele céu carmesim e as estrelas brancas brilham em resposta àquilo. Shiro acerta o monstro direto no peito com toda força, quebrando a carapaça que havia sido danificada pelo golpe de Tomura, aquela energia entra no corpo do seu perseguidor que por sua vez segura o braço com força da mulher, então a jovem grita:
— Isso termina agora! — Girando o punho com toda força, seus olhos brilham como chamas e seu pingente junto.
—Obrigado por nos tornar novamente um. — Diz o monstro enquanto quebra as carapaças e revela que por baixo daquela armadura, era a própria Balthan com olhos vermelhos, opacas e chorando sangue, seu corpo estava cheio de carapaças ao contrário das azuis. — Agora, somos a tempestade!
O céu carmesim se quebra como vidro se tornando um vitral de branco com vermelho, Tomura sente sendo puxado pelo chão, mas dessa vez era de forma mais calma. uma luz branca começa a vir de todas as direções apagando aquela realidade distorcida, Balthan vê aquilo e com um sorriso diz:
— Ei, obrigado por ajudá-la, sei que minha versão de verdade vai ficar bastante feliz. — Agradece sumindo em meio à luz branca.
O céu começa a desmoronar. Tomura é sugada pelo chão para fora daquilo, sente como estivesse sendo puxado para volta a realidade e pensa: “Então, aquele ser de luz deve ser uma versão do Balthan que a garota idealizou ou pode ter sido o própria vontade dele que apareceu para ajudá-la, é a tormenta é algo muito irracional para entender, isso me mostrou que preciso voltar aos estudos”. Ele abre seus olhos, vendo a casa da jovem no seu lado esquerdo estava sua filha e do direito Raaor, os dois estavam com o rosto apreensivo, então Shiro se senta no futon com o rosto ainda meio confusa e diz:
— Deu certo? — Pergunta olhando para Tomura e logo depois surpresa ao olhar suas mãos que estava com uma energia rubra que parecia corromper o espaço que estava. — O que é isso?
— Essa é a energia que estava te fazendo mal. — Explica o shugenja colocando a mão em um dos ombros da jovem. — Hana, por favor verifique.
— Claro. — Concorda colocando suas mãos sobre a da jovem, a energia carmesim é sugada, absorvida pela hanyo que revira os olhos, seu corpo tem espasmos e de seu corpo sai uma energia azul e laranja. — Pu...ri..ficado, pai.
— Tudo bem? — Pergunta Shiro assustada.
— Sim, é que purificar energia da tormenta me cansa, só preciso descansar. — Explica se deitando no chão.
Antes que mais perguntas pudessem ser ditas, o Nezumi pula em meio choro em cima de Shiro, era como um grande peso saísse Raaor ao ver sua filha adotiva aparentemente bem. Tomura vê aquilo abre um sorriso de felicidade por conseguir salvar alguém novamente das garras da tormenta e pensa: “Eu consegui, meus companheiros, espero que daqui em diante eu possa ajudar mais, porém estou preocupado com aquela energia laranja que saiu na purificação ”.
“Me chamo Sayori, sou uma cantora famosa em Tamu-ra e uma hanyo, em meio a uma apresentação no porto, um novo monstro aparece com um poder maior que os anteriores e com ele um novo Ijōna senshi aparece no céu, agora um novo poder é necessário, a próxima entrada será: Uma batalha feroz nos céus, a verdadeira tempestade desperta!”
Fale com o autor