Notas iniciais
YOOOOOOOOOO
Estou viciada em IronStrange!
Tenho certeza que vou escrever pelo menos duas short-fics do shipp xD (uma está a ser betada agora e a outra esta em andamento) e enquanto essas não estão aqui no Nyah ou no SS deixo aqui esta one xD
A fic foi betada pela Maryh :3

Depois da morte da sua irmã, ele afastou-se de todos.

A sua mãe, que nunca recuperou da perda da sua irmã e do seu afastamento, acabou por também morrer. O seu pai não aguentou muito tempo depois e também partiu.

Muitos diriam que as suas mortes eram o motivo de ele ser tão frio, distante e arrogante, uma pessoa de mau caráter. Se ele for sincero consigo mesmo a sua personalidade nunca foi a mais gentil do mundo, as suas perdas simplesmente agravaram a sua personalidade já pouco brilhante.

As pessoas começaram a se afastar dele, os seus “amigos” de infância em específico. Eles olhavam para ele com medo, com aquela superstição de que todas as pessoas que eram próximas dele iriam morrer. Tolos, ele chamava-os, uma parte do motivo de ter seguido medicina foi para provar a todos que estavam errados.

Durante a universidade, conheceu inúmeras pessoas, Christine Palmer, era uma delas, estudava enfermagem e tinha um grande desejo de salvar pessoas, Bruce Banner também, um génio da biologia, e depois tinha conhecido Tony Stark, um génio em… tudo.

Christine diria que era impossível o ego dos dois caber dentro da mesma sala, porém ela estava profundamente enganada, os seus pensamentos se completavam e tinham ideias muito parecidas sobre a vida.

Ambos partilharam diversos momentos juntos, novas experiências e aventuras. Tantas novidades que compartilharam… A sua primeira viagem pela estrada sem rumo, a sua primeira vez numa corrida ao pé coxinho (eles perderam uma aposta), a sua primeira ida ao oceanário, o seu primeiro beijo, a sua primeira vez…

Então algo aconteceu com Tony, os seus pais morreram num acidente de carro. O seu génio chorou no seu ombro pela morte da sua mãe, olhou para ele perdido e sozinho, sem ideia de como enfrentar o mundo agora.

Nesse momento, um monstro dentro de si lhe sussurra que a culpa é dele. A sua presença que só atrai desgraça fez com que a pessoa com quem mais se importava perdesse alguém de tanto valor.

Foi lentamente, mas ele fugiu de Tony Stark. Criou desculpas, precisava de se focar nos estudos, tinha trabalhos para fazer, estava cansado, a sua paixão era uma coisa passageira que não devia ser levada a sério, nunca o tinha amado, … Tantas mentiras que disse no passado para impedir que Anthony sofresse por causa dele.

Eles viveram vidas separadas depois disso, foi complicado pois ambos tinham amigos em comum, mas com o tempo Stephen percebeu que o silêncio poderia ser o seu melhor amigo e que Christine nunca o abandonaria apesar dos seus avisos.

Ambos no final da faculdade conseguem trabalho no mesmo hospital, aquela amizade ao longo dos anos foi ficando cada vez mais frágil pela competitividade entre eles, porém Palmer estava feliz por ele. As suas mãos salvaram mais do que aqueles que ele matou com a sua presença.

Stephen Vincent Strange tornou-se um neurocirurgião mundialmente reconhecido e foi visitado por muitos. Com o tempo, o dinheiro começou a parecer mais importante que a vida dos seus pacientes, assim ele só procura aqueles que ele tem certeza que podem ser curados. As suas mãos não cometem erros e isso mantém o seu registo limpo.

Palmer diz que já não o conhece.

Às vezes ele olha-se ao espelho e também não sabe mais quem é.

Nas notícias Tony Stark aparece com regularidade, sempre com uma nova arma para apresentar, com um prémio para receber, em alguma festa… Anthony parecia ter conseguido seguir em frente, e por vezes ele encontra-se perdido no passado, pensando no que poderia ter sido.

O espelho mostra-lhe o quão quebrado está, os seus valores, a sua mente, os seus sentimentos. O silêncio torna-se um perseguidor e ele não lhe consegue fugir. A sua companhia é a conta bancária avantajada que criou para si.

O seu dinheiro nunca foi grande falador.

Ao contrário do de Tony Stark, o dele parecia que lhe sussurrava ao ouvido para criar um fato armado para se tornar um Herói. Tony era o Iron Man e se antes ele estava distante agora ele está a anos luz.

Mas, porque é que ele se importa? Não foi ele que se afastou e partiu o coração dos dois? Tudo por causa do seu medo irracional. O medo com que ele aprendeu a lidar com os anos e a experiência que a vida lhe deu.

Não existe nenhuma força misteriosa que rouba a vida das pessoas.

Existem diversos fatores que levam à reta final, ele é um doutor para impedir que as pessoas passem a linha cedo demais.

Por isso 2012 é o ano da loucura quando algo abre no céu e Nova Iorque é atacada. O hospital estava em Code Black, ele estava ocupado com as cirurgias mais urgentes, que pareciam não ter fim. Ele ouve os enfermeiro e os pacientes sussurarem que o Iron Man salvou-os fechando o portal e levando uma bomba com ele para lá para derrotar o exército alien. Que ele caiu do céu.

Que ele está no hospital e ainda não tinha acordado depois da cirurgia que ele não tinha feito.

Quando os seus olhos se encontram com os que Christine, ela olhou-o como se soubesse exatamente aquilo que ele precisava. — Vai vê-lo, Stephen. Vocês merecem isso.

Não hesitou nem mais um segundo para entrar no quarto onde Tony estava, estavam lá pessoas que ele reconhecia da televisão, como Virginia Potts e o segurança com o apelido de “Happy”, porém ele não falou com nenhum deles.

Tony estava deitado naquela maca, pálido, cansado, ferido no rosto e com o braço cheiro de tubos, o seu lado clínico fica contente que ele esteja assim, mas o seu lado emocional não consegue pensar da mesma forma.

Rapidamente ele se senta numa cadeira ao lado da maca e olha para ele. As suas mãos passam pelos seus próprios cabelos cheio de frustração.

— O que eu estou a fazer aqui? — Questionou retoricamente. — Já passaram anos e nós não trocamos nem uma mensagem. — A sua voz vagou tal como os seus pensamentos. — Olha, só fica bem, ok? Eu sou um idiota. Tu és um idiota. Mas tu não mereces morrer, ‘tá bem? — As palavras começam a sair tremulamente da sua boca, ele tenta se manter firme, no entanto só tendia a piorar. — Desculpa, Tony. Desculpa-me pelos teus pais. Desculpa-me pela tua situação. — Soluços escapavam da sua boca tal como as lágrimas de sentimentos contidos por anos. — Desculpa-me por todas as pessoas com quem me importo acabam… assim.

— Então foi por causa disso? — Tony estava de olhos arregalados a olhar para ele enquanto as suas lágrimas ainda caiam pela sua face.

— Estás acordado…

— Estava a fingir dormir quando vi que tu é que tinhas entrado. — Afirmou com uma face de desgosto. — Tenho motivos para isso. E agora só consigo pensar que o homem que amei por tanto tempo é um idiota.

Stephen estava estupefato olhando para o homem à sua frente sem acreditar no que ouvia, as lágrimas só aumentaram com aquelas palavras e Tony o olhou com um pequeno sorriso que costumava lhe dar quando ambos namoravam.

— Tornaste-te um bebé chorão, Strange

— Cala-te, Stark.

— Esse é mais o Stephen de que me lembro. — Rindo suavemente e com cuidado por conta da dor que tinha no seu corpo. Ele estendeu a mão para o doutor com esforço, no entanto Stephen a agarrou entrelaçando os dedos e com carinho afagou suavemente a mão de Tony com o polegar.

— Desc-

— Não digas nada. — Pediu ele. — Só agarra a minha mão e fica comigo, Stephen.

— Mas eu-

— Somos iguais. Igualmente quebrados. O tempo não foi gentil connosco, nem a vida. — Os seus olhos suavizam e aperta a sua mão, dando-lhe segurança. — Só não vás embora novamente. — A dor e o amor naquelas palavras era evidente. — Fica comigo, por favor.

— Eu é que deveria pedir, Tony.

Notas finais
Espero que tenha sido uma boa leitura!
Deixem o vosso comentário ou eu faço o Strange mandar vocês para um lugar longínquo so multiverso (um lugar sem net kkkkk :v)
Muitos bjs~
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!