If you love me

1 Elena's case


Notas iniciais
repostando... espero que gostem do meu novo jeito de escrever, espero os comentários opinando sobre XOXO, Hyuuga

ELENA POV

Logo que saí da escola com Caroline e Bonnie fomos para minha casa esperar Damon e Klaus, Damon era meu melhor amigo desde... Bom desde que eu usava fraldas! Klaus também, porém nossa amizade começou um pouquinho mais tarde, como logo que entrei para o 5° ano.

–Aleluia! Não aguentava mais aquelas explicações idiotas da professora de artes, o que eu vou querer com Dadaísmo? E todos aqueles artistas e pintores mortos? Eu não me interesso por gente morta Senhora Belford!- Caroline vinha reclamando, nós todas sabíamos que Caroline sendo Ariana era sincera, e que às vezes falava pelos cotovelos — ou até pelos dois joelhos juntos!-, também sabíamos que seu interesse era realmente em ciências e que odiava artes, ela dizia que arte não servia para nada além de estimular os nervos dela, e que além de tudo mais gastava sua beleza! Então sabendo de tudo isso, nós também sabemos que ela não calaria a boca o resto do caminho... Bem certinho!

–ela fala sobre modernismo, mas não vê que aqueles sapatos de palhaço borrachudos são ridiculamente uma ofensa contra o ser humano, que aquilo é ridículo!- reclamava Caroline, mais uma vez, sobre a nossa professora de artes, uma mulher de corte Chanel nos cabelos ruivos, em forma de esfera, com uma saliência pontiaguda, o seu nariz!

–Caroline!- exclamei me virando para a loira que parou de andar para analisar o que eu diria- Já entendemos, Quer fazer o favor de cala essa boca?- Caroline me olhou um tanto assustada, e depois soltou um risinho pedindo desculpas logo em seguida.

Dirigimo-nos em direção á porta de minha casa e eu a abri, minha casa era espaçosa, assim como deveria de ser, largamos as mochilas e fomos direto para a cozinha.

–Boa noite Senhora Lins- desejei para a simpática moça de cabelos lisamente escuros, que trabalhava conosco em nossa casa á mais de seis anos.

–Oi mocinha, tem chocolate quente encima do fogão para você e suas amigas- informou, sabendo de minhas manias senhora Lins sempre preparava algo quente para eu tomar quando chegava da escola, nem precisava mais a pedir isso, afinal em seis anos acho eu que dá para conhecer uma adolescente cheia de manias como eu!

–Obrigado querida- sorri e fui em direção ao chocolate, servindo para mim e para as duas preguiçosas que quase me imploraram de joelhos para servi-las.

–Aqui estão às bebidas suas preguiçosas!- disse as entregando os chocolates, as vezes eu pensava em como eu era preguiçosa, mas ai eu lembrava que nada vencia a preguiça de Caroline Forbes e Bonnie Bennet.

Estávamos discutindo sobre como a bunda do professor de química era literalmente e grandiosamente gostosa quando os meninos chegaram.

–Ah Elena, fala sério, vai nos dizer que nunca sentiu vontade de aperta aquela bunda deliciosa- Caroline perguntou rindo da minha cara de pavor diante de sua hipótese, ou pelo menos, de minha tentativa falha de disfarçar que, sim, realmente eu sentia vontade de apertar aquela bunda, afinal, que aluna do ensino médio não iria querer?

–Ai Carol, para com isso sua louca- disse rindo e sentindo o rubor das bochechas subindo com o calor, as esquentando lentamente.

–Meninas, o gostosão chegou- a voz do convencido mais iludido do mundo se fez presente no local, me fazendo desejar que eles não tenham ouvido nem um pedaço de nossa conversa totalmente desnecessária.

–oi- Klaus disse do jeito de sempre, envergonhado e tenso, mesmo que sejam sete anos de amizade, ele ainda continua do jeito dele, na verdade isso começa quando as meninas estão por perto, Damon acha que ele gosta das pernas de Caroline, mas acho que ele prefere os olhos da Bonnie, então Damon matou minha hipótese dizendo ser impossível um homem com os hormônios de Klaus- Ainda mais na puberdade-, estar interessado somente em olhos, a não ser que eles sejam cegos e apertados, e eu entendi o sentido de sua frase totalmente de duplo sentido.

–O que falam de bom?- Damon perguntou e pelo riso baixo de Bonnie pude perceber que elas iriam abrir o bico e me constranger, Damon me assustou, pois se jogou do meu lado no sofá pequeno sentando encima do meu pé.

–Ai seu gordo! Sai logo de cima do meu pé- pedi tentando tirar o mesmo debaixo da bunda gorda de Damon, mas estava sendo muito difícil, então ele fez cara de ofendido e com a mão no peito, em uma total farsa e descrença disse:

–Eu? Gordo? Gorda é você, ou acha que não vemos na educação física as suas graxinhas pulando ao mesmo tempo em que esses peitos gigantes pulam em sincronia?- perguntou e eu olhei bem séria pra ele.

–Damon, sai de cima do meu pé, agora!- pedi mais uma vez, esperando que ele saísse, eu estava com vontade de chorar, porém eu aguentei no osso do peito, ele riu e levantou o bumbum, me dando a liberdade de correr para o meu quarto e me trancar lá.

O que poucos sabiam era que eu havia estado muito doente no verão passado, eu havia aderido uma mania nova, mas era totalmente diferente dessas que eu costumava ter.

Eu me joguei na cama e desabei no choro, logo em seguida ouvi alguém bater em minha porta, eu nem me dei ao trabalho de perguntar quem era, pois já sabia que era o idiota do Damon.

–Leninha, abre aqui fazendo me o favor?- pediu, mas eu não respondi e alguns minutos depois ele tornou a pedir que eu abrisse a porta.

–Damon, vai embora, eu não estou com saco pra falar contigo hoje- disse disfarçando minha voz de choro, Damon me ouviu, pois me conhecia, e sabia que não sairia dali hoje.

Logo depois que Damon desceu, ouvi meu telefone vibrar na minha cabeceira, notei a presença de uma mensagem de Caroline, então eu a abri.

De: Car

“amiga, quer que nós esperemos por você?”

Eu não queria falar com ninguém hoje, por isso resolvi os mandar para casa, eu estava em péssimo estado e nada iria me fazer melhorar por hoje...

De: Car

“Lena, mandei todo mundo embora, porém o Damon não quis ir, disse que vai depois que seus pais chegarem para garantir que você vai ficar bem, XOXO eu te amo, fica bem!”

Damon não tinha jeito mesmo! Achava que às vezes ele merecia um soco no rosto, porém ele só queria minha segurança, ele não sabia do meu problema, acho que agi injustamente com ele, porém me magoou, ele me fez querer regurgitar tudo que comi hoje pela tarde, meu chocolate quente, na verdade, foi a única coisa que comi hoje, eu estava tentando como prometi á meus pais, que descobriram sobre meu transtorno há alguns meses atrás, semanas antes de meu aniversário.

Para: Car

“tudo bem, XOXO também te amo, e sim, irei ficar ♥”