If You Want Me, Baby Show Me!
31 Like Nobody’s Around
Notas iniciais
182 COMENTÁRIOS? ISSO MESMO PRODUÇÃO? OK OK, HEART ATTACK AQUI! ENFERMEIRA! UEHUHHE Vocês são perfeitas, lindas, carinhosas, amorosas, as melhores leitoras do mundo! ♥ ♥ ♥
Esse capítulo ficou, seilá, ueheuhe espero que gostem!
Boa leitura perfeitas! ♥
Fazia mais ou menos quatro meses que Kendall e Letícia estavam brigados, infantilidade da parte dos dois? Com certeza, mas não se sabia qual era o mais orgulhoso. Com a aproximação do casamento de John e Lily, Letícia resolveu dar as caras da rua para ir provar o tamanho do vestido que encomendado especialmente para ocasião. Voltando apressadamente pelas ruas de L.A e mexendo em sua bolsa para pegar seu celular que insistia em tocar alto a musica bem velha do Pantera, ela nem se da conta que esbarrou em uma pessoa, só percebeu mesmo quando suas coisas estavam no chão.
– Deixa que eu te ajudo. – Falou a voz, que parecia ser de uma mulher.
– Tudo be... – Letícia cortou sua fala quando levantou os olhos e viu quem era: Margareth.
– Oi. – Margareth disse sem jeito
Letícia começou a andar e a arrumar suas coisas dentro da bolsa, até que Margareth aparece novamente em sua frente, a fazendo parar.
– Me escuta Letícia. – Ela segurou o braço de Letícia e desabafou. – A culpa é minha ok? Fui eu que beijei o Kendall, ele tentava se livrar de mim, mas eu o prendi, juro que não sei o que deu em mim, mas fiquei muito mal em saber que vocês estão sem se falar. Letícia não seja burra, vai atrás do seu homem, ele te ama, e só você o merece.
Logo Margareth deu as costas e fez o caminho dela, Letícia ficou observando aquela mulher se perder na multidão e não falou absolutamente nada. “Fiz isso por uma besteira? Por ser cega de ciúmes?” ela se torturava por isso, suspirou fundo e engoliu o orgulho, deu meia volta e agora foi fazer seu novo trajeto, a casa sublocada de Kendall.
Em poucos minutos ela já estava batendo na porta de Kendall e com borboletas no estomago, ela mal sabia como seria recebida por Kendall, se ele estava com saudades, se ele queria vê-la novamente e finalmente aquela maldita porta se abriu. Kendall estava apenas de short jeans e os cabelos curtos bagunçados porque acabara de acordar, a primeiro momento ele se assustou ao ver Letícia parada ali, a olhou de cima em baixo, Letícia vestia uma calça Jeans justas e uma sapatilha dourada com spikes, uma camiseta larga branca com frases escritas por ela e caída de ombro. Kendall suspirou e sorriu ao ver o sorriso que ela amava se abrir no rosto de sua mulher.
– Eu fui infantil. – Ela começou, encarando Kendall que estava com um sorriso lindo e uma cara de sono. – Você sabe que eu te amo e tudo que eu fiz foi pelo ciúme.
– Cala a boca. – Disse Kendall rindo e colocando as mãos de leve sobre os quadris de Letícia, logo puxou bruscamente para perto e encostou seus lábios nos dela. – Eu sei disso, só não achei que demoraria tanto para você perceber. – Kendall falou sussurrando entre os lábios de Letícia, logo se juntaram em um beijo longo e calmo, cheio de saudades.
A língua de Kendall e Letícia estava em sintonia, pareciam fazer algum tipo de dança calma e sensual, quando se deram conta o desejo falava mais alto que os dois e Kendall puxou Letícia para dentro do apartamento, fechando a porta atrás dele, o beijo continuou calmo por pouco tempo, logo foi transformado em um misto de desejo e paixão. O desejo e a saudade gritavam por cada fibra de seus corpos, a vontade de se juntarem e jamais se largarem. Seus lábios se separaram por alguns segundos o tempo suficiente de Letícia olhar nos olhos verdes e brilhantes de Kendall e dizer:
– Eu te amo, Ken. – Ela sorriu e as mãos de Kendall foram descendo pelas costas de sua amada até a bunda dela, dando um apertão e um sorriso safado. Letícia sabia muito bem o que Kendall queria, e ela não negaria, quatro meses separados, sem se olharem e se amando, era difícil. Letícia perdeu a conta de quantas vezes se pagava aliviando-se sozinha e lembrando de Kendall, e ele fazia o mesmo.
– Eu te amo, minha Letícia. – Ele pronunciou aquelas palavras com saudades e novamente seus lábios foram atraídos para os dela e o beijo que começou calmo agora se transformava em algo “animal”
Kendall foi caminhando lentamente com Letícia até encostá-la na parede mais próxima, com cuidado os beijos dele passaram para o pescoço dela e as mãos grandes e firmes de Kendall agarram a bunda dela por cima da calça, Letícia soltou um leve suspiro fechando os olhos e sentindo as mãos de seu marido lhe acariciar pela primeira vez em tempos. E ele sentia uma vontade tão grande de explorar aquelas curvas, como se nunca tivesse as tocados antes. Kendall logo se livrou da blusa e do sutiã de Letícia e seus beijos seguiram para os seios descobertos de sua esposa, passou a língua delicadamente, sensualmente e tortuosamente ao redor do bico do seio esquerdo de Letícia enquanto o direito ele esmagava com sua mão, aquilo era prazeroso para ambos, os deixavam mais excitados, mais conectados, Kendall sabia cada detalhe do corpo de Letícia, cada parte que a fazia arrepiar, a língua dele agora estava entre os seios dela, e os chupões naquela região foram invitáveis, Letícia sentiu uma intimidade completamente molhada de tesão pelo simples fato de Kendall está a tocando, o desejo que emanava entre os dois era muito forte. Novamente os lábios de Kendall estava na boca de Letícia e enquanto os dois se beijavam, livraram-se rapidamente das vestimentas, ficando apenas com as partes de baixo, as mãos dele pousaram nas coxas grossas de Letícia, as apertando com força até que ficassem marcas esbranquiçadas de seus dedos, ele trilhou beijos até a barriga de Letícia e foi se agachando aos poucos, as mãos dele deslizavam pelas coxas dela e chegavam em sua virilha, ele abriu um sorriso triunfoso quando viu o pequeno gemido que Letícia soltou quando sua mão parou em cima do clitóris dela, com o dedo indicador ele começou a fazer movimentos lentos e torturantes sobre o clitóris dela, ela olhava para Kendall e pedia por mais, ele por sua vez afastou as pernas dela e continuou a fazer os mesmos movimentos torturantes por cima da calcinha, o corpo de Letícia vibrava e entre sussurros ela pediu por mais, Kendall retirou a calcinha dela com calma e logo sua língua encostava na intimidade dela, que estava úmida e imediatamente as mãos dela seguraram com força o cabelo dele. Kendall torturava Letícia com a língua que mal controlava seus gemidos, e os movimentos giratórios e calmos dele ficaram mais rápido deixando Letícia a ponto de ter um orgasmo. Só Kendall conseguia fazer isso com ela, só ele lhe provocava um prazer tão grande. Quando ele percebeu que Letícia não duraria mais alguns minutos ele parou, subindo beijos para a boca dela, desviando para sua orelha e sussurrou em seu ouvido.
– Não é justo que fazer tudo por você. – Falou de uma maneira sexy e Letícia abriu um grande sorriso, sacando exatamente o que Kendall queria e ela sabia exatamente como lhe dar prazer.
Letícia apenas olhou para Kendall, um olhar safado e cheio de malicia, suas mãos delicadas desceram pelo peitoral de Kendall e entraram na única peça de roupa que ele vestia uma cueca Box branca apertada que marcava muito bem seu membro já excitado, seus dedos finos logo envolveram o membro de seu marido ela sorriu ao sentir o gemido dele ao pé do seu ouvido, rapidamente a cueca de Kendall estava no chão e as mãos habilidosas de Letícia o masturbava com calma, diria até de um jeito torturante, logo ela estava de joelhos e olhou para cima, Kendall praticamente lhe suplicava com os olhos e ela sorriu, a primeira coisa a encostar no membro de Kendall foi a língua quente e macia de Letícia, passou a língua ao redor da cabeça do membro dele, e isso fez com que o corpo de Kendall se estremecesse, logo os lábios carnudos de Letícia envolviam todo o membro dele, e ela começou com movimentos vagarosos e molhados, Letícia amava ver a cara de prazer de Kendall, amava ver ele gemendo por ela, ver ele implorando para que ela fosse mais rápida e acatando os pedidos de Kendall foi com mais rapidez, e foi com os mesmos movimentos rápidos que ela parou do nada, porque Kendall tirou a boca de Letícia de seu membro e a fez levantar, girou ela e a deixou de costas, encaixando a bunda de Letícia junto a seus quadris, ela empinou um pouco sua bunda e Kendall afastou as pernas dela, segurando os quadris dela o mais empinado que pode, e com um pouco de dificuldade Kendall penetrou em Letícia, ambos soltaram um pequeno gemido, como se seus nervos estivessem ligados a uma corrente elétrica e mandando choques por todo o corpo,ele começou com movimentos de vai e vem razoáveis e Letícia não hesitava em pedir mais rápido, e cada vez que ela pedia ele ia, mais rápido e mais rápido até que Letícia não aguentou e deixou seus líquido escorrer pela suas pernas, mais alguns movimentos e o líquido de Kendall invadiu Letícia, deixando apenas a sensação de moleza nos corpos dos dois que acabaram se jogando no meio da sala, cansados e com a respiração pesada.
– Eu amo você, Ken, amo muito! – Letícia olhou no fundo dos olhos dele.
– Eu amo você, muito, mas muito mais! – Ele sorriu, dando um beijo calmo e sonolento.
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Os dias foram passando e Kendall voltou a morar com Letícia, John ligava todos os dias para Lily, que se sentia mal por ter partido, mas ela partiu mesmo para dar uma grande lição em seus irmãos, que talvez precisassem tomar um susto para pararem de serem tão cruéis com ela. Mas Lily se arrependia e seu coração estava junto que Tati e Carlos, ela os amava, mais do que tudo, mais do que sua mãe biológica e os dias ao lado de Rosalinda não passavam de dias em tons escuros, sem vida, ela sentia falta dos cafés da manhã animados, dos dias coloridos e cheios que tinha ao lado de sue noivo e de seus pais, agora ao lado de Rosalinda ela se sente desconfortável, nem parece ser sua mãe. Ela queria voltar, voltar para seu VERDADEIRO lar, para sua verdadeira família.
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Com o final da temporada de gravações chegando a pressão que Charlotte colocava em cima de Demi era maior do que em qualquer outra pessoa, ninguém sabia o porque Charlotte tinha invocado em Demetria. E quanto mais implicâncias, mais cortes apareciam pelo corpo de Demetria, e isso se tornou algo normal, ela fazia agora sem sentir dor, sem se preocupar com o sangue nem nada.
Era sexta para sábado, exatamente 2h da manhã e Demi havia acabado de sair de seu quarto, sem lugar para fazer os cortes ela acabou fazendo em seus pulsos, ainda estavam vermelhos e ardiam. Demi foi caminhando devagar até a cozinha para não acordar ninguém, tomou um copo da água e deixou que as lagrimas que estava aguentando o tempo todo caíssem. Toda a pressão de Charlotte se transformava em raiva, Demi não conseguia mais gostar de si mesma e olhando seu reflexo no microondas espelhado teve vontade de quebrá-lo a socos. Quando seu braço se levantou para socar o microondas Owen aparece na cozinha, e Demi se assusta. Demi tentou esconder seus pulsos atrás de seu corpo, pois estava com mangas curtas, mas foi em vão. Owen viu e logo puxou o braço da sua irmã. Olhou aqueles cortes profundos e ainda sangrentos, analisou cada canto e depois olhou para os olhos lagrimejantes de Demi e com um gesto inesperado a abraçou com força, dando um abraço reconfortante e cheio de carinho, Demi nunca sentiu tanto amor vindo de seu irmão 13 minutos mais velho.
– Por quê? – Owen se soltou de sua irmã e olhou no fundo dos olhos dela. Ela nada respondeu. – Charlotte? – E quando vez essa pergunta Owen já obteve a resposta. – Você não pode deixar ela fazer isso contigo Demi! Você tem que falar com papai e mamãe.
– Não posso! – Praticamente gritou Demi, agora tremia e o choro a tomava. – Mamãe vai me matar e papai vai me chamar de louca! Eu sei disso! Charlotte! Eu sei que ela está certa Owen! Eu sou um lixo! E não mereço estar naquela série! – A voz de Demi saiu rápida e atrapalhada pelo choro e novamente seu irmão a abraçou.
– Eu não conto para ninguém, mas prometa para mim que vai tomar coragem e contar para papai e mamãe.
Demi apenas balançou a cabeça.
Sábado à tarde, Owen e Demi foram gravar algumas cenas nos estúdios. James e Paula estavam sozinhos em casa, assistindo um filme qualquer que passava em sua TV a cabo, James abraçava Paula e fazia caricias em seus braços, além de caricias beijos. Apesar de estarem 20 anos casados, o casamento deles nunca esfriou seriam sempre eternos namorados. Mas algo corta totalmente o clima de romance entre os dois, Owen entra apressado pela porta e tem uma expressão urgente em seu rosto, logo se sentou na frente dos pais do grande sofá branco da sala de TV e suspirou fundo, olhando para seus pais.
– Mãe, Pai. Preciso contar algo a vocês.
Logo Paula e James se sentaram no sofá com uma postura ereta e extremamente curiosos para ver o que seu filho tem a dizer.
- Demi precisa de todo apoio, amor e carinho de vocês. – Começou, parando para procurar as palavras perfeitas. – Demi está se automutilando.
Paula olhou para James, ambos com os olhos arregalados. Nenhum dos dois sentiu raiva, deveria haver alguma explicação lógica para isso, mas também ninguém esperava a reação desesperada que Paula teve logo o choro descontrolado lhe tomou e a tremedeira também, James puxou Paula para seu peito e afagou os cabelos da amada. “Eu tentei, tentei ser uma mãe melhor, para minha filha nunca fazer isso e agora! Agora ela faz isso!”esse pensamento ecoava pela mente de Paula.
– Qual o motivo? – Perguntou James calmo.
– Charlotte. Ela tem colocado muita pressão sobre Demi, e olha já vi as broncas que Charlotte da para Demi, e não são das melhores, sempre lhe dizendo que ela é louca, gorda e feia, que não atua e colocando Demi cada vez mais para baixo. Minha irmã é assim por culpa dela. – O ódio predominava na fala de Owen.
Paula nesse exato momento parou de chorar, ela achava que a culpa disso tudo era dela e quando ouviu o que Owen acabou de dizer seu instinto de mãe falava mais alto, falava não gritava em um megafone, ela se livrou dos braços de James e se colocou em pé, pegando as chaves mais próximas e indo em direção a porta. James e Owen se entre olharam e logo estavam puxando Paula para dentro novamente, que acabou ficando estressada com isso.
– ME DEIXEM FAZER O QUE É CERTO! – Gritou ela olhando os dois homens.
– Você está com cabeça quente, não acha melhor conversar com a Demi? – James se manteve calmo.
– NÃO JAMES! NÃO PRECISO CONVERSAR COM MAIS NINGUÉM A NÃO SER CHARLOTTE, OU ELES TIRAM A CHARLOTTE OU EU TIRO DA DEMI DA SÉRIE! – Paula olhava furiosa para James se apertava suas mãos ao redor dos braços dela.
– VOCÊ NÃO VAI TIRAR A DEMI DA SÉRIE! – James agora perdeu o controle. – ELA RESOLVE ISSO!
– EU VOU FAZER ISSO POR ELA JAMES, EU VOU SER A MÃE QUE NUNCA TIVE! A MÃE QUE LUTA POR MIM! QUE ME AJUDA A PARAR E QUE NÃO ME FAZ ME CORTAR MAIS AINDA. – Novamente o choro veio mais forte, e Paula se sentou no sofá desabando em lágrimas e toda a lembrança de seu passado veio a toda.
– Converse com Demi primeiro e deixe que com Charlotte eu me viro. – James disse mais calmo e ele e Owen se abraçaram junto a ela.
Quando Demi chegou em casa, bem depois de seu irmão que acabou as filmagens mais cedo, encontrou apenas Paula sentada no sofá e com um sorriso terno no rosto, um sorriso protetor, Demi sorriu de volta e foi direto para seu quarto, Paula se levantou e foi atrás.
– Podemos conversar? – Paula entrou com calma no quarto, cruzou os braços e olhou a filha.
– Claro.
Ela suspirou e se sentou na cama, Paula se aproximou aos poucos e pegou a mão da filha que logo puxou o braço e olhou com os olhos assustados para mãe, novamente Paula pegou o braço de Demi e segurou com mais força para que não lhe escapasse, puxou de leve a blusa de malha fria que Demi usava e o desespero tomava conta de ambas, e o que Paula menos queria ver estava ali estampado nos pulsos para quem quisesse ver, ainda vermelhos e profundos. Demetria queria correr, fugir, sair dali, mas ficou apenas congelada e observou sua mãe sentar-se ao seu lado. Paula procurava as palavras mais delicadas e carinhosas para dizer a sua filha.
– Seu irmão falou que foi Charlotte que lhe provocou a isso, certo? – Ela olhou a filha, que tinha lágrimas no rosto e apenas concordou com a cabeça. – Posso te contar uma história? – Paula viu sua filha balança a cabeça mais uma vez e suspirou. – Quando eu tinha sua idade, fazia exatamente a mesma coisa, pelo mesmo motivo que o seu, só que ao invés de ser apenas uma simples produtora de merda, era a minha mãe. – Paula olhou para cima deixando uma lagrima quente escorrer pelo seu rosto. – E eu, jamais tive a ajuda dela. Jamais tive carinho dela ou qualquer outra coisa. – Ela se virou para Demi e pegou as mãos dela, abriu um sorriso e acariciou as costas das mãos de Demi. – Saiba que estou aqui para lhe ajudar Demi, não para brigar. Seu pai foi falar com Charlotte e os donos da série, e se Deus quiser ela não vai estar mais lá para te incomodar. Saiba que eu estou aqui para você desabafar, chorar e saiba que eu vou lutar por você, para você ficar bem. Eu te amo filha, e vou entender qualquer decisão sua.
Demi abraçou sua mãe, ela jamais esperava tal atitude de seus pais e se sentiu forte o suficiente para lhe contar tudo que a tingia, e o mais difícil de todos, estava pronta para pedir ajuda.
– Eu tenho medo, vergonha e ódio de mim. Odeio meu corpo, meu rosto, minha voz, o jeito que eu atuo. Odeio tudo! Odeio Charlotte que me fez abrir os olhos e me ver do jeito que realmente sou! Eu não quero sair da série! Mas também não quero ver Charlotte jogando na minha cara todos os defeitos que eu tenho! E eu pensei que esses cortes me livrariam, mas só me prenderam em meus sentimentos horríveis! – Demi suspirou e encostou a cabeça no ombro de sua mãe. – Eu quero ficar longe de tudo, no mínimo dois meses, longe do barulho, do estresse e longe de Charlotte. Preciso de um tempo para mim, mãe. Eu quero ir para um lugar de paz.
O pedido agonizante de socorro de Demi finalmente havia sido feito e sem mais delongas acatado. 3 dias depois James, Paula e Owen levavam Demi para um “centro de paz” a onde pessoas iam para esquecer do mundo, sem televisão, celular, aparelhos eletrônicos, barulho ou coisas do tipo, ali dentro havia apenas paz. Pagaram para Demi ficar lá dentro por dois meses.
Dentro desses dois meses, Demi havia encontrado um amigo: Matthew, seu melhor amigo dês de então. Matt era uma pessoa maravilhosa, e ajudou muito Demi nos seus primeiros dias, os quais ela sentia muita falta de seu quarto e de seus objetos cortantes, os cortes foram ficando “invisíveis” e com ajuda de Matthew, ao término do primeiro mês Demi nem lembrava mais de seus cortes. Matthew era alto, moreno, um pouco musculoso e tinha cabelos pretos e curtinhos, lábios carnudos e olhos castanhos penetrantes, realmente maravilhoso, lógico que Demi se encantou por ele dês do momento em que o viu, Matthew em poucos dias fez Demi recuperar sua auto confiança, se aceitar do jeito que é, ela se sentia linda e bem consigo mesma por causa de Matthew e conforme os dias foram passando, a paixão entre os dois foi crescendo. Domingo, seria o ultimo dia que Demi ficaria ali, já que manhã de manhã cedo Paula e James voltariam para lhe buscar. Matthew convidou Demi para um piquenique perto do lago, quando ela chegou Matthew estava sentado na toalha quadriculada em tons azuis e repletas de comidas saudáveis e gostosas.
– O melhor, para a melhor. – Sorriu Matthew convidando ela para se sentar.
– Você é perfeito. – Demi se sentou e sentiu o calor gostoso da mão de Matt sobre a sua.
– Queria fazer uma surpresa antes de você ir. – Matt sorriu e com o polegar alisou de leve a lateral do rosto dela.
O piquenique foi agradável, a conversa mais ainda. Matt era sempre perfeito, sempre achava um jeito de elogiar Demi, de fazer brincadeiras e fazê-la rir. Quando escureceu e era quase a hora do toque de recolher, ela se levantou para ir ao seu quarto e Matt a puxou, encarando-a por longos segundos.
– Quando eu sair daqui vou chamá-la para sair. Isso é uma promessa. – Matt olhou com seus olhos castanhos no fundo dos olhos dela e um sorriso perfeito se abriu em seus lábios.
– Sabe. – Demi parou, colocou a mão sobre o rosto de Matt e sorriu. – Todos meus problemas foram embora por sua causa, porque você me faz me sentir bonita, porque você me faz me sentir única e mulher, só pelo jeito de me olhar. E eu lhe prometo uma coisa, jamais voltarei a fazer aquelas coisas horríveis, pois sei que estarei lhe ferindo.
Matt abriu um sorriso encantado pelas lindas palavras de Demi, não pensou duas vezes para lhe roubar um beijo, um beijo calmo e apaixonado um beijo de “Sim, eu sou seu”
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Sete meses após a partida de Lily e tudo havia mudado naquela Los Angeles, Charlotte havia sido despedida de seu emprego, Demi finalmente teve um encontro de verdade com Matthew e nunca mais lhe passou pela mente aqueles pensamentos suicidas. Logan e Isabella estavam mais felizes que nunca e Taylor irradiava alegria, pois Joey havia lhe pedido em namoro. Kendall e Letícia não se deixaram mais se abalar por uma simples crise de ciúmes. Tati e Carlos se acostumaram com o vazio, bom, mais ou menos. Kathe e Fred estavam arrependidos e se culpavam por Lily ter partido e John, sofria a cada dia sem ver sua noiva.
Quarta a tarde, 4 meses antes do casamento de Lily e John. Tati e Carlos jantavam ao lado de Fred e Kath, um jantar normal, até que alegre, mas faltava aquela cadeira, faltava Lily. Enquanto conversavam distraídos sobre o dia, a campainha tocou e Fred se levantou para atender, ria ainda de uma piada totalmente sem graça de Carlos. Quando Fred abriu a porta, ele sentiu seu sangue sumir de suas veias e sua pele ficar branca como se visse um fantasma, isso durou por alguns segundos, logo um sorriso grande e feliz apareceu em seu rosto e ele se jogou nos braços da mulher que estava do outro lado da porta, com as risadas que escutavam da cozinha, Kath, Tati e Carlos se levantaram e tiveram a mesma reação que Fred. Eles observaram Lily com as malas ao seu redor e um sorriso tão grande no rosto enquanto abraçava Fred, ela suspirou aliviada e então falou.
– Voltei, para nunca mais sair!
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