If You Only Knew

11 Possível loucura?!


Notas iniciais
Gente, por causa de problemas pessoais eu não pude postar o capítulo ontem -isso acontece bastante, então ignorem. Sinto muito mesmo. Mas aí está e espero que gostem. Boa leitura!

Aquela semana passou tão rápido que, quando me dei conta, já era sexta-feira e descobri que estava até gostando de ir para a escola. Claro, tinha as partes ruins, como encontrar com Nicholas em todos os cantos. Eu acabei ficando na mesma sala que ele em quatro matérias, mas, para a minha felicidade, ele não falava comigo durante as aulas. Eu, tampouco, me importava e nem sequer olhava para ele.

Durante aquela semana eu, também, comecei a me abrir um pouco mais com as meninas. Demi se mostrava, cada vez mais, uma ótima pessoa e Selena também, embora não falasse tanto comigo quanto a Demi. Apesar de tudo, Selena me chamou para ir à casa dela naquele dia, após o treino do clube das líderes de torcida. Ou seja, por volta de umas 16:30. Tínhamos combinado de nos encontrar em frente ao Starbucks.

Naquele momento eu já estava em casa e já tinha tomado um banho. Estava apenas terminando de me vestir. Tinha escolhido uma roupa bem simples e casual, que se resumia a uma calça jeans skinny, uma blusa branca de mangas curtas, com uma frase divertida como estampa, e um tênis All Star branco. Penteei os cabelos e deixei-os soltos, como de costume.

Após estar pronta, dei uma olhada em minha imagem, no espelho que havia em meu quarto, e saí do aposento. Olhei para o relógio em meu pulso e vi que ainda faltavam 20 minutos para as 4h. Suspirei e caminhei até a cozinha.

Ao chegar lá, olhei para cima da geladeira e vi que ainda sobrara um pouco do bolo que Allison tinha comprado na quarta-feira. Fiquei na ponta dos pés, para conseguir pegar o prato do bolo, e assim que consegui, coloquei o mesmo sobre a bancada da cozinha. Logo após peguei um prato, um garfo e uma espátula própria para bolo, estava começando a gravar onde ficavam guardadas as coisas naquela casa. Coloquei tudo ao lado do bolo e me sentei em um dos bancos.

Tirei a tampa que cobria o prato do bolo e deixei-a de lado. Segurei a espátula com uma das mãos, para poder cortar uma fatia.

— Vai sair hoje? — falou uma voz atrás de mim, o que me fez levar um susto e largar a espátula automaticamente que, com um estampido trágico, caiu no chão.

Levei a mão até meu peito, por culpa do susto. Tentei me acalmar até que me virei para ver quem era que estava ali, como estava distraída antes, não consegui reconhecer a voz. Eu me virei e pude ver que quem estava ali era Nicholas. Como de costume, fiz cara feia ao olhá-lo.

— Você ficou mais idiota do que já era, por acaso? — perguntei-lhe.

— Por quê? — ele cruzou os braços, claramente impaciente.

— Eu podia ter me machucado. — apontei para o objeto caído no chão.

— Se machucado? Com uma espátula de bolo? — ele ergueu uma sobrancelha.

— Não interessa se é uma espátula de bolo, ou uma serra elétrica, você não devia ficar assustando as pessoas desse jeito. — argumentei.

— Ta, tanto faz. — observei-o rolar os olhos. — Só responda a minha pergunta.

— Que pergunta? — disse, enquanto abaixava para pegar a espátula caída no chão.

— Você vai sair hoje? — ele tornou a perguntar, ainda sem paciência.

— Vou. — levantei do banquinho e me direcionei até a pia, para lavar o objeto que tinha em mãos. — Por quê?

— Pra onde você vai? — ele ignorou minha indagação.

— Pra casa da Selena. — lavei calmamente a espátula e depois a sequei com um pano de prato.

— Ela te convidou? — ele pareceu levemente chocado.

— Não, Nicholas, eu vou para a casa de uma garota que eu conheci há menos de uma semana sem ser convidada. — falei no tom mais sarcástico que pude, enquanto voltava a me sentar à bancada.

— Dá pra você me chamar de Nick? Você é a única pessoa que me chama pelo nome. — reclamou o garoto.

Apenas dei de ombros. Finalmente consegui cortar uma fatia do bolo e colocar em meu prato. Sem demorar muito, peguei uma garfada de bolo e levei-a até a boca. Estava delicioso. Virei levemente meu rosto para trás e vi que Nicholas não estava mais ali. Ignorei e pude comer meu bolo em paz.

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Estava em meu quarto, checando meus emails, para ver se Leslie não havia me mandado algum. Naquela semana inteira não tive notícias dela e, como era pouco mais de 4h, resolvi dar uma olhada. Para a minha felicidade, assim que entrei na minha conta de email, havia um de Leslie.

Rapidamente o abri e li com um grande sorriso no rosto.

“Miley! Desculpe demorar a responder.

As coisas por aqui andam muito bem.

Uau. Nunca vi você falar tão mal de um garoto antes que nem você falou do Nicholas. Tenta se acalmar. Desculpe então por fazer aquela pergunta, mas você sabe como eu sou curiosa.

Ah, adivinha só... Lembra que eu te contei que entraria um aluno novo aqui na escola? Bem nome dele é Luke e ele se mudou do Canadá há pouco tempo. Ele é muito legal e, ainda por cima, é muito lindo.

Eu e ele estamos nos dando muito bem, desde quando ele chegou. E ele está se enturmando bem rápido. Nós combinamos, junto com mais algumas pessoas da nossa sala, de ir ao cinema nesse fim de semana.

E me fale o que aconteceu por aí. Acredito que você já esteja indo para alguma escola, não?

Beijos.

Leslie.”

Terminei de ler o email e soltei um longo suspiro. Parece que as coisas estavam indo muito bem por lá. Ao pensar nisso senti uma imensa saudade. Como queria estar de volta à Califórnia. Estar junto de Leslie de novo. Mas parece que já era um pouco tarde demais para eu me conformar com a idéia de que teria que morar em Nova York até ir para a faculdade.

Desliguei o computador e olhei no relógio. 4:25. Eu estava atrasada. Peguei um casaco e meu celular o mais rápido que pude. Enfiei o aparelho no bolso traseiro da minha calça e vesti o casaco, enquanto saia do quarto correndo.

Cheguei até a sala e vi que Nicholas não estava lá, devia estar no quarto. Nem me importei e continuei o meu caminho, apressada. Assim que saí do apartamento, apertei o botão para chamar o elevador, que parecia ter tirado o dia para ser o mais lerdo que podia.

— Anda logo seu elevador maldito. — comecei a apertar diversas vezes o botão para chamá-lo, mesmo sabendo que aquilo não acelerava as coisas.

Olhei em meu relógio e concluí que o elevador não queria me ajudar. Dei um soco na área em que ficava o botão, antes de ir em direção às escadas. Desci de dois em dois degraus e cheguei ao térreo pouco tempo depois. Saí do prédio o mais rápido que pude e, literalmente, corri até o Starbucks que ficava, consideravelmente, longe, me arrependendo mortalmente por não ter saído de casa mais cedo.

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Quando eu me aproximei do local observei que Demi estava parada à frente da cafeteria, olhando de um lado para o outro. Continuei a correr, afinal, eu estava no mínimo uns 15 minutos atrasada. Depois de um tempo ela me notou e acenou para mim. Quando a alcancei e parei, nem consegui falar. Abaixei-me e apoiei as mãos nos joelhos, enquanto tentava recuperar o fôlego.

— O-Oi... Demi. — falei ainda ofegante.

— Você veio correndo até aqui? — ela pareceu assustada.

— Aham... Saí... Atrasada... De casa. — respirei fundo após completar a frase.

— Wow. — ela riu. — Calma e continue a respirar fundo.

Após alguns minutos eu já estava com a respiração regularizada. Endireitei-me e olhei a morena com um grande sorriso em meus lábios. Porém olhei para os lados e não encontrei nenhuma das outras meninas ali.

— Onde estão as outras? — questionei ainda procurando-as ao meu redor.

— Ah elas estão no carro esperando. Vamos. — ela deu meia volta e começou a caminhar até um carro preto e de aparência esplêndida que estava parado perto da calçada, a alguns passos dali.

Acompanhei-a e chegamos até lá pouco tempo depois. Demi abriu a porta de trás do carro e falou para que eu entrasse. Assim que me acomodei no banco, e ouvi a música um tanto alta ali dentro, Demi fez o mesmo e fechou a porta do carro. Olhei para a minha esquerda e vi Nicole ao meu lado, imediatamente sorri para ela. Selena estava dirigindo e Sam a acompanhava no banco do carona. As duas pareciam discutir.

— Não estou reclamando, só estou dizendo que essa música é um saco. — Sam argumentou.

— Você é uma vaca. Não gosta de nada. — retrucou Selena.

— Miley! — a ruiva me viu pelo espelho retrovisor. — Fale para a Selena que essa música é um saco.

— Ahm... — prestei atenção. Era uma música da Kelly Clarkson, que tinha uma letra linda. — Ah! Eu gosto dessa música, acho muito bonita.

— Eu te disse. — Selena fez uma expressão de superioridade.

— Isso é deprimente. — Sam se virou para frente e cruzou os braços.

— Amiga calma. — pediu Nicole, ao meu lado.

— Ah, cala a boca você também sua vadia. — Sam riu e atirou, na loira, algo branco e de aparência fofa.

Só então vi que a menina estava com um pacote de marshmallows no colo. Ela, então, pegou o pacote e distribuiu para nós, porém não aceitei. Logo a ruiva tornou a ficar com o pacote e virou-se para frente. Olhando para Selena, ela disse:

— Selena! Acorda! Pode ir agora.

A garota riu, um pouco sem jeito, e deu a partida. Nesse momento Nicole falou novamente, só que dessa vez se dirigindo diretamente a mim:

— Miley, acho melhor você se segurar, porque a Selena no volante é um perigo contra a sociedade.

Rimos. Em seguida percebi que já estávamos em movimento. Olhei para minha direita, onde estava Demi, e observei, por um tempo, as imagens que passavam pela janela.

As meninas conversavam e riam, porém eu não prestava atenção. Estava com a cabeça em outro lugar, muito longe dali. Pensava em coisas sem a menor importância, porém acabei vagando em meus pensamentos. Viajei tanto em meus devaneios que, quando percebi, Selena já estava estacionando o carro, em frente a um prédio muito bem cuidado e um tanto maior do que os outros naquela rua. E, inclusive, era um tanto maior do que o em que eu morava.

O carro finalmente parou completamente. Olhei pela janela e pude ter uma visão ainda melhor do edifício. Era um prédio levemente acinzentado. Possuía grandes portas de vidro, como o acesso à entrada, o que deixava ver a iluminação no interior.

Notei que Demi logo abriu a porta e saiu do carro. Ela esperou ao lado da porta e eu saí também. Assim que me afastei um pouco do automóvel, a morena fechou a porta. Ouviu-se um baque ao ato dela e, pouquíssimo tempo depois, outros iguais, indicando que todas já haviam saído do carro. Selena foi a última a sair e, assim que saiu, ligou o alarme do carro e, ao mesmo tempo, o trancou.

— Vai deixar seu carro aqui fora mesmo, Sel? — perguntou Demi.

— É. Daqui a pouco vamos sair de novo mesmo. — respondeu ela, enquanto caminhava em direção ao prédio.

Entramos todas juntas no prédio e assim também no elevador. Selena logo apertou o último botão, que iria nos levar até o andar da cobertura. Então, logicamente, era lá que ela morava.

As quatro meninas conversavam enquanto o elevador subia lentamente. Ou melhor, as três meninas, Nicole estava se olhando no espelho do elevador, ajeitando os cabelos cuidadosamente.

— Sabe o que eu não entendo Selena? — falou Nicole subitamente, fazendo todas olharem para ela. — Por que você estuda em escola pública se seus pais têm tanto dinheiro?

— Ah. Eu não estudava antes, passei para a escola pública assim que entrei no Ensino Médio. — Selena rolou os olhos. — Meus pais quiseram economizar um pouco de dinheiro para que eu pudesse ir para uma boa faculdade. Não sei muito bem porque eles decidiram fazer isso...

Senti uma intensa vontade de falar algo. Certamente Selena não sabia o quão cara era uma boa faculdade, mesmo para pessoas com uma condição financeira boa. Não me surpreendia em nada os pais dela tentarem economizar um pouco. Mas, apesar de tudo, fiquei calada, apenas me perguntando como ela não sabia daquilo.

Não demorou muito mais e o elevador parou no andar que queríamos e as portas se abriram. Selena foi a primeira a sair e logo parou em frente a uma das poucas portas que havia no corredor, como era o andar da cobertura o número de apartamentos era menor do que nos outros andares.

Fui uma das últimas a sair do elevador e observei Selena tirar as chaves de dentro da pequena bolsa que estava em seu ombro. Assim que abriu a porta do apartamento, entrou no mesmo e deu espaço para as outras fazerem o mesmo. Depois que todas entraram, ela fechou a porta. Só então notei o apartamento ao meu redor.

Era completamente enorme. A sala era decorada de uma forma super moderna e, devo admitir, nada básica. Havia grandes janelas, o que deixava o local muito bem iluminado e com aparência arejada. Fiquei por um curto tempo admirando as coisas ali naquela sala, então Selena me chamou. Olhei-a automaticamente e ela fez um sinal para que eu a seguisse.

Fomos todas até um extenso corredor, Selena à frente, até chegarmos a uma porta, que não demorou muito para ser aberta por uma das mãos da “dona da casa”. Assim que a porta se abriu, me permitiu uma visão de um quarto, o qual eu só havia visto parecido numa revista de decoração. As paredes eram pintadas de azul claro, como se num leve efeito degradê. Havia um pequeno sofá de dois lugares azul bebê, em frente a uma TV gigantesca e um puff vermelho e redondo que combinava com uma das almofadas do sofá, a outra era marrom, mesma cor do tapete que estava sob o sofá, porém sem os detalhes em branco.

Ao fundo do recinto, que era separado por uma leve cortina branca, naquele momento aberta e presa devidamente, uma cama também muito grande, perfeitamente arrumada, com várias almofadas, e dois criados-mudos, um de cada lado da cama. E, sem contar, com o outro tapete, este sob a cama, que encobria parte do piso de madeira. Perto da cama havia uma porta, que poderia ser tanto um banheiro como um closet, eu não sabia.

— Uau! — deixei escapar a exclamação, puramente maravilhada. O que fez as meninas me olharem. Selena, notavelmente, estava com um sorriso enorme nos lábios.

— Pois é. O quarto da Selena é perfeito. — disse Nicole, enquanto se sentava no sofá. — Faz o meu parecer, sei lá, antiquado.

— Ah nada a ver, seu quarto também é ótimo. — Selena também se sentou no sofá. — Mas, chega de falar sobre quartos. Eu quero perguntar uma coisa pra vocês... Andem, sentem.

Sam se achou um acento no sofá também que, apesar de ser de dois lugares, era bem espaçoso, já Demi sentou-se no braço do mesmo, ao lado de Nicole. Eu hesitei por um momento, mas, depois de ver que não tinha nenhum problema, puxei o puff para perto de mim e sentei-me nele. Afundei bruscamente, parecendo que estava sendo engolida por aquele objeto redondo e vermelho. Após me ajeitar, desconfortavelmente, olhei para todas, que estavam à minha frente.

— Hum... Então, eu estava pensando hoje e queria perguntar para você, Miley, se você se interessa por algum garoto da nossa escola? — Selena mostrou outro grande sorriso.

— Bem... — corei ligeiramente, por culpa daquela pergunta. — Eu acho que não. Não sei, não parei para prestar atenção nos garotos direito.

— Mas você anda bastante com o Liam, o que acha dele? — insistiu Selena, me olhando fixamente.

— Uh, ele é um gato. — Sam arfou levemente.

— Liam?! Bem, ele é legal. — fiquei completamente sem jeito ao falar, mas deixei um sorriso aparecer em meus lábios ao lembrar-me do garoto.

— E o que você acha do Nick? — foi a vez da loira me fazer uma pergunta.

— Nicholas? Eww, não, eu não consigo nem me sentir atraída por ele. — fiz uma leve careta. — Nós nos odiamos completamente. E eu já disse para vocês que não existe nada entre eu e ele.

— Sério? — vi um novo esboço de sorriso novamente nos lábios de Selena, mas que logo desapareceu, o que me fez acreditar que eu estava vendo coisas.

— Sério. Vocês deviam ver o jeito como ele age em casa, ele é um perfeito idiota.

— Vocês são íntimos? — perguntou Nicole novamente.

— Não! Absolutamente não. Ele tem a sensibilidade de uma pedra sabem? Nós não nos damos nada bem. — gesticulei, dando ênfase às minhas palavras. — O Nicholas é um...

— Por que você o chama pelo nome, afinal? — Selena me interrompeu. — Desculpe por te interromper, mas eu estava querendo saber isso faz certo tempo.

— Ah, bem, ele se irrita sabe? Eu sei que sou a única pessoa que o chama pelo nome, mas eu gosto de vê-lo irritado. Ele é completamente previsível. — ri de uma maneira irônica.

— Olha... Acho que você gosta dele hein? — riu-se Sam.

— O que? Ele é meu irmão... E eu mal o conheço. — respondi um tanto séria.

— E isso não impede nada. Além do mais, ele nem é seu irmão de sangue. — persistiu a dona daqueles cabelos tão intensos.

— Não. Isso nunca irá acontecer, sério. — rolei os olhos.

Mas então a imagem de Nicholas me veio novamente à cabeça e uma voz ecoou em meus pensamentos: “Será que a palavra nunca era adequada para circunstâncias como aquelas?”. Sacudi levemente a cabeça, tentando me livrar daquele pensamento. Mas o que foi isso? Eu estou enlouquecendo?

Notas finais
Amores, não esqueçam de deixar review ok? Eles ajudam muito. *-* Espero que vocês tenham gostado e, mais uma vez, peço desculpas por ter atrasado com esse capítulo. Estou pensando em mudar o dia das postagens, mas se eu fizer isso mesmo, aviso a vocês, não se preocupem.
Obrigada a todas que estão acompanhando a fic.
Bejs