If You Hear Me, Let Me Know.

9 Woke animal feelings in me.


Notas iniciais
OIE GENTE!
muuuuuuuuuuuito obrigada pelos reviws, eu fiquei muito feliz, sério :3333

A semana passou bem rápido, sexta-feira, finalmente! Acordei até que animadinha, vesti uma meia calça, uma regata branca escrita ac/dc e uma saia verde escuro, me senti meiga demais, arrumei meu cabelo e fui pra escola. Como de costume, Brian me levou e fui batendo papo com ele e o Jimmy que ia junto também, podia ser coisa da minha mente mas achei que essa semana Jimmy tava meio triste, ele não tava aquele Jimmy animadíssimo, mas decidi nem perguntar, porque se tivesse acontecido alguma coisa, talvez eu não soubesse lidar e tal. Cheguei na escola e as aulas passaram tranquilamente, quando foi a saída, todos eles sumiram. Ok, vou apé pra casa. Sai da escola e ouvi alguém me chamando, virei pra traz e não tinha ninguém, continuei andando e ouvi de novo, e mais uma vez não tinha ninguém, “Isso é coisa da sua cabeça Scarlett”. Depois de uns 10 minutos andando, ouvi várias vozes de meninos, olhei para traz e tinha uns 5 meninos olhando pra mim e rindo

- Hey, bunitinha — Não respondi e comecei a andar mais rápido, minha casa é tão longe assim?

- Você tem um assunto pra resolver com a gente.

- Na verdade, não com a gente, com o Gael, esse nome te lembra alguém? — Agora o que? Ele vai me sequestar?

Ouvi eles andando mais rápido e mais rápido, criei coragem e olhei para traz, não tinha ninguém. Mas não precisei dar 10 passos para que eu sentisse alguém me puxando dentro de um beco. Olhei e tinha 4 meninos que eu não fazia noção de quem eram, só sei que eles eram enormes, maiores que o Matt, bombados e olhando pra mim com aquela cara que o Gael fez de manha, eles me cercaram, é agora que eu morro?

- Achou que ia fugir?

- Fugir de quem?

- OLHA SÓ, não é que aquele viado tem razão? Você gosta de responder hein

Fui tentar andar e um deles me empurrou, quase cai.

- Pera lá, antes você vai se resolver com a gente.

Antes que eu pudesse pensar, um dos meninos me segurou por traz e tampou minha boca, comecei a me debater mas eu praticamente tava afundada ali de tão grande que ele era, outros dois ficaram olhando a rua e o maior deles veio e parou na minha frente.

— Você deu um soco nele né? Aquele viado apanha até de mulher, mas orque não tenta dar um soco agora?

Ele pegou minha mão e mesmo que eu tentasse soltar, eu não conseguia. Então, como se fosse a coisa mais simples do mundo, ele virou meu pulso, senti cada ossinho meu quebrando, puta que pariu, que dor, me larguem, me deixem gritar

- O que foi bonitinha? Tá doendo é? Fica calma, piora.

Ele parou e ficou me encarando, eu tentei não chorar mas era impossível, senti várias lagrimas caindo, eu não posso me desesperar. O menino continuou me encarando e começou a rir, ele tinha uma risada que dava medo.

- Chão, agora.

O menino que estava atraz de mim me deu uma rasteira e me derrubou no chão, tentei levantar mas ele me empurrou e ficou segurando meu ombro, o outro agachou e se apoiou na minha perna, péssimo dia pra ter escolhido usar saia.

— Sabe o que eu não entendo? – Fiquei quieta

- Me responde porra – ele pegou aquela mão gigante dele e tacou no meu rosto, senti ele arder

- Fala – Ele beliscou minha perna

- Você é arisca hein? Enfim, como o Gael pode ser tão frouxo? Olha pra você, dá vontade de te tacar no chão e montar em você.

O menino na minha frente agachou eapoiou as duas mãos nas minhas coxas e começou a apertar, ele ajoelhou e ficou me encarando por uns 5 minutos, um silencio total se prevaleceu, até que ele encravou as unhas na minha perna, soltei um grito e ele tampou minha boca

- Doi né?

NÃO CARALHO, VOCÊ SÓ QUEBROU A PORRA DA MINHA MÃO E TÁ TENTANDO RASGAR MINHA PERNA.

Ouvi o menino se levantando, mas hora que eu fui virar para ver, o outro puxou meu rosto e ficou apertando ele, até ele vir e me dar um beijo totalmente nojento, empurrei ele e senti o olhar mortal dele, fui empurrada e eu bati com as costas no chão, comecei a me arrastar para traz e ele veio engatinhando, bati no menino em pé e o outro subio em cima de mim, prendendo minhas pernas com a dele e segurando meus braços, pensei em gritar mas ele me deu um tapa antes.

- Não, nada de gritar, exeto se você quiser mais disso – Desceu a mão e encravou de novo as unhas na minha perna.

- OW VOCE AI, ACABOU DE FUMAR? ÓTIMO – ele gritou e o outro menino trouxe a bituca, ele apertava na minha perna.

- é aquela coisa né, se você já é boa crua, imagina frita

Fiquei quieta e ele começou a distribuir beijos pelo meu pescoço e passar a mão na minha perna, eu tentava me mexer mas era inútil, ele parou e começou a por a mão dentro da minha blusa e levantar ela, conforme ele ia subindo, ele ia me arranhando ou beliscando, eu tentava me mexer mas ele pegava o cigarro e queimava outra parte, ele parou e riu

- Cara, finalmente uma boa mesmo

Ele continuou me prendendo e começou a rasgar minha blusa dos lados, até ouvi um dos meninos da frente gritando

- OW, TÁ NA HORA

Ele olhou pra mim e deu uma risada

- É meu amor, você tá com sorte, a gente tem que ir – Respirei fundo, mas minha felicidade durou pouco

- Você sabe que a gente não pode deixar você aqui certo? Mas a gente também não pode levar, e agora? – O menino lá atraz sussurrou “pedra”, então é isso? Eles vão me matar por causa de um soco?

Ele fez sinal com a cabeça e um menino trouxe uma pedra para ele do tamanho mais ou menos de uma bola de futebol americano, o mesmo menino agachou e me segurou por traz, mas dessa vez ele meio que me deu um “abraço”, assim eu não conseguia me mover. O outro olhou para mim e piscou, ele segurou a pedra e bateu no meu pé como se tivesse quebrando uma nós, entrei em desespero de dor e comecei a me mexer, o menino me apertou mais ainda e o outro bateu de novo, só que dessa vez no tornozelo, e ele bateu de novo, e de novo. Eu gritava mas só dava para ouvir um barulho abafado, o menino me soltou e os 4 ficaram me olhando, ele segurou meu rosto e meu deu outro beijo

- Bom sorte em ir embora

E saíram andando, um deles me olhou e podia jurar que ele sussurrou um “desculpa”, enquanto eles iam embora, eu me arrastei com muito custo até a parede, a dor que eu sentia era inimaginável, olhei para meu pulso e ele tava gigante e roxo, não conseguia mexer, olhei para meu pé e ele tava começando a inchar também. Pensei em ligar pros meninos mas não achei meu celular, na confusão ele deveria ter caído. Olhei em volta e achei ele no lugar que eu estava, tive que me arrastar de volta para pegar ele, eu não aguentei mais e comecei a chorar desesperadamente, eu tava no meio de um beco, com a mão e a perna quebrada, sozinha, que porra de vida é essa que eu to tendo? Peguei meu celular e liguei pro Jimmy mas ele não atendeu, então liguei pro Brian, que me atendeu carinhosamente.

- CARALHO, ONDE VOCÊ TÁ?

- Bri, Bria – eu não conseguia falar o nome dele, eu soluçava muito – Onde você tá?

- NO BAR DO TOM, CARALHO CADE VOCE?- Na real? Eu não sabia.

Olhei em volta e vi uma lanchonete, conseguia ouvir o trem

- E-Eu não s-sei, acho que perto da estação, tem uma lanchonete azul aqui

- EU SEI ONDE É

- Então, aqui, vem logo – e desliguei.

Notas finais
não me matem, não me matem...