If Wasn't For You
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Kate limpou a boca de JJ pela décima vez, a menina havia comido dois sorvetes e não parecia satisfeita.
—Não é verdade que sorvete faz bem pra saúde?
Martha gargalhou e acariciou os cabelos da pequena.
—Tudo em muita quantidade faz mal Johanna... -Rosa sorriu e ajeitou a casquinha na mão da menina.
—Você está muito mimada eim!! -Kate sorriu ao ver o carinho com que tratavam sua pequena, ela só poderia ser grata.
—Queridas, meu filho chegou, vou ali fora buscá-lo. -Martha sorriu e se levantou saindo da sorveteria.
—Será que o filho da tia Martha é bonito? -JJ observou a mãe.
—Eu não sei filha, mas você vai conhece-lo... -Kate sorriu e começou a tomar seu sunday.
—Martha veio falando nesse encontro com o filho desde que saiu de casa, parece que ela tem um novo plano... -Rosa riu balançando a cabeça negativamente.
—Plano de que? -A detetive riu, pelo pouco que pode conhecer da senhora, poderia afirmar que ela deveria ter ideias mirabolantes.
—Ela é atriz... faz peças e algumas participações especiais em programas de TV. -Rosa explicou e deu de ombros.
Martha entrou novamente na sorveteria acompanhada de seu filho.
—Olha mãe... mãe... mãe...
—Oi amor... -Kate fitou a filha.
—O filho da tia Martha é lindão... -JJ riu e apontou para frente.
—Kate?
—Rick?
—Hum... parece que vocês dispensam apresentações. -Martha riu e se sentou novamente ao lado de JJ.
—Tio Rick... -JJ sorriu e se levantou abraçando o professor pelas pernas.
—Pequena... -O homem sorriu e pegou a menina no colo e a abraçou apertado.
—Mamãe te chamou de belo...
—Johanna Jay Beckett... -Kate sentiu seu rosto corar ao máximo e se levantou. -Que coisa feia.
—Relaxa detetive, sei que sou belo. -Ele riu e deixou um beijo no rosto da mulher, aquele cheiro de cerejas que insistia em sair dela o deixava meio tonto.
Kate sorriu e respirou fundo sentindo o perfume delicioso que ele tinha.
—Você é o tio Rick? -Rosa perguntou rindo.
—Sim... sou eu! E você?
—Rosa, a babá da JJ... ontem eu falei com o senhor, quando ligou para falar com a menina. -Rosa esclareceu e sorriu.
—Como esse mundo é pequeno... -Rick disse e se sentou ao lado da detetive que vinha lhe encantando ultimamente. -Então quer dizer que vocês são amigos de dona Martha Rogers?
—É... eu sou melhor amiga dela. -JJ disse roubando algumas colheradas do sorvete da mãe.
—Sim!! Eu e a pequena JJ somos muito amigas... -Martha sorriu encantada, sempre quis netos, adorava crianças e a alegria que elas sempre passavam, infelizmente o relacionamento de seu filho não havia ido pra frente, e ainda que fosse um desejo muito grande, sabia que a felicidade de seu filho vinha em primeiro lugar.
—Como está o machucado? -Rick observou Kate e sorriu.
—Melhor... foi superficial, e parece estar cicatrizando. -Kate disse limpando novamente a boca de JJ.
—Mãe... quero ir no balanço...
—Certo, eu vou levar você lá! -Kate disse e se levantou ajudando a pequena a descer do colo de Rick.
—Vem tio... por favor. -JJ segurou a mão de Castle e sorriu.
—Você pedindo assim... não tem como dizer não. -O homem sorriu e se levantou, passando a caminhar ao lado das duas, para fora da sorveteria.
—Que mundo pequeno... -Rosa riu observando os três.
—Que coincidência fantástica... -Martha disse sonhadora.
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—Ahhhhhh, muito alto agora. -JJ gargalhava enquanto o balanço voava alto, Castle a balançava e sorria a cada vez que ela pedia por mais.
—Filha, segura... -Kate disse enquanto se balançava levemente ao lado, desde pequena ela era apaixonada por balanços, lembrava de quando seu pai montou um para ela no quintal, e suspirou sentindo aquele vazio no peito de sempre, ninguém mais havia sido o mesmo após a morte dela.
—Hey... um doce pelos seus pensamentos. -Rick sorriu se abaixando ao lado dela.
—Brigadeiros? Ou cupcakes decorados?
—Você escolhe...
—Hum... estava lembrando do balanço que meu pai montou no quintal quando eu era criança... eu adorava. -Kate contou saudosa.
—Parece que essa é só mais uma das coisas que JJ puxou de você! -O homem observou a pequena que agora empurrava um pequena flor no balanço.
—Ainda bem... gosto que ela se pareça comigo...
—É... você não é a única. Qual doce vai querer? -Rick sorriu se sentando no balanço ao lado da detetive quando JJ o deixou pelo escorrega.
—Cupcakes decorados...
—Certo... vou providenciar! -Rick riu e logo um choro foi escutado, Kate deu um pulo do balanço e correu até onde JJ estava sentada.
—Mamãe, eu me feri gravemente... -A pequena chorava, e segurava o joelho, onde um pequeno ferimento sangrava.
—Ah... JJ... -Kate arfou, será que era socialmente aceitável enrolar sua filha em um plástico bolha?
—Parece que a super JJ tem um ferimento muito grave... -Rick se aproximou, ele falava engraçado, como se estivesse narrando um filme.
—Sim... -A pequena assentiu.
—Mas veja bem... eu tenho alguns band-aids aqui no meu bolso. E olha, de super heróis...
—Você coloca o do Capitão América, tio Rick? -JJ já não chorava mais, e parecia ter esquecido o machucado, enquanto olhava curiosa os band-aids na mão de Castle.
—Vamos ver... -Rick observou os curativos em sua mão e logo achou o que a pequena havia pedido, cuidadosamente o colocou sobre o ferimento e sorriu.
—Obrigada... -JJ sorriu e logo estava correndo novamente.
—Você sempre anda com curativos animados no bolso? -Kate sorriu.
—Eu sempre preciso deles... vai por mim. Se não fosse por eles, você provavelmente estaria levando a menina para o hospital agora. -Rick riu quando a mulher rolou os olhos e a guiou até um banco próximo dali.
—Parece que você acabou de salvar a família Beckett e seus machucados.
—Sim... talvez seja minha sina, levar vocês para fazer curativos. Pelo menos a JJ não vai a um pub com uma facada na costela. -Ele arqueou uma sobrancelha e riu.
—Rick você tem...
—Oh... queridos. -Martha se aproximou cortando o raciocínio de Kate e se sentou ao lado deles.
—Oi mamãe... -Rick suspirou, ele tinha a impressão de que sabia o que a mulher iria perguntar.
—Kate, se não se importa, deixei que sua filha me chamasse de vovó! Ela disse que não tem nenhuma, que a vovó Johanna foi morar com os anjinhos, e que a outra ela não conhece.
Kate sentiu seu estômago dar cambalhotas e respirou fundo, enquanto Rick a observava atento.
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