If Walls Could Talk

2 I Wanna Feel You Too


Notas iniciais
Boa Leitura!!!

“Se essas paredes pudessem falar,

Eu espero que elas não contem nada.

Porque elas viram muitas coisas”.

O loiro sabia perfeitamente que o fato de estar beijando Ladybug, não queria dizer que ela retribuía seus sentimentos, mas com certeza o momento era um bom presente pra ele.

Uma das mãos de Marinette foi parar sobre o abdômen dele, não podendo deixar de notar o quão definido era. O garoto aproveitou para se arrastar um pouco para o lado, até bater as costas na parede e ficar sentado, enquanto a azulada o acompanhava.

Lutando contra a vergonha, a heroína passou uma das pernas por cima dele, ficando sentada em seu colo e logo os dois pararam o beijo, completamente ofegantes.

— Muito obrigado. – riram, enquanto Adrien fazia carinho nos cabelos de Marinette.

— Eu é que agradeço, kitty.

— Quem diria que ficar trancado aqui fosse uma boa? – a azulada passou a acariciar seus cabelos também, com um sorriso bobo no rosto. Em seguida um som baixo foi ouvido, o mesmo que Ladybug escutou quando caiu por cima do parceiro enquanto enfrentavam a Rainha Repórter.

— Você acabou de ronronar?

— Não achei que acontecesse sem o traje. – corou – Mas acho que é o efeito que você causa em mim.

— Acho... Acho que você também tem um efeito sobre mim. – o garoto se surpreendeu com a fala, em seguida esboçou um sorriso, mesmo que ela não pudesse ver.

— É mesmo? E qual seria?

— Eu ainda não sei.

— E pretende descobrir?

— Talvez. – encostou seus lábios nos de Adrien novamente e logo foi puxada para um beijo mais demorado.

Marinette nunca imaginou estar nessa situação, muito menos com Chat Noir.

Os lábios do loiro se afastaram dos seus e desceram até o pescoço dela, suas mãos passaram a alisar as costas de Ladybug. A garota então segurou os ombros dele com mais força, arfando.

Adrien imaginava que aquela era uma oportunidade única, mas não podia ir muito além, afinal, ainda estavam na escola. Então suas mãos desceram até a bunda de Marinette, a segurando firme.

— Chat... – tomou os lábios dele para si novamente.

O beijo estava se tornando mais intenso, até que precisou ser interrompido ao ouvirem passos – que pareciam ser de mais de uma pessoa. A dupla rapidamente ficou de pé.

— Tikki, vocês já recarregaram? – chamou baixo a kwami, não fazendo ideia de onde ela estava.

— Há alguns minutos na verdade, mas não queríamos atrapalhar. – Plagg respondeu dando uma risadinha.

— Ok, vamos logo então. – levantou atônito – Plagg, claws out! – Chat Noir se transformou de costas para a azulada.

— Tikki, spots on! – com ambos já transformados, o loiro ligou a luz do cômodo e bateu na porta.

— Pessoal? Tem alguém aí fora?

— Estamos trancados! – Ladybug parou ao lado dele. Os dois trocaram um rápido olhar, seus rostos estavam vermelhos, os corpos quentes e as respirações ainda aceleradas.

— Hã... Nino você ouviu alguma coisa? – era a voz de Alya.

— No armário do zelador. – disse o garoto e os passos foram se aproximando. – Ei, tudo bem aí?

— Sim, só ficamos trancados. – Chat Noir respondeu. – Por acidente.

— Deve ter sido durante o ataque do akuma. – Nino sugeriu.

— Estávamos procurando vocês por todos os lugares. – os heróis se entreolharam sem entender, mas deram de ombros – Vamos pegar a chave e já voltamos.

Não demorou muito para que o casal voltasse e começasse a destrancar a porta.

— Tá legal, Marinette e Adrien, me digam agora como ficaram presos aí! – Alya questionou de braços cruzados assim que a porta foi aberta. Quando viu quem estava atrás dela, um clima de tensão se formou no ar. – Ladybug?

— Chat Noir? – Nino perguntou.

— Marinette? – Adrien olhou para a garota ao seu lado.

— Adrien?

— Marinette? – Alya apontou incrédula.

— Adrien? – o moreno fez o mesmo pro melhor amigo.

— Alya! – Marinette exclamou irritada.

— Nino? – disse o seu próprio nome em tom de pergunta, atraindo os olhares para si – Ih, rapaz! Me perdi!

— Espera um pouco! – o loiro levantou as mãos – Como vocês... Sabiam?

— Não sabíamos. Ouvimos as vozes de vocês e imaginamos... Mas... – Alya deixou a frase morrer no ar, enquanto os quatro permaneceram parados. – O que vocês fizeram aí dentro esse tempo todo?

— H-Hã... Precisamos muito ir! Olha a hora! – Chat Noir apontou para o pulso, indicando um relógio inexistente. Puxou a mão de Ladybug, porém a garota permaneceu imóvel – My lady?

— Acho que ela está em choque. – Alya passou a mão na frente dos olhos da melhor amiga, que não esboçou nenhuma reação.

Adrien estava com suas mãos trêmulas e suando por baixo das luvas. Mal acreditava que tinha dado um amasso em Marinette no chão da salinha do zelador – não que estivesse reclamando, Marinette realmente era alguém com que ele gostaria de dar alguns amassos. Mas o ponto não era esse e sim que tinha descoberto que Marinette era Ladybug. Mesmo nervoso, sabia que precisavam sair de lá o quanto antes, então passou o braço pelos ombros dela e segurou as pernas dela com o outro, a pegando no colo.

— Depois a gente conversa. Primeiro eu preciso trazer ela... De volta. – riu nervoso, pegou seu bastão e saiu dali, levando Marinette até o terraço do seu quarto. – Claws in!

— AAAAA! – gritou assim que viu Adrien na sua frente. Só agora a ficha tinha caído.

— Shh! Seus pais podem ouvir. – colocou o indicador sobre os lábios dela, que assentiu – Acho que fizemos uma baita bagunça.

— É. – suspirou – Spots off! – Adrien piscou os olhos, maravilhado quando Marinette apareceu diante de si.

— Eu quero queijo! – Plagg choramingou.

— Tikki, pega um pouco pra ele. – a kwami assentiu e saiu puxando o outro, dando privacidade aos dois portadores.

Marinette então andou até o parapeito e se escorou na grade, olhando para baixo. Adrien fez o mesmo, parando ao lado dela. O clima entre os dois não era exatamente tenso, um pouco constrangedor, talvez.

A garota já achava que seria difícil encarar Chat Noir depois do momento que tiveram, agora que ela descobriu que na verdade era Adrien... Ficaria ainda mais sem graça. Embora não tivesse motivos para reclamar, antes mesmo de descobrir quem era a pessoa por trás da máscara.

— Agora a Alya e o Nino também sabem. – Adrien puxou assunto – Será que é uma gatástrofe? – a azulada virou na direção dele sem acreditar no que tinha escutado. Em seguida fez uma careta e respirou fundo.

— Você é um completo idiota. – ele esboçou uma expressão de surpresa. Estava mais do que acostumado a ouvir isso de Ladybug, mas ouvir de Marinette era estranho. A garota era tão calma e doce. – Mas eu gosto de você. – cravou sua atenção nela, que olhava para algum ponto específico na rua. – Mais do que como parceiros. Mais do que como amigos.

— Você está falando sério?

— Aham. O garoto que eu disse que gostava era você, Adrien.

— Por acaso eu estou sonhando? – Marinette desviou o olhar para ele, sem entender. – Ou eu desmaiei e tudo isso está acontecendo na minha cabeça? – ela riu.

— Você não desmaiou e por incrível que pareça, eu também não.

— Mas ainda há a possibilidade de ser um sonho.

— Então nós dois estamos sonhando ao mesmo tempo. – desviou o olhar e Adrien sorriu. – Nós só precisamos consertar as coisas com o Nino e a Alya.

— Tem razão. Mas antes... – se aproximou, segurando o rosto dela. Em seguida beijou Marinette, que simplesmente fechou os olhos e aproveitou a sensação. – Você é incrível, Marinette Dupain-Cheng. – segurou a cintura dela, distribuindo beijos pelo pescoço da azulada, que bagunçava seus cabeços, antes, perfeitamente alinhados.

— Você também é, Adrien Agreste.

Notas finais
AAAAAAAAAAAA ASSHUAHSUAHU A ALYA E O NINO! Meu plano inicial era os dois não saberem quem estava na sala, só que eu não pude perder a chance de fazer a releitura da cena do Shrek jantando com os pais da Fiona pela primeira vez kkkkkk! Chegamos ao fim então (até porque tenho outras fics pra escrever atualizações). Muito obrigada por terem lido e espero que tenham gostado do mimo ♥ xoxo
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!