If Its Real, Its Possible
1 Capítulo 1 - If its real, Its possible: A Pizza.
''Em questão de segundos,
Voo pra outro mundo,
Outra constelação.''
Te Vivo — Luan Santana
''O mundo gira, e a vez de c ada um de nós vai chegar.'', acordei, como sempre, sussurrando a minha frase. Mais um dia de aula naquele cu de colégio. Mais uma tentativa de ser feliz.
- ANDA LOGO PORRA, PARECE UMA TARTARUGA. SE APRESSE AÍ, OU NÃO TE DEIXO NA ESCOLA DE CARRO, TÁ ME OUVINDO NICOLE? — Gritou o Augusto, meu irmão mais velho.
Porra, que merda. Mas nada seria pior do que suportar andar mais de 40 quadras até chegar no colégio. Então resolvi me adiantar. Tomei uma rápida ducha, vesti a primeira roupa que encontrei no meu armário e desci as escadas. Como de costume, eu estava sem fome. Mas eu conheço a Dona Maria Lúcia, e ela não me largaria do pé se eu saísse de barriga vazia. Tomei então um iogurte. Fiz isso tudo e o Augusto ainda estava no banheiro. Dessa vez, quem gritou fui eu.
- AH, ENTÃO QUER DIZER QUE VOCÊ PODE DEMORAR, MAS EU NÃO? — Perguntei furiosa.
- É o que, Nicole? Se tá tão incomodada, vá andando. — Ele resmungou, grosseiro.
Não iria andando nem morta.
Não dei um piu o caminho inteiro, estava muito entretida escutando November Rain, do Guns N' Roses. Acho que foi opor isso que o tempo passou tão rápido.
O colégio estava como de costume: chato. Quando vi a Cida, fui direto falar com ela. Ela estava no bebedouro.
- E aí? — Perguntei, empolgada.
- Oi. — Ela me cortou e continuou a beber água.
Foi aí que eu lembrei que eu e a Cida estávamos brigadas uma com a outra.
Na noite passada, Justin, um entregador de pizza que estuda lá no colégio, foi lá em casa entregar umas pizza que eu tinha pedido, pois estava sozinha em casa: minha família havia ido para um desses encontros que eu não estava nem um pouco a fim de ir. Implorei com piedade pra ficar em casa, e minha mãe resolveu deixar. Quem veio entregar a tal pizza foi o Justin, e eu o reconheci:
- Oi! — Falei
- Oi... Ei, você é lá do Génezis, né?
- Sou, e você é o Justin, né isso?
- Isso. — Ele riu e continuou — Então...
Por um tempo, uns dois minutos, ficamos parados, apenas nos olhando fixadamente um para o outro. Nesse momento, reparei na beleza tão simples e composta ao mesmo tempo, que ele possuía.
Alto, magrinho, branquelo. Tinha olhos e cabelos castanhos claro, e sorria sorria de um jeitinho lindo, no qual a gengiva aparecia. Reparei isso tudo e muito mais, só naquele instante. Só ali. E estávamos só nós dois. Eu até lembrei que a Cida tem uma pequena queda por ele, mas ela só me falou da aparência dele, nunca avançou no assunto, então... Eu gostei daquele momento, não dá para mentir.
- Ei, sua pizza vai esfriar.
- É verdade... Quanto deu?
- 17,20.
- Fui até a bancada e peguei uma nota de 20 reais. Voltei
- Aqui está — Entreguei o dinheiro e esperei-o me dar o troco.
- Obrigada — Ele falou me dando o troco. — Nos vemosamanhã, então.
- Sim, tchau! — Falei acenando e observando ele se afastar, pra ir ao encontro da sua moto.
- Tchau! — Ele falou subindo na moto e indo embora.
Claro que eu contei isso a Cida, afinal, somos melhores amigas desde a quinta série, não tinha nem a possibilidade de não contar, mesmo sabendo que ela ficaria chateada. Como previsto, ela ficou morrendo de ciúmes. E está aí o resultado.
Bem nessa hora, Justin resolveu aparecer.
- Oi! — Falou me abraçando — Peça pizza mais vezes, viu? — Falou rindo, bem descontraído.
A Cida nessa hora já tinha parado de beber água, e estava sentada numa parede do pátio. Eu estava em pé, ao lado dela, esperando o humor dela melhorar. Mas quando ela viu e ouviu isso, levantou, falou no meu ouvido ''Valeu aí, Nicole'' e saiu. Justin ficou assustado e sem entender nada e me perguntou se estava tudo bem. Eu apenas fiz que sim com a cabeça. Mas não estava nada bem: quando a Cida me chama de ''Nicole'' ao invés de Nic, é porque ela tá mesmo chateada.
Fui correndo atrá´s dela, não podia deixar que menino nenhum acabasse com a minha relação com ela. Mas me surpreendi:
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