If It Was Diferent...
13 A batalha pela honra e o sacrifício pelo amor
Notas iniciais
Estou muito feliz com os reviews de vocês e me sinto um lixo por não poder responder! São as coisas que fazem meu coração se esquentar e meus olhos brilharem! Quero agradecer também à Naty - nataliasilveira , aqui no nyah - por ter recomendado a fic. Agora são 5 recomendações!!! Por favor, não parem de recomendar. Estou pensando até em fazer uma 2ª temporada para a fic, quando ela acabar. O que acham? Já aviso que tudo vai ter um rumo diferente do original "a viagem do peregrino da alvorada". Querem? Enfim, espero que estejam gostando... amo vocês muito muito!
beeijos:*
bellafurtado (:
A cavalaria telmarina já estava vindo na nossa direção. Caspian me aguardava ali atrás. Olhei para trás e neguei com a cabeça, informando-o de que eu não iria com ele. Os arqueiros já estavam a postos. Caspian e o chefe centauro entraram na fortaleza. O plano estava dentro dos conformes, até agora. Ao meu lado, Pedro começou a contagem:
-Um... dois... três... quatro... cinco... seis... sete... oito... nove... preparem-se!!!
Os cavalos avançavam. E então, quando estavam bem próximos da área de combate, o chão se desfez nos pés da cavalaria de Telmar. Boa parte dos cavalos caíram. As primeiras flechas atingiram os telmarinos. E esse foi nosso sinal. Ed montou no cavalo marrom e cavalgou em frente, enquanto Pedro gritou:
-Atacar!
Corremos na direção dos soldados vivos. Pulei sobre um idiota que reconheci sendo um dos que me perseguiram. Cuspi na cara dele e nossas espadas se chocaram. Dei-lhe um chute na base das pernas que o fez cair no chão. Pisei em seu braço enquanto cortava o pescoço de outro que tentava me atacar. Empurrei-o e me abaixei habilmente, conseguindo ao mesmo tempo me desviar de um golpe e arrancar a espada do cara que tinha o braço pisado por mim. Dei um pisão em seu estômago e cravei a espada em sua barriga, girando meu corpo logo depois para me esquivar de outro golpe.
Os grifos já estavam voando na direção dos soldados telmarinos sem cavalo. Agarrei o cabelo de outro cara e puxei sua cabeça na direção do meu joelho, dando-lhe uma joelhada na cara e deixando-o com o nariz quebrado. Tentei golpeá-lo, mas ele se defendeu com se escudo. Numa imitação perfeita do golpe de Pedro, agarrei o escudo e girei-o junto com o braço do homem, deixando ambos presos às costas do inútil.
Dei-lhe um chute nos fundilhos e cortei seu pulso. Corri à frente, pegando um dos poucos cavalos que ainda estavam vivos. Coloquei minha espada na bainha e agarrei meu arco, pegando uma flecha logo depois. Pus o cavalo para trotar em grande velocidade, à medida que atirava nos soldados que me apareciam na frente.
Lúcia ainda não havia voltado. Eu estava ficando preocupada. Eu sabia que o que seria feito ali seria permitido por Aslam, então não tinha o que temer. Pelo menos eu morreria tentando honrá-lo. E então, ouvi a voz de Pedro gritando:
-Recuar para o monte!
Virei meu cavalo e passei a pô-lo para trotar ainda mais rápido — pobre animal. Passei por Pedro e lhe estendi a mão. Ele a agarrou e subiu no cavalo, matando com sua espada os soldados que apareciam à nossa frente.
As pedras lançadas pelas catapultas estavam sendo atiradas mais rápido. O cavalo trotava a toda a velocidade. Mas então as munições das catapultas atingiram a fortaleza e a mesma teve a entrada bloqueada por um bocado de pedras. Alguns faunos foram esmagados, o que fez meus olhos se encherem de lágrimas. Porque um deles era o que eu havia desafiado há pouco tempo atrás.
Ouvi um grito familiar e direcionei meu olhar diretamente para o posto dos arqueiros, aonde Susana escorregou e estava prestes a cair. Resfoleguei e tentei colocar o cavalo na direção dela. O bicho provavelmente morreria com os pesos meu, de Pedro e de Susana. Mas antes ele do que a Sup, não é?
Mas, antes que ela caísse, Trumpkin a segurou pela mão. Senti meu coração dar um salto e prendi a respiração. O clima ficou tenso. Pedro estava agarrado a mim com força. Ambos descemos do cavalo e ficamos encarando Sup. Casp posicionou-se ao nosso lado, estávamos todos prontos para pegar Susana. Trumpkin a balançou e a soltou, fazendo-a cair exatamente no pedaço de terra abaixo de si. Graças a Aslam!
Nos viramos e avistamos a destruição atrás de nós. Soldados ainda lutavam. Susana havia descido e agora estava conosco. Estávamos lado a lado, Caspian, Susana, Pedro, eu e Ed, respectivamente. Guardei meu arco e desembainhei minha espada, pegando também uma que estava no chão ao lado de um cadáver telmarino.
E então, corremos na direção da luta. Ergui minha espada direita acima da cabeça e choquei-a contra a de um soldado. Enquanto ele tentava segurar minha espada direita com a sua, eu desferi um golpe com a espada esquerda na sua barriga.
Avistei pelo rabo do olho um soldado vindo atrás de mim me atacar. Chutei-o por trás mesmo, me virei e cortei-lhe o pescoço. Eu estava sempre urrando. Agarrei uma de minhas flechas e lancei-a de maneira certeira em um soldado que ia atacar Ed pelas costas. O cara caiu no chão morto.
Corri no ponto mais crítico da batalha e dei um salto, dando uma voadora num soldado e deixando-o inconsciente. Girei meu corpo e cravei a espada num soldado atrás de mim. Eu agora estava girando as espadas e meu corpo, sempre me defendendo e atacando. Havia matado muitos soldados mesmo e estava com pouquíssimos ferimentos, todos superficiais.
Um soldado realmente forte se aproximou de mim e começou a tentar me atacar. Ele era realmente forte e meus braços estavam cansados de segurar as espadas para me defender. E o pior de tudo: eu estava diante do grande buraco, prestes a cair. O soldado deu um investida forte mas eu forcei minha espada direita contra o lado esquerdo da dele, e passei a girar ambas. Dei-lhe uma cabeçada com força e ele ficou tonto, então chutei sua... área proibida, digamos assim. Ele caiu aos meus pés e puxou-os com força. Desferi um golpe em seu pescoço e caí no buraco.
Gritei, aguardando a morte dolorida que viria à seguir. Tentei me concentrar em lembrar unicamente do rosto de Pedro, para ficar calma. E então, caí em um par de braços: Caspian.
Pedro estava com a mão estendida para nos puxar para cima. Ele puxou Casp e depois me puxou. Mas o que eu vi quando saí do buraco me deixou boba. Ali, diante de nós, as árvores estavam andando.
-Com mil diabos, o que é isso?! — perguntei sem saber o que dizer.
Pedro olhou em volta e, sorrindo, explicou:
-Lúcia.
Era incrível a maneira como as raízes das árvores atingiam somente aos telmarinos e suas árvores. Mas, despertei dos meus devaneios ao ver um soldado que ia tentar atacar Pedro pelas costas. Eu estava ao lado de Pedro, mas olhando na direção contrária, na direção do soldado.
-Pedro! — gritei, mas já era tarde. O homem ia acertá-lo. E então, fiz tudo o que pude fazer para defendê-lo: pulei na frente do homem e ergui minha espada sobre o peito.
Mas parece que eu devia tê-la deixado mais abaixo, pois logo depois senti uma pontada na barriga e uma dor imensa me invadiu. Meus olhos estavam arregalados e eu estava tentando respirar com muita dificuldade, pela boca, vale ressaltar. Tudo doía, como se eu estivesse me corroendo. Olhei para baixo e vi minha espada cravada no ombro do soldado, enquanto a dele estava... estava cravada na minha barriga. Senti-me despencando no chão, mas um par de braços me segurou.
Olhei para cima com a visão turva e vi Pedro me segurando.
-True! — ele gritou. — Por favor — ele tirou os cabelos do meu rosto suado. Eu sentia uma dor inimaginável, parecia que eu estava morrendo. E era provável que eu estivesse. — Por favor, resista! Resista, a Lu logo estará aqui! Ela vai conseguir te salvar, espere só mais um minuto...
Ele estava chorando. Eu sentia as lágrimas escorrendo por todo o meu rosto, mas eu não conseguia pensar direito. Olhei para a minha barriga de novo e a espada não estava mais ali.
-Desculpe — murmurei. — Por tudo. Por ter te julgado, por ter brigado com você... — minha voz estava caindo cada vez mais. Eu sentia a vida se esvaindo de mim. Eu acho que poderia agüentar umas 2 horas se continuasse tentando viver. Minha voz agora não passava de um sussurro: — Me perdoe.
-Eu só te perdôo se você não me deixar agora — ele tentou me fazer ficar.
Eu ri fracamente.
-Não é assim que funciona, Pedro.
-Por favor...
-Eu queria que soubesse, antes de eu partir... que eu te amo. Muito mais do que como eu amo a um amigo. Eu... eu te amo de verdade. E queria ter tempo o suficiente para ficar com você... eu... e-eu queria te pedir uma coisa — e tossi com força, sentindo como se minha garganta rasgasse. Ela estava muito seca. — Me beije. Preciso sentir isso de verdade antes de morrer.
-Você não vai morrer!
-Pedro, por favor.
Ele acariciou meu rosto e então aproximou seu rosto do meu. Fechei meus olhos e senti seus lábios carnudos e macios contra os meus. Sua língua não precisou imprimir força alguma contra meus lábios fracos para que os mesmos se abrissem. Ela circulou um pouco pela minha boca e depois retornou ao Pedro. Ele prendeu meu lábio inferior entre os seus e então soltou-o. Passei minha língua em toda a minha boca, tentando memorizar o gosto maravilhoso de Pedro antes de ir.
-Os soldados estão indo para o Beruna! — Caspian disse.
-Pedro, vamos! — Ed disse.
-O que diabos está acontecendo? — Susana perguntou abrindo caminho e então os três se depararam comigo na minha péssima situação. — Trudy! — Susana gritou esganiçada, se ajoelhando.
Eu podia ver as lágrimas nos olhos de todos eles.
-P-pre-precisam... ir — falei fraca, entre resfolegos.
-Não sem você — Caspian exclamou.
-Larguem mão de ser idiotas. Suas vidas valem mais do que a minha... são os — tossi forte e demorei um pouco para recobrar a respiração. Cada tosse fazia as bordas da barriga se comprimirem, doerem de maneira inimaginável — são os reis e rainhas de Nárnia, esqueceram? E você é o herdeiro do trono, Casp. Eu sou só a princesa que não tem opinião válida... quero dizer, segundo os o-outros.
Ed sorriu.
-Não vamos te largar, dona feminista — ele disse. — E não porque você é uma princesa. Mas porque é nossa amiga.
Eu sorri. Senti Pedro me erguendo e me colocando sobre um cavalo. Sup, a mais cuidadosa deles, subiu no cavalo comigo e o conduziu enquanto eles corriam. Ela me colocou de uma maneira confortável para que eu não sentisse tanta dor, mesmo que o cavalo estivesse numa velocidade imensamente alta.
-Por Aslam! — Pedro gritava com sua espada erguida.
Sorri. Sup me encarou.
-Eu sempre soube que você o amava.
-Então pode repetir isso para ele? — perguntei num sussurro, fazendo esforço para respirar depois.
-Você mesma vai fazer isso — ela retrucou colocando o cavalo mais rápido. Mas ela não parecia nada confiante.
Logo o cavalo parou. Susana saltou e me colocou confortável e seguramente agarrada ao pescoço do cavalo. O cavalo estava parado ao lado dela, de Pedro, de Caspian e de Edmundo. E, do outro lado da ponte, pude avistar Lúcia. Ela parou em frente à ponte e ergueu um singelo punhal.
Por um acaso ela estava louca?
E então eu o vi: o grande e majestoso leão estava parado ao lado de Lu com uma expressão serena e despreocupada. Mesmo com minha visão turva, o leão ainda era lindo, majestoso; quase um consolo para a hora da morte. Sorri imensamente, lutando para não fechar os olhos. Aslam estava aqui! Lúcia conseguiu!
-Atacar! — lorde Sopespian gritou depois de um longo silêncio.
Eles avançaram pela ponte. Aslam e Lúcia nem se mexeram. Quando os soldados haviam atravessado metade da ponte, Aslam abriu sua bocarra e deu um rugido forte. As águas tremeram com o som.
O lado esquerdo da água começou a abaixar, acumulando-se do direito. E então, a água começou a se juntar num só ponto até formar um imenso homem... de água! O homem se colocou abaixo da ponte e segurou-a por sobre os ombros, erguendo-a acima da cabeça. Os homens caíram por todos os lados e agora só restava na ponte Lorde Sopespian.
O homem de água encarou-o atentamente e então o engoliu. E aí, voltou a ser o que era antes: água. O rio Beruna, para ser mais exata. Havíamos ganhado!
Os soldados estavam entregando suas armas para nós. Pedro correu ao meu cavalo e pegou-me em seu colo. Eu me aconcheguei em seu calorzinho gostoso e sorri.
-Vamos até Aslam? — perguntei.
-Sim. Ele nos chama.
Atravessamos o rio e nos reunimos — Caspian, Susana, Edmundo e Pedro me carregando — à margem oposta do Beruna, onde Aslam nos esperava com Lúcia. A vida se esvaía de mim. Tinham de admitir que eu estava sendo muito forte para aturar tanto. Eu estava suando em profusão e respirar era quase impossível. Minha visão estava muito turva. Meu ferimento ardia, doía e queimava, um misto de sensações ruins.
Ed, Casp e Sup se ajoelharam imediatamente, mas Pedro demorou um pouco por estar comigo no colo.
-Deixe-me n-no chã-o — pedi. — Quero me prostrar para o Grande Rei também.
Pedro, com certo relutância, me deixou no chão. Não tive força para me manter ajoelhada, então deitei-me sobre o chão, de barriga para baixo, apoiada nos tornozelos. Pedro estava ajoelhado.
-Ergam-se reis e rainhas de Nárnia — Aslam pediu em sua voz que era ao mesmo tempo forte e doce. Era... reconfortante. Uma razão para continuar.
Os Pevensie se ergueram, mas eu e Casp continuamos no chão. Não éramos reis. Ele seria, mas não eu.
-Todos vocês — Aslam explicou de imediato.
Continuei prostrada. É claro que eu não conseguiria me levantar sozinha, mas mesmo se pudesse eu não iria. Porque não era comigo que o Grande Leão estava falando. Era com Casp.
-Eu não acho que estou preparado — Caspian explicou.
-É exatamente por isso que eu sei que está — Aslam disse. Eu sorri encarando o chão. As bordas do ferimento estavam ardendo insuportavelmente. Caspian levantou-se.
-Algum dos reis poderia fazer a gentileza de erguer a rainha? — perguntou em tom brincalhão.
Ergui minha cabeça.
-Desculpe... senhor, mas não sou rainha. Sou só uma princesa que tenta inutilmente ter direitos. Susana e Lucia são rainhas.
-Trudy Willians, tens 15 anos e é portadora de uma sabedoria e coragem imensas! Características que herdou de sua mãe, a princesa Laiane. Tens merecimento e vocação suficientes para ser rainha.
Meus olhos estavam cheios de lágrimas. Pedro me ergueu do chão e me segurava em seu colo. Beijou minha testa. Eu estava suando frio.
-Obrigada, meu senhor — falei a Aslam.
-Lúcia, dê um pouco do tônico à futura rainha — ele falou com um sorriso de leão. Senti-me reconfortada.
Lúcia correu na minha direção, percebendo só agora a gravidade do meu ferimento. Pingou em minha boca uma gota do tônico vermelho e eu imediatamente me senti melhor. As bordas da minha barriga se juntavam, tudo de ruim que poderia ter infiltrado ali estava sendo extinto e meus tecidos se regeneraram. Novamente, eu estava sem nenhuma cicatriz. Tudo o que restava proveniente dos ferimentos era o suor. Fora isto, tudo estava perfeito.
-Obrigada — sussurrei.
Notas finais
então, outra coisa importante. Sou co-autora numa fic que também se passa em "o príncipe Caspian". É a continuação de uma fic da DeborahB, "a crônica esquecida". A primeira foi ótima, e a segunda promete! Ó os links:
http://fanfiction.nyah.com.br/historia/87220/A_Cronica_Esquecida
http://fanfiction.nyah.com.br/historia/99741/Principe_Caspian_A_Verdadeira_Historia
Leiam e deixem reviews nas duas, gente!
beeijos:*
bellafurtado (:
bye o/
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