If I lose myself - Lily Evans e James Potter
7 A decepção
Notas iniciais
Ai minha cabeça, foi à primeira coisa que Lily pensou antes mesmo de abrir os olhos na manhã seguinte. Ela estava deitada em algo macio, quente e que respira. Respira?, pensou. Quando abriu os olhos ela estava aninhada nos braços de James. Ele dormia profundamente, mas ela deu um empurrão nele que quase o fez cair da cama.
– O que você está fazendo aqui? – gritou ela.
– Quase caindo – disse ele, sentando na cama.
– Eu não estou pra brincadeira James.
– Eu fiquei aqui com você porque a Marlene não podia, ai acabei pegando no sono – explicou ele.
– O que aconteceu ontem à noite? – perguntou ela, colocando a mão na cabeça dolorida.
James murchou. Ela não se lembra de nada, claro que não ia se lembrar, pensou.
– Fora o fato de você ficar muito bêbada e subir no balcão pra dançar, não aconteceu nada – disse ele, rindo, para disfarçar a cara.
– Eu fiz isso? – James assentiu – Que droga.
– Tá doendo muito a cabeça?
– Demais.
– Vamos descer. Você come alguma coisa e a gente arruma um remédio.
Lily assentiu e foi trocar de roupa. Quando chegaram ao bar Sirius estava esperando por eles, segurando uma bebida de aparência bem nojenta.
– O que é isso? – perguntou James.
– Meu suco cura-ressaca.
– Suco cura-ressaca? – perguntou Lily, sentando no banco.
– Isso, fiz especialmente pra você ruiva – Sirius escorregou o copo na direção dela.
– Eu não vou beber isso, é nojento.
– Bebe logo – Sirius fez uma cara de bravo.
Lily olhou para James, depois olhou para a bebida grotesca. Pegou o copo, tampou o nariz e bebeu tudo de um gole só.
– Sua cara tá péssima, deve ser tão horrível quanto à aparência – James riu.
– É horrível, mas a cabeça dela vai parar de doer em 2 minutos.
Lily finalmente conseguiu não vomitar e precisava tirar aquele gosto da boca.
– Preciso comer.
Sirius riu e James pediu panquecas. Sentaram em uma mesa e Marlene apareceu.
– Como está à cabeça Lily? Sirius já te deu a bebida mágica dele?
– Já tomei aquilo, realmente ajuda bastante.
Marlene riu e sentou a mesa com eles. De repente o celular de Lily apitou. Ela pegou o telefone no bolso e James e Lene se olharam. Quando ela abriu a conversa com Snape no whatsapp, arregalou os olhos. Não pela foto que viu que foi mandada pra ele do dia anterior, mas sim pelo que ele escreveu sobre a foto: Parece que você está se divertindo muito com esse ai. Esse ai?, pensou ela, o que ele quis dizer com isso?.
– Já volto, preciso fazer uma ligação – Lily levantou e subiu para o quarto.
James achou aquilo muito estranho. Será que ela vai ligar pro ranhoso?, pensou. Depois de 10 minutos ele já estava preocupado e decidiu ir atrás dela.
– Vou ver o que tá acontecendo.
– Olha bem o que vai fazer James – disse Lene.
Ele subiu até o quarto dela e a porta estava entreaberta.
– ...Severo, pra que tudo isso? – era a voz exaltada de Lily.
James abriu a porta e ela estava de costas para ele, perto da janela. Snape falava tão alto no telefone que ele conseguia entender tudo que ele dizia.
– Você é uma vagabunda, fica se esfregando com esse Potter, eu já devia saber.
James não acreditou no que ouvia.
– Lily – chamou ele.
Lily olhou para ele e desmoronou naquele momento. As lágrimas começaram a cair sem parar e ela não conseguia dizer nada. Ela caiu de joelhos no chão e James correu para ajuda-la. Ele pegou o telefone da mão dela e não hesitou.
– Você tem noção do que você acabou de fazer? Quando você entender a burrada que você fez, não venha atrás dela, por que se eu ver você na minha frente eu quebro a sua cara ao meio, tá me entendendo? – e desligou.
Lily o abraçou com força e James deixou que ela molhasse a sua camiseta com as lágrimas de tristeza. Ele estava tão quebrado quanto ela por vê-la nesse estado. Pegou ela no colo e a colocou na cama.
– Você quer que eu te deixe sozinha? – perguntou ele.
Ela simplesmente assentiu com a cabeça e fechou os olhos. James deu uma ultima olhada nela e fechou a porta. Ele desceu cabisbaixo até o bar e Marlene viu nos seus olhos.
– O que ele fez? – questionou ela.
– EU fiz Lene, EU. Se eu não tivesse mandado aquela foto ela não estaria daquele jeito.
– Me conta direito.
Sirius e Lene o ouviram contar o que presenciou.
– Culpa sua? Ele é um babaca, e ia acabar fazendo isso com ela cedo ou tarde – disse Sirius.
– Exatamente. James, não foi você, ele disse aquilo porque ele quis, ele poderia ter lidado com aquela foto de um jeito totalmente diferente, mas ele preferiu fazer isso com ela, então não se culpe pela idiotice dele.
– Vocês tem razão, mas vocês não viram a reação dela. Ela simplesmente desabou, quebrou meu coração ao meio. Eu mato aquele babaca – James deu um soco no balcão.
– Relaxa James, come suas panquecas e tenta esquecer isso – disse Marlene, colocando o prato na frente dele.
Ela levantou e saiu e Sirius ficou com ele enquanto ele comia.
– Pensa pelo lado bom, agora ela é toda sua.
– Cala a boca cachorro, seu idiota – James riu – Falando em toda sua, precisamos ter uma conversinha.
– Lá vem.
– Por que você não me disse que era caidinho pela Lene?
– Por que isso não existe.
– Sirius, você esqueceu que eu sou um babaca apaixonado? Eu reconheço outro quando eu vejo.
– Fala baixo, veado, vai acabar com a minha reputação – disse ele – eu não estou apaixonado por ela, eu só acho ela gostosa e totalmente pegável, maaas ela é minha chefe, então não rola.
– Não me enrola, você adora um perigo – os dois riram – você só não ficou com ela porque tá com medo dos poderes de sedução te envolverem.
– Cala a boca, idiota – Sirius deu um soco no ombro de James e os dois riram da situação.
A manhã passou e durante o almoço Sirius, Marlene, James e Lupin sentaram juntos.
– Estou preocupado com ela, ela precisa comer – disse James.
– Eu levo comida pra Lily, ela vai preferir uma presença feminina, mas deixa eu terminar meu prato.
– E o que pretendem fazer hoje nessa microcidade? – perguntou Remo.
– Não faço a menor ideia, não sei se a Lily está disposta.
– Eu tenho uma ideia genial – disse Sirius – Vamos fazer trilha, estou doido pra explorar aquela floresta, dizem que tem umas coisas bem bizarras lá.
– Eu topo – falou Lene, deixando Sirius surpreso.
– Você topa? Pensei que não ia querer bichos nojentos subindo em você.
– Eu já tenho que suportar você Sirius, não tenho mais medo de bichos nojentos – todos na mesa riram e Sirius ficou emburrado.
– Sacanagem – disse ele.
– Vou levar comida pra Lily e ver se ela topa, pra se distrair – Lene levantou e foi pra cozinha fazer um prato pra ela.
Meia hora depois as duas desceram até o bar e sentaram com os meninos.
– Ela vai – disse Lene, sorrindo.
– Preciso me divertir – disse Lily, dando um sorriso amarelo.
Eles foram se preparar, colocaram as roupas adequadas, pegaram água, comida e equipamentos e em duas horas já estavam prontos para ir.
– Vamos no meu carro – disse Lene, e apontou para um jeep estacionado em frente a estalagem.
Todos entraram e Sirius dirigiu até a orla da floresta.
– Preparados? – perguntou ele.
Fazer a trilha toda levou 3 horas. Eles encontraram as tais criaturas bizarras, como aranhas de um tamanho não muito normal, ouviram alguns sons desconhecidos e quase se perderam em meio a tantas árvores juntas. Quando voltaram à orla Lene disse:
– Nunca mais volto lá, nunca mais tenha uma ideia dessas Sirius.
– Foi divertido Lene, ver você se agarrando em mim com medo de aranhas tão charmosas – todos gargalharam e Lene deu um tapa nele.
Quando voltaram para o hotel estavam tão cansados que acordaram para o jantar só depois das 11 da noite.
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