If I Would Have Known It Could Have Been You
4 #4 - Não devíamos ter feito isso
Notas iniciais
#4
Não devíamos ter feito isso
– Kurt, espera! Por que está fugindo de mim? – Blaine gritava enquanto corria atrás de Kurt.
O moreno só conseguiu alcançar Kurt quando os dois entraram no quarto do hotel.
– Você pode me explicar o que aconteceu? – Blaine perguntou preocupado.
– Não deveríamos ter feito o que fizemos. Isso foi um erro. – Kurt disse indignado consigo mesmo.
– Por que, Kurt? Por que foi um erro? Somos adultos, solteiros, podemos fazer o que quisermos. – Blaine disse e viu o outro negar.
– Isso acaba com todos os meus princípios e quase prova o que eu ouvi durante meu ensino médio inteiro, de que não existe amor entre dois homens e que tudo entre dois homens se resume a sexo. – Kurt disse ainda irritado.
– Isso não foi apenas sexo, Kurt. Para com isso. – Disse Blaine, sentando-se ao lado de Kurt na cama. – Olha, eu vou ser bem honesto com você, ok? Eu nunca gostei de alguém tão rápido quanto gostei de você. Meu amigo diz até que eu estou apaixonado por você e eu não sei se isso de fato não é verdade. Você faz meu coração bater mais forte e mais rápido. Eu gosto mesmo de você, Kurt. Eu só aceitei te ajudar para poder passar mais tempo ao seu lado.
– Você está falando sério? Eu não estou iludido o suficiente para estar fantasiando isso? -– Kurt perguntou sem acreditar naquilo que havia escutado.
Blaine se aproximou mais de Kurt, colocou a mão em sua cintura e o beijou. Um beijo calmo, cheio de paixão.
– Isso mostra o quão sério eu estou falando? – Disse o moreno ainda segurando a cintura de Kurt.
– Ainda não consegui perceber a seriedade da situação. – Kurt disse com um sorriso sapeca no rosto. – Será que você poderia me beijar de novo, Senhor Anderson? Para fins profissionais de minha pesquisa, claro.
– Como se eu fosse negar um pedido seu, não é mesmo? Ainda mais que é por um fim profissional da sua pesquisa. – Blaine disse e beijou Kurt novamente.
[...]
Mais tarde naquele mesmo dia, Kurt e Blaine sentaram-se na cama e colocaram em sua volta os papeis com as informações que tinham até o momento.
Não haviam coletado muitas informações, na verdade, não tinham nem por onde que começar.
– Kurt, você não acha estranho que seu irmão tenha nascido no mesmo ano e local que eu? – Blaine perguntou com cuidado, não queria dizer sobre sua suspeita.
– Isso é apenas uma coincidência, B. – Disse o castanho.
– E o fato de que eu não tenho pai? Também é apenas uma coincidência? – Perguntou o moreno.
– Sim, apenas coincidências. – Disse Kurt lendo alguns dos arquivos dos quais eles fizeram cópias.
Do nada, Kurt começou a rir e Blaine não entendeu nada, apenas olhou para o castanho confuso.
– Do que você está rindo? – Perguntou ele sem saber se realmente queria ouvir o motivo das risadas.
– Eu estava lembrando de ontem. Da maneira que você simplesmente me colocou em cima da bancada e atirou todos os papeis no chão. – Kurt disse e riu novamente, riu mais ainda ao ver Blaine corar. – Foi legal. Muito legal.
– Concordo. – Blaine disse ainda envergonhado. – Podemos repetir a dose qualquer hora dessas. Eu tenho uma bancada bem legal na minha casa.
Os dois começaram a rir sem parar, sem conseguir focar em mais nada, apenas um no outro.
Kurt pulou por cima dos papeis e grudou seus lábios nos de Blaine em um beijo calmo.
– Eu estou me divertindo bastante aqui com você. – Admitiu Kurt.
– Eu também. Eu nunca faço nada de divertido no meu trabalho, mas procurar seu irmão está sendo bem proveitoso e prazeroso para mim. – O moreno disse sorrindo.
– Como você é safado, Blaine. – Kurt disse tocando o travesseiro no outro e rindo em seguida.
[...]
No dia seguinte, os dois voltaram ao departamento para procurar por outros papeis e Blaine novamente pegou seu arquivo.
– Agora que você não está caindo de sono, olha meu arquivo. – Blaine disse entregando seu arquivo para Kurt, que pegou sem muita vontade.
– Eu não quero olhar. – Kurt disse um pouco triste.
– Por que não? – Perguntou ele.
– Você já pensou se pesquisarmos e descobrirmos que somos irmãos? O que aconteceria? Não poderíamos ficar juntos por culpa de um laço sanguíneo. – Kurt disse e sentou em cima da bancada.
– Kurt, nós não somos irmãos. Eu estava brincando, calma. – Blaine disse alisando a perna do maior. – E, se por um acaso, nós descobríssemos que somos irmãos, eu continuaria com você, mesmo que nós tivéssemos que nos separar de tudo e todos que são contra. Até porquê, com essa teoria em mente, não fomos criados como irmãos. As pessoas não poderiam julgar.
– Você está certo. – Kurt disse e abriu o arquivo de Blaine, quase o enfiando no rosto enquanto lia. – O que você está fazendo? – Kurt perguntou ao sentir duas mãos tentando abrir o zíper de sua calça.
– Kurt, continua lendo o arquivo e aproveita, só isso. – Blaine disse continuando o trabalho com suas mãos.
– Blaine, alguém pode chegar aqui e ver isso, e... oh, meu Deus. – Kurt se perdeu nas palavras ao sentir a boca quente de Blaine envolver seu membro.
Kurt largou o arquivo de lado e se entregou ao prazer que estava sendo proporcionado pelo Anderson.
O Hummel envolveu suas mãos no emaranhado de belos cachos morenos no cabelo de Blaine, os puxando levemente.
Blaine não parou com os movimentos até ver Kurt chegar ao seu ápice, o que não demorou muito a acontecer. O moreno fechou novamente a calça de Kurt e voltou a olhar os arquivos como se nada tivesse acontecido.
– O que eu fiz para merecer isso? – Kurt perguntou com a voz ainda falhada.
– Apareceu na minha vida, só isso. – Blaine disse, logo se virando para Kurt e o beijando rapidamente.
– Eu não estou nem um pouco acostumado com isso. – Kurt disse rindo. – Esse carinho todo.
– Pois acostume-se. Agora você vai me ter sempre ao seu lado. – Blaine disse novamente sorrindo.
Subjected to my system, reflecting on the days
(Sujeito ao meu sistema, refletindo sobre os dias)
When we used to be just friends
(Quando costumávamos ser apenas amigos)
Protected both our interests, our trust was in a bank
(Protegendo nossos interesses, nossa confiança estava em um banco)
That's where our hearts were safe
(Isso foi onde nossos corações estavam a salvo)
And then we got closer
(Então nos aproximamos)
Separated from my ex 'til we got closure
(Separado da minha ex até que nos separamos)
Ooh, on every visit, feelings got stronger
(Oh, em cada visita os sentimentos ficavam mais fortes)
Now this is out of our hands, our love is here to stay
(Agora isso não está em nossas mãos, nosso amor está aqui para ficar)
So get used to me checking in all day
(Então se acostume como chegando, todo dia)
Get used to me falling through just to see your face
(Acostume-se comigo por perto, apenas para ver seu rosto)
There ain't a moment I won't need your brace
(Não haverá um momento em que eu não precisarei dos seus braços)
Get used to me touching you, get used to me loving you
(Se acostume comigo te tocando, se acostume comigo te amando)
Oh get used to it, oh get used to it, oh get used to it
(Oh, se acostume, oh, se acostume, oh, se acostume)
Oh used to me holding you, used to me wowing you, oh get used to it
(Oh, se acostume comigo te abraçando, se acostume comigo te desejando, se acostume)
Blaine cantou sorrindo para Kurt, logo sendo beijado pelo mesmo, que também sorria grandemente.
– Acho que posso me acostumar. – Kurt disse rindo.
[...]
Mais uns dias se passaram. Aquele era o último dia deles na Califórnia e eles queriam aproveitar ao máximo um com o outro, pois, quando voltassem, não teriam mais tanto tempo para passar um ao lado do outro.
Era noite já, as malas deles já estavam prontas, mas eles queriam aproveitar os últimos momentos naquele hotel.
Eles deitaram na cama para assistir televisão e ficaram abraçados por ali, apenas aproveitando a companhia um do outro.
– Kurt, posso te perguntar uma coisa? – Perguntou Blaine.
– Claro. – Kurt disse sorrindo, aconchegado nos braços de Blaine.
– Você já esteve em um relacionamento sério? Digo... já namorou? – Perguntou Blaine um pouco tímido.
– Tive uns casos, nada sério. E você? – Perguntou Kurt.
– Nada também. – Ele disse rindo.
– Por que a pergunta? – Perguntou o castanho.
– Eu só queria saber. Nada demais. – Ele disse e sentou na cama, encarando Kurt em seguida.
– Você deve amar me ver corado, não é mesmo? Porque é só isso que você consegue me olhando desse jeito. – Kurt disse tímido.
– É, definitivamente meu amigo estava certo! – Blaine disse com um sorriso de orelha a orelha.
– Sobre o que ele estava certo? – Perguntou Kurt também sentando na cama.
– Eu definitivamente estou apaixonado por você, Kurt Hummel.
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